Notas iniciais
Oi gente! Serio me desculpem pelo o atraso, maas fim de ano me deixa meio perdida e sabem né, tenho que aproveitar minhas ferias! :D hehe Antes de tudo, queria agradecer a Carol que mais uma vez foi uma fofa ao recomendar uma fic minha! Amorzinho, muito obrigada viu! Sério, amei S2 Agora, vamos ler... Falamos lá em baixo! Boa leitura :)

As coisas estavam estranhas. Para dizer o mínimo.

Já tinha cinco dias desde que eu aceitara aquele louco pedido de Edward sobre sermos amigos e desde então, tudo ficou meio diferente.

Dizer que eu não me sentia mais leve era mentira, porque desde que disse a ele que havia o desculpado, um peso foi tirado das minhas costas.

Mesmo que no fundo, lá no meu fundinho, ainda sentisse que ia levar mais um tempo para aquelas desculpas se concretizarem permanentemente, já me sentia satisfeita.

O primeiro parágrafo fora lido e —parcialmente— entendido, para que eu pudesse virar a página.

Mas, mesmo que as coisas tivessem se aliviado um pouco, ainda me sentia estranha por ser amiga de Edward.

Nos dias que correram, ele tentara se aproximar várias vezes, ora puxando assunto, ora brincando.... Contudo, eu sempre dava um jeito de escapar.

Aquilo era difícil para mim, até porque a mudança fora repentina demais. Em um dia, ele era o cara que destruíra meu coração, no outro havia se tornado meu amigo.

Uma modificação e tanto, mas eu ia conseguir absorver e me acomodar a ela.

Pelo menos, eu esperava.

Naquela manhã ensolarada, eu fui acordada por fortes batidas em minha porta, o que me assustara e surpreendera, ao mesmo tempo.

Meio grogue, me enrolei no robe de seda e bocejando segui até a porta de entrada de casa, enquanto tentava alinhar meu cabelo com os dedos.

Toda a surpresa que eu sentia sumiu tão rápido quando um estalo de dedo, assim que vi a figura feminina parada diante a minha porta.

O sorriso doce, os olhos verdes ternos, os traços perfeitos e incrivelmente conservados.... Tudo muito bem realçado pelo mágico cabelo acobreado, que agora, estava cortado em um chanel perfeito com bicos.

Foi impossível conter o sorriso ao vê-la.

—Bella! – exclamou esticando os braços e me puxando para um abraço, o qual, retribui de imediato.

—Esme. – minha voz saiu mais baixa, contudo, soube que ela conseguiu me ouvir.

—Quanto tempo, menina.... – seu timbre ainda tinha o mesmo toque de delicadeza e amor de sempre.

Eu abri ainda mais o sorriso quando nos separamos, sua mão subiu para o meu rosto e o tocou com carinho.

—Como você está diferente. – seus olhos verdes me analisavam. —E tão linda!

Soltei um suspiro a puxando para dentro.

—Olha quem fala, você está incrível! – ela riu chacoalhando a cabeça. —Sério, parou no tempo ou encontrou a fonte já juventude?

Sua risada alta me contagiou, então, acabei rindo com ela.

—Quem dera meu bem, quem dera. – respirou fundo, tirando a bolsa bege do ombro.

—Vem sentar. – segurando sua mão, a guiei até a sala de estar. —Me acompanha no café da manhã?

Sentando a sua frente, não escondi o ânimo que eu sentia por estar reencontrando-a. Eu a adorava, desde pequena.

—Não meu anjo, já comi. – esticou o braço para afagar meu joelho. —Eu acordei você? – perguntou após voltar sua atenção para meu robe. —Oh, me desculpe, é cedo demais, não é?

Esme retirou o celular da bolsa para olhar as horas com certa preocupação. Rolei os olhos vendo que já passava das nove e meia. Nada de cedo demais.

—Não se preocupe, eu sempre acordo bem cedo. – murmurei atraindo sua atenção. —Não consigo ficar na cama depois das sete.

—Oh, porque acorda tão cedo? – seu interesse era palpável. —Deveria aproveitar para dormir até tarde.

Encolhi os ombros diante suas palavras. Eu ouvia aquilo de todo mundo.

Minha mãe que reclamava ter que levantar mais cedo para preparar o café de Charlie.

Charlie que reclamava ter que acordar cedo para ir a fisioterapia.

Alice que dizia mal conseguir dormir por causa do barrigão.

—Deveria mesmo. – assumi colocando meu cabelo atrás da orelha. —Mas você sabe, velhos hábitos nunca mudam, ainda corro todos os dias de manhã.

Ela sorriu deixando sua bolsa de lado.

—Te entendo completamente. – proferiu amável. —E então, como você está? Como andam as coisas por aqui?

Soltei um longo suspiro na busca de palavras certas a serem ditas.

—Eu estou bem. – comecei com certo receio. —Ainda estou tentando me ajustar, a cidade mudou muito, mas vou me acostumando.

—Claro que vai. – soou confiante. —Quem é de casa, nunca estranha o lar. – me lançou uma breve piscadela. —Me conte, como é a vida em Nova York?

Sua pergunta me fez rir ao mesmo momento em que várias palavras passavam por minha cabeça.

Ilusória. Corrida. Cansativa....

—Diferente. – soltei arqueando as mãos. —Muito diferente do que eu esperava... Diferente do que eu queria...

Ela assentiu maneando a cabeça.

—Lá é muito corrido, não é? – sua mão entrou por seu belo cabelo o jogando para o lado. —Carlisle e eu estivemos lá no fim do ano passado e por Deus, aquilo é de outro mundo!

Eu ri, novamente, concordando com sua fala.

Nova York era mesmo de outro mundo. Ou melhor dizendo, era praticamente outro mundo se comparado a Louisville.

—Além de ser corrido, ainda é estressante. – proferi me arrumando na poltrona. —No começo eu até gostei, só que de uns tempos para cá, a garota do interior ficou mais exacerbada.

—Já estava na hora! – exclamou sorrindo. —Você é advogada, certo? – mordendo o lábio inferior, assenti com a cabeça. —Está apenas tirando umas férias ou vai abandonar o cargo?

—Eu amo o que eu faço. – tinha plena convicção disso. —Não pretendo abandonar minha carreira, afinal, eu lutei muito para construí-la. – Esme prestava toda atenção em mim. —Só estou dando um tempo, me realocando.... Logo voltarei a ativa.

—Ouvir isso me deixa muito feliz. – a sinceridade em sua voz era perceptível. —Não tão feliz quanto eu fiquei ao saber que você e Edward estão se entendendo, mas...

Eu estanquei bem ali, a sua frente, com aquelas palavras.

Edward e eu estávamos nos entendendo?

De onde ela havia tirado aquilo?

—Sua mãe comentou comigo, ontem, na ioga.

Passando a mão por meu rosto, controlei a vontade de bufar.

Não era de onde, era de quem.

Renée e sua língua enorme, era incrível como ela não conseguia guardar segredo de nada. Absolutamente nada.

—Acho que minha mãe se expressou errado. – murmurei meio sem jeito. —Como nós dois somos vizinhos, decidimos que manter uma amizade seria o mais plausível a ser fazer.

Omiti a parte em que eu havia dito que o perdoava. Ela não precisava saber disso. Não por minha boca, ao menos, visto que, eu tinha certeza de que Renée a deixara a par sobre esse fato também.

Seu olhar cheio de segundas intenções, deixou claro que ela não acreditava no que eu dizia.

Ótimo!

—Entendo. – seu suspiro seguiu o toque de seu celular. —Só um momento, meu bem. – pediu antes de levar o aparelho ao ouvido. —Alô. Sim... Oh, claro.... Tudo bem, irei falar com vocês em um instante. Certo. Até mais.

—Algum problema? – tratei de mudar de assunto assim que ela encerrou a ligação.

—Nenhum. – sorriu capturando sua bolsa. —Edward comentou o ocorrido em seu jardim, lhe poço mil desculpas.

—Oh, imagine...

—O pessoal da jardinagem que trabalha conosco, acabou de chegar, tenho sua permissão para deixá-los entrar?

Fiquei meio sem jeito, aquilo não era certo. Deveria ter negado enfaticamente quando Edward propôs que os paisagistas de sua mãe viessem consertar meu jardim.

—Esme, não há necessidades...

—Ah, por favor! – pediu se pondo de pé. —Se há algo errado em seu jardim, deixe que eles arrumem. – soltando um suspiro me coloquei a sua frente. —Além do mais, é Edward quem vai pagar.

Não tive tempo de detê-la, pois assim que saímos de casa, ela já ordenara que seus empregados começassem a arrumação.

Nem havia muito o que arrumar, Edward já havia limpado o que estava pior.

Argumentar com Esme, não era uma boa ideia, então a deixei mandar em seus homens e “consertar” o que quer que fosse em meu jardim.

—Acho que eles terminam ainda hoje. – comentou parando ao meu lado, respirando fundo eu a olhei. —Não se preocupe, ficará tudo lindo novamente.

Sorri para ela voltando minha atenção por breves instantes aos homens que arrancavam todo o meu gramado e flores.

Se eu não confiasse em Esme, já estaria preocupada.

—Meu anjo, eu queria muito continuar nossa conversa, mas preciso ir.

—Oh, porque? Fique mais....

—Infelizmente eu não posso. – fez uma careta se aproximando de mim. —Tenho uma reunião as onze e já deveria estar na empresa. – explicou soltando o ar pela boca, antes de me abraçar. —Vamos marcar um jantar, almoço ou o que quer que seja, ok? Carlisle quer muito rever você.

Eu sorri com suas palavras, recebendo seu doce beijo em minha testa.

—Vamos sim, também quero muito revê-lo.

Se afastando um pouco, ela afagou meu rosto carinhosamente.

—Irei cobrar, hein? – assenti rindo. —Vou dar uma passadinha na casa do meu filho desnaturado. – justificou ao seguir em direção a casa de Edward, ignorando a presença de seu —lindo e caro— carro.

Erguendo a mão, acenei em sua direção vendo-a desaparecer do meu campo de visão aos poucos.

Um longo suspiro escapou por minha garganta quando voltei para dentro de casa.

Passei a mão por meu cabelo tentando raciocinar e decidir o que eu faria com Renée.

Ela tinha que aprender a segurar sua língua grande, tinha mesmo!

Pensando nisso, corri para o banho, colocando uma calça jeans escura e uma regata vermelho tijolo.

Assim que avisei aos paisagistas que estava de saída, segui até o meu carro, parando por um breve momento para amarrar meu cabelo em um rabo alto.

Quando sai pela rua, pude ver que Edward e Esme conversavam na varanda de sua casa. Tentei disfarçar ao máximo e não olhar para aquele corpo esculpido no pecado, mas fora impossível não reparar em como ele ficava gostoso vestindo camisa jeans.

O tempo lhe fizera muito bem, ao menos, fisicamente.

Bufando alto, acelerei com o carro pela rua deserta.

Precisava parar de reparar no físico perfeito de Edward.

E daí que ele estava gostoso para caralho, lindo e muito, muito sexy?

Maneando a cabeça liguei o som do carro para me distrair, a voz de Michael Bublé me acalmou instantaneamente.

As ruas estavam tipicamente calmas, algumas pessoas circulavam pelos passeios, outras conversavam nas esquinas, crianças brincavam nas entradas de carros de suas casas....

Não contive o suspiro.

Era isso que eu amava em Louisville. Todo mundo se conhecia, havia uma confiança mutua entre os cidadãos.

—Oh, olha só quem está aqui! – Charlie sorriu ao me ver, desligando fechando a torneira que fornecia água para a mangueira que ele usava para aguar as plantas. —Tudo bem princesa?

Eu sorri recebendo seu beijo na testa, aproveitando o calor que seu abraço me passava. Eu era adulta, mas amava ser a garotinha do meu pai.

—Sim e com o senhor?

Passando o braço por meu ombro, ele manou a cabeça. Prendi o riso, ele havia aprontado algo.

—Estaria melhor se a maluca da sua mãe não me colocasse para dormir no sofá. – apoiando a mão na maçaneta da porta, eu o olhei.

—O que? Porque ela fez isso? – não contive o riso ao perguntar.

—Porque ela é doida! – exclamou contornando o bigode grisalho com o indicador. —Acha que eu tenho uma amante.

Rolou os olhos e bufou, parecendo indignado. Cruzei os braços o olhando diretamente.

—Papai... Não está traindo a minha mãe, está?

—Ah, por favor Bella! – pediu soltando o ar pela boca. —Já basta sua mãe ter os devaneios loucos dela, não pire também, ok?

Rolando os olhos, eu lhe dei a língua. Charlie estreitou os olhos antes de apertar minha bochecha com força.

—Ai! – afaguei o lugar com a ponta dos dedos, ainda o olhando não contive o riso novamente. —Mamãe está lá dentro?

—Está sim. – confirmou começando a enrolar a mangueira verde no braço. —Tente acalmá-la, sim? Logo eu me junto a vocês.

—Não garanto nada.

Arqueei os braços fazendo-o rir. Sem esperar mais, adentrei em casa. A sala estava silenciosa, a TV desligada e isso me ajudou a ouvir os barulhos vindos da cozinha.

—Mãe.

Chamei adentrando no cômodo que exalava o maravilhoso perfume de bacon.

Renée se virou, deixou a espátula preta sobre o balcão da pia e após desligar o fogo do fogão, veio em minha direção.

—Oi meu amor! – seus braços finos passaram por meu pescoço. —Tudo bem, bebê?

—Sim, tudo sim. – deixei um beijo em seu rosto. —Está fazendo bacon com ovos mexidos?

Meu estomago roncou somente com a ideia. Ela sorriu grandiosa ao assentir.

—Estou sim. – confirmou para toda minha felicidade. —Sente-se que eu vou servir você, fiz panquecas de chocolate também.

—Ual, sabia que eu vinha ou o que? – indaguei rindo, deixando minha bolsa na cadeira ao meu lado.

—Eu sempre sei de tudo. – me lançou uma piscadela enquanto servia uma porção exagerada de ovos para mim.

—Falando nisso, papai comentou que você está desconfiada que ele tem uma amante. – a careta em seu rosto foi perceptível. —De onde tirou isso?

—Dos fatos. – deixando um copo de suco de laranja a minha frente, ela arrumou a postura. —Ele sempre chega atrasado das sessões de fisioterapia, anda recebendo umas ligações estranhas e agora, deu para manter segredinhos com Harry e Billy.

Segurando o garfo e a faca, cortei um pedaço do bacon suculento enquanto digeria sua explicação.

—Tudo muito estranho.

—Sim, mas não confirma o fato de você achar que ele tem uma amante. – coloquei com cuidado, afinal, ela odiava quando eu defendia Charlie.

—Não confirma, mas leva a crer. – sentando ao meu lado, Renée suspirou. —Enfim, irei averiguar tudo certinho. – colocou decidida. —Enquanto ele não me esclarecer o que está acontecendo, continuará a dormir no sofá.

Respirando fundo, eu limpei meus lábios com o guardanapo.

—Você é terrível, mamãe. – soltei um riso baixo, me relembrando então, do fato que me levara até ali. —Terrível ao ponto de dizer a Esme que Edward e eu estamos nos entendo. – seus olhos cor de mel, ficaram arregalados. —Como você diz uma coisa dessa a ela?

—Ué... – engoliu seco meio temerosa. —Só disse a verdade, vocês estão se entendendo.

—Não estamos nos entendendo. – neguei apoiando as mãos na mesa.

—Ser amigo de uma pessoa significa, consequentemente, se entender com ela. – proferiu sabiamente. —E como são amigos agora...

Encolhendo os ombros, Renée se fez de vítima.

Ela estava impossível aquela manhã.

—Acontece que ela entendeu de uma forma diferente. – limpei a voz com um pigarro. —Fora que não era para você sair espalhando isso pela cidade.

—Oh, não seja exagerada! – pediu enfática. —Só contei a Esme, que é a mãe de Edward. – seus olhos saíram dos meus por alguns segundos.

Bufei alto percebendo que ela estava ocultando alguma coisa.

—Mãe...

—Ok, contei a Esme e mais umas amigas! – assumiu arqueando as mãos. —Mas eu não sabia que era para manter segredo.

Bufando, apoiei o rosto na mão.

Uma coisa que eu odiava em Louisville: Todo mundo sabia da vida de todo mundo, e consequentemente, dava palpites sobre a mesma.

Renée logo tratara de mudar de assunto, desviando o foco para que eu não brigasse com ela enquanto comíamos juntas.

Charlie não demorou a se juntar a nós e fora realmente divertido presenciar suas costumeiras briguinhas.

Sentia falta daquilo. De sentar e comer em família, conversando, brincando....

O relógio marcava uma e cinco quando voltei para a casa. Os empregados de Esme já haviam ido embora, para minha total surpresa, deixando meu jardim ainda mais lindo do que era antes.

A grama que eles haviam colocado, era ainda mais verde e uniforme. Canteiros de flores foram replantados e eu acabei ganhando até uma pequena fonte branca.

Esme era mesmo incrível!

E eu precisava descobrir o quanto eu lhe devia pelo feito.

Deixando o assunto, momentaneamente de lado, segui até a cozinha percebendo que minha pia estava repleta de louças sujas.

Odiava lavar louças e precisava urgentemente comprar uma lavadeira.

Foi então que, no momento em que abri a torneira da pia, o desastre aconteceu.

Um barulho de algo se rompendo antecedeu o de jatos de água, isso dentro do meu lindo balcão de madeira importada.

O fato de não sair água pela torneira, me fez ter —quase— certeza de que havia algo errado, o que não demorou a se concretizar, visto que, assim que abri a porta do balcão, fui recebida por um esguicho forte.

—Caralho!

Passei a mão por meu rosto me afastando daquela água escura e nojenta que saia do cano rompido.

—Merda, merda, merda. – soltei me colocando de pé, percebendo que, meu chão de porcelana começava a ficar ensopado. —É praga, só pode ser...

Eu não sabia o que fazer, não tinha ideia do que havia acontecido a menor noção de como conter aquela aguaceira que já se acumulava por uma parte da minha cozinha.

Tudo o que eu menos precisava era ter problemas com o encanamento!

Correndo para sala, peguei meu celular de dentro da bolsa.

Só precisava ligar para alguém e pedir o número de algum encanador que tudo ficaria bem!

Respirando fundo, sai pelas portas francesas parando em meio a minha área. O barulho da água jorrando me deixava a cada segundo mais preocupada e aflita.

O primeiro número que eu tentei fora o da casa dos meus pais, que caiu diretamente na secretária eletrônica.

Isso, quatro vezes.

Alice, fora o segundo da lista, mas após chamar três vezes e ela não atender eu me lembrei de que ela estava em Denver com Emmet.

Foi então que, finalmente alguém me atendeu. Jéssica.

—Alô.

—Oi, Jéss. – saldei apressada. —Sou eu, Bella.

—Ah, oi Bella! O que...

—Olha, eu estou com um enorme problema. – a interrompi, minha voz já estava chorosa. —Preciso de um encanador urgente, por acaso tem o número de algum para me passar?

—Nossa, algo grave? – rolei os olhos com sua pergunta, estava com pressa, sem tempo para responder qualquer coisa que ela indagasse. —Tenho sim, só um instante.

Aquilo fora um longo instante, mas ela me passara o contato da única empresa de encanadores que havia em Louisville.

Já andava de um lado para o outro no meu jardim, sem nem me importar se podia ou não pisar naquela grama recém colocada.

Precisava dar um jeito naquela água que não parava de vazar do cano.

—Encanamento Louisville, serviço vinte e quatro horas, boa tarde! – uma voz fina e extremamente arrastada, soou do outro lado.

—Boa tarde, eu preciso de um encanador, é urgente. – fui direto ao ponto.

—Com quem eu falo?

Se ela estivesse na minha frente, eu teria lhe socado.

—Isabela.

—Bom, Isabela. – começou fazendo uma pausa desnecessária. —Não há nenhum profissional disponível no momento, se quiser deixar seu contato....

—Como assim não tem um profissional disponível? – perguntei inconformada. —Não disse que isso funciona vinte e quatro horas?

—Funciona, mas no momento, todos estão atarefados.

—Você não entende, é urgente! – falei mais devagar, para que talvez assim, ela entendesse que era mesmo grave. —Alguma coisa aconteceu no cano e agora... Agora minha cozinha está parecendo o Titanic!

—Eu sinto muito, senhora. – com o mesmo descaso, ela murmurou. —Mas se quiser deixar seu contato...

Sem esperar que ela terminasse, desliguei o celular. Minha vontade era de lança-lo o mais longe que eu conseguisse, mas não era tão estupida!

Passando a mão por meu rosto, tentei pensar em algo a ser feito.

Mas o que? O que eu ia fazer?

—Hey, Bella! – a voz de Edward me sobressaltou. Erguendo a cabeça, eu o vi parado do outro lado da cerca viva, me olhando fixamente. —Desculpe ouvir sua conversa. – pediu gesticulando para o celular. —Mas acho que eu posso te ajudar.

Eu não recusei, nem podia. Por isso, aceitei de imediato.

Me pedindo alguns segundos, ele adentrou em sua casa e então, logo pulou a baixa cerca de madeira que separava nossas casas.

Usando uma camisa azul marinho e um short branco, ele segurava uma maleta de ferramentas. Os músculos se contraiam para sustentar a caixa, o que evidenciava ainda mais sua linda tatuagem.

Contive o suspiro ao vê-lo terminando de rosquear o que quer que tenha escapado.

Ele até explicara, mas eu não prestara a mínima atenção.

Olhar para suas costas nuas, os músculos definidos, era muito mais interessante.

Realmente tirar a blusa para não molhá-la, fora a melhor decisão.

—Pronto. – soltou guardando a ultima ferramenta na maleta. —Tudo certo.

Com um impulso, ele se levantou parando a minha frente.

Se eu não estivesse sentada na ilha, certamente teia caído.

Edward era lindo demais para existir.

—Já pode ligar o registo e usar a pia normalmente. – maneando a cabeça, pigarrei sem jeito. —Não vai acontecer de novo.

Assenti, me recriminando mentalmente por ser tão fraca.

—Nem sei como te agradecer. – comecei apoiando as mãos no tampo de pedra para descer da ilha. —Sério, muito obrigada eu...

Minha voz morreu assim que meu corpo saltou para o chão e meus pés deslizaram pelo piso molhado.

Um frio passou por minha barriga e fechando os olhos, apenas aguardei o impacto contra o chão, contudo isso não aconteceu.

Meu coração disparou dentro de mim, minha boca ficou seca e minha mão gelada, isso não devia ao fato de quase ter caído, mas sim por ter os braços de Edward ao meu redor.

Engolindo seco, abri os olhos e isso fora o meu fim, pois encontrei esmeraldas vividas me fitando com uma intensidade indescritível.

Edward estava próximo de mim. Próximo demais.

Seu peito estava colado no meu, seus braços me sustentavam e seu rosto... Seu rosto estava a centímetros do meu.

Mordi meu lábio inferior quando ele passou a ponta da língua por sua boca.

Caralho.

Um arrepio subiu por minha coluna, me fazendo relembrar de como aquela boca era gostosa e eficiente.

A mão de Edward subiu por minha coluna, me sustentando um pouco mais para cima. Prendi a respiração vendo um sorriso satisfeito estampar o canto de seus lábios.

Eu estava perdida.

Minha mente gritou de novo, me alertando e pedindo para que eu fugisse dali.

Mas eu não fugi. Não podia. Não mais.

Edward acabou com a distância que separava nossas bocas, minhas mãos subiram para seu cabelo e tudo explodiu, feito fogos de artifícios.

No fundo, sabia que estava fodendo com tudo, mas no momento, não estava nem ai.

Notas finais
Final meio instigante... .-. hahaha Gente, atrasei a postagem porque estou de volta na minha terra e época de natal eu gosto de curtir a minha família e tals... Por isso, eu só vou postar novamente, ano que vem! :X De Volta Para Você e Proibida Paixão. Como não vamos nos falar mais ateé lá, quero desejar a cada uma de vocês um natal mágico e um ano novo cheio de luz. Que seja repleto de felicidade, amor, paz, saúde e que os sonhos de vocês se tornem realidade! Bom, é isso! Carol amor meu, mais uma vez obrigada :* Tenham umas boas festas e se cuidem! Beijos. :*