De costas com o amor
1 Capitulo I : O encontro
As pessoas adultas acham que adolescentes ainda são crianças, bem, talvez sejam, mais eles já tem vários aspectos e várias emoções que um adulto tem, por exemplo o próprio amor. O amor uma pessoa já nasce com ele, mais ao passar do tempo ele vai se abrindo, novas pessoas tem esse amor dado de varias outras formas como a amizade, e depois de um tempo, vem a primeira paixão, e quando uma pessoa passa a amar, o mundo para ele já não é o mesmo.
Ele se chama Eduardo tem apenas 13 anos, e ela se chama Mônica e tem a mesma idade que ele. Os dois moram na mesma cidade, mais não se conhecem ainda, e seus destinos vão se juntar a partir do momento que Eduardo mudou o horário de suas aulas, ele irá estudar de manhã.
Mônica estudava de manhã já faz algum tempo, e tinha vários amigos em sua sala de aula. Uma em especial, como toda garota tem, era Carolina. Carolina era como uma conselheira de Mônica, e vice – versa, conversavam sobre garotos, estudavam juntas, tinham segredos e vários papos de garotas que prefiro não comentar aqui, uma era a mãe de outra. Ambas tinham as mesma opiniões, gostavam das mesmas coisas, talvez seja isso que facilitou para uma grande amizade vir acontecer, brigas eram normais, mais logo voltavão a se falar. Mônica era divertida gostava de rir de coisas bestas e era bastante estudiosa, queria crescer na vida e ajudar as pessoas, já tinha namorado alguns garotos, mais logo ou os garotos se separavão ou a Mônica não gostava do garoto. Isto porquê o seu gosto eram de garotos românticos, românticos loucos, que fazia tudo pelo seu amor a Mônica, dava para ela vários presentes, bombons, falaria vários poemas, canções deixando – a mais louca ainda pelo seu amor. Mais como isso era uma fantasia, ela só exigia atenção, somente a atenção que uma garota precisa, para poder sorrir e saber que aquela pessoa, se importa com ela, e ela nele possa confiar. Carolina sempre dava risada quando Mônica contava esse tipo de história, ela dizia que um garoto assim, seria chamado de louco, “nerd”, e ainda mais fora de moda, quando a questão era garotos Carolina era um pouco diferente, para ela o garoto sendo lindo forte, com olhos azuis, já bastava para ela, e a única coisa que Mônica dizia era:
–A, ai ele te esquecia e iria embora e te deixaria com uma criança na barriga!
Mais Carolina nem ligava para que ela dizia e ficava na escola olhando os garotos e paquerando eles sempre dizendo baixinho “Olha que gostoso”.
Já Eduardo, era um menino que queria ser conhecido nos lugares onde aparece, era divertido, se fazia de palhaço algumas vezes, um tanto pouco irônico quando a questão era conversar com meninas, fazia as coisas certas se necessario mais nunca foi um menino muito estudioso, dizia ele “Eu só estudo o necessario para passar de ano”, era um menino ainda inocente, muita malicia em mente, mais se importava bastante com seus amigos. Uns dos seu melhores amigos foi Vitor, que era um garoto pior que Eduardo, ele era daqueles garotos do fundão, zuava com a cara de qualquer um, não importava se era diretor nem professor, para ele tudo era questão de dar risada da cara da pessoa e ele sempre fazia Eduardo zoar também. Vitor nunca namorou uma garota, e sim zuava da cara delas, já Eduardo naquela época, poderia dizer que se pega – se uma sala e coloca – se as garotas que ele tinha ficado já daria uma turma, Vitor até colocou um nome na turma “As piriguetes do E”. Eduardo só mudou de horário pois estava decaindo, e sua mãe foi chamada varias vezes na escola com reclamações sobre notas e comportamentos e o único jeito foi ele mudar de horário, além dos cascudos e das brigas que seus pais lhe davam.
15/02/2006
Eduardo acorda com sua mãe lhe chamando para levantar e se arrumar para seu primeiro dia na escola, eram cinco da manhã, e Eduardo não era muito acostumado a acordar cedo, a ultima vez que acordou cedo, foi quando fez uma viajem para Curitiba e la conheceu uma garota com quem ficou com ela dizendo que tinha se mudado para a cidade, mais tepois de duas semanas a deixou sem dizer nada e foi embora devolta para casa. Eduardo era muito mulherengo, não se importava muito com os sentimentos de uma garota, muito menos pensava em que a garota o tivesse amando ou ficaria chorando pela sua partida, foi o caso que aconteceu com a garota.
Saindo já de casa, ele se despediu da mãe e foi andando a caminho de sua escola, ele estava descidido a estudar para continuar a passar de ano sem nenhum problema, fazeria amizades com pessoas certas, mais ao invés de tentar se segurar quando a questão era garotas, ele prometeu namorar com todas da escola, e foi indo com a mão no bolso, cabeça baixa com um boné cobrindo seu rosto, pensando nas pessoas e nos novos professores.
Chegando perto da escola, ele já começava a observar as pessoas do período da manhã, tando da parte dos homens quanto das mulheres, já procura achar garotos do tipo do Vitor, para tentar não chegar perto e nem puxar assunto, para não se envolver. Mônica esta encostada no portão da frente da escola esperando ele abrir:
–A que horas são Matheus?
–Seis e cinquenta e oito, só falta dois minutos para eles abrirem
–Ai que enrolação, já poderiam ter aberto, dois minutos só? O que sera que eles estão fazendo la dentro?
Enquanto Mônica conversava com um garoto da sala dela, o Matheus, Eduardo passou escutando sua conversa, mais nem deu atenção, ficou um pouco próximo do portão quieto esperando ele abrir. De repente um barulho vindo de dentro da escola, era o portão sendo aberto, Eduardo começou a andar um pouco rapido para entrar no escola e acabou se esbarrando com Mônica que estava indo devagar e distraída. Quando os dois se chocaram, Eduardo olhou rapidamente para Mônica e ela olhou para o Eduardo, e assim os dois se olharam pela primeira vez, um no olho do outro esperando quem iria de desculpar primeiro. Eduardo ficou olhando Mônica e não conseguia desviar o olhar e nem fingir olhar para mais nada, virou pedra, olhou nos olhos de uma medusa, mais era uma medusa linda, uma que você gostaria de ficar parado a observando, Mônica tinha cabelos negros como uma noite clara de céu limpo, seus olhos castanhos, bem grandes como uma lua cheia que iluminava a noite, branca, com seus lábios grandes que qualquer menino ficaria com vontade de beija – la só de olhar ela mordendo seus lábios pensando o que dizer para aquele menino ali parado em sua frente. Já Eduardo era moreno, tinha os cabelos pretos bem lisos, usava um boné rip curl com uma cor meu cinzenta, mais também usava óculos e tinha para Mônica um lindo sorriso que já deixou ela sem graça e ao mesmo tempo segura com as duas mãos de Eduardo sobre seu ombro. Eles não paravam de se olhar, mais Eduardo logo fechou seu rosto:
–Desculpa
–Não, não foi nada esta tudo bem – disse Mônica ainda olhando com o rosto todo vermelho
Eduardo começou a andar subindo as escadas da escola, e quando já estava um pouco distânte, deu um sorriso como se estivesse planejando algo em mente, enquanto Mônica ainda parada lá embaixo fica olhando para Eduardo com uma cara de curiosidade, de saber quem era aquele garoto que tinha deixado ela daquele jeito.
O sinal bateu e Mônica saiu correndo para não se atrasar a primeira aula, era o professor Carlos, um velho que dava aula de matemática, sempre com a cara fechada e não gostava de atrasos em sua aula, Mônica se dava bem com ele até, porquê era a única que puxava assunto com o professor e sempre tirava ótimas notas:
–Bom dia, Mônica
–Bom dia professor. -Andando depressa para entrar na sala de aula
Mônica senta na terceira fileira na quarta mesa, ela sentava lá pois os professores tinha feito um mapa de sala, mais sempre quis sentar na primeira carteira mesmo.Quando todo mundo se sentou, e o professor pedindo para eles calarem a boca, ele apresentou um aluno novo que tinha acabado de chegar, e já estava entrando na sala:
–Bem alunos, esse é um aluno novo, por favor, apresente – se
–Olá, me chamo Eduardo, vim do período da tarde
Mônica começou a olhar para Eduardo, com uma cara de espanto, seu coração começou a bater forte, não sabia o que fazer, aquele garoto que tinha esbarrado com ela, e tinha feito ela ficar daquele jeito, de novo estava na frente dela com o mesmo olhar, mais dessa vez olhando para a sala.
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