De Baixo do Capuz

15 Capitulo 15 - Um começo de algo grande


Notas iniciais
N//W: Depois de um tempinho... N//O: Lançamos mais um! :3 N//W: E ah, agradecemos Mytsuki pela recomendação :D N//O: Muito obrigada! N//W: Espero que gostem!

Acordou ao som de passos ecoando pelo corredor de seu quarto. Estreitou levemente seus olhos, agora brilhando em laranja, e que somente ficaram mais afiados ao ver a porta de seu cômodo sendo aberta.

Quase suspirou em alivio ao ver Reborn parado ali, enquanto as luzes proporcionadas pelo corredor parcialmente iluminava sua figura — que se vestia casualmente, mas com sua inseparável cartola -, e um pequeno pedaço de seu quarto.

Viu os lábios de Reborn dobrando-se em um pequeno sorriso malicioso ao fitar a pequena Miura deitada em sua cama.

Suspirando, por que com toda a certeza gastaria muita saliva para tirar os pensamentos pervertidos da mente de seu tutor, se ao menos conseguisse tirar.

Viu o maior sumindo por dentre os corredores da mansão, mas Tsunayoshi sabia para onde o maior iria.

Indubitável o encontrou encostado na sacada da varanda, vendo ao seu âmbito os menores detalhes que seus olhos ônix lhe proporcionavam.

– Parece que a noite foi animada — ouviu o maior comentar com o sorriso em pura malicia.

– Você é um pervertido — murmurou, deixando as bochechas inflar-se em vermelho brilhante.

Reborn adora perturba-lo. Talvez fosse por que eram os únicos que entendiam — mesmo que parcialmente — os problemas um dos outros.

Os restos dos Arcobalenos diziam que os dois estavam ligados por um laço forte e que talvez por isso, entendiam o que cada um sentia.

– Você gosta dela... — não era uma pergunta. Era uma afirmação. Tsunayoshi gostava de Haru desde o momento em que viu seus olhos intrigantes, seu jeito atrapalhado, mas somente agora, Tsuna tinha percebido tal coisa e Reborn pode ver nos olhos castanhos um brilho diferente.



– Talvez — murmurou baixinho.

Tsuna tinha insegurança de seus sentimentos e com tantos anos juntos, Reborn já tinha certeza daquilo.

– Não se preocupe, vai dar certo — Reborn tentou sorrir para conforta-lo, mas ao ver o menor segurando as lagrimas – mesmo que sua face nem se quer demostravam aquilo -, mordendo seu lábio inferior, sabia que tinha muito mais nessa história.

– Não, não vai — o maior tinha vontade de abraçar seu aluno com toda a força que sentia, mas não feriria seu orgulho com aquilo, mesmo que agora se controlasse para não joga-lo fora.

Tsuna era inocente e tinha meio mundo em suas mãos. Uma culpa arrasadora. Uma mãe distante. Um pai de merda. E principalmente... Medo.

Medo de suas ações e de qual quer coisa ao seu âmbito.

Afinal quem não teria com tudo o que já vivera...?

– Ela é perfeita para você Dame-Tsuna – não o abraçaria, mas poderia bagunçar os cabelos que sempre faziam questão de desafiar a gravidade. Pode ver os lábios do menor dobrando-se em um pequeno sorriso melancólico.

– Perfeita para morrer – murmurou. Sabia que o mundo em que estava envolvido era maligno. Na qual a própria máfia algumas vezes poderia se fazer presente.

Afinal grandes empresas como a Vongola sempre têm um passado sombrio.

– Por que você acha que treina comigo Dame-Tsuna? Sou seu tutor. E você sabe muito bem o que eu sou – sorriu o maior, retirando a cartola de sua cabeça e passando as mãos pelos fios negros.

– Um assassino de aluguel. Um freelancer. O melhor. Como o resto dos nossos professores na escola. Os Arcobalenos... Precisa de mais? Já me contastes está história Reborn – o castanho quase sorriu. Sabia que seu tutor era realmente aquilo. E sabia muito bem o porquê dele e os outros Arcobalenos se juntaram para ser o tutor do pequeno Jyuudaime Vongola.

– Então calado. Como meu aluno você e nem ninguém ligado a você vai morrer – e depois de tal fala o agora denominado hitman, saiu da varanda.

– Queria ter sua autoconfiança – e tais palavras murmuradas baixinho foram levadas pelo vento da noite escura.

Tsunayoshi voltou a seguir os corredores escuros até seu quarto.

Há quanto tempo deixou de ter medo de pequenas bobeiras como: escuro, altura...? Não negava que tinha medo. Mas medo de pouca coisa. Entretanto, essas poucas coisas era o que formava o mundo ao seu âmbito.

Chegou à porta de seu quarto. Abrindo-a pode ver a face da Miura dormindo, abraçada ao seu travesseiro e com a face entre o mesmo. O pequeno sorriso brincava em seus lábios.

Haru agora era mais uma de suas poucas coisas – especiais -, que compunham seu mundo inteiro.

– Como me afastar de você? – perguntou baixinho a si mesmo, voltando a se deitar em sua cama.

Fechou os olhos castanhos, deixando pensamentos aleatórios invadirem sua mente.

Acabou adormecendo com os mais tolos pensamentos em sua mente.

–--- x ----

O despertador do quarto soou uma melodia:

Até se eu disser

Que vai ficar tudo bem

Ainda te ouço dizer

Que você quer acabar com sua vida

Continuamente nós tentamos

Apenas continuar vivos

Talvez daremos a volta por cima

Porque não é tarde demais

Nunca é tarde demais

– Tsuna... –kun? – a voz da Miura soou, ao ter a melodia ressoando em seu ouvido, era alta, e era quase impossível não despertar de seu sono ouvindo-a.

Para a maioria das pessoas ao menos. Tsunayoshi ainda estava dormindo, mesmo que agora o despertador somente soasse um som completamente irritante.

Trrriiiiin! Trrrriiiiiiiin!

A Miura se controlava para não jogar o pequeno aparelho pela janela do quarto do Sawada.

Desligando o aparelho – mesmo que não estivesse muito certa de tal ato -, virou-se para a cama de baixo da sua, vendo as feições calmas de Tsuna dormindo.

Ainda que boa parte de seu corpo estivesse tampadas pelo lençol – que juntamente escondia diversos machucados -, um de seus braços estava a cima de sua cabeça, mostrando os pulsos enfaixados.

Como Haru tinha uma imensa vontade de saber o que o castanho tanto escondia.

Tomada pela curiosidade, Haru estivou sua mão em direção ao braço do Sawada, faltava pouco, milímetros. Mas a Miura ainda não conseguia alcançar as faixas ensanguentadas.

Esticando-se mais um pouco, quase lá, a pequena se desequilibra da cama, caindo, gritou com o susto de sua ação involuntária.

Mas mesmo que pensasse que cairia com tudo em cima do Sawada, pode sentir os braços do mesmo em um ato reflexo, segurando lhe pela cintura, a pouco centímetros de seu corpo.

– Haru-chan...? – as faces estavam perto de mais e os olhos castanhos do Sawada fitavam os dela.

– Desu! – exclamou com a vergonha espalhando-se em tons avermelhados por sua face – D-Desculpe-me! – falou enquanto saia dos braços do moreno. Ah, como tal ação era dolorosa para a Miura.

– Ah... T-Tudo b-bem? Machucou-se? – perguntou o Sawada, preocupado com a pequena, a mesma corou ainda encabulada.

– N-Não! – respondeu desviando os olhos momentaneamente do menor. O mesmo parecia ver aquilo com diversão, mesmo que sua face ainda entrasse em contraste com o brilho divertido de seus olhos, afinal, estava corado.

– Que bom! – sorriu-o, encabulando cada vez mais a Miura – Ano... Quer tomar um banho por agora ou comer? – perguntou, querendo saber as referencias da Miura para a manhã.

– Desu! Eu tenho que passar em casa para pegar meu uniforme! Aaah! – exclamou em desespero, com medo da hora e com medo de seus pais.

– Se ajeitar-se aqui e em casa somente colocar o uniforme e pegar a mochila, acho que da tempo Haru-chan – comentou o castanho, sorrindo levemente, tentando acalma-la.

– Serio? Então... Eu vou tomar banho agora Tsuna-kun! – exclamou a Miura, levantando-se em um pulo da cama, cada vez mais arrancando um sorriso de Tsunayoshi em diversão.

–--- x ----

A Miura tinha feito mil e uma coisas ao mesmo tempo, enquanto via Tsunayoshi pronto em cerca de mais ou menos vinte minutos, sentado na cama, somente esperando-a.

Como sempre, o capuz encobria sua face, até mesmo quando o café da manhã fora servido na mesa de jantar da casa dos Sawada’s.

Ao menos aquilo disfarçava as bochechas brilhando em vermelho do menor, ao ter os olhos dos empregados batendo em sua Miura, enquanto alguns comentários, nada ofensivo, somente alegre pelo casal na qual eles pensavam existir, rolavam.

Agora os dois dirigiam-se para a frente da casa, onde um carro esperava os dois para leva-los a casa da Miura e dali, seguir ao colégio.

– Bom dia Lancia-san – comprimentou o Sawada, sorrindo para um homem aparentemente com seus quarenta anos, cabelos pretos, na qual os fios brancos faziam-se presentes e o terno clássico, algumas cicatrizes também faziam-se presente em sua face.

Haru limitou-se a sorrir e acenar com a cabeça, ganhando um enorme sorriso do motorista.

Para a Miura era esquisito ir de carro para a escola. Ela morava perto e tinha o costume de ir a pé, mas desta vez, o carro fora necessário, afinal o caminho desde a casa do Sawada até a da Miura era grande, e depois ainda tinham que dirigir-se ao colégio.

O tempo era curto de mais.

A Miura também podia perceber que o Sawada não estava acostumado a tal coisa, o que era de se esperar. Tsunayoshi não parecia gostar de mostrar-se em demasia.

– Tsunayoshi-sama – chamou o motorista – Sua namorada? – perguntou em divertimento, vendo-o corar, juntamente a menina, que encabulou-se brincando com os polegares.

– Lacia-san! – exclamou o castanho, desviando o olhar – Essa é Miura Haru – apresentou-a ao motorista.

Pode ver a mesma murmurar algo, encabulada de mais para falar alguma frase em tom alto.

Lancia sorriu. Tsunayoshi não tinha negado a informação, somente repreendido. Será que seu patrão estava apaixonado?

Não demorou muito para que logo chegassem à residência da Miura, Tsunayoshi ficou no carro esperando-a. Afinal, Haru tinha dito que dormiria na casa de uma amiga, seria esquisito e malicioso se de repente a menina vira-se um garoto.

Cinco minutos depois, pode ver uma Haru completamente afobada, terminando de endireitar seu uniforme e material entrando no carro. De forma, foi divertido, arrancara risos de Lancia e Tsunayoshi, ainda mais quando emburrara-se.

Com um pequeno sorriso em lábios, seguiram o caminho, a próxima parada, Namimori-Chuu, e de fato, Tsunayoshi não parecia muito animado com aquilo.

Simplesmente por que não queria chegar com um carro de marca cara, importado na escola e com a Miura... Afinal, os comentários provavelmente seriam feitos e tinha certeza que muitos não seriam nenhum um pouco puros em relação a Haru.

– Lancia-san... Poderia parar uma rua antes da escola? – o Sawada pediu, ganhando uma sobrancelha arqueada do motorista e um olhar curioso da Miura... Mas antes que algum dos dois pudesse proclamar algo, Tsuna voltara a falar – Haru-chan pode ficar mal falada com isso... Não quero que isso ocorra – logo tratou de responder, vendo que se não arrumasse logo sua resposta, os mesmo viriam com sete pedras na mão.

– Oh! – exclamou a Miura com os olhos levemente arregalados – Obrigada Tsuna-kun! – sorriu abraçando-o em um movimento por puro impulso, mas ao perceber o que fez, logo tratou de se separar encabulada... Os dois desviaram as faces, corados. Lancia riu, muita coisa ainda aconteceria com esse casal.

O motorista não demorou a atender o pedido do casal, uma rua antes da escola parara para que os dois pudessem descer.

Desceram e não tardou para que o carro desse partida e saísse do local, e quando a Miura e o Sawada viraram-se para frente, puderam ver Ryohei, Takeshi e Hayato sorrindo em direção a eles.

Mas o sorriso não era amigável, com toda a certeza aquele seria um assunto para os três encherem o saco geral.

Tsunayoshi somente abaixou levemente a cabeça, antes de agarrar a mão da Miura, saindo do local a passos rápidos, sem querer arranjar problemas, o que por sorte acabou por ocorrer.

Chegaram à sala simplesmente conversando, não tardou também para que Hana e Kyoko juntassem-se a conversa.

–--- x ----

– Vou passar um trabalho para vocês – a voz de Vipper soou, era aula de história e a mesma falava sobre alguns romances do século passado – Dividam-se em grupo de quatro pessoas, tem que no mínimo uma pessoa de cada sexo. Vamos fazer um pequeno vídeo sobre alguns casais do século passado. Irão sortear os casais e assim, gravarão a história deles, com os momentos mais importantes do mesmo – comentou a professora, arrancando alguns gemidos de desgostos de algumas pessoas – Vocês tem três semanas – e assim mais uma onda de gemidos de desgosto vieram.

– Tsuna-kun... – chamou Haru – Faz comigo? – seus olhos brilharam em esperança para aquela pergunta... E ela ainda perguntava? Claro que ele faria!

– Ah, Sawada, vou fazer com você – Hana virou-se para os dois, ganhando um sorriso da Miura — Não vou aguentar nenhum macaco dessa sala! – exclamou, como se sua vida fosse a coisa mais dura do mundo.

Ao menos talento para ser atriz, Hana tinha.

– Posso também? – Kyoko tinha seus olhos caramelos brilhando.

O grupo já estava formado.

– Só falta o lugar para gravarmos – Hana comentou – Meus pais não podem... Vão trabalhar – bufou em desgosto.

– Idem! – exclamou a Sasagawa, pensando em algum lugar.

– O mesmo... – a Miura suspirou, até uma ideia iluminar sua mente em questão de segundos – Tsuna-kun! Na sua casa! Aposto que lá dá perfeitamente! – alegrou-se a morena.

– A-Acho que p-posso... – murmurou o Sawada timidamente.

– Então... Amanhã, pode ser Sawada? Temos que começar a gravar... – comentou Hana, mostrando-se esperançosa de conhecer um pouco mais sobre Tsunayoshi.

– A-Acho que s-sim... – murmurou, um pouco constrangido.

– Agora turma – Vipper interrompeu – Quero que sortem os casais que farão – e assim, a mulher mostrara um pequeno embrulho de plástico, com alguns papeis dentro.

Ficara combinado de na hora do grupo, Kyoko ir pegar o papel do sorteio.

E por sorte... Ou talvez não... O grupo tinha pegado Gonzaga e Marília.

Notas finais
N//W: Hehe, vai rolar treta nesse trabalho xD N//O: Espero que tenham gostado do cap N//W: Como sempre, não tem nada de mais nele... Mas... N//O: Até o proximo N//W: Já'né