Darkness Feed

19 Ele não quer saber, mas ele está lá. Vivo.


Notas iniciais
Ok, eu estou totalmente sem inspiração, mas vou tentar escrever e ver se sai alguma coisa decente.

Me enrolo em uma toalha e quase a deixo cair quando vejo Nathan e Carter, ainda sentado em minha cama.

— O que vocês dois estão fazendo aqui? — pergunto quase socando a cara dos dois.

- Você me puxou pra cá. — diz Carter.

- E eu estou aqui pelo mesmo motivo. — Nathan sorri. — Você ter puxado ele para este maldito quarto. Também acho que ele deve ir embora.

- Eu acho que vocês dois devem ir embora! — grito apontando para a porta.

- Porque? — pergunta Carter.

- Vou perguntar a mesma coisa. — Nathan se encosta na parede.

- Porque eu não quero vocês dois aqui. — Cruzo os braços. — Sério. Saiam!

- Não. — dizem os dois cruzando os braços.

- Como é? Vai mesmo deixar o Carter ficar aqui, enquanto eu estou só de toalha? — pergunto me aproximando de Nathan. — Vai descumprir a promessa que fez para meu irmão?

- Você não vai fazer isso. — Ele encara meus olhos. — Shan.

- Ah não? — Ando na direção de Carter e sento em seu colo.

- Shannon. — diz Nathan com uma cara séria.

- Sai agora do meu quarto! — grito.

- Primeiramente, o quarto não é seu. — diz Carter. Seguro seu pescoço. — Segundo que a casa é minha e eu posso ficar em qualquer lugar.

- Terceiro, que eu vou levar a promessa comigo.

- Quarto que eu chamarei Georgia e alguém vai levar uma bela chinelada.

- Quinto que se você fizer isso, eu torno sua vida um inferno. — Nathan se aproxima de mim.

- Sexto que ela já está um inferno.

- Eu torno-a pior. Sabe que sou capaz disso. — Ele ri.

- Saiam. — digo. — Vocês dois.

- Quando ele sair, eu saio.- diz ele.

- Promete?

- Depende das circunstâncias. — Ele sorri e eu faço uma cara séria. — Ok. Vamos Carter.

Ele puxa a gola da camisa de Carter e os dois saem do quarto.

Suspiro e ando na direção da gaveta do closet, onde estão minhas roupas.

Visto-me rapidamente, á tempo de Nathan não entrar de novo.

NUNCA acredite nos "ok" de Nathan, principalmente quando ele diz: depende das circunstâncias.

Passo a blusa pela cabeça e a porta se abre.

- Está mais rápida.

- Eu sabia que não ficaria longe.

- Eu nunca fico. — Nathan ri. — Vamos almoçar.

- Mas já? — pergunto.

- Sinto dizer, mas seus banhos não são tão curtos assim. Principalmente aqui.

Ficamos nos encarando.

- Eu posso descer as escadas sozinha.

- Eu sei.

- Então porque continua aqui? Me carregará até lá embaixo?

- Se quiser. — Ele dá de ombros e anda em minha direção, me colocando em seu ombro.

- Porque você diz que eu tenho escolha, mas mostra que não tenho? — pergunto vendo-o descer as escadas.

- Minha mãe disse uma vez, que devemos ser educados. Ou pelo menos fingir.

- E você não gostava do seu pai.

Ele me larga no chão e encara meus olhos, não muito feliz com meu comentário.

- Eu agradeceria se você não falasse dele.

- Desculpe-me. — digo indo na direção

da mesa, me sentando ao lado de Carter, que coloca a mão sobre minha coxa.

- Não sei se você é burro, atrevido ou está louco para levar um tiro. — Nathan passa por nós e Georgia me encara.

- O que foi Georgia? — pergunto cruzando os braços.

- Nada. — Ela brinca com a faca prateada com os dedos e crava na mesa, entre meus dedos. — Sabe quando alguém tira algo importante de você?

- Sei. — digo encarando seus olhos. — Meu irmão. Por um bicho.

- Só o seu irmão? — Ela se debruça sobre a mesa, encarando meus olhos. — Só ele?

Carter e Nathan se entreolham com os olhos arregalados.

- Se acha que eu era apaixonada por Nathan e fiquei aos prantos quando notei o que vocês estavam fazendo no seu quarto, e que estou tentando pegá-lo de volta, está bem enganada.

Ela se recosta na cadeira, mas continuamos nos encarando.

Ela agarra o pescoço de Nathan e os dois começam a se beijar.

- Mas não é possível. Que coisa Georgia! Vocês tem a noite inteira, no jantar não!

- Cala a boca Carter! Beije a sua namorada então.

- Nem pense. — diz Nathan.

- Me dê uma solução agora, Georgia. — Carter cruza os braços.

Georgia pega um tomate de seu prato e coloca na boca de Carter, sorrindo.

- Grande ajuda. — diz ele com o tomate na mão.

Algo bate com força na porta.

Nathan e Carter se levantam da cadeira, ainda segurando o encosto e Nathan ri.

- Querendo provar alguma coisa?

- Talvez.

Os dois correm na direção da porta e tiram as armas do bolso, chegando a porta e abrindo-a sem a menor noção do que está lá fora.

Um homem com roupas de carteiro rasgadas sorri ofegante.

- Nathan Jones Jr.? — Ele pergunta e Carter se joga na direção da porta.

Nathan o empurra e concorda com a cabeça, confuso.

O homem entrega-lhe um pacote

e corre na direção de um carro velho e enferrujado.

Nathan anda em nossa direção, abrindo o pacote vermelho e azul com os dedos, até que ele olha para o conteúdo dentro do pacote e seus olhos se arregalam.

O pacote cai no chão e Nathan atira três vezes contra o pacote e sua cara está molhada de suor, seus olhos estão vermelhos de raiva e sua mão que segura a arma está trêmula.

A arma cai no chão e ele corre pelas escadas, chegando ao quarto e batendo a porta.

- Que... — diz Georgia de olhos arregalados.

- Vai lá. — digo olhando para Georgia. — Antes que ele tranque a porta.

Georgia arrasta a cadeira para trás e corre até o quarto, socando a porta.

- Abre Nathan! — grita ela séria.

- Vai embora! — grita ele.

- Nathan! — grita ela.

Ando na direção do pacote no chão e pego-o, deixando o que sobrou das balas caírem do azulejo.

Tiro os papeis do envelope e seguro-os.

O papel é azul esverdeado, a letra não é nada caprichada e os tiros que Nathan deu, não ajudam em nada.

Mas pelo pouco que consegui ler, a carta foi escrita por Nathan Jones, o pai de Nathan.

Notas finais
Boa noite e até amanhã