Darling

1 One Of Those Days


Notas iniciais
Primeiro capítulo. Espero que gostem! Xoxo. (:

Acordei 6h00 com meu despertador tocando. Mais um dia na escola. Levantei-me da cama, desliguei o maldito despertador e fui para o banheiro. Tomei um banho morno, coloquei uma roupa, peguei minha mochila e desci as escadas correndo. Já eram 6h30, logo os meninos passariam aqui para irmos até a escola. Todas as manhãs eles passavam aqui para irmos juntos.

Peguei uma maçã, logo ela já havia acabado. Ouvi a campainha tocar, sai e tranquei tudo.

- Bom dia, bebês. – Falei olhando para Pedro, Gabriel e Vinicius.

- Bom dia, Emylinda. – Gabriel tinha inventado esse apelido para mim quando estávamos fazendo uma brincadeira com nomes, etc. Então, todos começaram a me chamar assim.

Corri na direção de Pedro, e pulei em suas costas, ele me levou de cavalinho até o portão da escola. Chegamos faltando 15 minutos para bater o sinal. Nesse tempo que tínhamos ficamos conversando. Então você deve estar se perguntando “Nossa, mas e suas amigas?”, eu não tenho amigas. Desde que entrei na escola sou grudada neles. Já somos amigos faz cinco anos, tempo suficiente para considerá-los meus irmãos mais velhos.

Várias garotas ficavam com ciúmes/inveja de mim, pelo simples fato de eu ser melhor amiga dos meninos mais fofos e lindos da escola. Eu estudo na sala de Pedro e Vinicius, Gabriel é um ano mais velho, ele é praticamente o que cuida de todos nós.

O sinal bateu. Fomos para a sala. Como de costume nos sentamos ao lado da janela, na parede. Sempre ficávamos no fundo, para podermos conversar e o professor nem perceber. Falando assim você acha que minhas notas são ruins, etc. Para falar a verdade, são até boas, nunca fiquei de recuperação.

Primeira aula, artes. Ótimo, essa é minha aula preferida, posso ficar conversando com Vinicius e Pedro. Teríamos de desenhar uma “cidade do futuro”, mas como eu sou totalmente lerda, terei de terminar em casa. O sinal bateu de novo, aula de Geografia. E o tédio me consome.

- Abram o livro na página 69. – A professora falou enquanto passava os exercícios na lousa. Olhei para Vinicius, o mesmo começou a rir alto fazendo com que todos nos olhassem. – Posso saber qual é a graça, Vinicius Bittencourt?

- Ahn? Não, nada professora só me lembrei de algo que me faz rir. – Ela ajeitou os óculos e se sentou. Respondemos todas as perguntas que ela tinha passado, como eram duas aulas e Geografia me deixa com sono, pedi a ela que me deixasse beber água. Saí da sala e me encontrei com Gabriel.

- Matando aula, Biel? – Ele estava de costas e se virou.

- Se isso fosse possível eu até matava. Esse colégio está mais para prisão. – Demos risadas e fomos juntos conversando até o bebedouro. Tomamos água e depois ficamos enrolando até voltarmos para classe.

- Que demora foi essa, dona Emily? – Vinicius disse com cara de bravo. Pedro riu.

- Me encontrei com Gabriel. Estávamos conversando.

- Já terminaram? – A professora disse olhando para nós 3. Fizemos que sim com a cabeça e ela sorriu. Continuamos a conversar até bater o sinal do intervalo. Peguei meu dinheiro e saímos juntos para a cantina da escola. Estava lotando e eu morrendo de fome. Logo chegou minha vez, pedi uma coxinha e uma lata de coca-cola. Sentamos-nos em uma mesa e ficamos esperando Gabriel. Alguns minutos depois ele chegou com um pacote de salgadinho na mão. Os meninos o atacaram. E eu fiquei rindo igual tonta. Estava tentando abrir o saquinho de katchup, sem sucesso. Fiz mais um esforço até que consegui, porém, voou katchup para tudo quanto é lado.

- Parabéns, Lily. – Vini falou em meio às risadas.

- Poxa, obrigada Vini. Mas você sabe que meu aniversário é só em Outubro. – Ele riu mais ainda. Depois de 20 minutos o sinal bateu de novo e voltamos para a sala.

~~

Depois de uma manhã inteira de puro tédio e sono, chegou a hora de irmos embora. Chamei os meninos para irmos até a minha casa, como eu ficava sozinha até as 19h00, eles aceitaram. Parei no meio do caminho para comprar um Milk shake. Tive de dividir com os outros.

Enfim chegamos em casa, resolvemos assistir um filme. Peguei meu porta-cds e escolhemos “Amizade Colorida”. O filme terminou por volta das trás horas da tarde.

- O que vocês acham de fazermos brigadeiro? – Vivemos em Los Angeles. Mas ouve uma época em que morei no Brasil. Aprendi a fazer várias coisas na cozinha. Inclusive brigadeiro.

- Acho ótimo. – Gabriel disse me apertando com seu abraço.

- Então, vamos para o mercado. – Saímos de casa e marchamos até o supermercado, peguei creme de leite, e mais algumas coisas. Paguei e voltamos para minha casa. – Vocês vão me ajudar?

- Não. – Falaram em coro.

- Então, só eu vou comer. – Eles se entre olharam e pensaram um pouco. Então eles resolveram me ajudar. Ficamos a tarde toda fazendo brigadeiro. Enquanto eu mexia na panela o brigadeiro, Gabriel lavava a louça, Pedro enxugava e Vinicius limpava a mesa. Conseguimos terminar antes das 17h00. Comemos tudo. Coloquei a panela na pia com água dentro, para amolecer o chocolate.

~~

Já eram seis e meia, os meninos já tinham ido embora. Eu estava arrumando meu quarto. Minha mãe chegou em casa e se deitou no sofá, desci as escadas e me sentei ao seu lado.

- Oi, mãe.

- Oi, filha. Tudo bem?

- Sim, e você?

- Também. – Ela respondeu olhando para a televisão. – Vou tomar um banho. Depois quero lhe contar uma coisa.

- Ok. – Voltei para meu quarto e tomei um banho. Coloquei um pijama e fui ajudar minha mãe a fazer a jantar. – O que queria me contar, mãe?

- Sábado eu não trabalho, podemos ir ao shopping! – Ela disse animada.

- Sério mãe? Que legal! – Falei abraçando-a. Ela sorriu e começamos a cozinhar. Minha mãe e meu pai estão separados. Ele está no Brasil e nós em Los Angeles. Nas minhas férias vou para o país dele, lá até que é legal. Tenho bastante amigos, não são muito chegados, mas são legais, sempre que posso entro no skype e converso com eles.

Terminamos de fazer o macarrão, sentamos-nos à mesa e comemos.

- Você trouxe os meninos aqui, de novo?

- Sim. – Corei. Eles praticamente moravam aqui em casa. Minha mãe até fez amizade com as mães deles. Isso ajuda bastante. Quando quero sair com eles minha mãe deixa, por exemplo... Quando o Vinicius nos chama para ir até na casa dele, minha mãe deixa.

- Ah, tá. Eu gosto deles. – Sorri para ela, coloquei meu prato na pia e fui para meu quarto. Liguei o computador e fiquei conversando com um dos meus amigos do Brasil. Até lá eu não sou amiga de nenhuma menina, incrível. Já eram dez horas, me despedi e coloquei os fones de ouvido. Fiquei ouvindo músicas até adormecer. Depois senti as mãos de minha mãe retirando os fones e me cobrindo com a coberta. Assim que ela fechou a porta eu apaguei.


Notas finais
Eae, o que acharam? ♥