Notas iniciais
Olá meninas :D Como vocês estão?? Antes de tudo, queria dedicar esse capítulo a uma leitora muito especial. Susa sua lindinha, ia te mandar o capítulo antes de postar,como "presente de aniversário, mas perdi dois voos seguidos e minha chegada em casa atrasou tudo ¬¬ Enfim, como não mandei, estou dedicando! Parabéns de novo, muitas felicidades, muitos anos de vida e espero que goste do capítulo :* Voltando... Capítulo passado foi meio tenso... :X Prontas para aliviarem um pouco as coisas? haha Vamos lá, capítulo postado ^^ Espero que gostem, boa leitura :)

Queria gritar tamanha a demora da moça a nossa frente. Com os olhos fixo no computador ela movia seus dedos rapidamente pelo teclado.

Era tanta burocracia para entrar naquele hospital que chegava a irritar.

Alice pareceu notar minha aflição pois se aproximou de mim e me abraçou pelos ombros.

—Fique calma. – pediu descendo e subindo a mão por meu braço. —Nada grave aconteceu.

—Quem que garante? – questionei apertando os lábios. —Desculpe, mas só vou me acalmar depois que vê-lo. Depois que falar com o médico.

Esfregando as mãos no rosto, pedi mentalmente para que a recepcionista andasse mais rápido.

Mesmo depois de Alice, Emmet, até Carlisle e Esme falarem comigo e me garantirem que não aconteceu nada mais grave com Edward, não me acalmei.

A angustia só crescia dentro de mim.

Ele havia sido soterrado. Prensado debaixo de escombros por mais de uma hora e ainda estava desacordado.

Meras palavras não iam me convencer de que Edward estava bem.

—Vocês podem subir. – as palavras da mulher me fizeram respirar fundo. —Sétimo andar, se apresentem na recepção e serão informados sobre o número do quarto.

Emmet, que tomava a frente da situação, apenas assentiu para pegar os crachás identificadores.

Sem paciência, colei o papelzinho branco de qualquer jeito em minha blusa, o elevador subia em uma lentidão fora do comum.

—Meu pai acabou de me mandar uma mensagem. – Emmet anunciou de olhos fixos no celular. —Edward acordou.

Recostando em Alice, soltei um suspiro aliviado.

—E como ele está? – Alice perguntou afagando minhas costas.

—Papai não disse. – mordi meu lábio inferior com força. —Só avisa que ele acordou e que já o levaram para a sala de exames.

—Mais exames? – realmente me surpreendi com aquilo.

Quando estávamos saindo da casa de meus pais para deixar Heron sob a tutela deles, Esme me dissera que Edward estava fazendo todo o tipo de exame possível.

—Sim. – Emmet confirmou ao mesmo tempo em que as portas se abriam. —Acho que precisavam dele acordado para realizar esses.

Soltando o ar pela boca aceitei sua explicação. Alice me olhou e sorriu enquanto Emmet mais uma vez, conversava na recepção.

O atendente dessa vez fora bem mais competente e liberou nossa passagem em poucos minutos.

O corredor até o quarto dezessete estava impregnado no mais imaculado silencio. O cheiro de cloro e álcool era forte. Nunca me simpatizei pelos aromas de hospitais.

Carlisle e Esme nos receberam com longos abraços e a expressão mais suavizada em ambas as faces me deixou menos aflita.

—Como ele está? – já havia perdido a conta de quantas vezes tinha feito aquela pergunta, mas eu precisava saber. Precisava perguntar e continuaria perguntando até poder ver com meus próprios olhos que Edward estava bem.

—Meio grogue. – Esme segurou minha mão. —Deram remédios fortes a ele para a dor, o que só prolongou seu sono.

—Ele teve algum machucado sério?

—Quebrou umas costelas e deslocou o ombro. – Carlisle respondeu ao filho que fez uma careta. —O que não é nada, se formos pensar no que poderia ter acontecido.

Maneando a cabeça, concordei em silencio. Possibilidades mais graves me deixou com a boca amarga.

—Graças a Deus foi só isso! – Alice exclamou se arrumando no sofá branco. Ela parecia desconfortável, também sua barriga estava enorme. —Mas como foi que aconteceu? Edward sempre foi tão cuidadoso, nunca ocorreu algo tão sério.

Esme respirou fundo e se remexeu ao meu lado, aos poucos um sorriso orgulhoso delineou sua boca.

—Não nos contaram direito, mas parece que uma criança ficou presa, ele teve que ir ajudar e não conseguiu sair a tempo do prédio.

—Ual. – Emmet soltou correndo a mão pelo rosto. —Mas e a criança? Ela está bem?

—Não sabemos filho. – Esme voltou a responder, carinhosa como sempre.

—O superior de Edward ligou e disse que virá para cá em breve. – Carlisle contou cruzando os braços. —Ainda estão trabalhando no prédio.

Muitas perguntas foram feitas, contudo, Carlisle e Esme mal conseguiam responde-las. Nos contaram o que os médicos lhe disseram de primeira instancia: Nenhuma fratura grave. Nenhum trauma preocupante.

Contudo, Edward ainda estava passando por uma bateria de exames e só ao concluírem todas as observações que voltariam a informar.

O tempo passou mais devagar do que eu queria e o pior de tudo, demorou quase uma hora e meia para que o médico surgisse na sala de espera.

—E então doutor? – Carlisle emitiu toda a aflição que nos consumia em sua voz.

O médico, que era bem jovem, olhou para cada um de nós antes de respirar fundo e sorrir.

—Edward deu muita sorte. – começou com o tom leve. —Tirando a luxação no ombro e as três costelas fraturadas, não ocorreu mais nada. – uma onda de alívio correu por todo meu corpo. —Fiquei realmente preocupado com a possibilidade de uma fratura no crânio ou lesão interna na cabeça, mas depois de todos os exames realizados, tudo isso foi descartado.

—Ele está bem, então? – Emmet indagou ansioso.

—Ele vai ficar. – o doutor garantiu. —Ele está medicado, mas as dores logo aparecerão e receio que elas o perturbarão por um longo período. – aquilo me incomodou, não queria vê-lo sofrer. —Não teve necessidades de realizar uma cirurgia para colocar o ombro dele no lugar, já o imobilizamos com uma tala que ele deverá usar por três semanas.

Suspiros aliviados correram por toda a sala.

—Edward sofreu um deslocamento do ombro relativamente simples sem grandes danos aos nervos ou tecidos, a junção de seu ombro irá provavelmente voltar à condição perto do normal ou totalmente normal, isso se ele repousar como o indicado.

—E quanto as fraturas na costela? – Esme perguntou de olhos fixos no médico.

—Nada demais. Repouso e analgésico. – sorriu castamente.

—Ele já vai poder ir para casa? – indaguei esperançosa, no entanto, ela se esvaiu quando o médico negou com a cabeça.

—Não, vou mantê-lo aqui por todo o fim de semana. Controlar as dores nos primeiros dias fica mais fácil quando se está em um hospital.

—Certo. – Carlisle concordou e então, estendeu a mão ao rapaz. —Muito obrigado por cuidar dele.

—O que é isso, não precisa agradecer. – ele foi simpático ao devolver o cumprimento.

—Já podemos vê-lo? – Esme perguntou com o timbre equilibrado, o médico assentiu e sorriu para nossa total alegria.

—Aguardem só um momento, estão o colocando de volta no quarto.

O médico saiu com a promessa de que uma enfermeira avisaria quando pudéssemos entrar e por sorte, ela não demorou a aparecer.

Carlisle e Esme foram os primeiros a entrar no quarto, mordendo o lábio inferior, segui atrás de Alice enquanto Emmet parou para fechar a porta.

Assim que meus olhos caíram em Edward, senti uma enorme vontade de chorar. Apesar de não ter acontecido nada de grave, ele estava bastante debilitado fisicamente.

Sua pele estava pálida, escoriações avermelhadas marcavam todo seu rosto. A tala cobria seu ombro e sustentava o braço com firmeza, o pano era de um azul cálido e destacava as marcas roxas de pancada em seu tórax e abdômen.

Um arrepio ruim passou por mim quando voltei a pensar nas coisas terríveis que podiam ter acontecido.

Maneando a cabeça, me aproximei da maca, seus olhos já estavam em mim e um sorriso amarelo enfeitava seus lábios.

—Acredita se eu disser que o meu celular descarregou? – brincou com a voz fraca. Rolando os olhos parei ao seu lado, inclinando o corpo tomei cuidado ao beijar sua testa.

—Como você está? – meus dedos correram por sua face, traçando linhas imaginárias no espaço que não estava ferido.

—Pronto para outra!

Bufando tive de conter a vontade de abraça-lo e beijá-lo. Era tão bom vê-lo descontraído e, apesar de tudo, bem.

—Nem brinque com isso, Edward Cullen! – Alice ralhou empinando o queixo. —Acha que é quem? O Capitão América?

Edward riu brevemente e a careta que formou em sua cara deixou claro que aquilo lhe causou dor.

—Foi só jeito de falar. – explicou entrelaçando seus dedos nos meus. Sorri satisfeita tomando cuidado com os curativos que mantinham a agulha dentro de sua veia. Tudo o que eu menos queria, era machuca-lo.

—Bom mesmo. Mais um susto desses e eu não aguento! – Esme exclamou com um certo drama.

—Não vai acontecer de novo. – garantiu a mãe que assentiu, ainda desconfiada.

—Você se lembra do que aconteceu, filho?

Edward tentou manear a cabeça, soltou um gemido baixo e então desistiu. Engoli a seco percebendo, mais uma vez, que ele estava com dor.

—Não claramente. – soltou meio confuso. —Me vem alguns flashes na cabeça, mas não me parecem muito coerentes.

—Deve ser por causa do acidente, Edward. – Emmet acusou mantendo os braços ao redor de Alice.

—É, foi isso que o doutor disse. – soltou um suspiro baixo.

A conversa não tomou outro rumo, tudo o que falávamos era sobre o ocorrido. Vez ou outra, ainda me assustava ao pensar em tudo que poderia ter ocorrido.

O médico, bastante atencioso, passou para ver Edward duas vezes antes da saída de Emmet e Alice.

Nenhum dos dois queriam ir embora, contudo, Alice estava visivelmente abatida, segundo ela o que a estava incomodando, era uma dor lombar contínua e crescente.

—Não seria melhor falar com sua médica? – lhe perguntei enquanto seguíamos até a porta.

—Acho que não é necessário. – ela sorriu apoiando as mãos na barriga. —Ela já me disse que a dor nas costas aumenta na reta final da gravidez.

Acenei com a cabeça mesmo estando meio contrariada.

—A dor que está sentindo é meio suspeita, meu bem. – abraçando-a pelos ombros, Esme murmurou carinhosa. —A dor começa nas costas e se conduz para frente, em direção ao baixo ventre, certo?

—Sim.

Esme estreitou os olhos, intercalou o olhar entre nós duas lançando piscadelas e um sorriso grandioso.

—Acho que não vai demorar para a Mia chegar.

Alice respirou e sorriu nervosa. Rindo a abracei animada.

—Uh, Mia está chegando! – cantarolei fazendo-as rir. —Se cuide, ok? Qualquer coisa me avise.

—Pode deixar. – ela se esticou para beijar meu rosto.

—Bella, querida, vou acompanha-la até o carro. Faz companhia a Edward?

Assentindo com a cabeça, não demorei a voltar para o quarto onde Emmet se despedia do irmão e do pai.

—Volto para cá assim que Cinthia for ficar com Alice. – Emmet prometeu. —Fique bem, ferrugem! – foi impossível não sorrir ao vê-lo bagunçar o cabelo de Edward com as mãos.

Os dois eram bastante amigos e toda aquela cumplicidade me encantava.

—B-Bella. – saldou sorrindo e piscando. —Onde está Alice? – indagou parando a minha frente.

—Ela desceu com a sua mãe. – informei apontando levemente com a cabeça. —Pelo visto, Mia logo, logo vai estar conosco.

Seus olhos claros brilharam de entusiasmo.

—É... Mal vejo a hora! – confessou antes de me dar um rápido abraço. —Nos vemos mais tarde.

—Ok. Até Emm. – acenei com a mão antes de vê-lo saindo pela porta.

Soltando o ar pela boca, voltei a me aproximar de Edward. Seu sorriso torto fez meu coração bater mais forte, segurando sua mão, entrelacei nossos dedos.

—Está melhor? – indaguei afagando seu rosto.

—Já estou bem, amor. – rolei os olhos com sua reposta pigarreando meio sem jeito ao ver que Carlisle nos encarava.

O sorriso satisfeito em seu rosto deu lugar a um envergonhado. Mordendo o lábio inferior, contive o riso ao vê-lo sem jeito.

—Bom crianças. – começou arrumando o relógio de ouro no pulso. —Vou ir encontrar minha bela esposa e leva-la para tomar o delicioso café que só é encontrado na maravilhosa lanchonete desse hospital. – Edward e eu rimos juntos de seu tom irônico e divertido. —Divirtam-se. – lançando uma piscadela, ele saiu do quarto e fechou a porta.

Pondo meu cabelo atrás da orelha, voltei a olhar para Edward.

—Você me deu um baita susto. – minha voz baixou uma oitava.

—Não foi minha intenção. – sorrindo amarelo, ele se esforçou até poder beijar as costas da minha mão. —Emmet quem te contou, não é?

—Sim.

—Sabia, ele sempre foi péssimo para dar notícias ruins. – bufou girando seus orbes claros. —E notícias boas também. – soltou após ponderar por uns segundos. —Enfim, Emmet sempre foi péssimo para dar qualquer tipo de notícia. – suas palavras me fizeram rir alto.

—Bobo! – me abaixei para beijar rapidamente sua boca.

—É sério, amor. – alegou. —Alice preparou todo um esquema para contar a família que ela estava gravida, mas Emmet estragou tudo e contou da pior maneira que eles iam ter um bebê.

Correndo os dedos por seu cabelo, voltei a rir.

—Eu vou querer saber como foi?

—Não. – negou de imediato.

Sorri grandiosamente. Era tão bom vê-lo daquela maneira. Bem, descontraído e alegre.

—Eu amo você. – sibilei aproximando meu rosto do seu.

Edward abriu um sorriso torto, beijou a ponta do meu nariz e minha boca.

Sentir o toque de seus lábios e da sua língua após tantos momentos de angustia só reforçavam todo aquele sentimento que eu nutria por ele.

Eu o amava com todas as minhas forças.

—Eu também amo você. – seus olhos verdes eram sinceros.

Tomando cuidado, voltei a beijá-lo. Não conseguia parar de tocá-lo, senti-lo, tudo para me garantir ainda mais que ele estava realmente bem.

Carlisle e Esme voltaram minutos mais tarde, ambos exibiam sorrisos descontraídos e leves nas faces.

A hora do almoço chegou e mesmo relutante, tive de me afastar de Edward, esse que caíra no sono após tomar um banho com a ajuda dos enfermeiros e tomar a sopa de legumes rala.

Nós três aproveitamos esse tempo para fazer um lanche rápido na lanchonete do hospital.

Edward acordou por volta das três e não precisou dizer uma palavra para sabermos que estava com dor. Sua cara contorcida dizia tudo.

O médico viera pessoalmente examiná-lo e enquanto a enfermeira aplicava os medicamentos em seu soro, o doutor avisou da chegada do Coronel do corpo de bombeiros.

Só estava Carlisle, Esme, Edward e eu no quarto, quando ele entrou.

Ele devia beirar os cinquenta e cinco anos, a pele chocolate era bastante jovem e seus olhos negros muito ternos.

Com um sorriso simpático no rosto, ele cumprimentou um a um, ficou bem claro que ele já conhecia Carlisle e Esme. Quando chegou até mim, intercalou seus olhos entre Edward e eu, antes de abrir um sorriso ainda maior.

—Agora eu entendo o motivo de tantos sorriso, tenente. – brincou com Edward que sorriu torto.

—Eu disse que era um motivo lindo. – devolveu arrancando um riso leve do coronel. Meio sem jeito, cocei minha nuca.

O motivo era eu.

Contendo o sorriso satisfeito, aceitei o cumprimento do Coronel.

—Isabella, certo?

Com um aceno de cabeça, concordei.

—Apenas Bella. – pedi cordialmente.

O Coronel sorriu ainda mais, algo me dizia que ele estava gostando de me conhecer.

—Esse é Laurent, o Coronel do corpo de bombeiros de Louisville. – Edward apresentou com um sorriso casto nos lábios.

—É um prazer, Laurent.

—Todo meu, senhorita. – devolvendo o cumprimento com tamanha educação, Laurent tomou uma postura mais séria. —Parece que teve muita sorte, Edward.

Sorrindo amarelo Edward maneou a cabeça, dessa vez, o aceno pareceu não lhe causar dores.

—Um homem sem sorte não é nada. – filosofou com o timbre orgulhoso.

—Um homem que abusa da sorte também não. – a resposta de Laurent foi sobretudo, uma represália.

Edward fechou a cara por uns segundos antes de respirar fundo e então voltar a falar.

—Não podia deixar a menina lá. – ele soou sério e decido.

Algo em sua voz me informou que ele não estava arrependido.

Laurent acenou com a cabeça.

—Não, não podia. – confirmou. —Você foi muito corajoso. Nos deixou muito orgulhosos.

Soltando o ar pela boca Edward abaixou o olhar, ficando em silencio por meros segundos, ele pareceu pensar.

—Só fiz a minha obrigação.

Rindo, Laurent negou com a cabeça. Erguendo a mão, ele retirou a boina bege para coçar sua cabeça raspada.

—Não, você fez mais do que a sua obrigação. Você se arriscou para salvar a vida de uma criança.

Mordendo a ponta do dedo, intercalei meus olhos entre eles. Era impossível não sentir orgulho de Edward. Ele era um cara incrível.

—Já vi homens mais experientes que você fugirem de desastres menores, acredite, não é qualquer um que tem essa sua coragem.

Edward não parecia muito convencido do que o Coronel dizia.

—Fiz o que tinha de ser feito, Laurent. – ele colocou me fazendo rolar os olhos. —Só isso.

—Só isso? – se aproximando de Edward, Esme perguntou. —Você salvou a vida de uma criança, Edward. Isso é lindo e não é pouca coisa.

—Concordo, Esme. – Laurent voltou a falar. —Ele salvou mais que a vida da menina. Edward salvou os pais dela também. – cerrando os olhos fiquei sem entender. —A garota tem dez anos e é filha única. Imagino que a morte da filha os destruiria por completo. – mordendo o lábio inferior, Edward permaneceu quieto. —Se orgulhe do seu trabalho, Tenente. Você foi muito bem.

Erguendo os olhos para o Coronel, Edward abriu um sorriso torto. Não contestou, nem retrucou.

Acho que até ele percebeu o quão grandiosa fora sua ação.

—Ela está ai. – as três palavras de Laurent fizeram Edward voltar a olhá-lo. —A menina. Ela está aí e quer ver você.

—Sério? – Edward pareceu surpreso.

—Sim, desde que você a tirou do prédio que ela pede para falar com o herói dela. – puxando meu cabelo para o lado, não contive o sorriso.

Herói, certamente a palavra perfeita para Edward.

—Ual! – exclamou antes de abrir um sorriso grande. —Deixe-a entrar. – a animação em sua voz ficou evidente.

Laurent sorriu, caminhou em direção a porta e a abriu. Ele ficou fora do quarto por pouco tempo e quando retornou, trazia consigo uma adorável garotinha.

Ela era bem magrinha, tinha a pele castanha, cabelo comprido, negro e bem liso. Quando seus olhos passaram por mim, me surpreendi com o tom único do verde. Era um contraste lindo.

Seus traços delicados deixaram evidentes que ela não tinha mais de dez anos e o pequeno curativo em sua testa não era nada se comparado ao que poderia ter acontecido se Edward não tivesse lhe salvado.

—Teresa, esse é o Edward. – Laurent os apresentou quando pararam diante a maca. —Você se lembra dele?

Mordendo o dedo indicador, ela assentiu meio sem jeito. Edward a encara encantando.

Laurent a levantou e a sentou na beirada da cama, a altura da maca dificultava o entrosamento entre os dois.

—Oi princesa. – ele a cumprimentou com a voz cheia de carinho.

Pela primeira vez, a menina sorriu.

—Oi. – sua voz era tão delicada quanto sua aparência. —Você está bem? Mamãe me disse que se machucou.

—Não, eu estou bem. – garantiu confiante a menina. —Foram só uns arranhões.

Meio desconfiada, ela encarou a tala que imobilizava o braço e o ombro de Edward.

—E você como está? – Edward tratou de mudar o foco para ela.

—Estou bem. – suspirou voltando a sorrir. —Graças a você. Obrigada por ter me tirado de lá, você me salvou.

A gratidão na voz da garotinha era clara. Ela estava realmente agradecida com Edward.

—De nada, linda!

Pelo canto dos olhos, vi Esme se aproximar de mim.

—Trouxe um presente para você. – ela disse meio envergonhada estendendo um saquinho de plástico com poá azul marinho para Edward.

—Será que você pode abrir para mim? Não estou com os braços muito bons. – ele fingiu uma careta, mas logo voltou a sorrir quando a menina retirou a medalha artesanal do saquinho.

Era evidente que ela mesmo havia confeccionado o objeto. Ela era redonda, dourada e tinha alguns detalhes no azul escuro. No centro do círculo estava escrito as duas palavras “Meu Herói”.

A felicidade brilhou nos olhos de Edward, podia ver que ele estava emocionado e eu não estava diferente.

—É nesses momentos que eu entendo o amor que ele tem pela profissão. – Esme sussurrou ao meu lado, olhando-a de soslaio a vi enxugar o canto dos olhos com a ponta dos dedos.

Teresa prendeu a medalha na tala de Edward com um cuidado incrível.

—É a melhor medalha que eu já ganhei! – olhando para o objeto reluzente, Edward soou contente. —Posso te pedir uma coisa?

Sorrindo grandiosamente ela assentiu.

—Dá um beijão aqui. – e virando o rosto, ele deixou a bochecha disponível para ela que não demorou a atender o pedido dele.

—Isso é lindo! – disse baixo a Esme.

—Olha, trouxe o meu livro favorito para você. – ela voltou a falar, retirando o livro quadrado e de capa rosa da bolsinha que trazia. —É a história da Rapunzel, já ouviu?

—Não. – Edward negou e eu sabia que estava mentindo apenas para animar ainda mais a garotinha.

—Ele fala sobre uma princesa presa no alto de uma torre e o príncipe que vai salvá-la. – contou a ele que prestava bastante atenção. —E a história me lembra bastante você.

Sua sinceridade e ingenuidade me fez rir.

Ela era encantadora.

—Ual, você pode ler ele para mim?

—Posso! – seu entusiasmo era quase palpável. —Era uma vez... – começou com os olhos compenetrados na página em questão.

—É isso que ele ama. – voltei minha atenção a Esme que respirou fundo antes de me olhar. —Ele ama olhar ao seu redor e perceber a catástrofe que evitou. Ele ama ver as pessoas que ele ajuda bem. – suspirando, recostei minha cabeça em seu ombro.

—Edward é incrível, Esme.

Alisando meu ombro com a mão, ela concordou em silencio.

—Como se atreve a entrar na minha horta e a roubar as minhas maçãs? – deixando a voz mais grossa, Teresa incorporou bem a personagem da bruxa.

Edward a sua frente, sorria cada vez mais. Seus olhos já reluziam tamanho o contentamento que os delineavam.

É, a menina tinha razão. Ele era mesmo um herói.

Meu herói.

Notas finais
Capítulo mais leve, mais tranquilo, mais light 8) Edward paixão das mulheres, adolescentes e criancinhas também, porque né? kkk Gente, espero que tenham gostado do capítulo, especialmente a minha querida leitora, Susa *--* Mais uma vez desejo a você tudo de bom :3 Nos vemos semana que vem meninas, beijos :*