Notas iniciais
Olá gente! To um pouquinho atrasada, mas faz parte haha Capítulo postado, bora ler! Espero que gostem, boa leitura :D

O campo verde fugia de vista, o gramado era rasteiro e bem cuidado. Arvores de aspen faziam sombras em lugares perfeitos para um bom piquenique.

Edward dirigiu pelo caminho curvilíneo, olhando em cada detalhe que meus olhos alcançavam, pude ver vários buracos brancos e as flagstick me fizeram perceber que havia pista de golfe.

Quando a casa, finalmente apareceu, fiquei sem reação. Ela era linda. Incrível.

Era toda de pedra branca, grandes janelas de madeira escura e um telhado pontiagudo.

Edward entrou com o carro na garagem lateral, mais três veículos estavam ali, todos altamente luxuosos.

Respirando fundo, desci do carro olhando em volta o grande salão claro.

Edward abriu a porta traseira, Heron saltou do carro instantaneamente. Sorrindo afaguei sua cabeça. Tinha até me esquecido que ele viera conosco.

Heron era mesmo um encanto.

Quando Edward pegou minha mão e me puxou em direção a porta de entrada de sua casa, me vi mais nervosa do que estava durante o caminho.

—Relaxa princesa. – Edward beijou minha testa ao passar o braço por meus ombros após abrir a porta entalhada a mão.

Edward deu o primeiro o passo, entrando na casa dos pais e me mantendo ao seu enlaço.

Curiosa, corri meus olhos pelo deslumbrante hall de entrada.

O foyer causava uma grande impressão com a escada em espiral. Suas laterais eram de vidro límpido, que reluziam as luzes das luminárias luxuosas.

O ambiente era todo aberto, eu podia ver uma sala de estar com grandes janelas retangulares.

O requinte e o bom gosto eram impressionantes. Eram tantos detalhes que eu mal sabia para onde olhar quando Edward me levou para o fundo da casa.

A extraordinária sala de estar tinha janelas por todas as partes, o que só realçava os móveis bem colocados. Ela se expandia em espaços de entretenimento, possuindo um lindo teto de pau-brasil, lareira e um elegante e sofisticado bar de canto.

Passamos pela enorme cozinha gourmet hospeda em uma extensa laje de granito, uma ilha central, aparelhos high-end de aço inoxidável, adoráveis armários planejados, despensa walk-in, a mesa redonda com oito cadeiras ficava de frente para as portas panorâmicas de madeira chocolate, essas que se abriam para a mais bela sala externa com vista para o rio artificial e os campos de golfe.

—Nossa. – soltei olhando a paisagem verde sem fim. —Aqui é lindo!

—É sim. – Edward concordou beijando minha cabeça.

Respirando fundo, recostei a cabeça em seu peito. Fazia tempo que a consciência não me atingia e me lembrava de como as coisas tinham mudado, mas ao ver parcialmente a casa de Carlisle e Esme, não contive a nostalgia.

Há dez anos atrás, eles ainda moravam na casa que foi da vovó Cullen. Emmet e Edward dividiam o quarto e o jardim só tinha espaço para hospedar uma tabela de basquete.

Quando Renée me contara que eles estavam bem de vida eu não pensei que fosse tanto.

—Onde será que a dona Esme e o seu Carlisle se meteram? – Edward se afastou de mim para espiar pelas portas. —Que estranho.

Soltando o ar pela boca recostei em uma das pérgulas de madeira tentando a cada segundo conter a ansiedade e nervosismo que me afligiam.

Heron se aproximou, como sempre, pedindo por atenção. Afagando sua cabeça olhei dentro de seus olhos que pareciam dois botões, até ele percebia meu estado aflito.

—Até que enfim! – Edward exclamou fazendo meu coração parar por uns segundos. —Achei que não estavam em casa.

Erguendo a cabeça, vi uma Esme sorridente abraçar o filho. Ela estava linda como sempre, usava um vestido coral de saia envelope e sem mangas e um belo par de ankle strap nude.

—Estávamos pegando seu presente. – ela explicou pondo ambas as mãos no rosto de Edward. —Trinta anos.... E tudo o que eu vejo é o meu menino.

Suas palavras me encantaram, abrindo um sorriso continuei a observá-los.

—Parabéns meu amor. – Edward beijou a testa de Esme a puxando para seu peito. Sabia que ela estava emocionada.

—Obrigado, mãe.

Eles trocaram mais um beijo.

—Onde está o papai? – perguntou ainda com os braços em torno da mãe.

—Ah, ele está descendo! – Esme explicou virando a cabeça e olhando para trás.

Engoli a seco quando seus olhos verdes vieram em minha direção. Eu vi a surpresa traçar cada detalhe do seu rosto. Tentei sorrir, mas não fui muito eficiente.

—Bella? – perguntou meio descrente. —Oh, meu Deus! – exclamou após pensar um pouco. —Bella! – soltou por fim, sorrindo e vindo em minha direção com os braços abertos.

—Como vai Esme? – perguntei retribuindo seu abraço.

—Bem e você? – ainda surpresa ela me olhou, o sorriso em sua face era gigante. Podia ver a felicidade em seus olhos e aquilo me deixou mais tranquila.

—Estou bem.

Edward parou ao nosso lado, Esme intercalou o olhar entre nós dois.

—Vocês dois estão...? – deixou a pergunta no ar.

Puxei o ar pela boca na tentativa vaga de controlar as batidas do meu coração.

—Estamos juntos. – Edward contou, olhando em seus olhos pude ver a satisfação delineando os orbes verdes.

—É sério isso? – abrindo um sorriso ameno, concordei com a cabeça.

—É sim. – minha voz saiu meio falha.

Esme vibrou antes de nos abraçar e no meio de seu discurso sobre como estava feliz por estarmos juntos de novo, Carlisle apareceu carregando uma caixinha quadrada e pequena na mão.

Carlisle ficou tão —ou mais— surpreso quanto a esposa quando me viu ali, como sempre, foi super simpático ao me cumprimentar e quando contamos que estávamos namorando, ele ficou radiante.

Por sorte, a atenção logo fora desviada para o aniversário de Edward, ou melhor, o presente que os pais haviam comprado.

—É muito difícil comprar um presente a você. – Carlisle disse após lhe dar os parabéns por mais um ano de vida.

—Nós pensamos muito sobre o que comprar. – Esme completou. —Esperamos que goste. – proferiu após Carlisle entregar a Edward a caixinha dourada.

—Não precisavam me dar presente. – Edward soltou fazendo os pais rolarem os olhos.

Quieta o vi abrir a caixinha e retirar de lá uma bússola redonda e avermelhada, ela era pequena.

Cerrei os olhos sem entender, aquilo pareceu fascinante para Edward. Ele ergueu a cabeça e encarou os pais eufórico.

—Isso é sério?

—Sim. – Carlisle concordou sorrindo.

—Olhe na direção oeste do lago. – Esme indicou com a cabeça, Edward não demorou a obedece-la.

Com passos rápidos ele correu pela passarela de madeira que chegava até a metade do grande lago e me aproximando com seus pais, logo eu entendi o motivo de tanta felicidade.

Na direção que Esme havia indicado, estava parado nada menos que uma linda lancha branca.

Era um Sessa Marine original. Um Sessa 42 Fly, como explicou Carlisle.

Fora impossível não “babar” sobre a lancha quando os pais de Edward nos levaram a um “tour”.

Ela era incrível. A começar pela motorização Volvo-Penta IPS. A plataforma de popa, era bastante ampla, possuía uma cozinha gourmet com churrasqueira integrada, que, em conjunto com o banco e a mesa em madeira teca, fez a alegria de Edward.

Do cockpit de popa uma escada com degraus em teca dava acesso a outra área bem ao gosto de Edward, o amplo fly-bridge. Além de um aconchegante sofá com mesa em teca na parte posterior, continha amplos solários à frente e ao lado da segunda estação de comando, cujo banco ficava à frente do bar molhado que servia a essa área. Solários é o que não faltava na embarcação, pois havia mais um na proa, em cima da cabine que foi feita para até três pessoas.

A divisão interna do barco também propiciava a integração. O salão era separado do cockpit de popa por uma porta de correr, que, quando aberta, fez com que os dois ambientes se tornassem um só. Seu sofá em “L” ficava a boreste, de frente para o centro de entretenimento, um gabinete em que a boa TV de tela plana desaparece ao toque de um botão, quando não estivesse em uso.

A cozinha ficava a bombordo, mais adiante, e para alcançá-la descemos apenas dois. Dessa forma, quem estava cozinhando não se isolava do resto do pessoal. Seu arranjo era funcional e contava com freezer, geladeira, fogão elétrico de duas bocas, micro-ondas, além de amplas áreas de balcão, que tinham uma pia integrada

Do lado oposto à cozinha, encontramos a boa estação de comando, com banco de dois lugares, que era bastante ergonômica.

Complementando o layout interno, haviam as duas cabines na proa, além da suíte master com uma cama de casal tamanho queen size e uma segunda suíte com duas camas de solteiro. Cada uma delas tinham seu próprio banheiro.

Edward pareceu um menino em noite de natal. O sorriso não abandonou seu rosto um minuto e ele agradeceu os pais por pelo menos, umas cem vezes.

—Ele está muito feliz. – Esme comentou olhando para o filho. Sorrindo eu concordei com a cabeça, estávamos sentadas na grande varanda tomando um coquetel de frutas gelado, enquanto Carlisle e Edward admiravam a lancha.

Toda aquela ansiedade e nervosismo que eu sentia haviam se dissipado, era impossível não ficar à vontade perto de Carlisle e Esme.

—Está, ele amou o barco. – pegando minha taça, tomei mais um gole da bebida.

Esme virou o corpo na poltrona, seus olhos eram tão ternos quanto o seu sorriso.

—Não acho que seja por isso. – me lançou uma piscadela. —A última vez que eu o vi sorrir assim, ele ainda morava conosco.

Abaixando os olhos fiquei meio sem jeito. Entendi o que ela quis dizer. O motivo do seu sorriso, era eu.

—Achei que nunca mais fosse ver o meu filho feliz de novo. – pegando minha mão, Esme agradeceu. —Obrigada por dar uma nova chance a ele, Bella.

—Esme, foi Edward quem me deu uma nova chance. – só eu sabia como estava sendo sincera. —Ele me faz muito bem. Muito feliz. Eu que preciso agradecer por ter ele ao meu lado.

Seus olhos verdes brilharam, pigarreando limpei a garganta. Falara aquilo me deixou bastante emotiva.

No fundo, tinha consciência do risco que corri em ficar dez anos longe. Edward era maravilhoso demais e eu tinha muita sorte em tê-lo em minha vida.

A chegada do mordomo de Esme, Paul, interrompeu nossa conversa. Ele vestia trajes extremamente formais, inclusive um par de luvas brancas. Devia ter uns sessenta anos e era bastante educado.

—Senhora Cullen, Emmet e Alice chegaram! – ele informou e no mesmo instante minha espinha ficou gelada.

Emmet. Alice.

Meu subconsciente gritou. Eu não estava preparada para enfrenta-los, ou melhor, para enfrentar Alice e todo seu jeito intimidador.

Esme pareceu não reparar em minha aflição quando se levantou alegando que ia recebe-los e se retirou após me pedir licença.

Mordendo a ponta da unha vi Heron perseguir um pombo pela passarela e só então, notei que Edward me olhava. Ele sorria e acho que foi o fato de eu não retribuir que o trouxe até mim.

Ele beijou meu rosto antes de se abaixar a minha frente.

—Onde minha mãe foi? – indagou carinhoso.

—Receber Emmet e Alice. – contei dando de ombros.

A mão de Edward apertou a minha, um segundo depois, ele beijou meus dedos com carinho.

—Não precisa ficar nervosa. – murmurou olhando em meus olhos.

—Não estou...

—Bella. – calou minha negativa. —Te conheço muito bem, minha linda. – olhando para nossos dedos entrelaçados, ouvi suas palavras. —Emmet e Alice sempre deram o maior apoio para a gente reatar.

—Eu sei disso. – soltei com um suspiro. —O problema não são eles. Aliás, o problema não é ninguém. – correndo o polegar por sua mão, fiz uma breve pausa. —Eu que estou meio temerosa.

Edward abriu um sorriso torto, ergueu a mão e colocou meu cabelo atrás da minha orelha.

—Não fique. – pediu voltando a beijar minha mão. —Hey! – chamou segurando meu queixo e erguendo meu rosto. —Eu te amo!

Meu coração pulou uma batida para então ficar disparado. Sua declaração me deixou encantada e levou embora cada temor que eu sentia.

Segurando seu rosto eu me abaixei e o beijei longamente.

—Eu também te amo! – exclamei meio perdida nas imensidões esverdeadas de seus olhos.

Deixando alguns beijos rápidos sobre a minha boca, Edward se colocou de pé no mesmo instante em que Esme apareceu com Emmet e Alice.

Os dois me viram no primeiro segundo, mas de modo impressionante, nenhum pareceu surpreso com a minha presença.

Emmet acenou e piscou em minha direção antes de ir abraçar o irmão.

Alice, que estava com as mãos apoiadas em sua enorme barriga, parou a minha frente, um sorriso vitorioso brincava em seus lábios.

—Até que enfim! — comemorou. —Estava começando a me preocupar com essa demora de vocês para se assumirem.

—Você sabia. – acusei após rolar os olhos.

—Sabia. – assumiu. —Eu sempre sei de tudo! – se gabou me fazendo bufar. —Estou brincando. – se aproximando mais, ela me puxou para um abraço. —Estou muito feliz por vocês. – sussurrou em meu ouvido.

Passando os braços por suas costas a abracei com cuidado. Alice era a melhor e sabia que se não tivesse a ajuda dela, certamente as coisas entre Edward e eu teriam sido mais complicadas.

—Obrigada Alie. – agradeci antes de beijar seu rosto. —Por tudo.

Ela me lançou uma piscadela e então se dirigiu a Edward.

—Meu cunhado preferido está ficando mais velho! – Edward riu de suas palavras recebendo seu abraço.

Desviei minha atenção deles para cumprimentar Emmet que beijou meu rosto e me abraçou pelos ombros de modo carinhoso.

—Bem-vinda de volta a família, B-Bella.

—Obrigada, Emm. – tive de ficar nas pontas dos pés para alcançar sua bochecha e beijá-la.

Era bom, muito bom estar de volta a família Cullen. Ali com eles, não havia mais medo, temores, aflição. Era tudo perfeito.

O dia foi delicioso. Alice, Esme e eu, conversamos a beira da piscina enquanto Edward e Emmet exploravam o lago na lancha com Carlisle.

Quando o almoço fora servido —contendo o prato favorito de Edward, lasanha— nós nos reunimos na sala de jantar externa.

Em meio a brincadeiras e risos, eu tive um dos melhores almoços da minha vida.

O sol já ameaçava ir embora, quando o bolo de veludo vermelho e frutas frescas fora colocado sobre a mesa.

Esme espetou a velinha com o numero trinta no bolo coberto por creme de manteiga, enquanto eu e Alice distribuímos os chapeuzinhos de festas.

—Trinta anos já? – Emmet perguntou a Edward parando de assoprar a língua de sogra. —Está ficando velho, hein?

Rolando os olhos, Edward bufou.

—Você é muito jovem, não é?

Vendo de fora eu ria ao observá-los.

—Mais do que você! – Emmet se gabou.

—Onze meses apenas. – Edward deu de ombros.

—Emmet, acenda a vela! – Esme mandou lhe entregando a caixa de fósforos. Obediente, ele deixou a taça de champanhe sobre a mesa para riscar o fósforo e acender a vela decorativa.

Quando o fogo se alastrou no barbante, todos nós cantamos o tradicional “parabéns” batendo palminhas ritmadas.

Emmet como sempre fazia suas palhaçadas costumeiras, o que arrancava risos de todos nós.

Edward, parecia um menino atrás da mesa de madeira. Ele sorria, cantava e batia palmas, todo alegre. Todo feliz.

Era muito bom vê-lo daquele jeito e era melhor ainda saber que eu era um dos motivos.

Quando a cantoria acabou, Carlisle lhe entregou a espátula para que ele cortasse o bolo.

—Escuta, seus pais já sabem que estão juntos? – Alice me perguntou enquanto comíamos o —delicioso— bolo.

Os pedaços de morango desceram feito arame por minha garganta.

—Não, ainda não. – respondi sabendo a gravidade daquilo.

—Se sua mãe descobre... – Alice expõe meus pensamentos. —Acho melhor você contar logo, eles vão ficar chateados se souberem por outra pessoa. – aconselhou limpando a boca. —E se tem uma coisa que não mudou em Louisville é a fofoca. – riu antes de se afastar. —Preciso comer mais um pedaço de bolo.

Alice tinha razão, eu precisava contar a eles, Renée faria um escândalo se não soubesse por mim que Edward e eu estávamos namorando.

Maneando a cabeça, tomei um pouco do champanhe doce.

—Tudo bem? – Edward indagou após beijar minha testa. O olhando percebi novamente como ele ficava lindo com aquele chapeuzinho de festa.

—Tudo sim. – confirmei acenando com a cabeça. —Só que nós temos um problema.

—Problema? – ele arqueou as sobrancelhas.

—Sim. Ainda não contei aos meus pais que estamos juntos, eles são os únicos que não sabem.

—Ah, amor! – Edward sorriu torto. —Isso não é problema. – garantiu. —Podemos passar na casa deles depois que saímos daqui.

Comendo um pedaço de morando eu ponderei até negar com a cabeça.

—Hoje não vai dar. Tenho uns planos para mais tarde. – seus olhos brilharam de interesse.

—Planos é? Que planos? – Edward abraçou minha cintura nos deixando colados.

—Não vou contar. – fui firme. —Deixe de ser curioso! – passando o dedo no creme de manteiga que havia em meu prato lambuzei a boca de Edward com a pasta para logo, limpá-la com um beijo.

Era quase noite quando nos despedimos para ir embora, Esme insistiu que ficássemos para o jantar, mas Edward recusou veemente.

Talvez meus “planos” haviam o influenciado.

Emmet não deixou de fazer piadinhas, é claro.

O caminho de volta fora bem rápido. Edward colocou uma música para tocar e segurou minha mão durante todo o percurso, quando chegamos na rua de casa, o céu já estava escuro.

—Sabe o que seria bom agora? – questionou quando descemos do carro. —Um banho com você.

Correndo as unhas por seu coro cabeludo senti minha pele se arrepiar com os beijos que recebia em meu pescoço.

—Seria bom mesmo, mas não vai dar. – me afastei um pouco dele. —Você vai para sua casa, vai tomar um banho e depois vai vir para a minha.

—Porque? – indagou decepcionado.

—Porque sim. – rolou os olhos com minha desculpa. —Tenho uma surpresa. – e lhe lançando uma piscadela, corri para a porta de casa. —Não demore!

Deixando um Edward incompreendido na rua, corri para o chuveiro. Eu tinha que ser rápida.

Meu banho fora composto por sabonetes e cremes orientais, tudo para me deixar o mais perfumada possível.

Enrolada em um roupão, corri pelo meu quarto arrumando cada uma das pequenas velas que havia comprado.

Os presentes de Edward foram postos sobre o colchão e então, pude me maquiar e vestir minha lingerie preta de renda. O sutiã meia taça realçava meus seios e a calcinha fio era bastante sexy.

Assim que vesti meu robe de seda ouvi as batidas na porta.

Era ele. Eu sabia.

Tomando fôlego pela boca, abri a porta e lá estava ele. Parado diante a mim vestindo uma camiseta preta, short branco e Slip On cinza chumbo.

Seus olhos subiram e desceram por meu corpo, ele respirou forte, correu a mão pelo cabelo e então mordeu sua boca de modo sexy.

—Entre. – liberei sua passagem tentando não demonstrar como ele me afetava. —Vem cá, tenho que te dar seus presentes. – segurando em sua mão o conduzi até o quarto.

Podia sentir que ele estava começando a ficar excitado, assim como eu.

Quando entramos em meu quarto, ele analisou bem cada detalhe.

—Me diz que o presente é você. – pediu me fazendo sorrir.

Negando com a cabeça, peguei as três caixas de presentes. A primeira que eu lhe entreguei fora a azul.

—Abre esse primeiro. – disse ao lhe estender a caixa.

Edward sorriu, se inclinou e beijou minha boca. A contragosto impedi que ele aprofundasse nosso beijo.

—Você é má. – comentou enquanto abria o pacote. Foi então que, quando ele retirou os dois blocos com as passagens que sua face mudou, podia ver a surpresa e o contentamento nela.

—Vamos para Londres! – exclamei quando ele me olhou. —Sei que você sempre foi apaixonado por lá e quando descobri que nunca tinha ido... – tomei folego pela boca. —Achei que seria maravilhoso se fossemos lá juntos.

—Você é maravilhosa! – disse me abraçando. —Vou adorar ir para Londres com você, obrigado.

—De nada. – beijei seu queixo e tornei a me afastar. —Agora abre este. – lhe entreguei a segunda caixa.

Ela era maior, mais achatada e quadrada.

—Uma roleta de poker. – Edward analisou sem entender. Mordendo minha boca, tomei a caixa de sua mão e lhe estendi a última.

—Sim, vamos jogar poker. – disse soando casualmente. —Strip Poker e quem ganhar, vai poder usar esse terceiro presente no outro.

Edward pareceu curioso ao soltar a fita de cetim e um segundo depois, pareceu maravilhado ao ver os objetos sexuais postos ali dentro.

Vibrador. Gel comestível. Lubrificante. Óleos corporais. Camisinhas comestíveis. Algemas. Venda de olhos.

Um sorriso safado delineou sua boca.

Nos sentamos sobre a cama, a roleta posta entre nós dois. Edward não escondia a excitação e manter a minha oculta estava cada vez mais difícil.

Separamos as cartas e as fichas. A única regra do jogo era: Quem perdia, tirava uma peça de roupa.

Tanto eu como ele, vestíamos apenas três.

Edward começou o jogo com um Royal Flush e meu robe se foi. Seus olhos não saíram do meu decote, o que foi bom, pois consegui tirar sua camisa com uma Quadra completa e seguindo com um Straight o livrei de seu short também.

—Acho que alguém vai perder o jogo... – mordendo minha boca o fitei por debaixo dos cílios, estava difícil olhar em seus olhos quando seu membro estava duro contra a cueca.

Respirando fundo, desci mais uma Quadra completa e Edward me superou com um Flush.

O vi lubrificar os lábios quando retirei o sutiã.

As cartas foram repostas e Edward acabara com o jogo ao descer um Straight Flush. Minha calcinha fora a última peça a sumir pelo quarto.

Edward não esperou nem um segundo para me jogar contra a cama e cair sobre mim. Sua boca cobriu a minha em um beijo avassalador.

A pressa era muita, mesmo que estivéssemos apenas começando a nossa noite, havia muita coisa para ser usada e sabia que Edward não ia querer deixar nenhum dos objetos de lado.

Notas finais
Bella fooi o/ Algo me diz que a comemoração deles será quente! Gente eu ia colocar o hot nesse capítulo, mas ele ficou enorme, aí eu reduzi e coloquei no próximo ;D Espero que tenham curtido, por hoje é só. Até semana que vem, beijos :*