Darkness

7 Capítulo VI - Marcie Millar, a vadia.


Notas iniciais
Outro capitulo, já que eu fiquei dois dias sem postar.:3
Agradeçam a Talitha, minha amiga, que estava louca por mais um capitulo. Beijos. :3

O outro dia na escola até que foi normal, até chegar a hora da aula de Biologia. Patch se sentou ao meu lado, no fundo da sala e se jogou na cadeira como sempre, me deixando espremida contra a parede, evitando ao Maximo algum contado com ele.

Eu estava com short, e coturnos, uma blusa leve e meu cardigã, as marcas dos cortes ainda não tinham sumido completamente, e eu ainda os escondia. Patch, como sempre estava com suas roupas pretas e um all star nos pés. Seu cabelo estava levemente bagunçado, e alguns cachos se formavam atrás. Seus olhos, pareciam duas órbitas negras. Sua boca... Peguei-me secando completamente Patch, e ele deu um olhar de diversão quando percebeu isso.

— Gosta do que vê?

Dei um sorriso falso e levantei a mão, mostrando o dedo do meio para ele, que logo deu uma risada rouca e se endireitou na cadeira.

— Me poupe. – Eu disse começando a copiar o que o técnico tinha passado no quadro. Enquanto nós copiávamos ele passou mesa á mesa recolhendo as tarefas. Entreguei a minha, ele deu uma boa olhada e passou para a próxima fileira. Nervosa, dobrei as mangas do cardigã até o cotovelo, e quando terminei de copiar, deixei-os esticados em cima de meu colo.

Ao terminar Patch se virou para mim, e franziu a testa ao olhar meu pulsos, ele tocou de leve com a ponta da caneta.

— O que é isso? Já tentou suicídio, Nora?

— Não é da sua conta. – Cruzei os braços para escondê-los, e fechei meu caderno já que o técnico só passaria aquilo e tínhamos o resto da aula livre.

— Ei, está brava por ontem a noite?

— Claro que sim, você me agarrou.

— Você fala como se tivéssemos feito alguma coisa de errado, nós nem chagamos a nos beijar.

— Ainda bem!

— Como se você não quisesse... Nora, eu sei que você sente alguma coisa.

— Só se for ódio. Ah, e nojo.

Patch abriu um sorriso e virou-se para mim, fazendo nossos joelhos se tocarem, eu recuei rapidamente e outro sorriso de vitória surgiu.

— Viu?

A porta se abriu quando eu a responder, e Marcie Milllar entrou, a rainha de todas as vadia, minha inimiga desde o ensino funtamental. Eu bati minha própria cabeça na mesa, e depois a ergui novamente. Ela estava entrando na sala, com sua mochila pendurada no ombro e uma de suas mini saias, que eram levemente uma calcinha.

— Ah, não... – E ao mesmo tempo olhei para Vee, ela estava com a cabeça baixa escrevendo alguma coisa. Ela olhou na direção do professor, e depois se virou para mim jogando com pressa um pedaço de papel. Patch o pegou antes de mim, e fez que ia abri-lo, pulei nele e lutei para pegar o pedaço de papel, aproveitando que o técnico estava ocupado demais bajulando Marcie. Arranquei-o da mão de Patch e o abri em cima de meu caderno.

NÃO, NÃO! EU PENSEI QUE ERA SÓ UMA FOFOCA. OUVI QUE MARCIE IA MUDAR DE SALA PARA FICAR PERTO DO PATCH. PELO O QUE EU VI, ELE É A PROXIMA “PRESA” DELA. EU NÃO VOU AGUENTAR UM ANO AO LADO DE MARCIE!

— Ei, ei, atenção! – O técnico já tinha arrumado um lugar para Marcie, que por sinal, ficava bem perto de Patch, ela sorria para ele com aqueles dentes, ao estilo propagando da colgate, e mexia no cabelo.

— Ah, fala sério. – Revirei os olhos e me encostei na cadeira. Ela dava um exagerado “tchauzinho” para Patch, que retribuiu com um leve aceno de cabeça.

Ao ver minha expressão, ele arrancou o bilhete de Vee da minha mão e escreveu algo no verso da folha, o passando por cima da mesa.

Marcie era campeã em estragar as coisas, dessa vez não seria diferente. Peguei o papel e com as letras, um tanto formal de Patch, estava escrito:

Não se preocupe, anjo. Eu sou seu.

Notas finais
Comentem, seus feios. u-u