De Repente... Princesa!
3 1. Um Presente de Aniversário
Notas iniciais
Recomeçando... ♥
Meus dedos passeavam pelas teclas do computador, enquanto eu respondia um email, da minha prima. A muito tempo eu não falava com ela, e até estranhei em ver o email em minha caixa de entrada. Fiquei aflita, acreditando que algo poderia ter acontecido aos meus pais, afinal, eu morava longe deles à mais ou menos 1 ano. Quando eu abri o email em questão, logo percebi que não tinha nenhuma relação com a nossa família.
De: Mariah Para: Rosalyn Minha querida Rosa! Há quanto tempo não nos falamos? Acredito que seja desde da primavera quando você veio à cidade visitar os seus pais. Como sinto sua falta! Enfim, querida Rosa, eu soube da sua nova situação em Nova Iorque! Um emprego em uma grande corretora, hein? Estou tão orgulhosa! Mas, Rosa, não tem como me ajudar? Sabe que meu maior sonho é viver na “cidade grande”! Eu posso arrumar um emprego! Me responda assim que ver esse email. Beijos, de sua querida prima, Mariah.Eu poderia dizer que eu tenho raiva de Mariah, por ser ambiciosa, mimada e prepotente, mas eu não tenho. De verdade, não tenho. Ela está apenas correndo atrás do sonho dela, nada mais justo. Por isso mesmo, eu me dispus à responder o email dela. De: Rosalyn Para: Mariah Minha cara prima! É bom ter notícias suas, depois daquele incidente! Bem, eu adoraria ajudá-la. Mas, não posso fazer isso sabendo que você quer vir morar aqui para fugir. Fugir do pai desse bebê que você espera. Cara prima, se precisar de ajuda financeira, eu com certeza ajudarei. Mas, não posso te esconder em minha casa. Nós duas sabemos como é o pai dessa criança, como ele é violento. Sei que sua gravidez é segredo, e posso te garantir que não contarei a ninguém. Enfim, Beijos de sua querida prima, Rosalyn e muita saúde para o bebê. Enviei o email, e desliguei o computador. Fui para a cozinha, preparei um café da manhã simples. Enquanto eu comia, escutei a porta se abrir. Nem me dei ao trabalho de ver quem era, pois já sabia quem era. Dayse e Sofia dividiam o apartamento comigo, e eram minhas melhores amigas. Dayse trabalhava como vendedora de uma loja fashion, e Sofia era uma aspirante à estilista.– Rosaaa! Chegamos! – Gritou Sofia, do corredor.– Nem percebi. – Murmurei. Elas entraram na cozinha, cheias de sacola. Sofia estava com os cabelos loiros presos em um coque frouxo, enquanto Dayse secava a pele negra com um lencinho.– Acordou agora, Bela Adormecida? – Perguntou Dayse, se encostando no balcão da cozinha.– Eu estava... Ei! – Exclamei, ao ver a mão de Sofia caminhando lentamente até a maçã em meu prato.Ela, infelizmente, foi mais rápida que eu. A encarei, repreendendo-a com o olhar. Ela apenas sorriu, e mordeu a maçã. Suspirei.– Enfim, voltando ao assunto. Eu estava respondendo à um email. Da Mariah.As duas franziram o cenho, pois tinha um amplo conhecimento da relação nada amistosa que eu tinha com Mariah.– Aquele projeto de vaca apareceu, foi? – Perguntou Sofia, levando um tapa no braço de Dayse.Assenti, bebendo um gole do suco de laranja, que eu havia feito.– Apareceu sim. E, ainda por cima, grávida.Sofia engasgou com a maçã, enquanto Dayse arregalou os olhos.– Grávida? – As duas perguntaram ao mesmo tempo.– Sim. A minha tia Anne me contou, mas ela pediu segredo. Nem era para eu contar a vocês. – Bebi mais um gole. – E, antes que vocês perguntem, o pai é aquele traficante que viva para cima e para baixo com ela.– Gente... – Dayse falou, descrente.– Tomara que assim, ela tome juízo. – Comentou Sofia.Concordei.– Tomara. Mas, acho difícil. Ela me mandou um email, me pedindo abrigo. Provavelmente quer fugir do pai do bebê.Dayse pulou do balcão, enquanto Sofia me olhava, sem acreditar.–... E eu disse que não, é claro. – As duas respiração aliviadas. – Eu disse que se ela precisasse de dinheiro, eu daria.– Ah, não Rosalyn! – Reclamou Sofia. – E se ela pegar o seu dinheiro, para dar a aquele traficante? Não, deixa ela se virar sozinha.– Pela primeira vez, — Murmurou Dayse. – Devo concordar com Sofia. – Mas, o bebê não tem culpa! – Afirmei.– Se quiser ajudar o bebê, doe roupas e essas coisas que crianças precisam. – Retrucou Dayse.Um silêncio tomou conta de nós, até Sofia anunciar.– Rosa, temos um presente para você. Ela estava com um sorriso malicioso no rosto, enquanto Dayse a repreendia.– Presente? – Perguntei, confusa.– De aniversário! – Respondeu Dayse.Estranhei, afinal meu aniversário era no dia 16 de julho, e nós ainda estávamos no dia 13. – Um presente adiantado! – Falou Sofia.– Que tipo de presente?! – Perguntei, preocupada.As duas se entre olharam e sorriram.– Uma viagem à Vegas! – Falaram ao mesmo tempo.Quase caí para trás. Isso não podia ser verdade. Não, não, não!– Ah, não mesmo! Lembra do que aconteceu da última vez?! – Aquilo foi um incidente mínimo. – Sofia disse.– Eu já prometi aos meus pais, que iria passar meu aniversário com eles.Dayse revirou os olhos, enquanto Sofia suspirou.– Ah, Rosa! Para de dar desculpas! – Não é desculpa. Eu realmente havia prometido aos meus pais que passaria meu aniversário com eles. Eles moravam no interior, e como eu trabalhava demais, eu mal mente os via. A saudade a cada dia que passava era pior.
– Você está com medo. – Falou Dayse. – Com medo de encher a cara e acontecer aquilo de novo.– Eu não vi nada de mais nisso. – Comentou Sofia.– Sofia, eu dancei em cima de uma mesa, em uma boate cheia, com um gogoboy! Tudo isso porque eu bebi demais. E, você ainda me diz que não viu nada “de mais”?!– É só não beber. – Ela disse, como se fosse a coisa mais fácil do mundo ficar se em beber em Vegas.– Pensa com carinho? – Perguntou Dayse.Meu subconsciente gritava para eu dizer não. Mas, eu o ignorei.– Ok... Mas não se animem muito.As duas sorriram, enquanto eu não fazia ideia da enrascada em que eu havia me metido.
Notas finais
Até mais
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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