Darkness Brought Me You
21 Capitulo 21
Notas iniciais
Pov – Hannah
Brook me olha assustada, a floresta está começando a se tornar escura, ainda não conseguimos parar de correr, sinto minha cabeça latejar e não consigo pensar direito. Só o que sei é correr apertando sua mão. Os zumbis nos seguindo a pouca distância. Muito mais rápidos que de costume.
Tropeço em uma pedra, minha mão escapa da dela quando rolo pela terra úmida. Tento me erguer e enquanto grito para Brook continuar correndo. Meus olhos encontram os dela no momento que consigo me colocar de pé.
O pavor que refletem enquanto a boca abre num grito que fica preso na garganta me dão noção do que está prestes a acontecer. Sinto o fedor da morte no instante em que dentes podres cravam em meu ombro e pescoço.
─Corre Brook! – Grito desesperadamente para a garotinha que começa a ficar cercada de zumbis, meu corpo em queda sendo devorado por algumas bocas e Brook prestes a repetir meu destino, ─Corre!
Desperto num sobressalto, quando me sento na cama Daryl me observava com uma mão em meu ombro, estamos na cama, num dos quartos da casa. É a primeira noite que dormimos numa cama. Brook está ao meu lado.
Meu coração bate descompassado, me falta ar e minha testa sua.
─Hannah. – Daryl fala comigo. A lagrimas ainda escorrem, é como se ainda estivesse na floresta. – Hannah! – Ele me chacoalha o ombro. – Está tudo bem, foi um sonho.
Não consigo controlar as lágrimas, olho para minha garotinha dormindo um sono tranquilo abraçada a boneca. Fiquei feliz quando depois do jantar as pessoas mais confiantes decidiram se espalhar pelos quartos. Brook pegou a mão de seu caçador e o trouxe para dormirmos juntos, me senti segura quando depois de fechar a porta ele se deitou ao meu lado e ficamos pela primeira vez apenas nós três, como sonhei tantas vezes.
Então lá estava eu perdida na floresta, incapaz de salvar Brook, foi tão real que meu ombro ainda dói como se dentes estivessem cravando nele.
─Hannah! – Daryl insiste e pisco quando ele toca meu rosto sentado na cama como eu. – Hannah, foi sonho.
─Eu.. foi tão real, não sou capaz de cuidar dela, não sou Daryl, se ficar sozinha eles vão me devorar e depois ela. Eu vi. Eu vi. – Seguro sua camisa me agarrando a ele com medo de um dia a profecia se concretizar.
─Ei, foi apenas um sonho, pela primeira vez enfrentou zumbis na floresta, isso mexeu com sua cabeça, todo mundo tem pesadelos.
─Tenho medo. Muito medo, Daryl, não pode me deixar sozinha nunca.
Um tremor percorre meu corpo com a lembrança do sonho. Daryl me abraça. Só de ter seus braços me envolvendo eu já me sinto mais calma. Ele não vai além de me envolver em um abraço.
Daryl tem dificuldade em mostrar seus sentimentos. Mesmo assim já me sinto reconfortada com seu abraço. Ainda choro, meu corpo espremesse em seus braços.
─Tenta dormir Hannah, estou aqui. Não tem por que ficar o tempo todo achando que um dia vai acabar sozinha. – Eu sei disso, mas meu medo de perde-lo é superior a razão.
Daryl se deita, me faz fazer o mesmo, sem medo de invadir demais seu espaço eu me deito em seu peito.
─Pode me abraçar? – Ele me envolve, beija meus cabelos. – Desculpa te acordar.
─Estou bem.
─Senti os dentes do zumbi me mordendo, Brook me olhando assustada e zumbis a cercando. Estávamos fugindo, sem você, eu tinha medo de sermos pegas, mas eu tinha mais medo ainda de não ver você de novo.
─Tem medo de ficar sozinha com a Brook, eu entendo. Somos um grupo grande, se algo me acontecer... outros...
─Daryl! – Eu o corto. – Não acredita nos meus sentimentos? – Me movo para poder encontrar seus olhos. O que tenho que fazer para ele entender?
─Eu sei que disse que gosta de mim, é que talvez, esse sentimento seja um pouco... Você sabe, medo.
─Quando me beija, quando fica perto de mim, o tempo todo tudo que quero é... – Me calo, o que estou fazendo me declarando o tempo todo, me atirando para ele desse jeito enquanto ele apenas... uma coisa é não saber como demonstrar sentimentos, outra muito diferente é ser o tempo todo pressionado para até me beijar.
─O que? – Ele me questiona.
─Nada Daryl. – Saio do seu peito e me ajeito a seu lado. Ele se vira para me olhar.
Daryl ergue uma das mãos e toca meu rosto. A ponta dos dedos contorna meus olhos, desce pelo nariz, com um quase sorriso ele afasta meus cabelos colocando atrás da orelha.
─Eu disse que tinha dificuldade, que sou fechado, eu sei que espera mais de mim.
Os olhos têm tanta tristeza que me sinto culpada pelo momento de dúvida. Me aproximo dele.
─Desculpe Daryl, as vezes eu só fico insegura, se pensa que estou aqui por apenas proteção eu também penso que está aqui pelo mesmo motivo, para proteger Brook.
─Podia protege-la lá do outro lado da porta. – Ele aponta a porta do quarto fechada. – Ninguém entre todos que estão aqui, sabe mais do meu passado que você. Não preciso explicar tudo que passei, como eu vivi.
─Entendo isso, sei que é difícil para você. Só que acho que talvez eu esteja insistindo muito. ─ Sinto até vergonha do meu comportamento atirado.
─Não para de fazer isso Hannah. Isso é tão... Ninguém nunca....
─O que? Tenta dizer. – Peço com carinho. Fico bem perto dele, minhas mãos em seus cabelos, só queria que ele tivesse forças para quebrar as barreiras e abrir o coração.
─Tive que ser forte, tive que não pensar em nada disso, não me lembro de afagos, de carinho, de abraços, de nenhum sentimento que chegasse perto do que diz ter por mim.
─Eu estou apaixonada por você. – É estranho como sempre consigo dizer. Eu não consigo mentir sobre isso. Esconder dele, mesmo quando acho que estou ultrapassando os limites da dignidade. – É verdadeiro, não tem nada a ver com o fato de me proteger.
─Por que? Isso que não entendo.
─Apenas sinto, não importa. Eu sentia atração desde que nos conhecemos, quando Charlotte e Merle estavam vivos. Só não admitia muito. Quando nos reencontramos e vi que não era o cara que pensei, mas muito melhor, a atração foi se transformando em sentimentos. Daryl, não precisa sentir o mesmo. Meus sentimentos não são sua responsabilidade, talvez ficarmos juntos aqui nesse quarto tenha sido demais para você.
Daryl me puxa para ficar mais perto. Toca seus lábios nos meus de modo leve.
─Hannah eu gosto de você. Estou tão envolvido quanto você. Não sei dizer coisas bonitas e me sinto idiota só por estar admitindo isso, não quero ficar longe de você. Só que eu não gosto muito de viver isso em público.
─Estamos sozinhos Daryl, mesmo assim... Fico com vergonha de ser sempre eu a me aproximar.
─Aqui é diferente. Sou um homem. Depois do apocalipse eu decidi não pensar nessa coisa. Quando chegou, quando fica assim, nos meus braços e nos beijamos eu tenho que ser forte para resistir. Esse é problema.
─Me deseja? – Ele afirma. Eu esperava que sim. Só que ouvir dele faz meu coração acelerar de um modo alucinante.
─Muito.
─Eu sinto também, por mim pode acontecer... você sabe. Eu penso nisso. – Seus olhos cintilam. Sinto seu desejo por mim refletir em sua expressão e isso é excitante.
─Não com ela aqui. – Isso quer dizer que ele me quer. E que apenas Brook nos impede.
─Ela sempre vai estar aqui. – Eu o lembro. Daryl suspira com a lembrança.
─Damos um jeito. – Agora não vou conseguir pensar em mais nada. Nem sei como no meio do caos minha mente pode criar esses momentos tão claros. O coração continua fora do ritmo.
Daryl se move, seu corpo pesa sobre o meu quando ele cobre meus lábios, eu o envolvo, deixo minhas mãos livres para passear por ele, o beijo intenso, nossos corpos se forçando contra o outro. Eu quero tudo, parar me deixa frustrada, mas Brook está adormecida ao nosso lado e só nos resta interromper o que mais uma vez apenas começamos.
─Acho que temos que dormir Hannah. – O rosto dele parece tão suave. Ele quase pode sorrir, me sinto tão próxima, tão perto de arrancar dele toda a dor que o tortura.
─Boa noite. – Eu toco seus lábios dessa vez num beijo leve. Me arrumo ao seu lado. Deixo alguma distância entre nós para não incomoda-lo.
─Eu gosto quando fica mais perto. – Sem esconder o sorriso eu me aconchego, não discuto, só me aproveito do peso dos seus braços me protegendo. Durmo sentido seu cheiro, sua respiração compassada em meu pescoço.
Acordo na mesma posição. Com ele ainda me abraçando. Sou a primeira a acordar. Meu primeiro olhar é para Brook com um ar relaxado, parece mais saudável mesmo estando aqui a tão pouco tempo.
─Acordada? – Os lábios próximos ao meu ouvido me causam arrepios pelo corpo logo cedo. Acho que ele nota, sinto pelo modo como seus olhos me encaram num brilho libertino que acaba por me divertir.
─Sim. Daryl a Deanna me pediu para ajudar no arsenal e na dispensa. Por que eu trabalhava no Walmart e ela pensa que posso dispor os produtos de modo organizado, além disso eu conheço bem armas e munição.
─Quer fazer isso?
─Sim. Eu quero ser útil.
─Tudo bem.
─Você fica com a Brook então. – Eu quero muito eles sozinhos um pouco, Daryl precisa se envolver mais com ela para sentir de perto o amor que Brook sente por ele.
─Como assim? Eu sozinho com ela? – Daryl se senta passando a mão pelos cabelos.
─Sim. Não quer que leve ela para um arsenal? Olha o perigo.
─Mas o que eu faço com ela? – Ele já amarrava o cadarço de suas botas pronto para pular a janela em fuga.
─Brinca, conversa, alimenta. Pode?
─Está certo. Faço isso. Me ponho de pé, em dois minutos estou pronta. É bom poder escovar os dentes, pentear os cabelos em frente a um espelho e até usar um perfume. Uso jeans e botas, uma camiseta de alça absolutamente limpa.
─Isso é incrível. Adoro esse lugar.
─Não confia tanto. – Ele diz me entregando o facão. Cuidado. Mais tarde eu passo lá para te ver com a Brook. Quero dar uma palavra com Rick.
Desço as escadas depois de beijar Daryl e Brook. Na cozinha Beth tomava uma xicara de café olhando o movimento pela grande janela.
─Bom dia. – Ela se volta e sorri. Me sinto mal por ter ciúme. Beth é só gentileza.
─Bom dia. Estava tomando um café para ir até a enfermaria conhecer o doutor.
─Nem dá para acreditar que temos um médico não é Beth. Isso parece um sonho. Sinto até medo.
─Então vamos aproveitar. Nunca se sabe quando pode acabar. Quer? – Ela me estende outra xicara de café, aceito levando o liquido quente a boca.
─Perfeito. Daryl vai ficar cuidando da Brook. – Beth deixa a xicara sobre a pia.
─Ele tem jeito com Judith desde que ela nasceu, então acho que vai se dar bem sozinho com Brook. Sabia que ele foi o primeiro a alimentar Judy?
─Ele? – Isso me emociona a ponto de ficar com um sorriso bobo no rosto. Ela abre a porta da cozinha, vamos caminhando juntas enquanto ela vai me contando sobre ele e aquele momento, conhecia um pouco da história, mas contada por Beth é mais emocionante.
Paro diante do posto médico. Pretendia me despedir apenas quando Spencer passa por nós e ganha um olhar profundo de Beth.
─Ele é bonito. – Sussurro quando ele se afasta. Ela afirma.
─Mas ainda não quero ficar pensando nisso. – Ela balança a cabeça como se afastasse a ideia. – Te vejo depois.
─Boa sorte.
Deanna me esperava no arsenal, são muitas armas em uma pequena sala, nada organizadas, munição misturada. Para eles que não entendem nada de armas aquilo é mesmo confuso.
─Hannah você me parece muito transparente e confiável, vou deixar que faça seu trabalho sozinha. Eu e Maggie vamos dar uma volta. Se importa?
─Tudo bem. Quer que faça um inventário das armas e munição? Um estoque?
Ela sorri, Deanna é visionária. Acredita nesse lugar, no potencial de Alexandria, não consigo ser tão otimista, mas posso ao menos me dar a chance de me contagiar por seu entusiasmo.
─Faça. – Ela toca meu ombro. Depois leve a minha sala. Vou falar com Rick sobre isso. Quem sabe ele tem um jeito de conseguir mais.
Fico sozinha na sala. Meus olhos correm por todas as armas antes de começar e mexer nelas. Não sei se Deanna confia mesmo em mim ou apenas está me dando corda, tentando assim descobrir quem somos e até onde podemos ir. Por enquanto posso só fazer o que me pede.
Pov – Daryl
─Cadê minha tia, caçador? – Brooklyn se alarma assim que abre os olhos.
─Foi dar uma volta e resolver umas coisas.
─E os monstros? – Ela desce da cama e segue até mim.
─Não escutei o que disse Brooklyn.
─Os monstros! – Ela repete no mesmo sussurro. Nego mais uma vez, me aproximo. – Monstros? – Ela diz em tom normal. – É surdo em caçador. Que chato isso! – Reclama.
─Agora ouvi. Mas eu não sei do que está falando. Monstros? O que é isso?
─Os que você mata! – Ela imita o som de zumbis, seria divertido se um arrepio não passasse por meu corpo ao pensar nela como um. Sem me dar conta eu a ergo nos braços como se isso pudesse impedir essa tragédia que minha mente cria.
─Mato zumbis. Monstros não existem.
Ela faz careta. Revira os olhos, e me olha de péssimo humor.
─Tem que ficar gritando, não pode falar monstro. Que chato toda hora isso! – Pela primeira vez o desde misturado ao mal humor me lembra Merle. Sorrio com a percepção. A pequena não nega o sangue do pai. Sinto até uma certa emoção me invadir.
─Com fome? – Ela afirma.
─Não respondeu como que faz isso da minha tia com os mons... zumbis lá fora.
Levo Brooklyn até a janela, afasto a cortina.
─Vê? Não tem monstro pequena. É seguro. Sua tia já vem. Que acha de descer comigo?
─Primeiro escova os dentes e penteia cabelo. Não sabe dessas coisas?
─Ah! Entendi. – Coloco Brooklyn no chão. – Então vai fazer essas coisas eu espero.
Quando descemos ela volta a sussurrar. Quer saber onde estão todos, finjo não ouvir. Estou decidido a torna-la alguém forte. Melhor que eu. Sem todos os bloqueios e medos que tenho.
─Podemos ir lá fora? – Ela diz em um tom normal, na quarta tentativa.
─Claro Brooklyn.
─O que acha de ser bem agora?
─Depois de tomar uma xicara de... – Criança toma café? A partir de que idade ela deixa de ser bebê?
─Leite. – Carol surge na cozinha. Sorri para Brooklyn, no fundo eu sei que Brook traz lembranças doloridas a ela. Ainda hoje Sophia está entre nós como um fantasma nos lembrando de como já fomos fracos e despreparados para esse mundo.
Carol serve leite e biscoitos a ela. Brook agradece toda educada. Se distrai comendo enquanto eu e Carol assistimos.
─Onde está Hannah?
─Organizando o arsenal. Deanna pediu a ela. – Os olhos de Carol brilham.
─Isso é sério? – Afirmo sem entender o que ela pretende. – Daryl é nossa chance de nos armarmos e tomarmos Alexandria.
─Tomar? Por que? Não estamos em guerra. Achei que estávamos tentando no adaptar a eles.
─Eu vou falar com Rick. Essas pessoas não estão prontas para enfrentar esse mundo.
─Carol, me pediram para tentar. – Olho Brook. Ela segue meu olhar, a garotinha mastiga distraída. – Não quero começar uma guerra. Não com ela.
─O que estou querendo é apenas ficar pronta. Entenda. Pronta para o que vier. Vou falar com o Rick e depois com a Hannah.
Não sei o que pensar. O que posso fazer é esperar que Rick coloque juízo na cabeça de Carol e se por fim ele assim como ela achar que temos uma guerra interna então vamos lutar.
─Prontinho caçador. – Brook surge ao meu lado segurando minha mão. Carol me toca o ombro.
─Você fica perfeito nesse papel.
─Obrigado. – Desvio os olhos.
Deixo a cozinha em direção a sala. Brook não larga minha mão. Mesmo quando me sento no sofá acreditando que ela vai brincar sua mão ainda fica presa a minha. Encaro a garotinha que tem os cabelos desalinhados por que se penteou sozinha.
─Brooklyn pode brincar.
─Eu não vou ficar com ninguém. Só com você.
─Estou aqui. – Garanto para uma desconfiada Brook.
─Você só fica comigo quando está com a minha tia Hannah. Acho que vai sair e deixar eu com a Beth. A loira. Sabe quem é?
─Sei. Não vai ficar com ela. Beth nem está aqui. E não fico com você só quando estou com a sua tia.
─Vamos ficar juntos sempre Brook. Fico aqui te olhando brincar.
─Brinca comigo um pouco então. Você lembra que me deu a Lyn? Então brinca agora só um pouquinho.
Eu brincando de boneca. O que essa pequena me pede?
─Assisto sua brincadeira.
─Ah! Vem caçador. Só um pouco.
─Melhor irmos dar uma volta.
─Isso. Lá no sol. Depois vamos ver a minha tia. Vai beijar ela de novo?
─Vou. – Que conversa difícil.
─Não vai nunca mais ficar longe? Eu não conhecia mais você, se lembra que a gente ficou longe, longe?
─Nunca mais vamos nos separar Brooklyn. Prometo.
─Você gosta de ficar comigo? – Ela volta a sussurrar no minuto que pisamos na rua, me esforço para ignora-la. – Caçador? Você gosta de ficar comigo? – O tom ainda baixo demais, ela funga no humor Dixon. – Caçador você gosta de ficar comigo? – Seu grito ecoa pelas ruas e só posso rir dos olhos assustados de duas senhoras em uma varanda.
─Muito. É minha sobrinha. Olha lá uma borboleta.
Ela solta minha mão para tentar alcança-la. Fico assistindo sua brincadeira, seu riso, a leveza dos seus passos. Não quero uma guerra. Podemos salvar pessoas, não precisamos lutar contra ela.
─Vai indo muito bem. – Beth surge ao meu lado. – Eu disse que tinha mais do que nós dois. Que não podíamos desistir. Você tem tudo agora. Uma mulher e uma filha. – Olho para Beth chocado.
Ela ri do meu espanto, depois olha para Brook correndo pela grama de um jardim.
─Não é bem assim Beth.
─Ela as vezes lembra o Merle. Talvez os olhos. É exatamente assim. Hannah é sua mulher e Brook sua filha. Não importa como ela o chame.
─Nem sempre sei se é isso que elas querem. As vezes duvido um pouco.
─Eu já disse uma vez. Vou repetir. Salve esse cara que é hoje. Queimamos o passado Daryl. O cara que é hoje merece.
Talvez, dou um meio sorriso. Penso naquela noite na floresta. Na esperança que nasceu em mim. Beth pode estar certa. Aquilo tudo ficou para trás. Eu e Hannah somos o presente, e essa garotinha que caça pássaros e borboletas.
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