De Repente Aconteceu
2 I think I can be happy
Notas iniciais
– Oi? – alguém perguntou, suspirando atrás de mim.
Virei-me assustada. Jackson? Como sabia que era eu?
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– Oi Jackson. – disse me virando, pisquei duas vezes para ver se eu estava acordada. – Com certeza estou delirando com Justin Bieber, que ridícula a que ponto você chegou Miley? – murmurei.
– Acho que delirando estou eu você é Lou... – interrompi a voz do meu delírio.
– Cala a boca! – gritei. – delírios não falam.
– Garota louca. – murmurou.
– Louca? Eu escutei queridíssimo. E não é todos os dias que eu sonho com você alias eu nunca sonhei.
– Ok eu me rendo entrei nos seus sonhos enquanto você dormia, mas agora posso te acordar? – perguntou enquanto tirava uma garrafa da mochila que carregava nas costas. – Não tive opções! – disse derramando toda água no meu rosto.
– Ta... Ta! –gritei – Você pode parar, eu estou acordada.
– Perfeito! – Exclamou.
– Ridículo – Disse furiosa.
– Prazer em te conhecer. – disse segurando minha mão.
– Me larga. – puxei minha mão – Escuta aqui seu... – fiz uma pequena pausa para pensar em palavrão usar –... Seu coisa, eu não tinha nada contra a você até dois minutos atrás, mas agora acho bom você sumir da minha frente antes que eu comece a te bater.
– Eu não te fiz nada garota. – ele riu. – doida – disse baixinho.
Mas eu escutei.
– Doida? – gritei. – Seu idiota, banaca, chato que eu odeio some daqui agora. – disse dando socos nos seus ombros.
– Depois você quer que não a chame de doida! Eu corri muito para chegar nesse deserto aqui ta ok? Agora você vai me ajudar. – Disse autoritário.
– Há – bufei – sonha Justin, sonha.
– Por favor, eu te imploro. Você conhece algum lugar aqui perto que eu posso me esconder. A praia esta cheia de paparazzi, e não tinha como nem ir a lugar algum. – Disse implorando em pé ao meu lado.
– Sei que não deveria fazer isso... Mas moro bem ali. Se você quiser... Lá tem alguns arbustos. – disse rindo.
– Não tem banheiro naquela casa gigante? – perguntou, não entendendo a piada.
– Gigante ta de brincadeira, você acha só gigante, perto da sua deve ser um barraco. – Disse hostil. – Ter até tem, mas não vou chegar em casa e dizer: Pai trouxe o Justin Bieber para usar o banheiro. – disse levantando-me da areia. – Mas acho que tem um banheiro na garagem.
– Serve... – não pensou duas vezes antes de aceitar.
Sai rastejando na frente, e Justin logo veio atrás de mim. Comecei a chutar a arei, brincando com a mesma.
– Tem como ser menos lerda? – Perguntou empurrando-me com um tom sarcástico na voz.
– To te ajudando, não me irrita. – enquanto discutia com Justin senti alguns flashes. – o que foi isso. – antes mesmo termina Justin já estava correndo e me puxando pela mão.
Tropecei no meu próprio pé algumas vezes quase provocando uma queda.
– Cuidado assim você pode machucar o chão. – Gritou.
– Engraçadinho, pode parar de correr é aqui que eu moro, e a garagem é logo ali. – disse sem ter certeza – Vamos.
Abri a porta e dei da cara com... A garagem. Tive uma pequena expectativa de muito lixo, mas pelo contrario, havia um sofá vermelho, encostado na parede – que era toda pintada de listras coloridas — vertical à direita, um frigobar de cor Roxa – que nunca havia visto igual antes – e claro um carro, um cadilac escalde. Do lado esquerdo tinha duas portas, fui em direção à primeira porta, era uma sala cheia de coisas inúteis que não serviria para nada. Abri a outra e felizmente era o banheiro.
Olhei para trás e Justin estava lá imóvel me olhando.
– É aqui o banheiro – disse desnorteada.
– Tem certeza? – Perguntou com um sorriso monótono. – Parece tão impressionada quanto eu?
– Ah pareço? – gaguejei – impressão sua, que isso impressionada? Eu. – soltei uma risada maléfica. – até parece, então vai ou não se trocar?
– Estou indo, senhorita. – Gesticulou como um príncipe em minha direção.
– Vou buscar uma toalha para você. Se outras pessoas estivessem aqui iria dizer: Não some pelo o amor de Deus. Mas deixo a seu critério se quiser sumir, sinta-se em casa. – Não deixei a oportunidade de sacanear com ele.
– Não se preocupe, não quero acabar com sua vida. – disse sério.
Enquanto atravessava a sala correndo, Billy me chamou.
– Oi. – respondi paralisand-me ao dar o primeiro passo na escada.
– Esta muito feliz não é mesmo? – Perguntou com um sorriso bobo no rosto.
– Caramba... – disse voltando a subir o degrau. – você tentando ser um bom pai, é bem interessante. E esse sorriso bobo no rosto ta dando medo.
– Estou apenas sendo simpático... – Ele levantou as mãos se rendendo e saiu.
Subi as escadas o mais rápido que pude, revirei todo o armário do banheiro a procura de toalhas, a primeira que achei peguei, uma toda florida. Desci as escadas no mesmo embalo em que subi, tropeçando no penúltimo degrau fazendo com que eu caísse no chão de joelhos. Levantei-me rapidamente e fui em direção a porta.
O chuveiro ainda estava ligado.
– A toalha esta aqui! E alem do mais é a sua cara. – o sacaneei.
– Tem como me entregar aqui na porta? Ou quer que eu vá buscar? – Gritou baixo, tentando ultrapassar o volume do chuveiro.
– Oh, você vem mesmo buscar? – disse sarcástica. – Ta na porta. – falei severa.
O som do chuveiro se desligou.
– Estou me virando, então pegue a toalha.
– Não precisa se virar. – disse rindo.
– Ah claro que precisa, não seria legal eu te ver nu.
– Ta legal já peguei. E eu não estou nu estou vestido em roupas intimas.
– Sutiã e calcinha?– Disse provocando-o
Não ouve resposta.
–Ah desculpa eu não quis te ofender. – Disse pela primeira vez sem o tom brincalhão.
– Ok. Não esquenta. Estou legal, ou acostumado. – disse sem sua quente e alegre voz.
– Não de verdade eu não queria dizer... – ele pigarreou interrompendo meu pedido de desculpa.
– Eu já disse não tem nada não, estou legal ok. – vez uma pausa e tomou seu fôlego novamente. – me deixa terminar de me vestir, preciso ir.
– Olha... É serio... – Disse alto para que ele me ouvisse. – Esquece. – finalizei num sussurro. Iria fazer a mesma coisa, mais uma vez.
– Já disse, estou legal.
Esperei por 5m, até que ele saiu do banheiro. Divinamente, perfeitamente lindo. Eu não precisei ser uma fã para achar Justin Bieber lindo. Estava vestindo uma de suas bermudas skinny marrom, uma camiseta roxa e um boné hang lose, para disfarça os fios úmidos do cabelo. Ele parou em frente à porta por 30sg. Não perdi a oportunidade.
– Vai ficar ai? – perguntei debruçada no sofá.
– Não, ta na minha hora. Valeu por tudo. – Disse enquanto colocava a mochila nas costas.
– Ei? – soltei num grito. – Valeu?
– Quer mais? Dinheiro? – sua voz saiu roca e vazia.
Eu sou uma idiota. Eu sou uma otaria. Eu sou Burra.
– Qual é Justin? Isso sou eu quem faço, vamos coloque um sorriso no seu rosto. – Me aproximei dele apertando suas bochechas e as esticando. – Vamos, vamos sorria por que posso te encher de cócegas. “let’s Go...go–...go” – comecei a gritar.
Um sorriso se formou em seu rosto, de ponta a ponta. Eu sorri também. Nossos rostos se aproximaram um ao outro, eu podia ouvir sua respiração ofegante, sentir seu hálito quente, e seus olhos quentes e castanhos encaravam os meus. Nosso rosto se aproximou, mas um pouco, e as pontas dos nossos narizes se encostaram. Seus braços se envolveram em minha cintura e por pouco nossos lábios se tocaram.
– Oi meu nome é Miley Cyrus. – Eu disse me afastando.
– Prazer Miey. – ele disse sorrindo.
– Miley. – Billy gritou meu nome lá fora.
– Quem é?
– Bil... Meu pai. – o costume de dizer Billy em meus pensamentos, às vezes até esquecia que era meu pai.
– Você é estranha, muito estranha.
Aquelas palavras despertaram a velha Miley dentro de mim.
– Ah. Legal você tenta me beijar e eu sou estranha? Ok. – Disse rouca. – Faz um favor vai embora.
– O que? Você é maluca. – repetiu. – Isso se chama bipolaridade, eu não tentei te beijar.
Dei de ombros.
– Por favor, vai embora não tem mais ninguém aqui, câmeras, paparazzi... – Não olhei para trás para ver sua expressão, o ouvir algum murmuro da sua parte, apenas andei.
Billy estava parado de costas, na pequena varanda na parte leste da casa. Esperando-me. Eu acho.
– Oi? Tudo bem?
Billy espantou-se. Parecia que ele estava dormindo acordado.
– Perdão. – fui educada pela primeira vez com ele.
– Espere aqui. Um minuto. Eu já volto. Não saia daqui. – Seu entusiasmo foi contagiante.
Será que Jackson já teria chegado?
– Ela esta ai? – Ouvi cochicharem. É ele estava ai.
– Sim.
Eu ouvi seus passos mais próximos. Apesar de detestar Billy, seila porque, eu amava meu irmão sem mesmo o conhecer. – família não tem explicação.
Senti um par de mãos cobrirem meus olhos.
Suspirei.
– Jackson? – Eu estava insegura ao dizer seu nome.
– Claro. Irmãzinha. – Sua voz era monótona.
Eu me virei para abraçá-lo. Ele era menor que eu. E tinha cabelos loiros.
Eu sorri freneticamente.
– O que foi? – Ele perguntou, sua voz era rouca.
– Nada. – eu continuava sorrindo. – Mas você... – suspirei. –é tão baixinho?
Billy olhou pra mim com ar de desgosto. Jackson me fuzilou com os olhos.
Suspirei.
– Desc... – Billy começou a rir.
– Caramba... – ele murmurou – você é muito boa.
– Por quê?
– Você foi a única que conseguiu deixar o Jackson sem fala. – assinalou – Mas, isso não foi muito legal. Ele agora vai tentar devolver.
Devolver? Devolver o que?
– Se prepare irmãzinha. – sua tentativa de suspense falhou. – Quer tomar um sorvete? – Perguntou ele, com se nada tivesse acontecido.
– Ok. – murmurei.
Eu tinha um irmão, aquilo era incrível um irmão de 17 anos menor do que eu. – sorri. – Uma nova família fora de hora.
Eles tinham um estilo de vida diferente do meu em Nova York, um estilo você quer? Faça você mesmo. Mamãe nunca deixaria que eu fosse daquele jeito. Billy tratava Jackson como um amigo, não como um filho.
Eu e Jackson andávamos sobre a areia da praia. Ele chutava-a com força.
– Vocês sempre são assim? – Perguntei fitando o horizonte.
–Hã? – ele parou de andar.
– você e Billy? São amigos? – murmurei.
– Ah. A maioria das vezes, ele é um cara legal. Mas quando eu vacilo, ele faz seu dever de pai. – Ele abriu um sorriso largo.
– Quando você vacila? – murmurei pasma.
– Me deixaeu ver – ele fitou seus dedos. – um, dois, três... Sete. – Ele me olhou pasmo. – Uma semana tem sete dias. – afirmou consigo mesmo. – Quatorze vezes por semana.
Ele sorriu. Eu também.
Nos andamos até um quiosque, aonde ele trabalhava. Todos o conheciam, seu patrão não estava lá. – ri com o nome dele Ricco. – Me diverti de verdade aquela tarde. E lembrei por que Billy disse: Ele é o maior retardado do mundo, Jackson seu irmão. – sorri com a lembrança enquanto o fitava se lambuzar com o sorvete de chocolate.
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