Darkness Feed
28 Quem tem uma arma?
Notas iniciais
então vcs leem quando etrarem e blablabla.
NÃO, EU NÃAAO MATEI O NATE COMO VOCÊS VIRAM
Abro a porta e entro no quarto. Seguindo o feixe de luz que ilumina seu rosto.
Encosto a porta e me aproximo dele.
- Nathan. — digo encarando seu rosto com a expressão calma. — Nathan.
Movo minha mão até seu dedão e o sacudo.
- Nathan.
Ele solta um grunhido e se vira.
- Amanhã falo com você Georgia. — diz ele com a cara no travesseiro.
- Mas que droga!
Balanço sua perna e ele se senta na cama me encarando.
- Ah. — Ele esfrega o rosto e ri. — Desculpe-me, não vi que era você.
Dou de ombros.
- Eu vivi dois anos com você. Não me importo.
Ele ri.
- Então... Tem um bicho no meu quarto. — digo,
- Tem medo de aranhas? — Ele ri.
- Não. — digo. — Um bicho de verdade. Tipo aquele que matou meu irmão e tentou sugar seu pescoço. Está preso na janela.
- Shan, ele vai fritar amanhã. Não se preocupe.
- Eu sei... — digo. — Mas está se debatendo e eu não consigo dormir então...
— Então... — diz ele e ri.
- Posso dormir no quarto do Carter? — pergunto olhando para o chão.
O sorriso dele se esvai e ele olha para os lados, sem mexer a cabeça.
- Não. Você não pode.
- Fala sério Nathan. — digo. — E onde eu vou dormir?
Ele dá de ombros.
- Posso dormir aqui?
- Tem mesmo um bicho no seu quarto não é?
- Tem. — digo. — Por favor. A menos que você queria ir lá e empurrá-lo pela janela.
- Você pode me pedir qualquer coisa, desde que eu não tenha que sair desta cama.
- Então eu posso dormir aqui?
Ele dá de ombros e dobra as cobertas, formando um espaço.
Me deito ao seu lado e encaro seus olhos.
- Quando vai visitar seu pai de novo? — pergunto me cobrindo até o pescoço com as cobertas brancas.
Ele dá de ombros.
- Não sei. Mas eu vou descobrir essa história de o ar pode fazer uma pessoa ficar muito doente.
- O que acha que é?
Ele esfrega o rosto e suspira.
- Não sei. Também não sei se tem algo a ver com Carter ou Georgia, ou com os pais deles ou se meu pai fumou demais.
Ele ri.
- Mas o caso é que, é bom saber que qualquer coisa, podemos ir para lá.
- Podemos?
- Podemos. — diz ele.
- Não, eu quero dizer. Podemos. É no plural.
- Eu e você. — Ele ri. — Se der alguma coisa errada, acho que vai ser por causa dela e eu sinceramente não quero a Georgia pendurada em meu pescoço na casa do meu pai e não, eu não vou em circunstância alguma levar o Carter. E se eu levar, pode saber que ele terá uma morte tortuosa.
- Porque não gosta dele?
- Eu não sou de gostar muito das pessoas. Caramba Shan. Você sabe. Viveu comigo por dois anos.
— É, mas você mudou.
- Um corte de cabelo? — pergunta ele.
- O que fez você fazer isso. Aliás, porque fez isso?
- Sinceramente? Fazia quase dois anos que eu não cortava meu cabelo. Quero dizer, cortar eu cortava mas ficava daquele jeito. Howard disse que poderia cortar então eu disse: tanto faz e ele disse: ok. — Sorrio. — Eu não estou diferente. Continuo o Nathan.
- Não continua não. — digo. — O antigo Nathan não me pedia nada, não me fazia nenhum favor, ás vezes trazia geleia de morango, era como o pai dele, trazia garotas e depois que eu reclamava ficava resmungando, não queria que eu reclamasse que você bebia de mais e você sabe que eu estou certa.
- Já parei.
- O que?
- Eu parei de beber. Pelo menos por enquanto. Mas tá, continue.
- Enfim, você está melhor.
- Melhor... Quanto?
Aperto os lábios e encaro seu rosto com os olhos apertados.
- Hm. — digo. — Uns oitenta por cento.
- Oitenta? — repete ele. — O que falta?
- A barba. — digo. — E a Georgia.
- A Georgia?
- É. — digo. — Ela não é diferente de todas as outras.
- Ah tá. — Ele envolve o braço em minhas costas e me puxa para mais perto. — Então você sugere que eu namore com uma santinha, case com ela e...
- Eu não disse isso. — digo. — Só falei a verdade.
- Eu sei. — Ele encara meus olhos. — Mas a Georgia é a melhor de todas as outras.
- Notei. — digo. — É a única que você conseguiu segurar por pelo menos mais de uma noite.
Ele ri.
- Pode, me soltar? — pergunto. — Meio que eu tenho namorado e você também tem uma namorada e isso não é muito certo.
- E se eu disser não?
- Eu estou com sono. Sou mais fraca que você, então se você não me soltar, eu vou ter que ficar aqui.
- Então eu digo não. — ele diz.
Balanço a cabeça e giro o corpo para o outro lado, ficando de costas para ele, que junta nossos corpos.
Sinto seu peito quente em minhas costas.
- Está com febre? — pergunto.
- Eu sou quente assim mesmo Shan. — Ele sussurra em meu ouvido e ri.
- Ah tá. — digo. — Georgia vai adorar nos ver assim.
- Ah, que se dane. — diz ele. — Boa noite.
- Boa noite.
Mesmo sabendo que estou apaixonada por Carter e que daria qualquer coisa para estar assim como estou com Nathan agora, é melhor estar com Nathan.
Ele é meu amigo e pronto.
Mas sei que não é certo.
Ora Shannon, pare de seguir regras.
Carter te deve uma pela aposta.
É, mas não esse tipo de coisa.
Não vai acontecer nada. Abraço não mata ninguém.
Mas arma sim.
Quem tem uma arma é Nathan. Aliás, quem a usaria de verdade por causa de você é o Nathan então shh. Só fique quieta e aproveite.
Notas finais
bjs bjs.
(Nate e Shan também mandam. Georgia e Carter também se interessar)
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