De Volta ao Lar

23 Capítulo 23: O que os olhos não veêm o coração....


Notas iniciais
Yo!
Ta aki o capi 23
esse capi ta caprichado!"
Espero q gostem
kissus té depois

Capitulo 23: O que os olhos não veêm o coração não sente.

-O Khan perdeu completamente a visão. –Disse Allany em tom preocupado.

-E não tem jeito de sei lá ajudá-lo?

-Não sei, ele me contou isso repentinamente. Fui tirar satisfações com ele, aí ele me disse. –Vou falar com ele e depois te digo

-Ta, espero por noticias. – disse Kai.

Allany saiu do quarto ia para o quarto de Khan, mas lembrou-se que Nikolay estava com ele.

-Vou falar com ele a sós. –Então ela mudou de direção indo para o próprio quarto.

No quarto de Khan..

-Seu avô me disse o que lhe aconteceu, eu sinto muito por você Khan. –Disse Klaus olhando com pena para o menino. – Mas sei que Kaius fará o possível para ajudá-lo.

Khan esboçou um sorriso de desdém e respondeu:

-É engraçado... Eu sempre ouço isso: ”Fará o possível”. Mas quer saber? Acho que depois de treze anos ouvindo isso nem se fizessem o impossível poderiam me ajudar. –Ele fez questão de voltar a cabeça na direção de Klaus para mostrar a raiva latente, Klaus não suportou olhar para as orbitas totalmente brancas do garoto.

- Eu vou deixá-lo descansar Khan. Até mais. –Ele saiu do quarto, Khan abaixou a cabeça estava cansado da piedade dos outros. Nikolay permaneceu em pé, Khan parecia ter esquecido que ele estava ali para ter sido tão grosseiro com Klaus:

-Insolente- Disse Nikolay, Khan não respondeu.

Nikolay se sentou na beira da cama e continuou o sermão:

-Ele não tem culpa Khan, ninguém tem culpa pelo o que está te acontecendo. Não deveria ser tão grosseiro com seu anfitrião.

- Eu sei que passei dos limites, mas o jeito como ele falou... –Khan estava tremendo por dentro – Cansei de ser visto como coitado que todos têm pena, mas ninguém faz nada para ajudar.

-Não seja ingrato, você sabe que já se tentou de tudo. –Disse Nikolay em tom firme, mas sua voz era pacifica quase indiferente.

-Eu sei... Desculpe-me. –Ele colocou a mão na cabeça do neto:

-Vamos achar a cura. Eu prometo, Agora... Muito admirável o que fez pela menina Allany.

-Eu não fiz nada por ela. – disse firmemente.

-Mentiroso. –Khan virou o rosto na direção do avô- Você mentiu para ajudá-la.

-Eu não...

-Não adianta me enganar. Klaus contou toda a história disse que colocou a menina de castigo, e sei que o motivo foi por que vocês brigaram novamente. Ela no mínimo revidou suas provocações. -

-Eu não a provoquei, ela que sempre implica comigo. — Tentou se defender.

-Khan você não é santo, sei que quando eu não estou por perto você se revela. Então não adianta tentar me convencer do contrário. -

Khan ficou vermelho de raiva e vergonha, sua máscara de bom menino tinha caído.

-Vovô eu...

-Tudo bem, não fique preocupado não vou fazer nada contra você. Agora descanse, você acabou de sair do hospital, volto depois. –

Assim que Nikolay saiu Khan ouviu passos vindos do corredor, quando a porta se abriu ele já sabia exatamente que era.

- O que você tem pra me falar agora Allany?-

- Como sabe que sou eu?-

- Esse guizo tem um som irritante se você não sabe, bom não mais que você

- Como eu odeio você... Espera ai VOCÊ ESTA COM O CABELO SOLTO?-

- E eu achava que o cego era eu... — Ela se sentou na cama e ficou o olhando de perto. O cabelo dele era bastante longo chegava a dois palmos a baixo do ombro era extremamente liso e combinava bem com o rosto dele.- Da pra você parar de respirar assim e falar alguma coisa?

-Você devia ficar mais com o cabelo solto. – disse ela olhando para os olhos brancos e sem vida de Khan, não lhe incomodava mais olhar diretamente pra ele, antes sentia repulsa, mas agora era como olhar para qualquer outra pessoa.

- Incomoda. — respondeu ele virando o rosto para deixar o seu ouvido na direção de Allany.

- O meu é mais comprido e não incomoda- disse ela mostrando a língua pra ele, mas logo em seguida se tocou que ele não podia ver. Ele desandou a rir

- Foi impressão minha ou você me mostrou a língua?- perguntou ele entre risos voltando novamente o rosto para ela.

- Vai se catar.-

- Allany eu posso te ver?- perguntou ele num tom diferente sentando-se melhor na cama.

- Me ver? Você vai pedir a visão de quem emprestada?- perguntou ela sem entender

- Para de ser idiota. – disse ele estupidamente.

- Ta. — Disse ela querendo saber o que ele ia fazer

Ele levou as mãos ao rosto dela, e passou os dedos levemente em toda a face entes de voltar a por as mãos no colo, Allany ficou sem ação com aquilo, normalmente ele estúpido e nunca tinha te pedido algo assim.

- Pronto. — disse meio rubro

- Por que quis fazer isso?-

- Tinha uma idéia de como era fazer disso, mas acha que eu ia pedir isso pro meu avô?- questionou divertido.

- Você me queria de cobaia?- Allany começava a se irritar

- Sim. — disse ele sorrindo.

- Khan!- disse ela alto se aproximando do rosto dele

- Esse é o meu nome- falou ele sorrindo, os dois acabaram por se aproximar cada vez mais, ambos respiravam pesadamente ate que foi inevitável.

Os lábios se juntaram levemente, logo Khan passou as mãos pela cintura de Allany e ela pelos ombros dele e se envolveram cada vez mais no beijo, quando enfim se soltaram sem fôlego ela se afastou.

- Allany- chamou Khan a segurando pelo braço, ela se assustou por ele ter conseguido achar mesmo com o movimento brusco

- Tenho que ir pro meu quarto. — disse ela se soltando e saindo rápido.

- Não acredito que isso possa ter acontecido. — Disse ele deitando e colocando o travesseiro no rosto. – Muito bem seu idiota, o primeiro beijo que você dá na sua vida é na Allany... se bem que não foi tão ruim assim.

Allany correu para o seu quarto e sentou-se na cama sem fôlego muito vermelha.

- Eu beijei o Khan- disse pra si mesma – Eu beijei o mostrengo de duas caras sem vergonha... COMO EU PUDE FAZER ISSO! Eu não devia ter beijado ele, não devia, não devia, não devia! Como diabos eu pude deixá-lo ser o cara do meu primeiro beijo! Allany sua sonsa! Tenho que falar com o Kai.

Ela ia ir ate o quarto de Kai, mas na hora sentiu uma forte dor na cabeça e decidiu ficar deitada um pouco.

No dia seguinte.

Klaus desceu acompanhado de Nikolay e Khan, Julia servia o café quando Klaus perguntou:

-A Allany já foi pra escola? –

- A senhorita Allany não desceu ainda. –Klaus olhou para Julia indignado.

-Como assim? À uma hora dessas já era para estar na escola. -

-Se acalme Klaus, vá ver o que aconteceu. — Disse Nikolay.

- Mas essa menina é mesmo uma preguiçosa. –Sussurrou Khan, mas foi alto o bastante para Nikolay ouvir e dar um beliscão na perna do menino:

-AI!!!-Vovô...

-Comporte-se. –Disse Nikolay entre dentes. –Khan deduziu que era melhor não provocar uma punição mais severa e se calou.

- Vou ver o que aconteceu com essa menina, mas ela vai me ouvir. Ah se vai.

Ele foi para o quarto de Allany e bateu na porta, mas não obteve resposta. Então decidiu entrar e a cena que viu o deixou estático. Allany estava caída no chão, inconsciente. Mas o que assustou Klaus foram os olhos da menina, estavam manchados de sangue assim como todo o rosto dela.

O sangue formava uma poça em torno da cabeça de Allany. Desesperado ele correu até ela pegando-a nos braços e tentando reanimá-la, mas foi em vão. Ele chamou por ajuda então subiram Nikolay o mordomo e duas empregadas:

-PELO AMOR DE DEUS CHAMAMEM UM MÈDICO!- Klaus estava desesperado, Nikolay olhava a cena, visivelmente chocado:

-Não pode ser.... -Era como ver Khan pequeno em seus braços novamente.

Kai apareceu de surpresa na porta do quarto perguntando o que estava acontecendo, até que viu seu pai com Allany inconsciente nos braços....

-Não... -

Logo Kaius chegou, estava tão assustado quanto Klaus. O que poderia ter acontecido a sua menina?

Ele entrou no quarto, e pediu para se afastarem da cama. A visão que teve de Allany era a mesma de Khan os olhos ensangüentados. Ele tomou o pulso da menina:

-Está muito fraco, ela perdeu muito sangue. Temos que transferi-la para o hospital agora. Ou ele pode não resistir. – Khan que estava ao lado de Nikolay sentiu um aperto no coração.

Klaus se voltou pra Kaius:

-Você vai salva-la, não pode deixá-la morrer. – Kaius viu que isso soou mais como uma ordem do que um pedido de um pai desesperado.

-Não se preocupe farei o que puder. – Agora vamos logo levá-la

- Kai, Khan fiquem aqui. – Disse Nikolay

- Mas... — começaram os dois.

- Vocês me ouviram, tratem de ir para os quartos ou para qualquer lugar, agora.

Eles tiveram que acatar a ordem.

No quarto de Khan, Kai e o outro russo começaram a ter uma conversa.

- Me descreva o que viu. — pediu Khan

- Allany nos braços do meu pai cheia de sangue- disse ele preocupado -Ela estava bem ontem, foi no meu quarto e disse que ia falar com você.

- Sim ela veio falar comigo... E ai saiu; nada de anormal. -

- Ninguém me disse nada só a vi sangrando. -

- A respiração do meu avô estava fora de ritmo.

- O que quer dizer com isso?-

- O que ele viu o chocou, e ele não é de se impressionar com as coisas

No começo da tarde.

Klaus tremia sentado no banco no corredor do hospital, não podia acreditar que isso estava acontecendo com sua menininha

- Klaus. — Chamou a voz conhecida.

-Kaius, me diga que ela está bem por tudo que é mais sagrado.

- Tenha calma. – disse ele com a prancheta no colo. – conseguimos parar o sangramento e ela esta recebendo a transfusão. -

- O que você esta me escondendo?-

- Klaus eu tive acesso a todos os exames que o Khan fez desde os 3 anos de idade, e apesar do corpo dela estar extremamente frio ao invés de ter febre eu acho que pode ser a mesma coisa, mas não creio que seja contagioso, são patologias diferentes que se manifestam quase da mesma forma.

- O que você quer-me dizer é que....

- Sim Klaus... Eu fiz tudo que pode no momento...

- Isso não pode ser verdade...

- Infelizmente é, vai ser difícil pra ela, e isso pode afetar o Kai psicologicamente também, você vai ter que manter-se firme Klaus.

- Vou tentar... Posso vela?-

- Ela esta dormindo. Mas sim.

Klaus foi com Kaius ate o quarto de Allany, ironicamente o mesmo em que Kai havia ficado. Ela estava extremamente pálida, tinha uma bagagem sobre os olhos e recebia soro e sangue, estava bem coberta, mas mesmo assim parecia estar com frio, seus lábios estavam levemente azulados

- Ally- murmurou Klaus se ajoelhando do lado da cama.

- Não demore muito- disse Kaius saindo.

Klaus ficou ali com ela durante alguns minutos quando ia sair se despediu, mas ouvi um chamado baixo.

-papai?

-Aqui querida... — disse segurando as mãos geladas dela.

- Tenho que ir pra escola hoje?- Klaus sorriu um pouco

- Não, volte a dormir. –

Enquanto isso Kaius conversava com Nikolay:

-Eu sabia... Quando a vi nos braços do Klaus, era como se estivesse vendo o Khan. –

-Sim, pelo que vi nos exames do menino e baseado no que você me contou os dois casos são quase idênticos. As mesmas reações e conseqüências. –Disse Kaius assumindo uma pose pensativa.

- Você tem ao menos idéia do que pode ser?- Perguntou Nikolay um tanto nervoso-

-Não! Eu não faço noção do que poderia acarretar isso, e foi muito repentino. Sem contar que ela sempre foi uma menina saudável... –Ele passou as mãos pelos cabelos, sua expressão era cansada e preocupada.

-Ela vai sofrer muito com isso, terá que reaprender a fazer tudo. Vai ser difícil para ela.- Nikolay fez uma pausa quando viu os olhos de Kaius caírem sobre si- Não me olhe assim, você sabe que é verdade, Khan também teve sérios problemas pra se habituar, mas como ele ainda era muito novo foi mais fácil ensinar.

- Não sei o que fazer para ajudá-la.

-Por hora temos que fazê-la se conformar com a sua nova condição, acredite essa será a pior parte.

-Vamos indo Nikolay? –Disse Klaus que apareceu no corredor.

Kaius se voltou para o irmão:

-Ela acordou?-

-Por um breve instante.– Eu já vou indo, cuide bem dela por mim Kaius.

-Não se preocupe Klaus, eu vou cuidar. –

Klaus saiu acompanhado de Nikolay. Já no carro Klaus puxou assunto:

- Não sei como contar para os meninos-

-Se preocupe apenas com Kai, deixe o Khan comigo. -

Logo chegaram a mansão, Khan estava sozinho, Kai decidiu voltar para o quarto para esperar o pai.

Khan ouviu passos em direção do seu quarto, a porta foi aberta e Nikolay entrou:

-Vovô, o que aconteceu?- Seu tom de voz era visivelmente preocupado.

- A mesma coisa que aconteceu com você quando perdeu a visão. –Os olhos de Khan ficaram arregalados.

- Quer dizer que ela...

-Sim Khan, infelizmente sim. -

-Não... Não pode ser. –

-O Dr. Kaius fará mais alguns exames, tentará descobrir uma forma de ajudá-la, fique calmo. –

-Mas por que ela? Por que isso tinha que acontecer justo com ela? –

-Khan... –Nikolay ficou sem palavras, realmente era muito estranho tudo aquilo. Estranho de mais.

Klaus por sua vez tinha tido um pouco mais de êxito na sua explicação, afinal Kai se mostrou muito chocado, mas não fez tantas perguntas:

- E ainda não sabem o que ela tem?

-Não filho, mas seu tio vai tentar de tudo para ajudá-la. -

-Ela não vai aceitar isso, se conheço bem minha irmã... A reação dela não será nada boa.

No hospital Allany começava a acordar.

- Allany- chamou uma voz calma.

- Pai?- perguntou ela meio perdida

- Não, mas chegou perto. -

- Tio Kaius. — murmurou ela que estava numa posição quase idêntica a fetal. — Que aconteceu?

- Você esta no hospital, perdeu muito sangue.

- Não me lembro de ter me machucado... -

- Ally o seu pai esta vindo com Kai pra te ver, não quer dormir mais um pouco?

- unhun... -

Assim que Klaus chegou trazendo Kai com Khan e Nikolay logo atrás Kaius tratou de falar o que tinha pra falar antes de entrarem no quarto.

- Allany está muito fraca e eu não disse nada a ela ainda, vão devagar com ela.-

- Quando pretende falar pra ela Kaius.

- Antes que ela descubra sozinha de preferência.

-Tudo bem, vamos Kai.

- Khan eu queria falar um pouco com você- disse Kaius.

- Pode ir – falou Nikolay se sentando. Khan foi com Kaius

Klaus e Kai entram no quarto, Allany estava deitada na cama, com as bandagens nos olhos a bolsa de sangue logo ao lado da cama junto com a do soro, Kai se aproximou devagar, quando já estava perto o bastante pegou a mão dela que ainda estava muito fria.

-Ei maninha. – Ele sussurrou próximo ao ouvido dela. Ela se mexeu um pouco na cama:

-Kai... É você? –

-Sim, como se sente? –

-Estou com frio, e meus olhos ardem. — O papai veio com você?

Klaus se aproximou da cama, fazendo carinho na cabeça dela:

-Eu estou aqui meu anjo. –

-Quando eu vou poder voltar para casa? –Perguntou ela, sua voz era tão fraca que se tornava quase inaudível.

-Logo logo, mas por hora descanse. – Disse Klaus.

- E o Khan? –

-Está lá fora, logo ele virá pra te ver. –

Ela sorriu, Kai achou estranho, mas não disse nada.

-Podem fica mais um pouco comigo?-

-Claro, filha.

-Com certeza Ally.-

Enquanto isso Kaius falava com Khan

- O que queria falar comigo.

- Tem uma cadeira a dois paços a sua direita. Quero falar com você sobre bem...

- já entendi. O que exatamente quer saber?-

- Alem de todas as coisas que seu avô me falou e do que está no histórico medico não a nada mais que você sinta ou algo do gênero?

- Escutar?-

- Sim..

- Às vezes eu ouço uma voz, geralmente durante ou depois dos sangramentos. Mas os médicos já me falaram que são alucinações por causa da perda de sangue e da subida de temperatura corporal. Só isso que queria saber?

- Quero te pedir outra coisa, eu conheço bem Allany, sei que ela não vai deixar ninguém ajudá-la no começo. Você talvez seja a única pessoa que ela escute quando se tratar da cegueira.

- Vou tentar... -

- Obrigado Khan.

Khan saiu da sala junto de Kaius seus nervos estavam à flor da pele, logo Kaius Nikolay:

- Vovô, eles ainda estão lá dentro?-

-Sim. –

-Pode entrar Khan, ela deve querer ver você- Disse Kaius.

Khan olhou para Kaius:

-E por que acha isso?-

- Por que ela chamou seu nome à noite toda. –Ele ficou vermelho e foi em direção do quarto de Allany.

Bateu na porta de leve e Klaus a abriu, como também o guiou ate perto da cama onde Allany falava com Kai.

- Pai? Quem está ai?- perguntou Allany percebendo a movimentação.

- Por que não adivinha?- disse Khan.

- Imbecil de duas caras- murmurou ela. Klaus riu nem fraca ela perdia o gênio.

- Já que você não tem cabeça pra nomes, serve isso mesmo, como você esta Ally.

- Cansada... — disse ela se encolhendo mais.

Khan ficou com ela até que Kai e Klaus resolveram deixá-los a sós.

- O Kaius me disse uma coisa. –Começou Khan.

-Que vai providenciar a documentação pra te mandar para o hospício? *-*

-NÂO. – Mas ele disse que você me chamou a noite toda. –Allany ruborizou completamente. Se lembrava vagamente de chamar por Khan.

-Eu não fiz isso. – Sua voz se tornava cada vez mais fraca devido ao esforço.

-Tudo bem, descansa ainda não pode fazer muito esforço. –Disse Khan.

Allany foi ficando sonolenta. Khan então fez algo impensável, ficou fazendo carinho na cabeça dela até que ela adormecesse.

Klaus entrou novamente no quarto:

-Como ela está?-

-Dormiu. Eu já vou indo. — Klaus ajudou Khan a sair e foi logo em seguida.

-Amanhã vou tirar as bandagens e contar pra ela! –Precisarei de todo o apoio possível. –Disse Kaius.

-Tudo bem, viremos amanhã. – Klaus então voltou para casa com Kai, Nikolay e Khan o dia seguinte seria um dia e tanto.

No dia seguinte foram cedo ao hospital, Kaius já havia começado a tirar as bandagens e quando terminou disse para Allany abrir os olhos.

-Tio para de brincar e tirar logo tudo. –Disse ela dando um sorrisinho.

Todos se calaram.

A menina então levou uma das mãos ao rosto, não sentiu nada tapando seus olhos.

-Allany... –Kaius tentou explicar o que estava havendo, pois a menina estava ficando desesperada.

-Não... NÂO! –Allany começou a chorar enquanto esfregava os olhos.

Klaus tentou abraçá-la, mas ela o empurrou gritando:

-SAIAM DAQUI!

-Allany...

-ME DEIXA EM PAZ!!!!!!

-Vamos Klaus, não podemos fazer nada. –

Eles saíram do quarto, Khan e Kai que ouviram toda a gritaria perguntaram:

-O que houve?-

-Por que ela estava gritando?-

Kaius suspirou:

-Ela já sabe que perdeu a visão, está muito nervosa é melhor deixarmos ela sozinha por um tempo.... -

-Não! –Disse Khan atraindo todos os olhares para si. –Ela não pode ficar sozinha, eu vou falar com ela.

Klaus entrou na frente, Khan conseguiu parar antes de esbarrar nele:

-Me deixa passar. -

-Não Khan, ela está muito nervosa nos expulsou de lá. Não quer falar com ninguém, é melhor você ficar aqui.

-Khan você não vai a lugar nenhum, — Disse Nikolay.

Mas isso só serviu para deixá-lo mais irritado:

-MAS QUE DROGA! VOCÊS NÃO ENTENDEM? JÁ NÃO BASTA ELA TER

PERDIDO A VISÃO, AGORA QUEREM QUE ELA SUPERE ISSO SOZINHA?- Ele estava extremamente nervoso com tudo o que estava acontecendo, tentou novamente passar por Klaus, mas a foi impedido pela voz de Nikolay:

- ANDREY!- Khan cerrou os pulsos, geralmente quando Nikolay o chamava pelo primeiro nome era por que já tinha perdido a paciência. – Não se atreva a entrar nesse quarto.

Mas Khan não se deu por vencido:

-Ela não vai ficar sozinha. –Então ele passou por Klaus e foi para dentro do quarto de Allany, Nikolay mesmo não querendo demonstrar estava abismado e irritado com a desobediência do neto.

Khan trancou a porta para que não fosse incomodado enquanto falava com Allany.

-Quem está ai? –Disse ela entre soluços.

-Tudo bem, fique calma sou eu. -Ele foi se aproximando da cama.

- Khan... — Chamou ela o procurando, assim que ela achou a mão dele se abraçaram

- Calma tudo bem.

- Eu to com medo- disse ela chorando no peito do amigo.

- Não precisa ficar com medo, eu estou aqui, seu pai e seu irmão vão te ajudar.

- Não quero ficar no escuro Khan... Não quero. — dizia ela chorando mais.

- Ally eu sei o que você esta passando, mas você é forte sei que encara essa, eu passei por isso quando era uma criança eu não sabia o que fazer, mas você tem todo mundo pra te ajudar.

- Eu...

- Shiii- disse ele se aproximando e a beijando de novo- eu to aqui... — disse depois de separar o beijo. – Sempre vou estar Ally, eu sou um babaca, mas você me atura.

- Khan...

- Ally eu já me ferrei até com o meu avô, foda-se o que tiver pra acontecer, sentindo-se melhor?

- Um pouco. — disse sentando na cama.

- Ouve a agitação.

- Sim. O que você aprontou.

- Meu avô me chamou de Andrey.

- Você é louco. – Diz enxugando as ultimas lagrimas

- Posso assinar a minha sentença de morte e abrir aquela porta?-

- Acho que sim...

- Tudo bem, se eu morrer saiba que eu te amo, se eu ficar vivo a gente fala isso depois- Disse indo ate a porta Ally sorriu com o comentário. Assim que ele abriu a porta Klaus já entrou brigando com ele.

- Khan seu grande irresponsável!

- Pai, não brigue com ele- pediu Allany

- Ally você esta bem filha?-

- Sim pai esse imbecil me acalmou- fala enquanto ele a abraça

Logo todos estavam no quarto novamente Kai tratou de pra perto da irmã e Kaius acalmou o seu irmão.

- Vamos ter uma conversinha Khan- murmurou Nikolay para Khan, mas Allany ouviu.

- Senhor Nikolay- chamou Allany – Por favor, não brigue com o Khan, ele deve ter aprontado uma, mas me ajudou. – pediu Allany Kai já estava desconfiando daquilo

Depois de conversar algum tempo Allany se cansou e pegou no sono, já em casa Khan teve uma conversinha com seu avô.

- Andrey, o que você fez é inadmissível.

- Eu tinha que fazer alguma coisa vovô.

- Calado! Andrey você sabe os limites por que insiste em quebrá-los? Você sabe que o seu corpo está cada vez mais debilitado e que você recebeu educação! Eu já te disse guarde o seu sarcasmo para aqueles que merecem e suas más atitudes também.

- Vô, eu passei a minha infância toda tentando me adaptar, lutando até hoje pra se aceito como normal, mesmo não podendo ver, eu só quero ajudar a Allany. -

- Mas isso não tem impede de ter modos Andrey!-

- Vovô não havia outro jeito. — disse ele se sentando na cama.

-Andrey... Khan dessa vez eu não vou te castigar por causa da sua intenção, mas isso não quer dizer que não vou ficar de olho em você de agora em diante. -

- Vovô... — murmurou ele não acreditando, Nikolay sentou-se ao lado dele.

- Khan vire o rosto pra mim. — Ele obedeceu – seus olhos estão avermelhados.

- Estão ardendo um pouco.

- Deite antes que comessem a sangrar. –

- Certo – disse ele deitando. – Vô-

- O que é?-

- Como estão os olhos da Ally?-

- Roxo escuro opaco sem movimento, bem diferente dos seus.

- Ela deu sorte.

No dia seguinte Kaius decidiu liberar a sobrinha do hospital

- Tio como eu vou andar por ai, eu não sei usar aquela varetinha que o Khan tem- Kaius riu.

- Tudo há seu tempo, por agora alguém te guia e depois você aprende.

- Ta, mas quem vai me levar?

-Laura vem nos pegar, vou fazer uma surpresa pra Klaus depois do susto que você deu nele.

- É tem isso... -Disse ela indo coçar os olhos.

- Não coce, ou vai machucar a pupila.

- Ta- disse ela tentando controlar as mãos.

- PAI NÃO ME ASSUSTE!

- Desculpe meu anjo, Kaius por que não disse que ia a trazer? Bom dia Laura.

- E perder de fazer a surpresa.

- Vou te levar pro seu quarto – disse colocando Ally no chão e a guiando.

- Devagar pai. — disse ao subirem a escada.

- Allany?- Ally conheceu a voz.

-Khan!- disse feliz da vida o procurando.

- Depois vocês conversam Khan agora a mocinha aqui vai descansar.

Já em seu quarto Allany se deu conta duma coisa.

-PAI EU NÃO SEI ONDE ESTA NADA!-

Calma filha, logo você vai se achar, agora deite que você saiu a pouco do hospital-

- Ta. –

Ela ficou deitada e começou a sentir-se como se o quarto fosse uma imensidão de trevas.

- Ally.

- KAI!-

- Não precisa berrar eu sou paraplégico não surdo.

- Você é um babaca que nem o Khan trate de vir aqui agora!

Ele foi ate a cama e se transferiu da cadeira de rodas para a beira da cama dela. Que logo o abraçou.

-Khan me disse que estava aqui mas não acreditei.

- Por que não.

- Ally se eu falar você vai me matar ou tentar

Logo o café da manha dela chegou.

- Kai... Como eu faço pra achar o que eu estou comendo?-

Notas finais
E acaba aki!xD
gente esse capi ficou enorme!!!!!!!!"
Mas espero q gostem

E ai reviews?
kissus
janne o/