Notas iniciais
Olá leitores. Como o prometido estou eu aqui postando no domingo rsrs. Gostaria de agradecer a minha amiga Bia Flor, por me ajudar com o espanhol no diálogo desse capítulo, meu muito obrigada. Tenham uma excelente leitura.

A Chef caminhou novamente até a mesa em que estavam. Seu sotaque era diferente, provavelmente espanhol.

—Señor y señora, ¿han eligido el menú? — perguntou sorrindo.

David sorriu de volta, ainda meio perdido. Emily tornou a conversar com a mulher.

— Sí. Saitán asado con especias y arroz de naranja. Costilla de tambaquí con puré de patata y tucupi. — anotou tudo no bloquinho que carregava junto consigo.

— ¿ y para beber?

— Vino Chianti Occhi Nero. — após a resposta de Emily, a Chef se dirigiu até a cozinha.

— Uauuu. — David dizia surpreso. — O que foi isso?

— Apenas interagi com ela. — sorriu.

— E o que você disse? — perguntou curioso.

— Disse para lhe trazer uma bebida bem forte. — Gargalhou.

— Também gosto de você Emi. — deu uma de galanteador.

— Estou brincando, pedi que trouxesse o vinho que você escolheu. E não me chame de Emi. — tirou a mão de debaixo da dele.

— Cadê vez que fala isso, me sinto mais tentado a faze-lo. — sorriu a encarando nos olhos.

Alguns minutos se passaram e eis que os pratos escolhidos chegaram junto ao vinho. Um rapaz trouxera.

— Com licença. — disse e em seguida pôs os pratos sobre a mesa. Serviu-lhes o vinho gentilmente e se afastou, antes porém desejou-os um bom apetite.

— A comida daqui é fantástica. — David comentara.

— É bem contemporânea, eu amo. — Ela o encarou.

Após degustarem seus pratos ele lhe propôs uma oferta lendo o cardápio.

— Emi... — riu do fato que iria dizer. — Que tal uma sobremesa?

— Pela sua cara deve ser afrodisíaca. — ela sorriu.

— Não é não. Mas quero muito provar. Você tinha razão esse aqui é realmente um restaurante contemporâneo.

— Qual é a sobremesa? — perguntou.

— Uma gelatina de Caipirinha, e o melhor, é vegana.

— Eu não acredito. — disse tirando o cardápio de suas mãos. — Só pode ser brincadeira.

— Espera que vou checar com o garçom.

David fez sinal e o rapaz foi até eles, indagou-o sobre a tal sobremesa e descobriu que era uma das mais famosas e pedidas. Acabou pedindo duas.

— Como eles conseguem chegar a esse ponto com cachaça? — ele estava evidentemente surpreso.

— Conhece ágar-ágar? É isso. — ela sorriu.

— Então você entende de gastronomia?

— Bem pouco. — mordeu os lábios.

— Tão pouco como seu espanhol né? — olhou-a um pouco intrigado.

— Tá certo. Você me pegou, amo esse tipo de coisa.

— O que mais eu não sei sobre você? — se inclinou sobre a mesa.

— Muita coisa. — se aproximou dele.

David foi até o caixa e pagou a conta, alegres saíram conversando amenidades e rindo de coisas cotidianas.

Entraram no carro e antes de chegarem ao apartamento David fez outra proposta.

— Que tal umas margaritas?

— Está querendo me deixar bêbada é? — mordeu os lábios.

— Jamais faria isso, soube que você é bem forte com bebida.

— Eu sou. — gargalhou.

— Então hoje veremos. — sorriu malicioso.

Adentraram o bar de sempre e hoje Javier não estava por lá para ver o que estaria prestes a acontecer.

— Conhece margarita de mão Emi?

— Você só pode estar de brincadeira.

— Não estou não. Vai encarar?

— Está me desafiando Sr. Boreanaz?

— Interprete como quiser. — sorriu.

Ele levantou a mão chamando o bar man e pediu uma garrafa de tequila.

— Agora vai. — cortou um limão ao meio e expremeu na própria boca, lambeu o sal de sua mão entre o dedão e o indicador e mandou a dose de tequila para dentro.

— Você é louco! — ela sorriu e em seguida vez o mesmo. David se perdeu com aqueles lábios macios chupando a mão suave e fina.

—Que tal você me servir agora? — perguntou a ela.

Logo ela pegou a faca e cortou o limão ao meio, pôs sal na própria mão e espremeu a dose ácida na boca dele, David tomou a tequila e em seguida puxou a mão dela para si cobrindo toda a região que continha sal. Retardou o momento, ele se demorou lambendo o sal de sua pele.

Era a vez dela, David pegou uma banda de limão enquanto jogava sal na mão, espremeu o líquido na boca dela e em seguida ela virou a dose, trouxe a mão dele para perto e provou enquanto o encarava nos olhos, aqueles olhos azuis vigiando suas reações estava o deixando completamente fora do sério.

Se afastou e sorriu para ele.

— E aí como me sai? — falou em seu ouvido devido ao volume da música.

— Você foi incrível. — beijou-lhe a bochecha.

Notas finais
Espero que tenham gostado desse capítulo em que a Emi foi mais ousada. Tenham todos uma boa semana.