Darkness Feed

12 Ninguém soube o que aconteceu com os pais dele.


Notas iniciais
Agradecendo á Tiazinha123 por comentar em todos os capts e á DiLua Black por comentar seis ou sete vezes de uma vez só e me fazer feliz depois do simulado.
Valeu á todos que continuam lendo e ai vai mais um capt.

Nathan corre pelas escadas e abre a porta do quarto de Georgia, fazenco os gritos desesperados dela se espalharem pela casa.

A pota se fecha e eu ando devagar pela escada, tentando adiar o momento em que terei de consolar Cartel.

Nunca fui boa em consolar ninguém. Sempre fui consolada, normalmente por meu irmão.

Chego ao final da escada e ando até o quarto de Carter.

Vejo as luzes apagadas pela fresta que a porta deixa, ao não se encostar no chão.

Engulo em seco e bato na porta.

- Shannon? — Escuto sua voz um tanto triste.

- É. — gaguejo.

- Pode entrar.

Giro a maçaneta dourada e entro no quarto.

Vejo-o sentado na ponta da cama, com armação de madeira e roupas de cama brancas, com uma garrafa de cerveja na mão.

Não quero que ele fique alcoólico, mas não ouso contrariá-lo depois do que aconteceu.

- Quer companhia? — pergunto segurando-me na maçaneta.

Ele concorda com a cabeça e me aproximo dele.

Sento-me ao seu lado, com a coxa colada em sua coxa, observando-o derramar a garrafa em sua boca.

- Eu sonhei uma vez — Ele me encara com olheiras e acende o abajur bege na mesa de cabeceira de madeira clara. — Mas tinha sido eu.

- Não... Não entendi.

- Eu sonhei que havia matado eles. Eles nos abandonaram. Eu era uma criança perturbada por causa disso e eles eram os únicos culpados.

- Mas não foi você. — digo passando a mão em seu cabelo loiro. — Nathan só atirou...

- Eu sei. — diz ele em um gemido. — Eu faria a mesma coisa. Iríamos todos morrer se ele deixasse eles passeando pela casa.

- Quem sabe você... — Aproximo minha mão da garrafa, afastando-a de sua mão e ficando com o rosto mais perto de seu rosto. — Para de beber?

Ele respira devagar, observando cada traço de meu rosto.

- É. Talvez seja... Uma boa ideia. — Ele segura meu pescoço e sua língua invade minha boca.

Nos afastamos e encaro seus olhos.

- Eu... — Ele arregala os olhos para mim e olha para a sacada.

Seguro seu pescoço e o beijo antes que ele vá embora.

Escuto algo bater contra a parede e me afasto de Carter.

- O que foi isso? — pergunto.

- Deve ser só o Nathan e a Georgia. — diz ele me beijando novamente.

Mesmo admitindo sempre ter uma queda por Nathan, já passou.

Ele e Georgia estão mais juntos do que nunca e bem, Carter está comigo.

Espere um pouco.

Empurro seu tórax e me levanto da cama.

- O que foi? — pergunta ele me encarando.

- Está melhor? Precisa de um chá? Água? — gaguejo, só querendo sair dali rápido.

Ele nega com a cabeça.

- Estou bem.

- Boa noite.

- Boa noite, Shannon. — diz ele correndo em minha direção e segurando minha cintura. — Está com medo de mim?

- Não. — digo. — Não de você.

- Então porque...

- Boa noite, Carter. Amanhã, nós... — Encaro seus olhos e engulo em seco, balançando a cabeça. — Ah, dane-se.

Seguro seu pescoço e começamos á nos "beijar loucamente" ( homenagem a Tiazinha123), até que percebo que Carter realmente gosta de mim ou que pode ser pior do que Nathan.

**

Abro os olhos e encaro o teto branco. Olho para o lado e vejo Carter com uma bandeja de madeira com um verdadeiro café da manhã. Seus olhos estão inchados e vermelhos, mas ele sorri.

- Bom dia. — diz ele acariciando meu rosto. — Dormiu bem?

- Eu dormi? — pergunto esfregando meus olhos.

Ele concorda com a cabeça.

- Bastante. Não se preocupe. Não foram mais do que beijos.

Concordo com a cabeça um tanto aliviada.

- Falou com a Georgia? — pergunto.

- Ela sim não dormiu. — diz ele rindo. — Não. Mas Nathan está no quarto dele. Ele queria falar com você.

- Está bem. — digo me levantando da cama.

- Não vai tomar café?

- Estou sem fome. — digo abrindo a porta e descendo as escadas.

Vejo Nathan na cozinha ainda com o terno e uma garrafa de cerveja na mão.

- Já está bebendo? — pergunto.

Ele larga a garrafa com força no balcão, fazendo-a quebrar. Ele me encara furioso.

- Não fale comigo como se fosse a santa da história. — Ele aponta o dedo para meu rosto. — O que vocês...?

- Não foram mais do que beijos. — digo. Cruzo os braços e encaro seus olhos. — E aliás, porque se importa?

- Eu não fiz uma só promessa para o Abe antes de ele morrer. Ok?

- E daí? Você ficou a noite inteira com a Gerogia.

- Foi o que o Carter falou para você? Pois é, eu fiquei meia hora com ela até que ela capotou no chão, acho que não ouviu o barulho pois estava ocupada gritando de prazer com o Carter. E depois fui para o meu quarto.

- A gente não...

- A gente não o que? Shan, você sabe que eu sou lerdo, vei ter que falar.

- A gente não transou. — digo de braços cruzados. — Satisfeito?

- Caiu a bunda? — pergunta ele arqueando as sobrancelhas.

Reviro os olhos e percebo que mesmo sua aparência sendo de um modelo de revista, Nathan continua a fera vagabunda.