Não aparentava mas a mansão Malfoy estava em festa. Rose Malfoy estava grávida! Mais um membro na família... Draco tentava conter o sorriso, Narcissa estava confiante que dessa vez viria uma menininha — mesmo amando seu bisneto, sempre desejou uma menina. Astoria não disfarçava a felicidade paparicando a nora e o filho. Lucius estava sério como sempre, mas todos ali sabiam que ele estava feliz. Já Zyon... Bom, esse não demonstrava muita felicidade e Draco percebeu.

— Zyon, vamos lá no jardim, quero lhe mostrar uma coisa. — Falou, chamando a atenção do neto. — Parabéns mais uma vez Rose e Scorpius. — Parabenizou novamente, ouvindo um "Obrigado" em uníssono.

Quando chegaram no jardim, o menino ainda estava com a cara fechada e com os bracinhos cruzados.

— O que houve? Algum inseto do mau humor lhe picou? — Perguntou divertido, vendo o menor ficar mais carrancudo. — Olha esse rostinho carrancudo, vai ficar igual o bisa Lucius. — O menino virou o rosto, fazendo Draco soltar uma risada. — Estou falando serio dessa vez, o que aconteceu?

— Não quero ter um irmão. — Foi claro e objetivo. Não teve coragem de confessar ao papai e nem mamãe, já que eles estavam muito felizes, mas ao vô Draco ele sabia que podia ser sincero.

— E por que não? — O mais velho perguntou arqueando uma das sobrancelhas.

— Porque não. — Zyon foi curto. Ora essa, não queria porque não queria.

— "Porque não" não é exatamente uma resposta. — Falou se aproximado do menino. — Achei que confiasse no seu avô FAVORITO. — Continuou, enfatizando o favorito. Era óbvio; o Weasley era idiota demais para ser o avô favorito.

— Eu confio. — respondeu de imediato, quase sem respirar, fazendo Draco sorrir. — Tenho medo... — Murmurou.

— Medo de quê? — Perguntou num tom preocupado.

— De... Sabe, deixa pra lá vovô, é besteira. — Respondeu sorrindo minimamente.

— Fala logo. — Draco foi curto, fazendo o menino respirar fundo.

— TenhoMedoDeQueVocêsMeEsqueçam. — O menino respondeu tão rápido que Draco só entendeu "medo".

— Fale mais devagar...

— Tenho medo que vocês me esqueçam, vovô. — Falou sem encarar o avô, estava realmente chateado e preocupado.

Draco prendeu o sorriso, seu neto era realmente muito diferente dele e dos Malfoy anteriores... Claro, ele tinha sangue Weasley, mas Draco tinha certeza que 90 por centro era Malfoy, ele não tinha quase nada daquela plantação de cenoura.

— Realmente, é uma besteira. Uma besteira bem estúpida se que saber... — Falou, tendo a atenção do menino. — Você é único, assim como o seu irmão ou irmã também será, mas nós vamos amá-los igualmente. Eu nunca vou deixar de amá-lo. Eu, seus pais, suas avós, seus bisas, até o cabeça de abóbora do seu outro avô desfavorito* vai deixar de amá-lo. Nunca. Jamais.

O menino correu e abraçou o mais velho fortemente, sendo prontamente correspondido.

— Vô, posso lhe fazer uma pergunta? — Sussurrou ainda abraçado.

— Claro... — Respondeu, separando do pequeno.

— O papai disse que o meu irmão está na barriga da mamãe... — Murmurou encarando o avô. — Mas eu não sei como ele foi parar lá... O papai mandou perguntar para você. Como meu irmãozinho foi parar lá?

Draco tossiu. Iria matar Scorpius, sabia que ele fizera aquilo de propósito! Se arrependeu de não ter dado umas palmadas quando o filho era mais jovem... Como iria explicar aquilo para seu neto de 6 anos?! Encarou o menino que esperava ansiosamente pela resposta...

— B-bom... — Pigarreou, limpando a garganta. — As meninas... elas têm uma flor... — Começou nervoso, não sabia o que tava falando.

— Uma flor? — Zyon perguntou confuso, não sabia que sua mamãe tinha uma flor. Será que Amélie, sua amiguinha da escola trouxa também tinha? — Onde fica essa flor?

— Sim, uma flor. Eh, bom, fica... fica... na barriga! É, a flor fica na barriga das meninas!

Zyon ficou confuso, será que as meninas tinham um jardim dentro delas?

— E como meu irmãozinho foi parar na barriga da minha mãe?

Draco estava suando, não sabia o que responder. Ah, ele com certeza daria umas palmada em Scorpius, não ligava se ele fosse alguns centímetros mais alto.

— Bom... Como as meninas tem uma flor, eh, bom... Os meninos tem uma... uma... eh... uma mangueira! Eh! uma mangueira para regar a florzinha e formar um bebê. — Explicou com um sorriso amarelo, sabia que daqui há alguns anos o menino iria rir disso.

— Ah... Mas como o papai regou a flor da mamãe?

Draco tossiu novamente, só que dessa vez mais forte. Merlin, por que seu neto era tão curioso? E por que céus, seu filho era um cretino? Por que ele ali e não aquele cabeça-de-fósforo-Weasley?

— Eh... que... bom... — Tentava pensar em algo convincente. — As meninas tem uma... uma... abertura e nessa... nessa abertura dá para passar a mangueira do menino, para regar a flor. — Completou, tentando — inutilmente, convencer o mais novo.

— Ah... E onde fica essa abertura? E a mangueira? Sabe, acho que eu não tenho essa mangueira. — falou observando uma mangueira que estava no chão, em um canto do enorme jardim. Draco não só mataria seu amado filho, mas também o ser que esqueceu a droga daquela mangueira ali!

— Bom... Zyon... Nos não sabemos onde exatamente fica... — respondeu enrolado. — Só... Só quando chegar uma certa idade. Eh! Isso, quando você for mais velho, você saberá onde está a mangueira e a flor... — Terminou sorrindo.

Zyon não entendeu muito bem, ele ainda tinha uma dúvida...

— Vô, eu ainda tenho uma du—

— TO INDO! — Draco gritou interrompendo Zyon bruscamente. — Ta ouvindo sua avó chamando? — Perguntou, vendo o menino murmurar um "não". — Ela deve ter preparado um bolo, vamos, não vamos deixar a vovó zangada. — continuou, caminhando rapidamente para a mansão.

— Mas vovô, não ouvi nada! Ainda tenho dúvidas... — Gritou, correndo atrás do avô... — Você não me disse quando vou poder regar a flor da Amélie....

Notas finais
Foi isso, hahaha.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!