Notas iniciais
Olá ticas! Voltei! Os anjos cantam amem, aleluia, glória a Deus, porque depois de muitas semanas me atrasando, finalmente estou vindo postar na data certa! Parabéns para mim u.u kkkkkkkkkkkkkkk Antes de qualquer coisa, queria agradecer a Susa Santos pela recomendação ^^ Amore, muito obrigada, eu amei cada palavra *---* Obrigada por recomendar, por sempre comentar e estar sempre aqui, beijos :* Agora vamos ao capítulo... Hot a caminho e.e Boa leitura :D

Um esbarrão e as portas de carvalho trabalhadas se abriram a nossa frente, nos convidando a entrar.

Edward me soltou, colocando-me finalmente no chão, estava tão ofegante quanto eu.

Correndo a mão por meu cabelo eu tentei acalmar os ânimos, tudo o que eu menos precisava era pressa. Tentando controlar a respiração, aproveitei os breves segundos que Edward tirara para fechar a porta, para observar o local.

Era um quarto bonito, mais claro do que eu imaginava encontrar em sua casa. O ambiente principal era moderno, em tons de cinza e creme, com muita madeira, painéis e outros objetos de decoração.

—Seu quarto é incrível.

Edward sorriu torto, segurou na barra da blusa branca e a tirou em um movimento hipnotizante, a peça foi parar em uma das poltronas de estilo inglês. Pegando na minha mão ele me levou até as portas francesas, que dava vista para o lago que dividíamos —uma vista de tirar o fôlego.

Ele me virou, de costas para as portas e de frente para ele, e deu alguns passos para trás. Por uns instantes, ficou só me olhando.

—Nada é mais incrível do que você, neste momento, na minha casa, bem na minha frente. – balançou a cabeça, parecendo praticamente desesperado. —Nada se compara.

Um misto de emoções correu por mim, por fim fora impossível não sorrir. Edward estava tão intenso; meu pobre cérebro lutava para dar conta de tudo isso. Com os olhos fixos em mim começou a andar na minha direção, devagar, como um predador.

Meu coração acelerou conforme ele se aproximava. A poucos centímetros de mim, Edward parou e esperou.

Levantando a cabeça eu o encarei nos olhos. Edward era tão mais alto do que eu, que podia ver seu peito se movendo, sua respiração estava tão rápida quanto a minha. Era bom ver que eu também o afetava.

Aproveitando nossa proximidade, eu admirei seu peitoral. Edward era grande, cheio de músculos, com um tanquinho arrematado por aquele músculo em V, o mais delicioso caminho da felicidade que eu já tinha visto na vida. Inclinando para frente eu encostei os lábios bem no meio de seu peito.

—Não me acho tão incrível assim. – disse.

Edward maneou a cabeça, suas mãos subiram até meu rosto.

—Você é a pessoa mais incrível que eu já conheci. – sua boca pressionou a minha por breves segundos, com experiência ele escorregou os dedos pela lateral do meu copo até encontrar o zíper. Um rangido quase inaudível antecedeu o barulhinho suave do vestido ao pousar no chão de carvalho encerado.

Apenas de lingerie preta rendada, fiquei a sua frente, enquanto seus olhos me devoravam. Sua mão passou pelos meus ombros, traçando com os dedos a curva dos meus seios. O toque, delicado e envolvente, me deixou doendo de desejo, não consegui me conter.

—Edward... – inclinei para mais perto.

—Que foi, minha linda? O que você quer? – ele virou minha cabeça para um lado, deixando meu pescoço à mostra e então traçou uma linha molhada de beijos. A combinação da barba com aqueles lábios macios era pura eletricidade. A sensação de prazer cresceu imensamente me deixando perdida, entregue ao desejo. Eu o queria. Demais.

—Quero você. – passei as mãos pelo cós de seu short desabotoando o fecho. Ele me observou enquanto eu empurrava a peça para baixo, meus dedos se mexendo para cá e para lá e, em um minuto, o short estava no chão, na companhia do meu vestido listrado.

Vê-lo apenas de cueca, me deixou sem ar. Senti como se fosse a primeira vez. A descoberta. O conhecimento.

Meus dedos atrevidos tocaram-lhe brevemente o grande volume rijo que estava formado em sua boxer. Cerrando os olhos, ele assoviou.

—Droga, eu preciso de você. – gemeu puxando-me pela mão. Subindo as mãos novamente, Edward soltou o fecho do meu sutiã e retirando de mim com grande maestria, o jogou longe.

Seu olhar era tão intenso que deixava minha pele queimando.

Meio fascinado Edward abaixou, deslizou as mãos pelos meus quadris e depois pelas minhas pernas. Lubricou os lábios com a língua e em seguida, me beijou bem na cintura, logo abaixo do umbigo. Minha barriga deu cambalhotas, e a pontada entre as minhas pernas ficou ainda mais forte. Edward colocou os dedos por baixo do elástico e foi puxando minha calcinha de renda, até tirá-la de mim. Seus olhos pararam em minha boceta, um ruído selvagem e urgente saiu de sua garganta.

—Bella... Você é tão linda!

Seus dedos se espalharam por minha barriga e por meus quadris, me puxando para mais perto pressionou a boca sobre o monte de Vênus nu. Estremeci enquanto ele me segurava, minha cabeça dava voltas imaginando o que viria a seguir.

Respirando fundo, Edward terminou de retirar a calcinha de mim. Fiquei completamente nua.

Ele se levantou rápido e foi impossível ignorar sua ereção. Era impressionante. Edward gemeu quando —novamente— minha mão esbarrou de leve no pau duro, por cima da malha fina.

—Ainda bem que temos a noite toda, porque primeiro eu preciso foder você, depois a gente vai mais devagar. E eu vou fazer amor com você, minha linda. – aproximou seu rosto do meu. —A noite toda.

Me beijando, Edward engoliu minhas respostas. Me deitando na cama macia, começou a me tocar, a me beijar, inflamando meu corpo até espantar da minha cabeça qualquer pensamento.

Simplesmente não conseguia pensar em outra coisa que não fosse a língua de Edward dando voltas ao redor dos meus mamilos duros, alternando as mordidinhas leves com chupadinhas longas.

Aproveitando o contraste dos pelos curtos de seu cavanhaque com a macies de seus lábios, eu gemia com os dedos mergulhados em seus cabelos. Era tão bom... Achei que pudesse gozar só com aquilo.

Gemendo mais alto, arqueei as costas de prazer. Cruzei as pernas, esfregando-as, enquanto Edward se concentrava nos meus peitos. Incapaz de ficar imóvel, estava completamente entregue.

—Edward... – eu o chamei em meio a uma lamúria, apenas para me certificar de que estava mesmo ali, e não em mais um sonho erótico, uma fantasia.

—Estou aqui amor, vou cuidar de você. – disse isso se afastando dos meus peitos, uma rápida frustração me abateu. Edward me olhou, beijou minha boca e então colocou as mãos em meus joelhos e abrindo minhas pernas.

Esticando os braços, fiquei completamente espalhada na cama.

—Meu Deus, preciso provar de novo.

Seu hálito bateu contra minha boceta e então botou a boca em mim. Sua língua macia passou por meu clitóris e pelos pequenos lábios, acariciando-os. Podia sentir sua barba espetando minha pele sensível, enquanto me contorcia ao toque quente de sua boca.

Não dava para controlar os espasmos do meu corpo, a febre que aquecia minha virilha e se espalhava por minhas veias sanguíneas. Eu ia gozar em segundos.

—Vou gozar... – avisei com a voz entrecortada.

—A primeira de muitas vezes, amor. – falou e eu pude sentir seu hálito quente entre minhas pernas. Edward enfiou seus dedos longos dentro de mim me tocando por dentro, na maior arte da provocação. —Você é apertada. Quando for meu pau dentro de você, vai ficar mais apertadinha ainda, não vai, Bella? – meu corpo praticamente saiu de órbita quando ele lambeu clitóris, enquanto seus dedos me fodiam. —Não vai? – perguntou de novo, dessa vez mais alto.

Senti o puxão, o aperto dentro da barriga, quando começou.

—Sim! – gritei em um só fôlego, porque sabia que ele queria uma resposta.

—Goza pra mim, então. Goza pra mim, meu amor!

E eu gozei aproveitando da sensação diferente de todos os orgasmos que já tive na vida. Intensamente. Edward me levou —mais uma vez— até o limite, até o céu. Arfei com a onda de êxtase, contudo seus dedos firmes dentro da minha boceta me mantiveram no lugar. Era devastador e incrível —como sempre fora.

Edward tirou os dedos de dentro de mim e minha lamúria de contragosto fora abafada pelo barulho de uma embalagem sendo aberta.

Abrindo os olhos, observei-o desenrolar a camisinha no pau, grosso, duro, lindo.

Tremi com a expectativa. Logo ele estaria dentro de mim.

Seus olhos verdes vieram até os meus.

— Agora, Bella, vou possuir você.

A força dominante que Edward exerceu nas palavras era bem clara. Quando se tratava de sexo, quem mandava era ele. E eu... Eu amava aquilo.

Não contive o suspiro com a visão daquele homem montando sobre mim.

A ansiedade era tanta, mal conseguia pensar. Edward tomou conta do meu campo de visão, colocando a cabeça do seu pênis dentro de mim, ele estava tão duro, eu podia senti-lo queimando.

Seus quadris me forçaram a abrir mais as pernas, com uma investida única ele entrou em mim. Segurando em minha cintura, ele começou a meter seu pau em mim, ia fundo e para valer.

Beijando minha boca, Edward esfregava sua língua na minha, em movimentos casados com os lá de baixo. Pude sentir meu gosto na língua dele. Aquilo foi profundamente excitante. Envolvendo as pernas em seu quadril eu me entrei. Total e irrevogavelmente.

Me deixei levar por seu ritmo: Foi forte no início. Movimentos bruscos, para dentro e para fora da minha boceta encharcada, indo um pouco mais fundo a cada investida.

Outro orgasmo se preparou para explodir dentro de mim.

Pude ver as veias de seu pescoço saltadas quando ele se levantou um pouco para mudar o ângulo das estocadas. Espremi minha boceta ao redor do pau, que latejava dentro de mim.

Soltando gemidos altos, Edward se reclinou um pouco para soprar baixarias deliciosas ao meu ouvido, sobre como era gostoso me foder.

Isso só me deixou mais louca.

—Edward! – gritei gozando pela segunda vez.

Meu corpo estava completamente entregue ao seu pau, que ficava mais duro a cada movimento.

Edward não parou. Continuou me penetrando até chegar sua vez de gozar.

Com o pescoço duro, os olhos inflamados, meteu com mais força ainda.

Arranhando suas costas, eu estiquei o corpo para acomodá-lo, no comprimento e na largura. Sabia que ele estava perto.

Cerrei os olhos e apertei as paredes da minha vagina com toda a força que pude sentindo-o enrijecer.

Seu gemido foi gutural, algo parecido com uma mistura do meu nome e um grito de guerra. Mais uma estocada e todo seu corpo tremeu antes de desmontar sobre o meu, os olhos verdes brilhando na meia-luz do quarto.

Nossas respirações falhas se misturaram por um longo momento, era difícil acusar quem estava mais arfante.

Mais calmo, Edward recostou sua cabeça em meu ombro enquanto sua boca brincava com meu pescoço, meus dedos foram descendo pelas suas costas, apreciando os músculos esguios e o leve pulsar das veias sob a pele.

A partir daí eles decidiram subir até seus ombros, demorando-se por um momento nos músculos que se retesavam e relaxavam enquanto ele beijava meu pescoço.

Quando encontraram a volta voluptuosa de sua bunda eles retornaram para o local de origem, até desceram de novo, dessa vez, passei as unhas de leve por sua pele em vez de usar as pontas dos dedos, que eram mais suaves e macias.

—Não me provoca. – murmurou ele, chupando meu lábio inferior.

Dei um risinho recolhendo minhas unhas, Edward separou nossas bocas e se afastou para observar minhas feições, seu dedo traçou uma linha na minha face antes de percorrer meus lábios.

—Não fiz nada.

—Não, não é? – negando com a cabeça, passei os braços por seu pescoço. De repente, Edward cerrou os olhos e eu pude ver o humor delinear sua face. —Sabe o que eu lembrei? – perguntou rindo, novamente neguei com a cabeça. —Aquela vez em que você me cortou com suas unhas.

O sangue parou em meu rosto, fazendo-o arder. Fora um momento bastante constrangedor para mim.

Fazia tanto tempo, mas eu me lembrava com perfeição. Estávamos num quiosque de café expresso —o qual nem existia mais— em Main Street, ainda nem namorávamos, contudo o desejo já falava mais alto e fora em um desses momentos que cravei minhas unhas em suas costas.

—Meu Deus, é mesmo! – exclamei ainda sem jeito. —Que vergonha.

Edward riu alto antes de beijar minha boca.

—Vergonha do que? Você tem noção do que aquele arranhão causou em mim? – sem conseguir emitir uma palavra, eu me limitei a balançar a cabeça. Edward sorriu ainda mais e se inclinou sobre o meu ouvido. —Acho que foi ele que me fez gozar.

Fechando os olhos por breves segundos, eu ri baixinho a contragosto.

—Não sabia que você era tão tarado naquela época. – sussurrei ouvindo sua risada.

—Foi você que cravou as unhas em mim.

Voltei a rir sentindo o humor tomar o lugar da vergonha.

—E foi você quem gostou.

Ele beijou meu queixo de leve antes de se afastar com uma sobrancelha arqueada.

—E você não gostou de fazer, por acaso?

Mordendo os lábios, desviei os olhos da expressão convencida de seu rosto. É claro que eu tinha gostado. Meu corpo ficara tão excitado quanto o dele, contudo não pude deixar de sentir uma pontada de culpa. Eu me sentia mal por tê-lo machucado, por ter tirado sangue. Isso já era passar um pouco dos limites, mesmo em um momento daqueles.

Batendo as mãos em seus ombros eu o empurrei de leve.

—Bobo! – exclamei voltando a olhá-lo. Edward sorriu, seu corpo se acomodou melhor sobre o meu.

—A culpa é sua. – o bom humor continuava, mas a brincadeira havia acabado. Seus olhos eram incrivelmente intensos. —Você que me deixa bobo.

Bobo. Essa palavra descrevia bem o estado que sua confissão me deixara. Sorrindo afaguei seu rosto contornando sua boca com o polegar, me curvando beijei de leve seus lábios.

Sua mão segurou minha cabeça, me mantendo presa na intensa sensação de seu beijo. Edward o aprofundou, e o fogo da expectativa me correu pelas veias quando sua língua roçou a minha. Minha respiração acelerou e eu me curvei pressionando ainda mais meu corpo no dele.

—Eu quero você de novo. Eu quero estar dentro de você de novo.

Edward sussurrou com a boca colada na minha. De olhos fechados e com a respiração arfante, permaneci em silencio, ele não demorou a compreender minha resposta.

Eu também o queria. Muito.

Apressado ele se levantou, abrindo os olhos o vi retirar a camisinha e a amarrar antes de entrar por uma porta quase que imperceptível.

Seu corpo não demorou a cobrir o meu, eu podia sentir que ele já estava enorme, duro, quente, pontudo, e pronto para enterrar até o fim.

Nós rolamos na cama, mudamos de posição e ele novamente me possuiu. Várias vezes.

A vontade não passava, o desejo não era saciado. Era um vício interminável.

Mas a noite, infelizmente, não era infinita e logo, os primeiros raios solares começaram a surgir pelos vidros da porta francesa.

Eu estava tão esgotada que mal dei importância, a última coisa coerente de que me lembro é de receber um beijo carinhoso de Edward em minha testa, enquanto me acomodava em seu peito.

Quando eu finalmente acordei, já eram quase onze horas.

O quarto estava totalmente claro, as portas francesas estavam entreabertas e com isso eu podia ver a grande sacada de frente para o lago.

Era uma vista incrível.

Espreguiçando na cama, fui esticando cada parte do meu corpo até meus pés colidirem com algo duro.

Sobressaltada, sentei na cama usando o lençol para cobrir meu corpo nu.

—Heron! – exclamei correndo a mão pelo cabelo, deitado nos pés da cama, ele me observava atento a cabeça meio inclinada para o lado. —Você me assustou. – completei sem deixar de sorrir, não podia negar que eu o achava um fofo. —Vem cá, deita aqui. – deixando dois tapinhas no colchão ao meu lado eu dei o comando, obediente ele se levantou e caminhou sobre a cama até repousar ao meu lado.

Ajustando o lençol a minha frente, não deixei de me surpreender com seu tamanho. Ele era muito grande.

Correndo os dedos por seus pelos curtos, passei os olhos pelo quarto procurando algum rastro de Edward.

—Onde é que o maluco do seu dono se enfiou hein? – seus olhos grandes vieram em minha direção, Heron prestava atenção como se compreendesse o que eu falava. —Me deixou aqui sozinha.... – esfregando o focinho em minha perna, ele soltou um resmungo. Rindo alto, encolhi os ombros. —Me desculpe, me desculpe! – pedi me inclinando para beijar sua cabeça. —É muito bom ter a sua companhia.

Barulhos na porta e um pigarro me obrigaram a erguer a cabeça, logo meus olhos foram contemplados pela visão de um Edward apenas de cueca segurando uma bandeja de madeira.

Ele sorria de um jeito tão encantador que era impossível não retribuir.

—Desculpe interromper esse momento entre vocês. – pediu adentrando no quarto. —Mas eu trouxe seu café.

Respirando fundo eu consegui prender o suspiro com uma força fora do comum. Café na cama, quem diria?

—Nossa... – corri a mão por meu cabelo tentando esconder a surpresa. —O que tem aí? – indaguei sentindo meu estômago protestar.

O sorriso de Edward aumentou em sua boca quando ele deixou a bandeja sobre minhas pernas.

Lubrificando meus lábios com a língua eu admirei as comidas perfeitamente postas. Havia tanta coisa: Panquecas com molho de mirtilos, waffles, tostas francesas, muffin de blueberry, bagel com cream cheese, um pouco de ovos mexidos com bacon e café.

—Heron. – a voz grave de Edward tirou minha atenção da bandeja, erguendo a cabeça observei o cachorro levantar, descer da cama e sair do quarto. —Tentei colocar tudo o que você gosta aí.

Dando de ombros, Edward se sentou ao meu lado após me entregar sua regata —a qual usara ontem à noite. A vesti inalando o ar com força, me permitindo ser embriagada por seu perfume.

—Tentou e conseguiu! – exclamei puxando um dos muffins. —Você fez tudo isso? – o olhei rapidamente enquanto puxava o papel manteiga que o envolvia.

—Sim, sabe... Eu cozinho muito bem. – se gabou levando uma das fatias de bacon até a boca.

Mordendo o bolinho eu me deliciei com a massa doce e fofa. Eu tinha que dizer, estava muito bom.

—Caramba, está uma delícia! – elogiei vendo seu sorriso se alargar. —Sério, está incrível. – completei repetindo a mordida.

—Obrigado, minha linda. – ele se inclinou e beijou minha testa, respirando fundo eu senti os efeitos que as palavras doces causaram em mim.

—Quem diria que aquele garoto mimado e desorganizado ia cozinhar tão bem? Já pode casar, viu. – brinquei para logo me arrepender ao ouvir seu riso alto.

—Isso foi um pedido? – seu tom saiu sexy, desviei os olhos dos seus pigarreando, ainda rindo ele colocou meu cabelo atrás da orelha.

—Idiota. – rolei os olhos empurrando-o pelo ombro.

—Linda. – devolveu se inclinando e beijando meu pescoço. Respirando fundo, senti meu corpo se arrepiar enquanto comia um pouco dos ovos mexidos. —Mas falando sério, eu mudei bastante desde que... – de soslaio eu o vi manear a cabeça. —Desde que entrei para o corpo de bombeiros.

Eu sabia que não era aquilo que ele iria falar e o agradeci mentalmente por não tocar naquele assunto.

—Eu percebi. – afirmei ao limpar minha boca com o guardanapo. —Mudou seu jeito, sua personalidade, seu físico... Tem até uma tatuagem agora! – brinquei olhando rapidamente para os desenhos espalhados pelo seu braço.

—Eu sei que você gosta. – se gabou.

—Gosto sim, é muito bonita. – disse meio a contragosto. —Mas não se sinta por isso.

—Jamais. – seus olhos deixaram claro a ironia, não contive o riso e ele logo me acompanhou. —Então, você também mudou bastante.... O jeito, a personalidade, o físico. – usou minhas palavras.

—Mudei é? – perguntei levando um pedaço do bagel até sua boca.

—Sim. – Edward concordou após mastigar e engolir. —E é incrível como você parece a mesma de antes, apesar de ter mudado muito.

Sem entender eu o encarei de olhos cerrados.

—Como assim?

Respirando fundo, Edward correu a mão por seu cabelo.

—Ah, eu não sei explicar! – seus olhos saíram dos meus por breves segundos, sua boca se curvou em um leve biquinho fofo. —É só que, as vezes eu olho para você e vejo a mesma menina doce e meiga de antes, como se nada tivesse mudado. Como se ainda fossemos adolescentes.

Coçando sua cabeça ele a abaixou soltando um riso sem graça.

—É bem estranho...

—Eu não acho. – o interrompi empurrando um pouco a bandeja. —Também tenho essa sensação as vezes. – seus olhos voltaram para os meus. —Como se apesar de todas os anos e as mudanças, eu ainda te conhecesse melhor que ninguém.

Um sorriso torto delineou os lábios de Edward, seus olhos eram tão intensos e vividos, parecia que eles podiam me ler por dentro.

Beliscando meu lábio inferior com os dentes segurei seu rosto com as mãos e o trouxe para mais perto. Nossas bocas se encontraram com o mesmo encaixe perfeito, sua língua roçou na minha e logo começou a conduzir uma dança bastante sensual.

Se inclinando por cima de mim, Edward só parou quando repousamos no colchão. Seu corpo já veio para cima do meu, suas mãos exploravam cada canto da minha pele.

Separando nossas bocas, ele desceu com beijos por meu pescoço.

Respirando fundo, não pude deixar de sorrir.

Era incrível, mas a gente ainda se conhecia muito bem.

Notas finais
Capítulo meloso hahaha Tava precisando né? Ou não? e.e kkkkkkkkkkkkkkkkkkk Gente, já me vou ^^ Mais uma vez, Susa muito obrigada :3 Fiquem bem gatitas e até semana que vem! Se cuidem :) Beijos :*