De Repente ... Você.
2 Capítulo 2 - Ataque de Nervos
Notas iniciais
Só consegui a olhar a cena, paralizada. Joaquim dizia algumas coisa, mas eu não ouvia nada. Não queria ouvir.
_Anh, tudo bem amor? — Quinzinho me perguntou.
_C-claro — Não conseguia desgrudar meus olhos do casal.
_Amor, tem certeza? — Garoto insistente.
_Sim, Joaquim, já disse que sim! — Porque eu gritava com ele?
_Mas amor, você...
_Para de me chamar de amor, caramaba! — Levantei e sai na direção da minha casa.
_Maga! — Eu ouvi ele gritar, mas não virei para responder. Que garoto chato, não suporto ele às vezes e... o qua eu estou dizendo? Ele é meu namorado!
_O que aconteceu, filha? Você não estava com o Quinzinho? — Disse minha mãe assim que entrei em casa.
_Pois é, mãe — Disse subindo para meu quarto. Um interrogatório era a última coisa que eu queria.
Tirei minha roupa e entrei no banheiro. Liguei a torneira e deixei a água morna escorrer sobre meu corpo. Minha mãe ainda gritava umas coisas lá em baixo, mas sequer escutava. Me lembrei do Cascuda beijando o Cascão, na praça, hoje. Tive vontade de chorar, mas segurei. Afinal, não havia motivos para chorar. Eles eram namorados, se beijavam como eu e o Joaquim. Namorados, desde crianças. Isso que eles são. Isso que nós somos. Exatamente, o Cascão era da Cascuda, e o Quin era meu.
Agora sim, lágrimas escorriam meu rosto, pois já não conseguia segurar. Já não conseguia esconder minha frustração de vê-los juntos. Nem percebi o tempo passar, só quando minha mãe veio me chamar, pois já estava no banho à muito tempo.
Desliguei a torneira e puxei a toalha. Saí do banheiro já trocada, ainda com o rosto choroso. Me joguei na cama e não fiz mais nada. Não consegui dormir.
_Filha, a companhia! Estou ocupada, atende pra mim?
_Tenho outra opção? — Sussurei para mim mesma — Pois não? — Disse abrindo a porta, e qual não foi minha surpresa ao ver Joaquim na minha porta?
_Maga, meu amor, sei que você está brava comigo mas...
_Se você sabe por que veio me encher o saco? — Disse com uma voz um pouco fria de mais.
_Mas Maga, eu ...
_Tchau, Joaquim — Disse, fechando a porta na cara do mesmo.
10 minutos depois a compainha tocou de novo.
_O que você quer Joaquim?
_Fui na padaria pegar uns pães pra você, e achei que...
Fechei a porta na cara dele de novo. Mais 10 minutos e a compainha tocou novamente.
_Joaquim, já disse que não quero mais...te ver? — Não era o Joaquim.
Fale com o autor