Abro os olhos e encaro a nuca de Carter. Seus cabelos loiros quase raspados brilham com o feixe de luz vindo da janela.

A única coisa que eu gostaria que acontecesse neste momento, era que ere se virasse e abrisse os olhos.

Ouço seus suspiro e vejo seus braços musculosos se esticarem na na direção do teto, fazendo seus ossos estalarem e seu olhar se voltar para mim.

– Oi. — diz ele piscando várias vezes e fungando o nariz. — Dormiu bem?

Seus dedos correm pelo lado direito de meu rosto, fazendo meus pelos da nuca arrepiarem.

Concordo com a cabeça e ele se levanta, indo na direção do banheiro.

A porta se fecha e eu me sento na cama, esfregando os olhos e sentindo algo pesado em meu pescoço.

Sinto a corrente gelada percorrer meu pescoço e cair por dentro da blusa.

Puxo a corrente e vejo um medalhão dourado, com um desenho de uma rosa pintada de vermelho.

Brinco com 0 medalhão em meus dedos e sorrio, porque Carter me deu isso e não disse nada?

Talvez soubesse que eu não havia visto.

Bem, não vou dizer nada. Esperarei que ele diga.

Levanto-me da cama e ando na direção da porta.

– Te encontro lá embaixo. — digo girando a maçaneta e indo na direção do corredor.

Esfrego os olhos, sorrindo e olhando para o chão.

Dou um passo em falso e por pouco me vejo rolando pela escada.

Sinto alguém segurar meu braço e o colar ficar pendurado para fora da camiseta branca.

– Eu sonhei que você havia rolado escada abaixo.

Olho para trás e os olhos azuis esverdeados de Nathan me encaram.

Ele me puxa para perto e sinto sua respiração em meus lábios.

– É. Acho que você estava certo. — digo dando um passo para trás e sorrindo.

Ele coloca um vidro de geleia de morango em minhas mãos.

– Fui buscar para você. As outras que trouxemos estão vencidas.

– Mas tem um armários cheio delas aqui. Carter gosta de geleia também, lembra?

Ele dá de ombros e me encara.

– Não são as mesmas. — Ele aperta os lábios e coloca as mãos nos bolsos da frente da calça. Seus olhos se voltam para o colar e ele continua encarando-o por algum tempo. — Não está com fome?

Balanço a cabeça, não me importando muito.

Carter abre a porta do quarto e sorri.

– Achei que estaria lá embaixo. — diz ele me abraçando por trás.

–É. Por pouco ela estaria. — Nathan ri.

– Nate. — Georgia cantarola.

– Já vou! — diz Nathan. — Até depois.

– Tchau. — diz Carter segurando minha mão e encarando a outra com o vidro de geleia. — Porque trouxe isso?

– Nathan trouxe. As minhas venceram.

– Mas tem mais no armário.

– Não são as mesmas. — digo sorrindo e descemos as escadas.

**

Eu e Carter não tiramos os olhos um dos outros em todo o tempo do café da manhã.

Nathan larga os talheres em cima do prato e o encara.

– Sério, perdeu alguma coisa? — pergunta ele irritado. — Isso está ficando muito estranho.

– Porque se importa? — pergunta Carter aparentando um pouco alterado, coisa que eu nunca havia visto. — Você está dormindo com a minha irmã e eu não achei nada estranho.

– É, porque você sabe muito bem a irmã que tem. — diz Nathan.

– Não faz diferença. — diz Carter e suspira.

– Vocês podem parar? — pergunto mordendo uma maçã. — Carter tem razão.

Nathan solta um grunhido e revira os olhos, arrastando a cadeira para trás e indo na direção do jardim da frente.

– O que deu nele? — pergunto.

Carter sorri e dá de ombros.

– Quem sabe? — Ele dá uma garfada na salada de frutas e engole uma uva cortada no meio, ainda sorrindo. — Ele e a Georgia devem ter brigado, ou algo assim.

– Mas porque?

Ele ri.

– Por isso Georgia é assim. Ela é louca. — Ele dá de ombros. — Nada pode sair dos planos dela, se não todos na volta estão ferrados.

Ele bebe um gole de suco, enquanto eu fico tentada a não perguntar sobre o colar.

Mordo o lábio inferior, praticamente sentindo o gosto metálico do sangue, quando abro a boca para perguntar...

– Eu vou falar com o Howard e... Cortar a grama. — Ele arrasta a cadeira para trás e se levanta, se debruçando em cima da mesa, segurando meu pescoço e me beijando. — Não vá embora ok? Eu convenço o Nathan a ficar.

– Ele quer ficar. — digo. — Por causa da sua irmã.

– Vamos torcer que sim. — Ele sorri e anda na direção da porta.

A porta se fecha e coloco minhas pernas para cima da cadeira, abraçando-as.

Porque ele me tortura deste jeito? Porque não diz logo o motivo deste colar?

Algo vem em minha direção e bate na mesa, encarando meus olhos.

– Eu só quero saber uma coisa. — grita Georgia.

– Bom dia. — digo pasma com sua reação de chegar tão perto.

– Você e Nathan. — diz ela, como se tivesse certeza de que eu soubesse do que ela estava falando.

– O que tem?

– Houve alguma coisa entre vocês dois?

– Não.

– E você ainda gosta dele?

– Eu estou com seu irmão. Lembre-se disso. Por mim, você e Nathan podem se casar.

– Você tem certeza disso? — Ela estreita os olhos.

– Sim, eu tenho. — digo sorrindo. — Não se preocupe. Se eu quisesse ver vocês dois separados, já teria feito alguma coisa.

– Bom saber. — Ela volta para seu quarto e eu fico rindo sozinha com a ideia de que eu goste de Nathan da mesma maneira que ela gosta.

**

O jantar está delicioso.

Á algum tempo eu não como um único bife de carne e já é meu segundo, assim que acho isso um verdadeiro exagero.

– Onde comprou esse colar? — pergunta Georgia apontando com o garfo para a corrente em meu pescoço e encarando Carter.

– Que colar? — pergunta Carter, encarando meu pescoço.

– Este. — Puxo o pingente para minha mão e encaro seus olhos. — Acordei com ele no pescoço hoje de manhã.

Ele ri.

– É um belo colar. — diz ele. — Mas não fui eu quem coloquei no seu pescoço.



Notas finais
Tá, esse capt ainda tem continuação, mas eu queria postar hoje e ter alguma coisa para escrever amanhã. ( ok, já são 00h 21 min ou seja q o amanhã a que me refiro é o hoje. Ahhh. Dane-se, vocês entenderam.)
Valeu.