De Volta A Um Passado Semideus
1 Prólogo
Era quase meia-noite de sábado, havia apenas uma pessoa acordada no chalé 6. Tudo estava escuro, apenas a luz do laptop de Dédalo iluminava levemente o ambiente. Com uma mão segurando um copo cheio de café e a outra passando pelo teclado o mais veloz possível, Annabeth estava imersa em arquivos novos que havia descoberto das profundezas dos pensamentos de Dédalo. Aquele laptop era realmente fascinante, não havia um fim de informações, cada projeto mais complexo que o outro, mas Annabeth adorava aquilo.
Hoje ela havia superado, passara horas entrando em arquivos dentro de arquivos, até achar um que realmente a surpreendera. Passou os olhos pelo rascunho do projeto e, pasma, retirou o laptop de cima das pernas cruzadas e levantou da cama, agitada. Pegou um papel e uma caneta em uma escrivaninha, quase acordando seus irmãos, e voltou ao laptop. Ativou o holograma 3D para tentar entender melhor, mas continuava complexo demais.
Passada uma hora, Annabeth se encontrou em uma situação difícil: Precisava de ajuda. Mas como contar isso para alguém? O projeto poderia mudar o mundo, na verdade, mudar ainda mais que isso. Não poderia falar com Percy, pois provavelmente ele babaria depois que ela terminasse de contar. Então, em um estalo, ela decidiu com quem podia contar, por mais que não fosse a companhia preferida dela. Afinal, Leo é um grande inventor, não é mesmo? E ela queria mesmo ir atrás desse projeto, mesmo pensando que seria impossível desenvolve-lo.
Já com uma ideia formada, pegou suas anotações, seu laptop e deixou uma mensagem em cima da cama antes de sair do chalé.
“Saí para uma missão emergencial e muito importante a pedido de Quíron, avise Percy se caso eu demorar. Não comentem com ninguém, valeu” poderia até ser uma mentirinha, mas era necessária, porque ela precisaria de um tempo sem ninguém a incomodando enquanto desenvolvia essa invenção.
Tomando cuidado com as harpias do acampamento, Annabeth esgueirou-se até o chalé 9. Os chalés ficavam destrancados, portanto conseguiu entrar. Porém, com mais cuidado do que tomou com as Harpias, ela foi desviando de possíveis armadilhas deixadas sem querer pelos filhos de Hefesto dentro do chalé. Por alguma razão Leo estava jogado no meio do chão, roncando e de bunda para cima. Annabeth empurrou Leo para o lado com o seu pé. Leo deu uma roncada mais forte e acordou olhando para os lados confuso, olhou para cima e, depois de alguns segundos raciocinando que era Annabeth que estava ali, se assustou.
– Mais um caso de aranhas no seu chalé? – Leo choramingou sonolento.
– Não – Annabeth sorriu estendendo a mão para Leo se levantar – Por que estava dormindo no chão?
– Ontem eu cheguei cansado, aí o Jake... Ah esquece – Leo levantou com preguiça e olhou um dos relógios pendurados na parede – Então, o que a traz aqui quase às 2 da manhã?
– Estou apenas precisando de uma ajudinha – Annabeth respondeu apontando para o laptop em sua mão.
Leo tombou a cabeça para trás.
– Ninguém precisa do Leo para se divertir, apenas a trabalho – ele reclamou – Bom, aqui vamos nós então.
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