Day By Day

1 하루 하루 - O Lago


Notas iniciais
Então, espero que gostem.
Boa Leitura!

Era uma vez

um Anjo que Deus enviou a Terra...

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Os dias de inverno eram todos iguais. Frios. A única coisa que quebrava o silêncio mortal que fazia nesses tempos, era a neve que caia e fazia as pessoas se reunirem para voltar aos seus tempos de infância.

Claro, eu era uma dessas pessoas. Todos os dias de inverno, eu colocava minha touca feita de lã pela minha querida avó e o meu casaco branco e ia lá brincar. Mas você leram certo, eu “era” uma dessas pessoas, eu “colocava” minha touca favorita. Porém, isso está tudo no passado.

No Inverno de 1998, minha querida avó morreu de parada cardíaca. Nunca mais foi feita as toucas de lã, nunca mais brinquei no inverno.

Tinha apenas 13 anos na época. É trágico acabar com a infância essa idade, certo?

Depois da morte de minha avó, minha família se mudou para a China. Isso, China. Morávamos numa casinha simples, nada muito enigmático, e ao lado dessa casinha havia um lago. Todo dia de Inverno, esse lago congelava. E e aí que começo minha história...

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Inverno de 2001 — China

- Mãe, vou à escola! — Gritei do lado de fora de minha casa.

Ela apenas deu um aceno da cozinha e sai.

O Pequeno lago estava congelado. As flores brancas que caiam sobre ele o deixavam ainda mais lindo. Era como se ele iluminasse elas e como se elas fizessem parte dele.

O Admirei por alguns minutos e sair em direção à escola.

Sempre a mesma rotina, só mudara uma coisa : hoje seria o último dia de aula, depois férias!

Cheguei à escola.

Fui direto para minha sala. Como sempre, sentei na última cadeira da última fileira. Fiquei esperando os professores chegarem.

A Primeira aula seria Língua Nativa (Língua Chinesa, ou Mandarim). A Professora Yang chegou e deu para nós as nossas provas.

“70%”. Suspirei. Pelo menos era acima da média, e ótima para uma estrangeira que se mudara para China uns 3 anos atrás...

Não iria haver aula de matemática e nem história. Fomos liberados mais cedo. O que era muito estranho, pois os professores muito raramente faltavam, e quando faltavam, sempre havia um substituto. Mas pelo visto, eu fui a única a notar, pois o resto das pessoas já haviam saído da sala em disparada.

Suspirei e arrumei meu material. Sai porta a fora e fiquei caminhando pelas ruas da China.

Passei pelas grandes barracas de comerciantes. Eram tantas coisas divinas para de admirar naquele lugar, até mesmo um vendedor de comida era divino!

Passei pelo grande templo, porém não entrei.

Não tinha nenhuma amiga para dizer “Posso ir na sua casa após a aula?” ou então “Você viu o menino novo? Ele é um gato, né?”

Todas essas falas iriam ficar somente na minha mente, pois uma amiga assim nunca iria de ter.

Voltei para minha casa, chateada comigo mesmo pelo pensamento.

Não havia ninguém em casa. Comum. Minha mãe sempre ia trabalhar para nos sustentar, é claro.

Tomei minhas pílulas de Ferro, por causa da anemia e fui direto para meu quarto. Joguei minha mochila na cama e me deitei de barriga para baixo, sufocamento meus pensamentos com a cara no travesseiro.

Fiquei sentada na cama tirando um pequeno livro da minha mochila.

"Harry Potter and the Chamber of Secrets."

Era incrível como conseguia comprar livros da minha língua nativa (no meu caso, inglês) aqui. Ou melhor, em qualquer local do mundo, pelo menos nos lugares em que vivia antigamente, eu sempre encontrava.

Pode ser patético, mas mesmo morando na China, em casa eu sempre falava Inglês. Minha mãe diz que pelo menos tínhamos que exercitar, caso contrário, esqueceremos algumas coisas. Acho que tenho que concordar bastante com ela, as vezes vivo me esquecendo de algumas coisas, já que, também não é nada fácil decorar mais de mil ideogramas.

Comecei a ler.

A cada palavra, eu me infiltrava mais no livro. Acabara esquecendo que horas eram.

Parei no capítulo 14. Bocejei e olhei pela janela ao lado de minha cama.

A noite já havia tomado o céu, antes, azul marinho. Mesmo morando no meio do nada — como dizia minha mãe -, eu me sentia confortável morando ali, era tão calmo, sem o barulho da cidade, o barulho da gritaria dos vizinhos.

Olhei para o lago.

Tão brilhoso, era como se tivessem jogando um holofote dentro dele. A cada vez que admirava mais aquele lago, mais parecia iluminado. Estranhei.

Peguei meu casaco preto e sai do quarto. Desci as escadas e peguei a chave. Destranquei a porta e sai de casa.

Parei em frente ao lago estranhamente mais luminoso que o normal.

Respirei fundo. Andei mais alguns passos para ficar mais perto do lado. Abaixei-me e por fim, toquei no revestimento de gelo que o cobria.

O gelo começou a se rachar a parti da parte em que o toquei. Me afastei e fiquei olhando.

Uma explosão.

Coloquei meus braços na frente de meu rosto impedindo que algo me ferisse.

Água foi jogada para todos os lados. Algumas pedras de gelo foram derretidas outras bateram contra a parede e se quebraram.

Continuei com os olhos fechados e com os meus braços por cima de meu rosto.

Abrir os olhos e voltei a minha posição inicial.

Um garoto, não, um rapaz estava apoiado na beira do lago. Meus olhos arregalaram. Como ele fora parar ali?

Caminhei até ele para vê-lo direito.

Os cabelos brancos, a feição de seu rosto serena. Ele estava coberto com uma veste branca. Especificamente branca.

Por Shiva! Não poderia deixar ele ali.

Respirei fundo. Ergui as mangas de meu casaco e comecei a puxar o rapaz para fora do lago.

Em um dos puxões que dei nele, escorreguei na neve e cai para dentro do lago.

O frio cobria minha pele. Estava encharcada.

Retirei alguns fios de cabelo de meu rosto e comecei a empurrar o rapaz para fora, aproveitando que estava dentro daquele lago gelado.

O tirei de lá e logo depois fiz um esforço para sair. Deitei-me ao seu lado com a respiração ofegante.

Fechei os olhos e logo depois os abri e me vi olhando para o céu estrelado.

Me levantei, encharcada e agora com alguns flocos de neve pelas minhas costas. Olhei para o rapaz que minutos antes se encontrava no lago. Ele era muito bonito.

Olhei para a frente de minha casa para ver se a minha mãe já não estava vindo do trabalho. Nada.

Fiz um esforço para carregar o rapaz de cabelo branco até minha casa.

Vitória! Consegui! Porém, e as escadas?

Me amaldiçoei por meros segundos e olhei para o rapaz. Mordi meu lábios inferior e o peguei pela cintura.

A cada degrau me amaldiçoava.

Por fim, chegamos na frente de meu quarto. Abrir a porta e o arrastei até ele.

Consegui mais um esforço para fazer com ele consiga se deitar em minha cama, que a parti do momento em que ele se deitou nela, ficou encharcada juntamente com sua dona e o seu ‘visitante’.

Suspirei.

Tirei meu casaco e peguei um pijama em meu guarda-roupa.

Fui ao banheiro, tomei outro banho (como se não tivesse sido o bastante o banho no lago gelado) e logo troquei de roupa.

Saio do banheiro e vejo o rapaz de cabelos brancos vislumbrando meu quarto, porém, ainda sentado em minha cama.

O olhei e segundos depois ele notou minha presença. Ele me olhou com seus olhos incrivelmente azuis e logo depois esboçou um sorriso calmo.

- Quem é você? — Perguntei a ele, com a expectativa dele saber.

- Eu? Não lembro... Só sei que meu nome é Bruno, mas, o resto, não sei. — Disse ele, perdido em seus pensamentos, como se quisesse mesmo me dizer que ele era, como se sua vida estivesse interligada com a minha. — E você?

- Kate. Kate Taylor... — Disse por fim. Olhei mais uns segundos para ele. Asiático! Os olhos puxados e a Tensão que ele causava no meu quarto. Tenho uma obsessão por asiáticos, porque ele tinha que ser justamente um?


Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim.
Comentários?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.