De Volta a Mystic Falls

11 Capítulo 11 - A verdade nua e crua


Notas iniciais
Oieee!!! Gente, primeiramente desculpa por não ter postado o capítulo na sexta-feira, mas eu tive uma crise de inspiração e fiquei reescrevendo e revisando este capítulo.Ah! Tenho uma boa e uma má notícia. A má notícia é que eu vou postar com menos frequência (tipo um ou dois capítulos por semana) e a boa notícia é que a fanfic será mais extensa do que eu imaginei no começo porque eu estou escrevendo mais coisinhas que quero explorar. Quando eu comecei a escrever a fic, pensei em focar em Mia e Castiel e na luta contra Silas mostrando Winchesters e Salvatores trabalhando juntos. O foco continua sendo este, mas eu também quero abordar mais a relação entre Sam e Meredith, o triângulo amoroso entre Dean, Bonnie e Jeremy e também quero focar na festa de aniversário de Mystic Falls e no pós festa. Ou seja, acho que a fanfic terá no mínimo uns 20 capítulos.Outra boa notícia é que eu já meio que escrevi o capítulo final (e ficou muito fofo kkkkkkkkkkkkkk) e acho que a espera pelo desfecho vai compensar.Estou tentando escrever com mais calma focando também no que os personagens estão sentindo e isso demanda tempo.Bem, depois desta pequena ressalva, fiquem com o capítulo 11!

Castiel permaneceu em silêncio esperando que Mia dissesse alguma coisa, afinal ela se dispôs a finalmente contar a verdade, certo? Por isso, ele não entendia o que a garota tanto estava esperando.

O que Castiel não sabia é que Mia não conseguia encontrar as palavras certas para contar que ele era um anjo, que Céu e Inferno existem e que, portanto, o sobrenatural existe também. Afinal, quem acreditaria em algo assim? Talvez um excêntrico professor de História? Mia não tinha certeza disso.

Há alguns meses ela mesma não sabia da existência dessas coisas e duvidaria se alguém lhe contasse. E mesmo quando viu os Winchesters queimando os ossos de Mary Collins naquela noite no cemitério e despachando o fantasma da ex-aluna de seu professor, demorou para aceitar a verdade. Demorou para perceber que Sam e Dean não eram agentes do FBI e que, portanto, ela não estava dentro de um episódio do Arquivo X. Demorou para aceitar que o sobrenatural era real e que está sempre à espreita.

No entanto, como Castiel parecia cada vez mais impaciente, Mia resolveu dizer de uma vez. E então se aproximou mais dele, respirou fundo, colocou a mão em seu ombro e revelou por fim sem medir as palavras ao certo:

– Não entre em pânico, mas você é um Anjo do Senhor.

E então foi ela que ficou esperando que Castiel dissesse alguma coisa. Mas ele não disse nada. Simplesmente ficou a encarando por alguns instantes, intrigado com o que ela havia dito e se perguntando se realmente havia entendido direito.

– Eu pedi a verdade, Mia, e não mais uma piada. — disse ele por fim e se afastou.

Embora soubesse que não seria fácil assimilar a verdade, a reação de Castiel deixou Mia um tanto surpresa. Como assim ele não acreditava? Nem cogitava acreditar? Ok, definitivamente aquilo era uma revelação e tanto, mas também era verdade. E ele tinha que acreditar.

Por alguns segundos, Mia chegou a se arrepender por ter dito aquilo daquela forma, mas pela primeira vez, desde que o reencontrou em Mystic Falls, estava decidida a ir até o fim. Não iria compelí-lo para que esquecesse, não iria mais mentir para ele, nada disso. Apenas a verdade. Afinal, ele merecia saber quem era. E agora que havia começado a contar, não tinha mais volta. Ele tinha que acreditar nela e ela faria o possível para que isso acontecesse.

– Seu verdadeiro nome é Castiel! — gritou Mia na esperança que ele pelo menos lhe desse o benefício da dúvida.

– Castiel? Quem tem um nome tão ridículo como esse? — resmungou ele sem parar de caminhar pelo corredor.

– Aparentemente... Você. — respondeu Mia e em seguida ficou alguns instantes sem saber o que fazer.

Então se moveu rapidamente na direção de Castiel e continuou:

– Viu? Eu disse que você não ia acreditar. Mas é a verdade. Eu juro por Deus! Embora ninguém saiba exatamente onde o todo poderoso está desde que abandonou o Céu e...

O anjo se virou surpreso e indagou desconfiado:

– Como você me alcançou tão rápido?

– Como assim? Eu estava bem atrás de você. — mentiu Mia e enquanto ele tentava entender aquilo, a garota continuou — Você é um anjo. Ou era... Eu não entendi direito como você deixou de ser um anjo, mas a verdade é que...

– Pare! — pediu ele um tanto ríspido — Um anjo? Então é só isso que você consegue inventar?

– Eu não estou inventando! Você é um Anjo! Goste ou não, acredite ou não! Você até tinha asas! Lindas e negras... E enormes!

– Chega! — gritou Castiel e Mia parou um tanto assustada.

Então houve mais um momento de silêncio em que os dois se olharam confusos e envolvidos por aquele estranho momento e que pareceu uma eternidade. E E Mia percebeu que Castiel estava se afastando dela, que ele não acreditava nela e em nada daquilo que ela dizia. Assim como Sam e Dean disseram que o anjo não acreditaria.

No fim, seria melhor ter ouvido os Winchesters e continuado com o plano. Mas ao mesmo tempo, ela não queria mais mentir. Droga... No fundo tudo o que queria era que aquilo acabasse logo. Tudo que queria era o velho Cas de volta.

Mia pensava nisso, quando ele quebrou o silêncio dizendo:

– Olha, eu não sei se nós estamos namorando, mas eu sei de uma coisa, Mia... Eu preciso de um tempo.

– O que você está dizendo...? — temeu a garota sentindo seus olhos ficarem úmidos de repente.

– Eu estou dizendo que se você é incapaz de me dizer a verdade, talvez seja melhor se afastar de mim. Eu não quero mais te ver... — disse ele.

Castiel a olhou visivelmente magoado sem sequer considerar que talvez ela estivesse dizendo a verdade. Para ele, aquela era mais uma tentativa dela enganá-lo. Só não entendia por que ela insistia naquele perigoso jogo.

E Mia nem soube explicar o que sentiu naquele momento. Uma dor enorme, uma surpresa enorme e a total incapacidade de dizer qualquer coisa que fizesse sentido para ele. Então simplesmente ficou parada no corredor vendo Castiel se afastar até entrar na sala dos professores.

Em seguida, ela sentiu um nó crescer em sua garganta e seus olhos ficarem úmidos de novo. Controlou a vontade de chorar e andou na direção oposta. Saiu da escola e caminhou até o Mystic Grill.

Entrou e avistou Caroline, Tyler e Stefan sentados em uma das mesas. Rindo e conversando. Se aproximou e sentou com eles. Os três a observaram e ficaram em silêncio até que Caroline arriscou perguntar:

– Você está bem?

– Não. Eu estou péssima. — admitiu Mia com um olhar distante.

– Você quer falar à respeito? — sugeriu Caroline.

– Na verdade... Não. — respondeu a garota ainda pensando no que Castiel havia lhe dito.

Ele pediu mesmo um tempo? Ele realmente disse que não queria mais vê-la? Por que ele não acreditou nela se desta vez ela estava falando a verdade? O que ela devia fazer agora? Sentia-se tão perdida...

Todos se olharam e continuaram em silêncio até que Stefan empurrou discretamente uma garrafa de cerveja para Mia.

– É meio-dia. — estranhou ela.

– É seis da tarde em algum lugar. — argumentou Stefan.

Mia pensou um pouco, e em seguida pegou a garrafa e bebeu a cerveja. Instantes depois perguntou tentando se concentrar em outra coisa:

– Então, o que vocês estão fazendo?

– Caroline está me ajudando com a organização da festa. — explicou Tyler — É o primeiro ano sem a minha mãe. Ela cuidava de tudo, pensava em cada detalhe... — acrescentou o híbrido com pesar.

Todos se olharam de novo e Mia empurrou a garrafa para Tyler. E então eles ficaram bebendo e planejando o evento que aconteceria dentro de poucos dias. Mia conseguiu se distrair um pouco com isso.

À tarde, ela viu Sam e Meredith conversando em uma das mesas. Suas mãos se entrelaçaram. Em seguida, viu Dean bebendo no balcão. Tinha certeza que ele também não estava sozinho. Bonnie devia estar ao seu lado.

Algum tempo depois, e por incrível que possa parecer, Jeremy se juntou ao Winchester mais velho e ao fantasma da bruxa. Definitivamente, aquele triângulo amoroso era muito inusitado e ninguém tinha ideia de como aquilo iria acabar. Talvez, nem eles mesmos soubessem. Mas também não pareciam se importar com isso naquele momento. Provavelmente estavam ouvindo Bonnie falar sobre o ritual para petrificar Silas.

Mia os observou por algum tempo. Era estranho não ver mais fantasmas já que desde que virou vampira, aquilo tinha ficado no seu passado. Assim como os pesadelos e as visões.

Afastou aquelas dolorosas lembranças de quando era a garota sobrenatural e ficou imaginando como Sam e Dean reagiriam quando descobrissem que ela tentou contar a verdade para Castiel. E que ele não havia acreditado em uma só palavra que ela disse. O pior é que no fundo não dava para culpar o anjo. Quem acreditaria naquela história?

Castiel devia estar a odiando naquele exato momento. Pensando que mais uma vez Mia brincou com ele, mentiu, o enganou.

Ela afastou estes pensamentos também e resolveu se concentrar apenas na organização da festa.

Caroline falava sem parar. Estava eufórica porque adorava este tipo de evento. Mia tinha certeza de que quando a filha da Xerife Forbes fosse para a universidade nas próximas semanas, junto com Elena e os outros, ela iria se envolver em todas as festas que a faculdade organizasse.

Caroline ama este tipo de coisa e acabou envolvendo todos naquela conversa por horas. Tanto que Mia mal percebeu quando anoiteceu. Até os Winchesters já haviam ido embora.

Então ela se despediu dos outros e resolveu voltar para casa também. Desceu do Mustang, mas parou por alguns instantes ao ver Castiel sentado na soleira da porta com uma mala. Ele ergueu a cabeça e se levantou. Mia se aproximou e subiu os degraus enquanto dizia:

– Quando você disse que não queria mais me ver, eu pensei que estivesse falando sério.

– Eu estava. Ainda estou. — afirmou Castiel — Mas digamos que eu resolvi te dar uma segunda chance. Pra que você conte a verdade desta vez.

– Eu já disse a verdade. Você que não acreditou. — argumentou Mia.

– A verdade? Que eu sou um anjo? Certo... — refletiu ele incrédulo — Então você vai continuar mesmo insistindo nisso?

O ceticismo de Castiel estava começando a irritá-la. Droga! Ela estava tentando dizer a verdade, não estava? Por que ele achava que ela brincaria desta forma com ele? Por que era tão difícil fazer Jimmy Novak entender que é um anjo chamado Castiel? Talvez ela devesse bater a cabeça dele na parede como Dean sugeriu no começo. Talvez funcionasse melhor. Respirou fundo e resolveu mudar de assunto.

– Por que a mala? Não me diga que você está indo embora? — perguntou Mia com certo receio da resposta.

– Não... Só estou mudando de hotel. — esclareceu Castiel — Eu não posso mais ficar com Sam e Dean. Eles me ajudaram no começo, mas também estão mentindo para mim. Assim como você.

– Você pode não acreditar, mas, às vezes, as pessoas mentem por um bom motivo. — argumentou Mia.

– Como o quê? — quis saber ele.

– Para proteger alguém com quem nos importamos, por exemplo. — respondeu a garota.

– Eu não preciso de proteção, Mia, eu preciso da verdade. — expôs ele.

Ao ouvir isso, Mia lembrou que disse a mesma coisa para Castiel há alguns meses quando ela também não lembrava de nada que tinha vivido ao seu lado. Ouvir isso dele foi estranho. Agora entendia a ideia de que o mundo dava voltas. E entendia como Castiel se sentia. Ficou pensando no passado e não percebeu que Castiel havia se aproximado mais um pouco.

– É por isso que eu vim aqui, Mia. Porque eu quero a verdade. — anunciou Castiel.

– Eu já disse. A verdade é que você é um anjo. — insistiu a garota — Eu menti no começo, droga... Será que eu vou pro Inferno por causa disso? Mas agora eu estou dizendo a verdade. Você precisa acreditar em mim, Cas... Porque é a verdade.

Castiel a observou por algum tempo e em seguida continuou:

– Supondo que eu acredite neste absurdo. Como você sabe disso? Como você sabe que eu sou um "anjo"? Qual o seu papel nisso tudo? Quem é você, afinal?

– Honestamente, eu acho que ainda estou tentando descobrir isso... Quem eu sou... Quem eu era... — respondeu Mia se referindo à sua atual condição de vampira novata e à tudo que passou até chegar ali naquela varanda.

– Por que você sempre faz isso? — irritou-se Castiel.

– Isso o quê? — indagou ela.

– Por que você não consegue responder direito uma pergunta sequer? Ou você desconversa ou inventa histórias sem sentido... Ou faz piadas... — respondeu ele ainda mais irritado.

– Desculpe... Eu estou tentando te mostrar a verdade, mas se você não consegue acreditar que é um anjo, como eu posso contar o resto? — indagou a garota.

– Esse é ponto, Mia. Você não precisa mais contar. Eu acho que arranjei uma forma de descobrir. — insinuou ele.

– Sério? Poxa... Então me conta logo porque, honestamente, eu estou cogitando seriamente bater a sua cabeça na parede. — brincou Mia, mas se arrependeu em seguida ao lembrar que Castiel estava irritado com aquele seu senso de humor.

Ele a olhou de um jeito reprovador antes de continuar:

– A verdade é que eu passei a tarde inteira pensando nos sonhos que eu tive com você e... Eu fiquei tão irritado por você ter inventado aquela história de anjo na escola só para me enrolar que eu não vi o que estava bem diante dos meus olhos.

Mia o olhou confusa, mas não teve tempo para reagir. Rapidamente Castiel a segurou, a virou e a empurrou contra a porta.

– Ei! O que você está fazendo? — surpreendeu-se Mia.

– Tentando entender... — explicou ele antes de levantar um pouco a blusa da garota.

– Pervertido... — resmungou Mia confusa com tudo aquilo.

Castiel olhou a tatuagem de Mia no final de suas costas. Passou a mão sobre ela enquanto observava intrigado o desenho que ela formava. Ficou calado por alguns instantes enquanto Mia começava a deduzir o que o anjo havia descoberto.

Em seguida, Castiel a virou de novo e a olhou nos olhos ainda atordoado pela revelação.

– Não eram sonhos... Eram lembranças... — deduziu ele — Essa é a verdade, Mia. A única e irrefutável verdade. E esta tatuagem é a prova disso.

– Eu posso explicar... — tentou ela.

– Nós já nos conhecíamos... Esta é a verdade. A única verdade. — repetiu Castiel enquanto segurava Mia contra a porta — E provavelmente, eu também devo conhecer Sam e Dean, não é? Este tempo todo... Vocês me enganaram... Você agiu como se não soubesse de nada... Mas foi por isso que você agiu daquela forma no Kansas e depois no Mystic Grill, não foi? Você me conhece, você sabe quem eu sou. Sempre soube.

– Por favor... Me deixe explicar... — pediu Mia ainda tomada pela surpresa e sem saber o que dizer direito.

– Eu te perguntei se você sabia a verdade e pedi para você contar e primeiro você mentiu dizendo que não havia nada de errado comigo e depois veio com aquela conversa sobre anjos... — prosseguiu ele visivelmente magoado.

– Não era "conversa", é a verdade... Eu juro que é verdade. Droga! Quando foi que você ficou tão teimoso? — disse a garota irritada — E sim, nós nos conhecemos, ok? Eu ia contar isso também, mas primeiro você tinha que aceitar quem você é. Um anjo. Olha, desculpe por não ter contado antes, mas eu estou tentando contar agora, não estou?

– Depois de ter me enganado este tempo todo? — retrucou ele — É tarde demais, Mia... Mas eu estou curioso... Foi divertido para você brincar comigo? O que você apostou com os Winchesters? Quem são eles, afinal? Que tipo de ligação eu tinha com você e com eles?

– Primeiro, eu não estava brincando com você. Eu estou tentando te ajudar. — quis esclarecer Mia — Segundo, se você está reagindo desta forma porque descobriu que eu, Sam e Dean, todos nós já conhecíamos você, e se você não consegue acreditar que é um anjo, como espera que eu explique o resto da história? A parte mais complicada da história? E terceiro... Eu estou tentando contar a verdade, ok? Mas você precisa ouvir, entender... Aceitar a verdade. Então, por favor, me deixe explicar. — pediu Mia.

– Com mais mentiras? E piadas? Eu dispenso. Eu cansei deste jogo, Mia.... Eu vou descobrir quem eu sou, mas por conta própria. Eu não preciso de Sam, Dean... Muito menos de você para isso. — dispensou Castiel com raiva e em seguida começou a descer os degraus da varanda.

Mia deu um passo a frente ao mesmo tempo em que ele parou. A garota sentiu novamente aquele nó na garganta e desta vez as lágrimas a venceram. Castiel se virou e disse um tanto ríspido:

– Eu quero saber quem eu sou, eu tenho o direito de esclarecer o meu passado, mas eu não quero saber como eu te conheci ou por que eu tenho essas lembranças com você. No fim, são apenas lembranças. Passado. E tudo o que eu quero agora, no presente, é esquecer você, Mia. E eu também não vejo possibilidade de você estar no meu futuro.

– O quê...? — murmurou Mia com certa tristeza.

– Isso mesmo que você ouviu. Eu prefiro não lembrar de alguns detalhes. De você, mais precisamente, Mia. Aliás, deve haver um motivo para eu ter te esquecido, não? Então que continue assim. É melhor assim. Você não acha? — disse Castiel um tanto ríspido.

Então ele se virou e foi embora. Mia o observou por alguns instantes enquanto as lágrimas continuavam descendo por seu rosto. Respirou fundo e enxugou o rosto.

– Se é o que você quer... Idiota. — resmungou ela antes de entrar e bater a porta com força.

– Mia, o que aconteceu? — preocupou-se Elena enquanto Mia subia as escadas.

– Nada. — respondeu a garota.

Em seguida, ela entrou no quarto e fechou a porta. Olhou para a poltrona ao lado da cama e foi como se o seu sangue fervesse quando todas aquelas lembranças de Castiel vieram à sua cabeça. Sentiu raiva por ter sido tão estúpida em tentar ajudá-lo. Era assim que ele retribuía. A afastando, a machucando?

Claro que Sam e Dean tinham uma parcela de culpa naquilo tudo. Sim porque desde o começo Mia sabia que aquele plano idiota deles não iria funcionar. Ela avisou, tentou fugir, mas eles insistiram, insistiram e insistiram até convencê-la a ajudá-los.

Mia ainda não entendia por que tinha aceitado fazer aquilo. Oh! Certo... Porque era por Castiel. Como tinha sido estúpida... Agora ele a odiava. No fim, foi isso que ela ganhou. O desprezo e o ódio dele.

Mia respirou fundo tentando não chorar e se deu conta de que havia perdido Castiel. Duas vezes. No Kansas e agora em Mystic Falls. Sem contar a primeira vez quando ele apagou a sua memória e se afastou dela por conta própria.

Começou a pensar sobre as coisas que ele disse sobre ser melhor não lembrar. Talvez ele tivesse razão. Estava acabado. Aquilo era o fim. Não teria mais volta. Não tinha mais jeito. Mas não podia negar... Até que para um relacionamento como aquele, até que eles tinham ido longe demais. Até que havia durado. Mas agora estava acabado. O velho Cas não existia mais.

– O que ela está fazendo agora? — perguntou Damon ao ouvir um ruído no andar de cima.

– Provavelmente, levando a poltrona de volta pro quarto do Stefan. — deduziu Elena.

– Isso não vai acabar nunca? — resmungou o vampiro.

Depois de se livrar da poltrona, Mia voltou para o quarto e deitou na cama. Enxugou o rosto de novo e fechou os olhos.

Notas finais
Não se preocupem, mais brigas e desentendimentos virão por aí. Oi?Gostaram? Reviews?