Notas iniciais
Olá gatinhas :D Espero que estejam todas bem e sem raivas da minha pessoa! Eu sei que eu demorei um século para postar, mas é que teve o carnaval e eu acabei viajando após isso e o capítulo atrasou. Sério me desculpem, isso não vai se repetir! Agora, vamos ao capítulo :D Espero que gostem, boa leitura!

Estacionando em frente à casa de Alice e Emmet eu me surpreendi ao ver a grande quantidade de carros.

Estreitando os olhos soltei o cinto de segurança, sem saber o porquê aquilo ainda me surpreendia.

Alice nunca fazia festinhas ou jantares. Ela fazia eventos grandes e refinados.

Soltando um suspiro, agradeci mentalmente por estar usando um vestido longo e mais social.

Ele era de renda, estilo sereia, as alças finas e o decote em V. Talvez, ele mostrasse demais meus ombros e meu colo, e isso, poderia não ser uma boa coisa quando ambos estavam marcados por mascas de chupões e mordidas.

Esconder as escoriações que a boca de Edward deixara em mim, dera o maior trabalho, afinal, eram muitas.

Enquanto eu apagava cada uma delas com uma boa camada de maquiagem, eu tentava deixar ir também as lembranças dos momentos tórridos que as permitiram existir.

As coisas haviam esquentado ainda mais entre nós dois e eu não conseguia dizer não quando ele me procurava.

Nós nos encontrávamos, transávamos e depois, agíamos como um casal normal, como se não houvesse nada de errado entre a gente.

Aquilo era bom e ruim ao mesmo tempo, porque Edward estava cada vez mais próximo de mim e eu —mesmo querendo— não conseguia me arrepender por estar mantendo um “caso” com meu ex, há quase uma semana.

Maneando a cabeça, eu decidi me concentrar em meu reflexo no espelho retrovisor. Arrumando a postura, retoquei o batom rosado e me certifiquei que meu rabo de cavalo alto ainda estava perfeito.

Sorrindo, peguei minha bolsa e sai do carro ativando o alarme ao fechar a porta.

O dia estava indo embora, eram umas seis horas, o clima estava tão agradável, o céu já começava a ficar estrelado.... Respirando fundo, parei em frente a porta de entrada, tocando a campainha, aguardei ser atendida.

—Bella! – Cinthia, a mãe de Alice, exclamou ao abrir a porta.

—Oi, Cinthia! – sorri em sua direção, retribuindo o rápido abraço que ela me dera. —Tudo bem?

—Tudo e com você? – afagando minhas costas, ela me conduziu para dentro.

—Tudo certo.

Ela parou um instante para fechar a porta, enquanto isso, eu observei todo o hall de entrada. O cômodo estava decorado com frésias brancas, velas amareladas e lanternas japonesas com luzes fluorescentes.

Lindo e delicado. A cara de Alice.

—Até hoje estou te esperando em casa. – ela alegou enquanto me acompanhava até os fundos. —Disse que ia nos visitar.

Pude sentir a represália em sua voz, sorrindo amarelo, encolhi os ombros. Eu estava mesmo devendo uma visita a Cinthia e ao Dylan. Eles sempre foram muito carinhosos comigo, uns tios postiços, eu diria.

—Ah, me perdoe. – pedi sem jeito. —Voltar para cá me deixou meio perdida, sabe? – ela me olhou compreensiva. —Muita coisa para assimilar.

—Eu entendo, meu bem. – seu braço passou por meus ombros. —Está perdoada, mais ainda quero que vá nos visitar.

Sorrindo, assenti com cabeça, mentalmente elaborei uma nota. Não iria me esquecer de ir visita-los.

Quando saímos para o enorme jardim de Alice, eu me encantei ao ver a grande tenda branca sobre as várias mesas redondas onde estavam os convidados.

—Ah, ela chegou! – abrindo os braços e um grande sorriso, Alice veio em minha direção.

Ela estava linda, usava um vestido azul coral frente única, ele valorizava seus seios e descia mais largo por suas pernas, a fenda frontal, era discreta e ao mesmo tempo sensual. O cabelo estava solto, jogado de lado de um modo tão natural e ao mesmo tempo tão elegante.

Meio sem jeito por causa de sua barriga, eu a abracei.

—Um pouco atrasada, mas....

—Já estou acostumada com sua falta de pontualidade. – Alice me interrompeu, rolei os olhos recebendo seu sorriso arteiro.

—Até parece.

—Vou pedir que lhe tragam uma taça de champanhe, Bella. – Cinthia informou se afastando um pouco. —Com licença meninas.

—Só um jantar, não é? – perguntei a ela após olhar nervosamente para os lados. Haviam várias pessoas, eu até poderia conhece-las, mas não reconhecia ninguém.

—Sim, coisa simples. – deu de ombros antes de segurar a minha mão. —Venha, Carlisle e Esme estão doidos para te ver.

Pegando em minha mão, Alice me guiou com extrema facilidade pelas pessoas. Muitas olharam para mim com um sorriso no rosto, eu retribuí, é claro, mesmo sem me lembrar de quem elas eram.

Um pouco à frente do palco onde a banda tocava uma melodia doce e animada, estavam eles: Meus ex-sogros.

Ambos estavam de costas a mim, conversando com uma terceira pessoa que eu não conseguia ver quem era.

Respirando fundo, admirei o vestido rosa claro de Esme. Havia um belo decote canoa em suas costas, as mangas eram curtas e o modelo mais justo.

Carlisle por sua vez, vestia uma camisa gelo de seda com uma calça social preta. Fazia muito tempo que eu não o via. Dez anos, para ser mais exata.

—Carlisle, Esme. – Alice os chamou. —Com licença. – pediu antes deles se virarem e assim que os dois se voltaram em nossa direção, eu pude ver o sorriso aumentar em suas faces. —Olhem só quem chegou!

Arqueando a mão, eu acenei a eles, mantendo o sorriso em meu rosto.

—Bella! – Esme foi a primeira a exclamar e me puxar para um abraço, esse que eu retribuí com vontade. —Como você está? – perguntou quando nos afastamos, suas mãos seguravam meus braços com carinho.

—Estou muito bem e você?

—Ótima! – seu sorriso foi sincero e doce.

—Esperem, esperem! – Carlisle arqueou as mãos, se pronunciando pela primeira vez. Desviando meus olhos de Esme, eu o olhei.

Ele continuava o mesmo. Os olhos claros e ternos, o sorriso meigo e simpático, apenas o cabelo louro dourado mudara. Eles estavam um pouco acinzentados, o que era bem normal para homens de sua idade.

—Onde é que está aquela menina baixinha que eu conheci?

Encolhendo os ombros, prendi o riso.

Carlisle sempre fora muito brincalhão. Vê-lo de mal humor era praticamente impossível.

Nós quatro rimos, Carlisle esticou os braços, tocou meus ombros e beijou minha testa em um ato extremamente paternal.

—Como vai Carlisle? – eu perguntei assim que nos afastamos.

—Muito bem, e você? – seus olhos azuis demonstravam ternura.

—Igualmente bem.

Um garçom se aproximou, acho que a pedido de Cinthia, oferecendo a mim uma taça de champanhe. Carlisle e Esme, aproveitaram para trocar os de suas taças, que segundo eles, já estavam quentes, Alice, permaneceu com seu coquetel de frutas sem álcool.

—Cansou da vida animada em Nova York então? – ele voltou a falar assim que o garçom se retirou.

Sorrindo eu sorri amarelo.

—Uma hora a gente tem que voltar para casa, não é?

—E já estava na hora! – Esme colocou elevando a taça aos lábios com eximia elegância.

—Concordo plenamente. – o braço de Alice passou por meus ombros. —Na verdade, ela nem deveria ter ido embora.

Encolhendo os ombros, eu preferi me manter calada. Afinal, uma parte minha, acreditava que eu não deveria ter ido.

A parte que não reconhecia o quanto eu amadurecera, crescera e me tornara uma profissional séria e bem sucedida. A parte que não assumia que minha ida para Nova York sempre fora desejada e estudar em Columbia, era um dos meus maiores sonhos.

Essa era a parte que, olhava para trás e imaginava tudo diferente. A parte que sonhava, que se iludia. Que ainda amava Edward.

—Eu prometi ao Charlie e Renée que iria puxar sua orelha quanto ao fato de você ter sumido por tanto tempo. – as palavras de Carlisle me puxaram para fora de meus devaneios. Maneando a cabeça, eu observei meio receosa. —E agora eu cumprirei. Onde estava com a cabeça de sumir assim, hein?

Alice e Esme riram ao meu lado.

—Por falar nos seus pais, eles não virão? – Esme calou qualquer resposta que eu pretendia dar a Carlisle, o que foi bom. Falar sobre minha ida para Nova York me levava a um passado doloroso.

—Virão sim. – eu sorri. —Falei com a minha mãe quando estava saindo de casa, ela disse que estava terminando de se arrumar e eles já iam vir.

Daquele ponto, a conversa tomou um novo rumo e acabou por não durar muito, visto a necessidade que todos os três tinham em se socializar.

Com uma taça de champanhe em mãos, eu tentei seguir o conselho de Alice sobre conversar com seus convidados e redescobrir afinidades.

Aquilo fora bem estanho. A maioria ali, me olhava com curiosidade, eu podia ver a expectativa em seus olhos, como se nós nos conhecêssemos, mas eu não me lembrava de quase ninguém.

Naqueles quase cinquenta minutos em passei por pessoas e mais pessoas, eu acabei reencontrando alguns ex colegas de escola, a antiga diretora do colégio e outros integrantes de nossa turma de amigos.

Era estranho vê-los depois de tanto tempo, não havia mais assunto, mais intimidade ou cumplicidade. Eu me sentia de frete a estranhos, quando na verdade, a mais estranha ali, era eu.

Respirando fundo, tomei mais um gole do meu champanhe. Ele estava fresco e doce, do jeito perfeito.

Limpando meus lábios com a ponta da língua, observei os belos doces em formato de rosa, todos bem postos nas colunas de gesso.

Eles eram um encanto, tão delicados e refinados que mais pareciam minis obras de arte.

—Admirando os doces? – a voz rouca e conhecida, soou perto de meus ouvidos. —Contarei a Alice caso roube algum. – seu tom era pura brincadeira.

Erguendo o corpo eu me virei apenas para me deparar com um Edward elegante e ainda mais lindo. Ele vestia uma camisa branca de botões, as mangas estavam enroladas até seus cotovelos, o que a deixava mais descontraída. Sua calça era social, mais justa e era de um lindo tom bordo.

Respirando fundo, tratei de desviar os olhos dele para me certificar de que não havia ninguém de olhos em nós dois. Não queria ser motivo de fofocas.

—Não ia roubar nenhum. – arqueei o queixo me mantendo firme. —Só estava olhando. – seu sorriso ficou um tanto quanto mais provocante. —São tão lindos...

Mordiscando meu lábio inferior, voltei minha atenção para os pequenos doces prateados. Engolindo a seco eu o senti se aproximar.

—São lindos mesmo. – sua mão foi até o meu rosto, seus dedos traçaram uma linha invisível por minha bochecha, apreciando o breve arrepio que se fez presente em mim, não tive certeza se Edward se referia mesmo aos doces.

Erguendo os olhos eu encontrei os seus, brilhosos e intensos. Eles estavam ainda mais verdes, um tom límpido e claro de tirar o fôlego. Eram tão hipnotizantes quanto a vista para um pôr do sol no mar.

—Você é linda. – sua voz saiu suave. Mordendo meu lábio inferior eu permaneci parada, apenas o admirando. Naquele momento, pouco importava quem estava ao nosso redor. Um último sorriso iluminou sua boca antes de ele se inclinar em minha direção. —Minha menina linda.

Fechando os olhos, eu me arrepiei inteira com seu sussurro. Os lábios de Edward rasparam contra minha orelha antes de se afastarem de mim.

Voltando a abrir meus olhos, recebi sua piscadela e um lindo sorriso torto.

—Não roube nenhum docinho, hein!

Brincou com a voz mais alta, abrindo mais o sorriso ele esticou o braço e pegou sorrateiramente, um dos belos doces em formato de rosa.

Cerrando os olhos eu encarei observando sua diversão ao comer a guloseima.

—Besta! – exclamei estapeando seu braço, sua risada saiu com um som gostosamente rouco.

—Com licença. – a voz diferente e invasiva me deixou sobressaltada.

Com o coração disparado eu me virei em direção a moça que pelo o uniforme, eu soube que trabalhava no buffet contratado.

—A entrada será servida em breve, é melhor que os senhores se sentem em seus lugares. – sua voz foi séria e autoritária.

Parecia uma mãe ordenando aos filhos arteiros. Prendendo o ar na garganta, eu me virei e sai dali sem soltar uma só palavra.

A mulher intrometida me puxara de volta para a realidade, me deixando ciente do que eu estava fazendo: Deixando claro a todos que havia algo entre meu ex e eu.

Mentalmente eu rezava para que ninguém tivesse prestado atenção em nós, inclusive Alice e Renée.

—Oh, ai está ela! – minha mãe saltitou na cadeira assim que me sentei ao seu lado. Expirando, eu lhe exibi um leve sorriso. —Onde estava querida? Seu pai e eu estávamos te procurando.

Deixando a taça de champanhe sobre a mesa, eu arrumei o guardanapo em meu colo tratando de ignorar os olhares sugestivos de Charlie.

—Estava olhando a mesa de doces. – contei firme. —Estão incríveis.

Aceitando minha resposta, ela sorriu e logo se virou para falar com meu pai, algo sobre como uma velha conhecida deles havia engordado.

Tomando um grande gole de champanhe, observei de soslaio a mesa onde Edward estava com mais três pessoas, sendo uma delas, a prima de Alice que me substituíra em seu casamento, tornando-se assim, sua dama de honra.

Ele se virou e pegando a taça sobre a mesa, deixou que seus olhos se encontrassem com os meus. Um sorriso torto delineou sua boca e novamente hipnotizada, eu retribui.

A banda parou de tocar de modo imperceptível e o barulho suave do garfo se chocando contra a taça de cristal, me fez girar a cabeça.

Meio sem jeito, eu cocei minha nuca, novamente ignorando a atenção fixa de Charlie. Ele havia percebido, eu tinha certeza.

—Com licença, com licença. – Emmet pediu atraindo a atenção. Estava de pé, ao lado de Alice. Na mesa comprida estavam também, Carlisle e Esme e Dylan e Cinthia. —Em primeiro lugar, eu gostaria de agradecer a presença de todos vocês. – sua voz era puro contentamento. —É muito bom dividir uma data tão especial como esta, com pessoas tão queridas por mim e por minha esposa.

Tamborilando os dedos na mesa, voltei meus olhos mais uma vez para Edward. Ele me olhava e ao constatar isso, eu rapidamente mirei minha atenção em Emmet. Conter o sorriso, foi praticamente impossível.

—Todos os anos nós nos reunimos e todas as outras vezes foram incríveis, mas esse ano... – seus olhos brilharam. —Esse ano é muito mais que especial. – seu braço passou pelos ombros de Alice. —E eu tenho mais motivos ainda para agradecer a essa mulher maravilhosa com quem me casei. — suas palavras me fizeram sorrir. —Minha baixinha... – Emmet girou ficando de frente a ela, eu podia ver o amor estampado na face de ambos. —Obrigado por fazer de mim este homem tão feliz, tão completo. Obrigado por ser a minha companheira, por ser a minha mulher, por ser essa pessoa tão especial. – abaixando a cabeça, ele tocou sua barriga com as mãos. —E obrigado ainda mais, por me dar esse presente tão lindo, nossa filha. Eu amo você!

Mordendo meu lábio inferior eu os observei trocar um longo abraço após se beijarem. Eles eram incríveis juntos e vê-los comemorando cinco anos de casados, com a bebê quase pronta para nascer, me fez sentir uma leve inveja.

Alice tinha tudo o que eu tinha. Uma profissão, um bom emprego... Mas eu não tinha o que ela tinha.

Eu queria ter uma família.

Respirando fundo, eu senti o pesar me consumir. Se as coisas tivessem sido diferentes, se Edward não tivesse me traído, talvez eu tivesse uma vida parecida com a dela.

Maneando a cabeça, deixei os pensamentos de lado. As coisas aconteceram como tinha que acontecer.

Me convenci em pensamento, inclinando o corpo para me livrar das sandálias de salto alto.

Estava cansada, o jantar havia sido ótimo, mas muito exaustivo. Pelo menos, mentalmente.

Edward não saia da minha cabeça, a ideia de que tudo poderia ser diferente também não e tudo aquilo estava me enlouquecendo.

O “e” e o “se”, são palavrinhas pequenas e tão inofensivas, mas é incrível como elas se transformam quando estão juntas. Atormentam, tiram o sono e a paz.

Soltando um suspiro cansado, eu sai do carro tomando o devido cuidado de ativar o alarme. Parada do lado de fora da garagem, eu aguardei o portão abaixar por completo aproveitando o momento para admirar o céu estrelado.

Estava uma noite muito bonita, a lua redonda assumia o papel principal, estando contornada por milhares de estrelas reluzentes.

—Ainda tem mania de ficar olhando as estrelas? – a voz de Edward surgiu em meio ao silencio profundo, mantendo os olhos fixos no céu, apenas dei de ombros. Dessa vez, ele não me assustara.

—Não como antigamente. – assumi, parada sentia ele se aproximar e de soslaio eu via sua figura alta tomar forma ao meu lado.

Trocando as sandálias de mão eu suspirei com as lembranças de quando eu passava as noites no telefone com Edward enquanto olhava o céu, da janela do meu quarto, na casa dos meus pais.

Naquela época tudo era tão fácil, tão simples.

—Trouxe uma coisa para você. – ele proferiu, mesmo não o olhando, apostava que ele estava sorrindo.

Prendendo o ar na garganta, eu me virei e como sempre, fiquei deslumbrada com sua beleza exuberante.

Edward era lindo demais para ser real.

Seus olhos estavam mais vividos que o de costume, seu cabelo desgrenhado e um sorriso grande no rosto, tudo isso emoldurado pela luz da lua.

Esticando um de seus braços, ele capturou minha mão livre onde depositou a pequena rosa prateada. Eu sorri ao observar o doce.

—Não conte a Alice. – pediu com o timbre divertido.

Sem me conter, soltei um riso que se arrastou pelo silencio da noite. Voltando a encarar o céu, segurei o doce com o cuidado necessário para que nada danificasse sua perfeita forma.

—Alice e Emmet são incríveis juntos, não acha? – as palavras escaparam de mim feito uma flecha do arco, impossíveis de se recuperar.

—Acho, acho sim. – seu perfume chegou ao meu nariz com um sopro grande. Fechando os olhos momentaneamente, aproveitei a fragrância inebriante.

—Cinco anos de casados.... – minha voz saiu meio baixa. —Quem apostava nisso? Eles viviam brigando, se separando... – pelo canto dos olhos, eu o observei colocar as mãos nos bolsos.

—Eles se gostam, dá para ver na cara deles o amor que sentem um pelo o outro.

A explicação de Edward fora convincente.

—Quando duas pessoas se gostam, elas passam por cima de muitas coisas.

—Eu sei. – assumi com um sorriso amargo. —Eu mesma estava disposta a passar por cima da sua traição. – dizer aquilo tirou um certo peso de mim, que logo fora substituído por outro. —Eu ia esquecer que você transou com a minha amiga, mas você não me deu nenhuma explicação.

Eu pude sentir sua tenção crescer.

—Não disse nada, nem me pediu desculpas. – meus olhos ardiam e pediam por um alívio.

—Bella...

—Já parou para pensar que se você não tivesse me traído, nós poderíamos estar como Emmet e Alice? – girando a cabeça o olhei. —Poderíamos estar casados, poderíamos até ter filhos... – abaixando a cabeça, Edward cerrou o maxilar.

—Eu penso nisso todos os dias, Bella. – seus olhos encararam a penumbra a nossa frente. —Acha que eu não queria isso? – engoli o choro a seco.

—Acho. – respondi influente pela raiva súbita que me afligiu. —Aliás, eu tenho certeza. – soltando o ar pela boca, mantive a postura firme quando ele me olhou. —Para você foi muito fácil, você acabou com tudo e continuou aqui. – minha voz vacilou um pouco. —Na sua cidade, com a sua família, com os seus amigos...

—Mas sem você! – sua voz subiu uma oitava ao me interromper. —Para mim não foi nada fácil ver você ir embora, não foi nada fácil ver os anos passando e você nunca voltar, não foi nada fácil acordar e dormir pensando em você!

—A culpa é toda sua. – pontuei as palavras usando uma calma inexistente. —Você me traiu, você acabou com tudo.

—Que droga, Bella! – exclamou passando a mão pelo cabelo de modo exasperado. —Será que você não entende? – podia ver a aflição em seu rosto. —Eu nunca traí você, eu nunca fiquei com a Lauren, nunca!

Suas palavras demoraram a chegar aos meus ouvidos, mas quando eu finalmente as absorvi tive de recuar o corpo.

Um calafrio passou por minha espinha e ainda abobalhada eu o encarei, tentando entender do que é que ele estava falando.

Notas finais
Eita que as coisas esquentaram haha Agora só semana que vem! Nos vemos e mais uma vez me desculpem! Beijos amores :*