Darkness Feed

26 Um já foi de mais, agora os dois...?


Notas iniciais

John encara-nos como se soubéssemos do que ele está falando.

- Está falando de que? – pergunta Nathan.

- Fique longe da mansão. – John repete. – Se não, mais tarde vai entender o que falei. Me manda uma carta avisando. Vocês podem ficar aqui. Eu prometo tentar mudar.

- Aliás, você disse que ia parar de beber. – digo encarando os olhos de Nathan.

- Viu eu bebendo alguma coisa nestes cinco dias? Pois é, não. – Nathan se levanta. – Tchau pai.

- Onde vão?

- Supermercado. A comida da mansão vai acabar em uma semana e antes que isso aconteça, quero achar um novo supermercado.

- Tem um á sete quilômetros daqui.

- Quais as datas de validade? – pergunta Nathan.

- De que?

- De qualquer coisa. Os lotes normalmente são iguais e do mesmo fornecedor.

- Três meses.

- Ótimo. – Nathan segura meu pulso. – Vamos.

- E Shan. – diz John. – Cuide bem do colar ok?

Concordo com a cabeça.

- Ficou bem em você. – Ele sorri, ficando ainda mais parecido com Nathan.

Sorrio e voltamos para o carro.

- Quis atirar nele? – pergunto.

Ele tira a arma do casaco e coloca no painel do carro.

- Principalmente quando ele falou da epidemia. – Ele dá a partida no carro. — Metáforas me dão nos nervos. — diz ele entre dentes.

Ele dirige pelas ruas vazias e sujas até ver um supermercado em cores brancas e azuis com a porta automática de vidro quebrada.

- Seu pai estava certo. – digo.

- Ele sempre está. – murmura Nathan estacionando o carro perto da porta.

Há alguns carros abandonados aqui fora, mas acho que não há nenhum humanos aqui, a não ser nós.

- O que precisa pegar?

- Carne, grãos, cereais, fibras, carboidratos, açúcar, leite, – Ele olha para o céu. – Geleia de morango. – Ele me encara e começamos a rir. – Tudo que dure bastante tempo e que nos deix fortes para correr.

- Para quê precisamos correr?

- Todos precisam.

Entramos no supermercado e ouvimos um barulho.

Está tudo escuro e tem alguém aqui. Ou um bicho.

Eu apostaria na segunda opção, porque está escuro e pelos carros lá fora, havia comida para eles.

Eu e Nathan nos encaramos e ele olha em volta.

Algumas prateleiras estão derrubadas e latas de mais diversas coisas espalhadas no chão.

Os caixas estão destruídos e algumas notas de dinheiro estão caídas pelo chão – o que não é novidade.

Ele anda na direção de uma porta com uma placa de somente pessoal autorizado e me deixa sozinha no escuro.

Escuto uma alavanca e as luzes se acendem em sequência até tudo ficar claro novamente.

Nathan sai da sala e para, prestando atenção em qualquer barulho possível.

Um grunhido mais parecido com um urro de desespero surge de algum lugar.

Começamos a correr na direção dos urros até que chegamos a seção de carnes e meu estômago começa a revirar.

Uma completa bagunça.

Bandejas de carne rasgadas e jogadas no chão, carnes e sangue sujam quase todo o chão branco e um corpo em decomposição de uma mulher me deixa tonta.

- Nathan. – Seguro seu braço.

- Não olhe. – diz Nathan andando rápido comigo pelo corredor, mas era uma seção grande de carnes.

Alguma coisa salta de uma das prateleira e se agarra no pescoço de Nathan, fazendo-o cair no chão.

Nathan deixa a arma cair no chão á dois metros de mim.

Ok. Não tenho mais escolha.

Corro até a arma e miro no bicho antes que ele arranque o pescoço de Nathan.

A pele esverdeada do bixo está com manchas de sangue e queimaduras que soltam fumaça.

Miro no bicho e atiro, fechando os olhos e não escutando mais nada.

A arma escapa de minha mão e cai no chão. Fazendo um som metálico.

- Nathan? — pergunto, mesmo sabendo que ficarei sem resposta.

Notas finais
Eu sei q esse capt foi pequeno, mais fica um mistério.
Até dps