De Volta ao Lar
17 Capítulo 17-Verdades.
Notas iniciais
Como atrasei o ultimo hj estaou postando + 1!^^"
kissus
Klaus não conseguia acreditar naquilo:
-Está dizendo que o avô dele o está tratando bem?
-Foi o que eu lhe disse pai. O avô do Kai está sendo um anjo para com ele, é tão... Estranho! O Kai sempre ficava nervoso e agitado perto dele, mas depois da cena que eu presenciei... Ele estava muito a vontade, tranqüilo. Não sei, mas tem algo de errado nisso tudo!-Disse a menina.
Klaus concordava se conhecia bem Voltaire sabia que tudo aquilo não passava de uma encenação. Mas a pergunta era: Para que?
- E você sabe de alguma coisa que possa estar causando esse comportamento nele?
- Não, eu achei que estava enlouquecendo quando vi Kai junto dele tão calmo. Mas começo a achar que ou eu fiz um julgamento errado sobre aquele homem ou então tem algo de podre nisso tudo. –Disse a garota com um ar desconfiado.
Klaus ficou pensativo com o olhar perdido, Allany perguntou se estava tudo bem ele assentiu sem hesitar, ela não poderia nem sequer desconfiar do que estava acontecendo
Ele tinha que tirar isso a limpo, iria checar com seus próprios olhos o que estava mesmo acontecendo.
Ele foi visitar Kai no hospital, a recepcionista disse que ele já havia saído da UTI e estava no quarto.Ela então o informou o número do quarto, Klaus agradeceu e foi até lá.
Quando entrou encontrou Kai deitado, estava acordado, mas parecia alheio a tudo o que estava acontecendo a sua volta. Klaus se sentou ao lado da cama e ficou algum tempo olhando para o menino. Por fim segurou sua mão e Kai ao sentir o toque quente virou os olhos cansados na direção de Klaus que disse:
-È muito bom ver que você está se recuperando meu jovem.
Kai estava zonzo, mas ele conheceu Klaus.
Klaus ficou olhando para o menino, sabia que havia algo de estranho. Ele parecia cansado, sem forças. Já sem a sonda ele poderia proferir algumas palavras, ao menos era o que Klaus pensava quando começou a falar:
- Kai, sei que você ainda não está totalmente recuperado e que não pode se esforçar de mais, mas tem que me dizer o que foi que aconteceu para você vir parar aqui em uma situação tão critica.
Kai não disse nada, apenas fechou os olhos. Klaus então resolveu arrancar-lhe uma resposta de uma forma mais fácil.
-Kai me diga quem fez isso com você!
Nesse momento a porta do quarto se abriu e Voltaire entrou. Viu o homem sentado ao Lado da cama de Kai, não via seu rosto e foi logo dizendo:
-O que está fazendo aqui? Quem é você?
Quando o homem se levantou e olhou para Voltaire este quase caiu de susto, sua voz saiu sussurrada:
-Klaus... O que você está fazendo aqui?
A surpresa em seus olhos foi suprimida pelo brilho do mais puro ódio. Klaus o encarou com desdém e disse:
-Olá Voltaire, a quanto tempo não é?
-Seu desgraçado! Como se atreve a vir aqui depois de tudo?- Disse o velho tentando manter o tom de voz controlado para não chamar a atenção de Kai que parecia estar dormindo.
Klaus sorriu, mas logo assumiu uma expressão séria:
-Eu estou aqui para ver o Kai, e tentar descobrir o que foi que aconteceu para ele estar nesse estado. – Voltaire lançou-lhe um olhar mortífero e disse:
-Se não tivesse abandonado ele não estaria vadiando por ai e se ferindo a toa. – Ele tinha um sorriso sádico na cara, o que irritou Klaus profundamente e o fez perder o controle:
-Como se atreve a fazer isso com meu filho?- Voltaire foi lançado ao chão por um soco violento vindo de Klaus, sentiu seu sangue escorrer por entre os lábios e sua raiva aumentar cada vez mais. Klaus o levantou pelo colarinho logo em seguida.
-Não deveria ter feito isso Klaus!Vai pagar muito caro por ter me agredido.
Nesse momento ele olhou de relance para Kai que estava de olhos abertos, mas permanecia imóvel. Klaus não acreditou no que não havia percebido e jogou Voltaire conta a parede com toda a força e foi ate Kai, o pulso do garoto estava muito baixo.
- O que mandou darem pra ele?-
-Klaus não sou eu quem prescreve as medicações. — Kai queria falar, mas não podia.
- Como se atreve machucá-lo e ainda manda o dopar- disse Klaus totalmente irritado se aproximando de Voltaire que levantava.
-Klaus batendo em idosos? É assim que quer a guarda do seu filho?-
- Como sabe disso seu desgraçado?-
- Klaus eu sempre estou na frente.
-Atreva-se a fazer mais alguma coisa com o meu filho e vai estar na minha frente num cemitério, eu faço questão de pagar o enterro.
Voltaire não pode conter o sorriso cínico e disse em seguida:
- Se não quer que nada aconteça a ele saia do meu caminho!-
- Sair do seu caminho Voltaire? Você é quem vai ter que sair do meu caminho
Eles foram interrompidos por uma enfermeira
- Desculpe, mas o horário de visitas terminou. Ele precisa descansar! – Klaus foi para perto do menino e disse:
-Já estou indo Kai. Mas voltarei em breve e te contarei tudo.
Ele saiu do quarto lançando um olhar assassino a Voltaire que também foi obrigado a sair
Klaus chegou em casa batendo a porta e atirou um vaso na parede
-Pai? O que aconteceu. -
- Aquele desgraçado do Voltaire esta entupindo o seu irmão de remédios além de machucá-lo.-
-meu irmão? O KAI É MEU IRMÃO? – Perguntou Allany incrédula com aquilo.
- Allany.... -
-PAI ME EXPLICA ISSO AGORA.
- Sim ele é seu irmão. -
- Como? Minha mãe morreu quando eu nasci... Somos meio irmãos?
- Não, gêmeos. — ela caiu sentada no chão
-Não... -
- Sim. — ela levantou nu pulo e agarrou as roupas do pai.
-VOCÊ NÃO PODE DEIXAR O VOLTAIRE MACHUCAR ELE!-
- não vou deixar que aquele desgraçado do meu pai faça nada com o Kai. -
- Espera ai...o Voltaire é meu avô?
- Lógica e biologicamente sim.
Em menos de duas horas estavam Klaus, Allany e advogado na frente de Kaius que estava mais confuso que Allany ao receber a noticia.
-Klaus, mesmo que tudo isso não seja alguma alucinação minha... Kai não pode deixar o hospital
-Eu faço o que for preciso pra ele ser levado pra minha casa, todo aparato o que for.
- Sem a papelada... -
- Aqui estão todos os documentos da guarda provisória. — disse o advogado
-Tudo bem vocês venceram, Allany corre lá fazer companhia pra ele.-
- Certo.
- Klaus eu quero toda essa historia explicada agora.
No dia seguinte Kai acordou num quarto estanho, teve certeza que não estava no hospital, o quarto era grande havia uma grande janela com cortinas azuis escuras, as paredes eram azuis claras e os moveis escuros. Percebeu que estava ainda com o soro no braço, mas que não estava mais com a camisola do hospital e sim um pijama de seda preta.
- onde?- murmurou pra si mesmo olhando para os lados como pode.
-Kai?- ele reconheceu a voz de Allany que corria pra ele sentando na beira da cama.
-Allany? – questiona ele hiper confuso.
-Allany não o assuste ele ainda esta fraco. -
-certo Pai disse ela arrumando os travesseiros para Kai.
- Acho que tenho algumas coisas pra explicar pra vocês.
- Sim, tem coisas bombásticas nisso.
- Allany quieta-
- O que esta acontecendo?- perguntou Kai forçando a garganta o fazendo tossir. Klaus pegou um copo da água e entregou para Allany dar para Kai.
- O que Voltaire disse sobre seus pais?-
- Que tinham morrido. — ele tossiu mais uma vez.
-Tente falar uma palavra por vez, Voltaire mentiu só sua mãe morreu. – disse ele se ajoelhando ao lado da cama.
- como... Sabe?-
- Por que eu sou seu pai-
- o que?- perguntou ele tentando se mover na cama.
- Eu te deixei com Voltaire depois que a mãe de vocês morreu Vocês são irmãos gêmeos.
- Eu... — Kai não conseguiu terminar por causa da garganta.
- Descanse você ainda não se recuperou.
O menino estava aturdido de mais para seguir o conselho do seu pai, havia milhares de perguntas que queria fazer, mas sua garganta estava muito dolorida ainda e ele se sentia um tanto cansado.
Allany também queria entender melhor tudo aquilo, mas Klaus não se encontrava em condições para explicar tantas coisas aos dois. Sentia-se aliviado por que Kai estava bem agora, estava seguro.
Voltaire ficaria louco quando descobrisse, esse pensamento fez Klaus esboçar um sorriso de satisfação. Ele se levantou e disse:
-Vou deixá-los a sós, sei que tem coisas a conversar. –Ele foi se retirando do quarto quando uma voz um tanto rouca o chamou:
-Pai... Obrigado. – Era Kai quem dissera o que fez Klaus se aproximar novamente dele colocando a mão em sua cabeça e dizendo:
-Não precisa me agradecer filho.
Allany olhava a cena satisfeita, não podia acreditar, havia ganhando um irmão. E não era qualquer um era o menino mais simpático que já conhecera, era Kai Hiwatari.
Klaus saiu do quarto deixando os dois sozinhos, o silêncio se seguiu por alguns segundos até que Allany se pronunciou:
-Nossa... Eu nem sei oque dizer sobre tudo isso.
- Nem... Eu!-Respondeu ele.
-No final das contas o pessoal do hospital não estava fazendo piadas quando disseram que éramos parecidos, mas por que não percebemos isso antes?-Ele ficou em silêncio, ela sabia que ele era obrigado a fazer um esforço enorme para falar e isso lhe causava muita dor de garganta.
-Acho melhor você descansar agora, quando sua voz estiver melhor conversaremos sobre isso.-Ele assentiu se acomodando em baixo dos cobertores.
-Até depois maninho!-Ela o abraçou e lhe deu um beijo. Ele tinha que admitir que sentiu-se estranho por um segundo, mas estava feliz por pelo menos uma vez se sentir amado!
Notas finais
mereço reviews??????????????????????????
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