Darkness Feed

14 Carruagem quebrada


Notas iniciais
Táa. To aqui, sem inspiração mas eu tô quase sempre sem inspiração e vcs gostam neh, enfim.
Consegui internet e n vou ficar sem (pelo menos isso).
Obrigada novamente por lerem e boa leitura do capt 0% inspiração.

Encaro a porta branca do banheiro tentando não pensar em tudo o que aconteceu nas últimas vinte e quatro horas.

Sinto a textura do vestido que por incrível que pareça, está intacto como se eu nuca houvesse tocado nele.

Ainda tenho o gosto alcoólico do vinho branco que Carter tomou em minha boca.

Alguém bate na porta.

- Shan? — Escuto a voz de Nathan.

-O que foi? — pergunto ainda encarando a porta do banheiro.

- Preciso falar com você. Posso entrar?

Vejo a maçaneta girar devagar.

- Não. — digo. — Fala.

A maçaneta volta e eu a encaro estranhamente.

- Desde quando respeita privacidade dos outros?

- Carter não ia gostar se um garoto entrasse no quarto... Bem, no seu quarto. — Ele suspira. — Eu não vou falar pela porta.

- Então tchau. — digo.

A maçaneta gira novamente e Nathan entra no quarto, bate a porta e me encara.

- Cansei de ser o cavalheiro.- diz ele apontando para mim. Ele suspira e esfrega o rosto com as duas mãos. — Eu só preciso de uma peça.

- Para?

- Concertar o carro. — diz ele arqueando as sobrancelhas. — Só falta uma peça.

- Hã...

- Oque eu quero dizer é. — Ele se senta ao meu lado. — Acho que você não quer ir embora, certo? E além disso, eu pensei no que você falou sobre ficar fugindo e em uma dessas eu posso bater o carro pra valer e pode ser que nós nos machuquemos muito e...

- Você está apaixonado pela Georgia? — pergunto me levantando da cama.

Ele olha para o chão.

- Eu não sei. Não sei se eu estou com pena dela pelo o que aconteceu e... — Ele suspira. — Se quiser ir embora, nós vamos.

Dou de ombros.

- E além disso, você gosta dele.

- É. — digo olhando para meus pés. — Então... Ficamos?

Ele sorri e concorda com a cabeça.

**

- O carro estragou? — pergunta Carter com uma cara estranha e o braço por cima de meus ombros. — Mas não estava quase pronto?

- Um bicho deve ter entrado e estragou tudo. — Nathan dá de ombros. — Não quer que a gente fique?

- Não! — diz Carter. — Eu quero, é só... Estranho.

Eu e Nathan nos entreolhamos.

- Foi o que eu pensei quando vi que estava quebrado. — diz Nathan.

Carter concorda com a cabeça e sorri para mim.

- Carter. — Maria corre aflita até nós. — O computador ligou.

Carter se afasta de mim e corre para dentro da casa.

- É, meu irmão é muito... Romântico. — diz Georgia.

Abro a boca para falar de Nathan, mas fecho-a em seguida, desistindo.

Dou de ombros e ando até a casa, subindo as escadas e indo até seu quarto.

Giro a maçaneta e escuto seus sussurros de números e termos científicos.

- Oi. — digo passando pela pequena fresta que deixei e indo em sua direção. — Porque veio assim para cá?

- Bem, — diz ele ainda com os olhos no computador. — Com este computador eu consigo todas as pesquisas que meus pais fizeram em todos os anos que eles ficaram fora, ou seja. — Ele d]gira a cadeira e sorri para mim. — Se eu resolver isso, tenho a fórmula para acabar com esta maldita epidemia.

- Isso é sério? — pergunto pasma, vendo os números, equações, símbolos e etc.

- Acha que eu brincaria com uma coisa dessas? — Ele se levanta da cadeira e anda até mim, me fazendo recura até ficar com as costas na parede. — Que bom que o carro quebrou. Devo uma para os bichos.

Ou para o Nathan.

Sorrio e pressiono meus lábios nos seus.

- Sinceramente, achei que vocês dois eram namorados. — diz ele rindo com a testa encostada na minha. — Ou se não fossem, achei que seriam.

- Esquece isso então. — digo.

- Já esqueci. — diz ele de olhos fechados. — Ok, agora eu tenho que...

- Salvar o mundo? — pergunto sorrindo.

- Já que você diz. — Ele me beija novamente e sorri.

- Vou ver com Nathan se podemos concertar o carro. — digo girando a maçaneta e vendo-o ficar vidrado no computador;

- Ok. — diz ele e balança a cabeça, correndo até mim e me abraçando por trás. — Você não vai. — diz ele beijando minha nuca. — Ouviu bem?

Concordo com a cabeça.

- Só queria ver se você estava alerta.

- Talvez eu esteja.

- Ou talvez não.

Notas finais
tá. ficou essa merda ai, mas enfim. Talvez eu tenha inspiração amanhã, mas vou tentar postar de qualquer jeito.
Valeu.