Darkness
2 mil anos depois... uma idéia da vida deles.
Notas iniciais
Capitulo 02
- Me ataque também!- gritou o homem.
A menina respirava rapidamente se defendendo com os braços dos ataques diretos e repetitivos do anjo, o coração da moça batia de uma forma acelerada, seu corpo se movimentava quase tão rápido quanto o de seu adversário.
Ele deu tentou dar um soco na moça, mas ela se abaixou, ele lhe deu um chute na barriga que fez a moça cuspir sangue, ela olhou para o anjo com raiva.
- agora é a minha vez. — falou a moça olhando para o rapaz com raiva.
Ela começou a lhe atacar repetitivamente, mas ele se defendia calmamente, era como se ela não estivesse mais do que brincando com ele, ela foi lhe dar um soco e ele segurou sua mão, tentou com a outra e ele fez o mesmo.
- só isso que tem para me mostrar?- falou o rapaz sorrindo cinicamente.
- na verdade tem mais. — ela falou sorrindo e deu um chute no abdômen do rapaz com força, ele a soltou e sangue saiu pela sua boca, ela o chamou com os dedos, ele avançou nela pronto para lhe dar um soco na barriga, ela esperou até o momento certo, quando ele estava perto o suficiente, ela se abaixou e lhe deu uma rasteira.
O rapaz caiu no chão e viu o olhando sorrindo vitoriosa, ele a olhou sério, mas logo deu um leve sorriso.
- venci!- ela comemorou, pela primeira vez vencia.
- não tenha tanta certeza. — ele murmurou lhe puxando a perna o que fez a menina cair.
Ele se levantou e a olhou sorrindo vitorioso.
- agora é o golpe final. — ele falou.
Ele num ato rápido puxou a espada da bainha e apontou para o pescoço da moça, ela o olhou assustada, ele se aproximou e se agachou ao seu lado.
Deu um sorrisinho travesso e falou.
- fale penico.
Ela o olhou sem acreditar.
- nós saímos do primário, sabia?- ela falou rindo, ele retirou a espada e a embainhou e deu a mão para a menina se levantar, ela sorriu travessa e puxou a mão dele e ao mesmo tempo usou de apoio para se levantar, desembainhou a espada e apontou para o coração dele.
- agora você pede penico. — ela falou, ele riu. — eu to falando sério.
Ele suspirou e falou.
- penico.
Ela sorriu e embainhou a espada, o rapaz se levantou e eles ouviram alguém bater palmas.
- estou, no mínimo, assustado. — o dono da voz andou até os dois. — desde quando você é tão boa lutadora, Aladiah?- ele perguntou para a moça.
Aladiah era o segundo nome de Luíza, cabelos longos castanhos que iam até o ombro liso e do ombro até a cintura ondulando, usava um vestido branco longo, decote em U com alças finas e uma espada na cintura.
- Josh me treinou, Damião. — falou Luíza sorridente e orgulhosa de si mesma.
Damião era um anjo com aparência de um homem de 35 anos no máximo (enquanto Luíza aparentava ter quinze e Josh dezessete), cabelos escuros e cuidava de Josh como um pai.
- agora entendo por que você saía mais cedo toda manhã, Josh. — falou Damião para Josh.
- o que eu posso fazer? Era isso ou ela morria numa missão!- falou Josh brincando.
Josh era um... Anjo muito belo, cabelos negros, olhos verdes, um físico de dar inveja a qualquer mortal, um temperamento calmo e brincalhão, mas também muito ciumento o que resultava em muitas broncas de anciãos.
Logo os três anjos continuaram conversando, mas os pensamentos de Damião estavam voltados em outro lugar... Como estaria o outro gêmeo?Abaixou a cabeça...haviam se passado mil anos desde a separação dos bebês, Josh cresceu no céu, sem saber sobre seu pai ou sua mãe, enquanto o outro crescera no inferno com Anita, que tentava insistentemente reaver o outro gêmeo, Damião suspirou, há quanto tempo não a via?
Anita...
Enquanto isso no inferno a situação estava um pouco diferente, Anita estava deitada em uma cama de casal, os olhos carinhosos mexiam no cabelo louro do filho, os olhos verdes a olhavam um pouco tristes e raivosos, era esse o temperamento do outro gêmeo, instável, mas ao mesmo tempo carinhoso, preocupado, ele era uma contradição... de fato... os dois eram.
- não vai me explicar por que está assim?- o gêmeo perguntou triste, era sempre assim, a mãe chegava em casa completamente machucada, às vezes até quase sem-vida e nunca lhe dizia realmente o por que.
A mulher respirou fundo e balançou a cabeça negativamente, nunca contava ao filho sobre o irmão, mas isso não quer dizer que ele não tentava repetidamente busca-lo. Foi isso que aconteceu, mais uma das tentativas de Anita de reaver o outro gêmeo, mas dessa vez ela quase se fora, fazia quase três dias e ela ainda não estava completamente recuperada, o rosto belo possuía cicatrizes como se os machucados possuíssem semanas, ela levou a mão até o rosto do filho, que estava ao seu lado, e lhe deu um leve sorriso.
- não. — falou ela com a voz melodiosa — apenas vou dizer... Que metade de mim precisa ser salva.
Ele suspirou, ela sempre falava isso.
- Daniel?- ela o chamou.
Ele a olhou e falou.
- ao menos, me diga quem lhe fez isso, eu juro que o ma. — ele foi interrompido com os dedos da mãe lhe tocando nos lábios.
- não jure que matará ninguém... Se não for matar, sabe que a honra da vitória, das batalhas vividas ninguém pode lhe retirar, a honra de um homem. — ela falou séria.
Daniel assentiu e fechou os olhos, se ajeitou no abraço da mãe e comentou.
- não gosto de lhe ver assim... Se matando por algo e nem me fala o que é.
- superprotetor incorrigível, hu?- ela falou, ele deu uma risada abafada. — estou fazendo pelo seu bem, saiba disso.
Ele assentiu e a abraçou também.
- eu te amo, mamãe.- sim, apesar de ser um... demônio, ele falava essas coisas, era muito carinhoso com quem amava.
- eu também, querido.- ela falou, havia mais alguém que precisava de seu amor...precisava muito dele.
De repente a porta marrom fora aberta por um homem alto, de terno negro, uma beleza inegável, mas ignorável para os que conheciam sua verdadeira personalidade.
- já chegou, Orgulho?- perguntou Daniel, por mais que seu pai fosse Orgulho(n/a ele acha que é gente), ele nunca agira como um pai, às vezes parecia que Daniel era mais um prêmio, um trunfo para Orgulho, por algum motivo... Daniel não gostava de ser disso.
-ao que parece, ainda cuidando de tua mãe, Daniel?- o rapaz assentiu.- demônios não devem ser tão sentimentais.
Daniel deu de ombros com o comentário do “pai”, olhou de novo para a mãe enquanto ignorava os resmungos de Orgulho, sorriu, ela retribuiu para seu pequeno... meio-anjo.
Notas finais
logo logo os gêmeos irão se encontrar, o que esse encontro poderá originar?
bjs
sakura_princesa
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