Darkness II
2 Capítulo I
Notas iniciais
– Pai. – Ele estava deitado e se virou assustado com meu grito. – Quem é Flora?
Essa foi uma pergunta que na primeira vez não obtive respostas, pois Ricardo fez questão de não me contar, falou que eu não precisava saber disso e que se eu soubesse, por ele não seria, e essa é a pergunta que todos os dias ecoa sobre minha cabeça ainda sem nenhuma resposta, todos os dias eu pergunto querendo saber, mas ele nunca responde, fica apenas o seu silencio, o que me mata, pois nem ele nem Lúcifer falavam nada a respeito. Meu pai, Lúcifer fala que isso não tem importância, mas eu sei. Tem importância sim, pois se não tivesse não estariam me escondendo. Eu ainda descobrirei quem é essa mulher, nem que eu tenha que matar para saber.
Passaram-se três anos desde tudo o que aconteceu, eu continuo com Gabriel, mas não sou totalmente fiel a ele, as vezes preciso de alguém a mais para poder saciar meus desejos mais impuros, então até mesmo com Pablo, meu próprio irmão, eu já dormi. Ele ainda não sabe disso, pois depois do ato consumado, eu apaguei sua memória, ou pelo menos parte dela que é a lembrança do que aconteceu na noite passada.
Sidney continua sendo minha melhor mesmo sem saber que já trai sua confiança dormindo com seu namorado, mas isso não interessa pelo menos não pra mim que não me importo mais com os sentimentos de ninguém apenas com os meus.
Hoje eu tenho 17 anos, atualmente estou namorando com Gabriel, pois finalmente aceitei o seu pedido, eu continuo estudando na mesma escola, estou no ultimo ano daquela droga de lugar, eu sou a garota mais popular daquela escola, isso não me importa muito, pois não vale de nada, só gosto por que a hora que quiser tenho garotos aos meus pés, as garotas morrem de inveja de mim, outras apenas querem andar comigo para conseguir um pouco de atenção, Patrícia e Caio ainda estavam lá, ainda queriam a tal “vingança” deles, uma coisa que nunca vai acontecer por que agora eu sou forte, nenhum reles mortal se atreve chegar perto de mim para tentar me machucar, pois sabe que algo de muito ruim acontecerá.
Estávamos no meio do ano nas ferias escolares, eu estava aproveitando ao máximo por que não era sempre que eu viajava sem meus pais, quer dizer, eles não precisavam saber que eu viajaria, pois para mim não faria a menor diferença, mas não sei o que me deu, eu avisei. Estávamos eu, Pablo, Sidney e Gabriel viajando para NY, sempre quis conhecer, mas nunca tive essa oportunidade, logo agora no ultimo ano da minha vida, admito um dos melhores, pois como eu disse, eu era disputada por todos os garotos e invejada por elas, todas as garotas, mal me importo com isso, tenho Gabriel, não sei por quanto tempo, mas ainda o tenho. Ele e Pablo estavam também de ferias de seus trabalhos, os dois trabalhavam na empresa de meu pai, Ricardo.
Uma coisa que eu não contei, foi que eu soube como posso ser filha de Lúcifer com minha mãe, ok eu conto. Foi mais ou menos como na historia de Jesus, Deus enviou seu filho para a terra sabe-se lá para que, (nunca me interessei em saber sobre a história de Jesus), mas continuando. Lúcifer também me mandou como sua filha para ser gerada por uma humana mortal, minha mãe ainda não sabe disso, ainda pensa que eu sou filha de Ricardo, o que ela pensa errado, pois o próprio Ricardo sabe disso, que sou filha de Lúcifer, um demônio, mas não mudou muita coisa, Ricardo me trata como se eu fosse sua filha e esconde este segredo de minha mãe, diz ele para protegê-la. Não acredito muito nisso, deve ser medo de algo, pois se não já teria o feito há tempos, isso também não me interessa muito, a única coisa que eu quero saber é se quando minha mãe descobrir toda a verdade, ela continuará do mesmo jeito comigo. Acredito que não, pois ela é muito rígida na sua religião, e não aceitaria que sua filha, sua única filha que ela ama tanto seja um demônio, ok então mamãe, fique sem saber, melhor para todos, certo?
Mas continuando, eu estava em NY com as pessoas que mais amo nessa vida, (estranho um demônio dizer que ama alguém, mas como não sou totalmente demônio, tenho pelo menos um pouco desse sentimento humano que aprendi desde criança a cultivar.) Em todos os lugares que nós passávamos eu e Sidney queríamos comprar coisas ou apenas tirar fotos, o que frustrava muito os garotos, pois já estávamos a horas andando por aquelas ruas tirando fotos e gastando nosso dinheiro. Sidney e eu não ligávamos, apenas queríamos saber de nos divertir. Ela sabia dos melhores lugares, pois como ela mesma já disse, já morou aqui. À noite após seções quase intermináveis de fotos e compras voltamos para o hotel em que estávamos hospedados e nos jogamos na cama, (eu e Gabriel) menos de dez minutos depois ouvimos batidas na porta, ficamos quietos apenas ouvindo a porta bater sem parar e então ouvimos uma voz conhecida.
– Mel abre aqui. – Sidney chamou, parecia feliz. Quando ela ficava assim só descansava quando conseguia o que queria, continuamos em silencio apenas nos olhando e então novamente ouvimos sua voz. – Eu sei que estão aí, então abram essa droga de porta. – Olhei para Gabriel e suspirei vencida, então me levantei bufando e fui atender aquela porta, pois se não fosse, ela continuaria ali. Abri a porta, ela me empurrou e já foi entrando em nosso quarto. – Já estava na hora de abrir, estava cansando de esperar.
– Que pena Mel, da próxima vez demoramos um pouco mais, quem sabe conseguimos ter um minuto de paz. – Gabriel falou entediado, olhei apara Sidney que continuava de pé com os braços cruzados e batendo constantemente o pé em sinal de impaciência. Gabriel que havia se sentado, deitou-se novamente pegou seu ipod e virou-se para o outro lado. Me sentei na ponta da cama e indiquei um sofá que tinha ali perto.
– O que você quer Sid? – Perguntei.
– Eu só queria perguntar se queriam ir a uma balada ótima que tem aqui por perto, Pablo e eu vamos, querem ir?
– Não sei, eu não estou muito a fim de ir, vou perguntar ao Gabriel, espera. Amor. – Subi nas suas costas e mordi seu ombro de leve e olhando para seu rosto vi um sorriso enorme nascer ali, tirei seus fones e então perguntei. – Amor, quer sair hoje?
– Ai não Mel, estou cansado, não pode ser amanhã? – Ele perguntou chateado.
– Tem certeza? – Perguntei feliz, pois também não queria sair.
– Não Mel, por favor. – Ele falou se virando e me abraçando.
– Ok. – E então sussurrei no seu ouvido. – Obrigada, eu não queria sair mesmo. –Consegui ouvir uma risada abafada dele, pois sua cabeça estava à altura do meu colo. Olhei para Sidney e então falei. – Não amiga vão só os dois, estamos cansados vamos amanhã ou outro dia, afinal, vamos passar um mês em NY e estamos a apenas dois dias aqui.
– Ok então, vamos só nós dois. Como vocês são chatos, parecem mais dois velhos cansados. – Sidney reclamou revirando os olhos. – Certo, vamos juntos outro dia. Juízo os dois não quero saber de sobrinhos tão cedo ouviram? Sou muito nova. – Nos recomendou essas idiotices, quase a matei, mas na verdade foi engraçado, então ri enquanto Gabriel continuava um pouco sério. – Esse aí só fica com essa cara, tá dando o remedinho pra ele não Mel? – Ela me olhou safada.
– Sidney amiga, some daqui se não te esgano agora. – Sussurrei entre dentes no ouvido dela e ela sorriu.
– Fica quieta garota, está ficando louca é? – Gabriel falou brincalhão. Rimos, Sidney se levantou e então foi até a porta e novamente nos olhou.
– Estou de olho em vocês dois. – Gabriel mostrou o dedo do meio para ela e ela me olhou com uma cara desgostosa. – Quando seu namoradinho aparecer sem os dedos não pergunte quem foi ok? Tchau. – Mandou beijo no ar para mim e olhou Gabriel com cara fechada e então saiu. Levantei-me para trancar a porta e após isso voltei a me deitar ao lado de Gabriel.
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