De Baixo do Capuz

3 Capítulo 3 - Talvez amigos?! - Reescrito


Notas iniciais
Sem muito o que falar aqui '-' Ass: Walker É serio, estão gostando da história? Ass: Okumura Sei lá... Eu meio que tenho poucos leitores --' Ass: Walker As outras duas tem mais... Vai ver é o costume Ass: Okumura Mas estamos no inicio né? Ass: Walker Desculpa o surto emo nosso Ass: Okumura Bem ta aii XD Ass: Walker

De Baixo do Capuz

Capitulo 3 – Talvez amigos?!

"Tenho vontade de escrever e uma necessidade maior de desabafar tudo o que está preso no meu peito."

– Sawada Tsunayoshi.

Era mais um dia de aula, a acastanhada seguia seu caminho em direção ao colégio, logo após tomar café da manhã, juntamente aos seus pais, tinha cada vez mais sua mente presa em certo garoto. Ficara, ontem, o resto do dia preocupado com o pequeno.

Chegara à sala, sem nem mesmo perceber tal coisa, e retirou-se de seus devaneios assim que chegara à porta de sua sala. Suspirou, brincando com alguns fios de seu cabelo acastanhado. Esperava poder encontrar-se com o Sawada ali.

Entrou em classe e logo olhou ao seu âmbito, podendo identificar o menor, no mesmo lugar ontem, isolado, com os olhos vidrados em algo, com o lápis rabiscando em um caderno , em quanto ouvia alguma música qualquer, com os fones de ouvido provavelmente nos últimos volumes.

Jogara sua mochila em qualquer cadeira, entretanto, optando para uma perto da janela, antes de seguir em direção a Tsunayoshi, que ainda mentia-se inerte, completamente preso aos versos da música e aos traços que fazia em uma folha qualquer.

– O que faz? – A Miura perguntou alto, colando seu ouvido juntamente ao fone de ouvido do Sawada. Queria ouvir o que o menor estava escutando, também.

No entanto, antes mesmo que pudesse captar mais que uma frase, o menor desconectara o fone de seu celular, interrompendo os sons que a Miura começara ouvir. Ao menos, havia captado alguma frase:

Tais palavras eu não diria nem mesmo se meus lábios se partissem”

Olhou por alguns segundos para o moreno, curiosa, vendo-o um pouco assustado, e com as bochechas brilhando em um avermelhado intenso. Sorriu, algo grande, fazendo-o ficar cada vez mais sem constrangido, enquanto sua mente ainda pensava no que o outro estava fazendo.

– Nada – respondeu enquanto guardava o celular dentro de seu bolso, e o fone de ouvido era colocado em sua mochila. Por segundos esquecera o caderno aberto em cima de sua mesa, com desenho, feito a lápis e caneta preta. A Miura, curiosa para distinguir melhor os traços do outro, pegara-o de cima da mesa – Hey – quando o Sawada finalmente percebera aquilo, exclamara – Devolve – pedira em puro constrangimento, mas já era tarde de mais.

Tinha um desenho enfeitando a folha, era uma menina, de longos cabelos negritos, presos em suas marias-chiquinhas altas, um uniforme de blusa branca, com uma gravata em formato de laço, da mesma cor que sua saia, preto.

Estava debruçada sobre sua mesa, com as mãos sobre a cabeça, apertando-a fortemente, e sobre seus ouvidos um fone de ouvido, em formato de pequenos coelhinhos branquinhos, com as bordas avermelhadas.

– Foi você quem fez? – perguntara enquanto terminava de analisar o papel a sua frente, os detalhes, e os tons diferenciados que o menor usara em cada traço do desenho, e principalmente, a união do tom grafite do lápis com o negro intenso da caneta.

– ... – abaixou o olhar com a pergunta, encabulando-se cada vez mais, e a Miura podia perceber o quão avermelhado o mesmo poderia ficar com simples perguntas — F-Foi – respondera, com certo receio e hesitação.

– Incrível – comentara a Miura, com os olhos acastanhados brilhando em pura excitação, e com um sorriso brincando em seus lábios rosados pelo gloss cor cereja. O Sawada engasgara-se com a única palavra que Haru deixara escapar dentre seus lábios.

– Q-Q-Que? – perguntou-a, como se a Miura tivesse falando a coisa mais absurda do mundo, a mesma jogara a cabeça para o lado, como se perguntasse o porquê de seu espanto todo — E-E-Está horrível! – exclamara, corando mais ainda, enquanto pegava o caderno, delicadamente, das mãos de Haru.

– Não está, eu gostei – exclamara a garota, sorrindo – Como pode dizer que está horrível? Realmente, não tem gosto para arte, Tsunayoshi – brincou, de forma irônica, enquanto imitava alguma dama de corte, empinando o nariz, e com o timbre de voz um pouco mudado, para algo mais ominoso. Um pequeno sorriso nasceu nos lábios do acastanhado, mesmo que aquele, logo morrera.

– M-Me... — Tsunayoshi respirou pesadamente, como se estivesse tomando coragem para falar algo, enquanto os olhos da Miura direcionavam-se para si — M-Me chame de Tsuna — parecia que ele tinha feito um esforço enorme para isso, e talvez estivesse realmente fazendo — H-Ha-Haru-chan?! – perguntou inseguro, talvez, porque em sua opinião, tinha criado uma súbita intimidade para chama-la assim.

– Certo – Haru exclamara feliz, seu sorriso aumentara de tamanho, algo em seu peito começara a bater descompassadamente — Oh, desculpe minha cabeça, está melhor Tsuna-kun? Foi ao médico? — não sabia, não podia ver seu corpo, então a Miura acabou por optar em perguntar.

– Ah... – coçou a bochecha envergonhado – A-Anno... O-Obrigado p-por a-aquela hora – agradeceu-a, mudando de assunto, desviando um pouco o olhar. Haru levou aquilo como uma resposta negativa, e decidiu não insistir muito naquele assunto.

– Oh, de nada – afinal, estava deveras feliz por aquelas palavras de agradecimento.

Conversaram um pouco, assuntos aleatórios, e mal puderam ver a hora passando, enquanto as palavras fluíam por seus lábios, mesmo que a Miura falasse bem mais que o Sawada, no entanto, ele gostava de ouvi-la. Quando deram por si, faltava uns 10 minutos para o sinal bater, e o professor Reborn havia entrado em sala.

– Ciao – cumprimentara em italiano, algo que a Miura não pode entender muito bem — Como estão? – perguntara o sensei, sorrindo divertido na direção de Tsunayoshi, que se encabulou um pouco, movendo seus lábios, em palavras baixas, que Haru não pode ouvir, mas que fizeram o professor rir divertidamente. Haru engoliu seco, até ontem Reborn era um professor deveras maquiavélico, com um olhar mortal, e agora parecia ser outro alguém. A ideia de Reborn ter um irmão gêmeo, passou pala mente da Miura – Não tenho um irmão gêmeo, Miura-chan – comentara o mais velho, fazendo-a se surpreender.

– Reborn... Ele consegue ler às vezes as mentes das pessoas – Tsuna comentara, vendo o espanto da menina, que agarrara-se, assustada, ao braço de Tsunayoshi.

– Eu não leio mentes, as pessoas que deixam seus sentimentos se transparecerem de mais – ele comentara, em um tom infantil, virando a cabeça um pouco de lado, como uma criança, ou animal, fofinho deveria fazer. Entretanto, aquela ação só fizera com que a Miura tivesse mais medo.

– Reborn – repreendeu o Sawada, vendo que se o mais velho continuasse com o jeito intimidador de sempre, era capaz de Haru ter um ataque do coração. Tsuna podia sentir o coração da menina batendo descompassadamente, enquanto a mesma apertava seu braço, junto a si.

Reborn riu. Tsunayoshi sabia que o outro não estava fazendo aquilo para que a Miura assustasse, tudo aquilo era para que a acastanhada cada vez mais se agarrasse a si, por culpa do medo. O constrangimento de Tsuna era divertido para o mais velho.

– Com licença – depois de alguns minutos, Reborn pedira — Tenho de ir falar com o diretor – comentara, retirando-se de classe, com um sorriso, estilo sádico, da mesma forma que si, brincando em seus lábios.

– O Reborn dá medo – comentara a acastanhada, estremecendo-se por inteira.

– ... Sim – Tsuna respondera, fazendo-a rir.

Conversaram um pouco, e o sinal soara, cortando o momento dos dois, a classe logo estava cheia de alunos, e Reborn não tardara a voltar para classe, seguindo os dias com as aulas, algumas mais chatas que outras.

Literatura — Reborn

Ciência — Verde

Matemática — Fon

Logo após o termino da aula de matemática, o sinal do intervalo tocou, Kyoko e Hana chamaram novamente a Miura para comer consigo, no entanto, o pedido fora negado, Haru queria dessa vez, encontrar Tsunayoshi para que pudessem desfrutar juntos do intervalo.

Rodeara a escola inteira, procurando alguma pista de onde o menor poderia estar. O último lugar em que sobrara, fora o telhado da escola. No entanto, não tinha muita fé em que o Sawada estivesse ali, afinal, era onde os rumores diziam, que o demônio de Nami-Chuu ficava em suas pausas.

Sem alternativas, por que realmente queria encontra-lo, Haru seguira para lá.

Subiu até o telhado, ouvia vozes vindas de lá, parecia que algumas pessoas conversavam, conhecia uma dessas vozes, e realmente a Miura estava certa, pode reconhecer Sawada Tsunayoshi ali, sentado na beira da grade da escola, só que, do lado de fora da proteção, com as pernas para fora da construção, e ao seu lado, Hibari Kyoya, este em pé, debruçado sobre a cerca, pelo o lado de dentro.

– Haru-chan? – Tsuna virara a cabeça assim que ouviu a porta ser aberta, vendo a Miura ali parada, um pouco constrangida, principalmente quando os olhos gélidos de Kyoya bateram em si.

– Que é a herbívora Tsunayoshi? — O Demônio perguntara, olhando-a de cima baixo, como se estivesse curioso sobre alguma coisa.

– Uma colega de classe, Kyoya-kun — Tsuna respondeu, enquanto erguia-se, ficando em pé do lado de fora da proteção, assustando a Miura, que a qualquer momento esperava vê-lo caindo daquela altura. No entanto, o moreno conseguira, sem deveras preocupações, pular para a estrutura interna do terraço — Haru-chan, se perdeu? – interrogara-a, vendo-a dispersar-se de alguns pensamentos.

– N-Não, estava te procurando – comentara, tentando não ficar muito intimidada pela figura do Hibari ali, a menos de três metros de si. Ao terminar de ouvir a frase, provinda da acastanhada, o Sawada virou a cabeça para o lado, como se a perguntasse o porquê — Vamos comer juntos Tsuna-kun? – perguntou, abrindo um sorriso caloroso para o menor, que ficara quieto por alguns segundos.

– Ele diz que sim – Kyoya havia respondido por Tsuna, vendo que daquele jeito, era capaz que o acastanhado ficasse mudo de vez, Haru não sabia se foi à luz do Sol que a cegou naquele momento, mas pode visualizar um sorriso no rosto do Hibari por milésimos de segundos — Vou caçar herbívoros, não se atrasem para aula – comentara o mais velho, antes de sair do local, com jaqueta preta esvoaçando, juntamente aos seus fios de cabelo, e pegando suas tonfas prateadas, de algum lugar na qual a Miura não saberia identificar.

Almoçaram e conversaram um pouco, até o sinal tocar e retornarem para a aula, não queriam ser mordidos até a morte por certo demônio de cabelos negros. As aulas depois do intervalo passaram sem mais delongas.

Português — Uni

Educação fisica — Colonello

História — Vipper

Geografia — Skull

Depois do termino das mesmas, Haru despedira-se de Hana e Kyoko, e logo após de Tsunayoshi, pode encontra-lo perto do portão de saída da escola.

Haru seguiu, enquanto cantarolava algo. Estava alegre, e não podia deixar de pensar em como tinha se aproximado de Tsuna, e que talvez, até pudessem ser amigos.

Só não entendia, o porque do rubor em suas bochechas sempre que pensava nisso, juntamente ao seu coração descompassado.

Notas finais
Espero que tenham gostado ^^ Ass: Walker Até o proximo Ass: Okumura Já'né Ass: Walker