Darkness
18 Cap. XVIII – A fugitiva
Notas iniciais
Se passou um mês desde que eu estava sendo mantida prisioneira naquela casa. Estava preocupada, onde estaria Ariel, o que ele havia feito com ela? Eu era alimentada regularmente, mas Ruby ainda continuava a me oferecer seu sangue, e eu não negava.
Tudo estava se passando bem, apesar de eu ser mantida prisioneira. Até um dia a minha ira ser provocada. E eu irei lhes contar agora sobre esse dia.
Um dia normal começava, eu era desamarrada pra tomar meu banho e comer, e depois voltava a ser presa, vocês devem estar se perguntando por que eu não fugia, certo? Era simples, eram vampiros que me vigiavam, e eu, como uma pequena criança não era capaz de escapar deles, eu realmente não sabia a expansão dos meus poderes, mas iria descobrir.
A Ruby foi me visitar, como sempre, e estava me alimentando quando os vampiros chegaram para me vigiar, um deles a viu, e se dirigiu a ela a puxando pelo braço dizendo:
– Sua vadiazinha! O que faz aqui em baixo? Está alimentando ela? – Disse ele a segurando firme pelos braços.
– Deixe ela em paz, ela não tem nada a ver com isso! Fui eu quem pediu!
– Eu não posso fazer nada em relação a você, mas quanto a esse demônio... –Ele segurou o rosto dela com uma das mãos, e inclinou sua cabeça para o lado, deixando a mostra seu pescoço, então ele o cheirou e o mordeu.
Ela se retorcia de dor, pois é dolorido ser mordida por um vampiro. Ela fechou os olhos e tentou o empurrar, mas foi inútil.
– Deixe ela em paz! – Dizia eu enfurecida.
– Acho que não! Esse sangue de demônio até que é bom, vamos ver o que você tem de melhor! – Ele rasgava a blusa dela, partindo pra seus pequenos seios, os beijando e mordiscando.
– Ah... Não, pare... – Disse ela meio vermelha.
– Pare com isso, seu monstro! – Disse eu furiosa.
– O que você vai fazer comigo se eu não parar? – Disse ele tocando a intimidade de Ruby.
– Seu... Seu... – eu começava a tentar me soltar daquela cama.
– Você não vai conseguir sair daí.
Enquanto isso o outro vampiro apenas olhava para aquela cena. Então eu dizia:
– Faça alguma coisa!
– Eu?
– É claro!
– Ah, tudo bem...
Eu suspirei aliviada por um momento, quando de repente ele se aproximou por trás de Ruby e começou a acariciar seus seios, mordendo seu pescoço.
– Pa-Parem... – Disse ela com uma lágrima nos olhos.
– Eu vou salva-lá Ruby! Eu não vou deixar que esses monstros te machuquem!
Ela olhava pra mim e dizia:
– Está tudo bem, não precisa. Eu já estou acostumada.
Aquilo doeu em meu coração. Não conseguia entender como eles poderiam fazer algo assim. Meus olhos ficaram de cor magenta escuro e eu puxei meu braço com força, soltando uma das amarras. Rapidamente me soltei da outra amarra e soltei meus pés. Eles se levantaram assustados.
– Eu nunca mais vou deixar que te machuquem Ruby, eu vou proteger! – disse eu me pondo de pé.
– Ela se soltou! O que faremos? – Disse o primeiro.
– Calma, ela não poderá passar do círculo! — Disse o outro
– É verdade.
Olhei pra cima, com meus olhos cor magenta escuro. E vi aquele símbolo sobre minha cabeça, não me importava o que era, mas eu acabaria com ele, e salvaria Ruby.
Fechei minhas mãos e o teto de ferro começou a rachar, corrompendo o selo, que se partira ao meio.
Eu saia daquele espaço reservado pra mim. E eles vieram pra cima de mim, com suas garras e seus dentes. Eu agarrei no pescoço do primeiro, com minhas pequenas mãos, e o joguei no chão dizendo:
– Nunca mais vai encostar um dedo nela, e nem em mais ninguém!
Com minhas mãos eu esmigalhei o pescoço do vampiro, deixando seu corpo separado da cabeça. O segundo veio por trás, foi quando eu virei e o olhei nos olhos, ele ficou paralisado de medo, e eu então fui contra ele, esmagando a cabeça dele contra o chão, até que ela explodisse.
Me virei pra Ruby, que estava assustada com o que eu acabara de fazer e disse pra ela, ainda com meus olhos em cor magenta escuro:
– Vamos sair daqui! – A puxei pela mão e saí a carregando junto comigo.
– Eu não posso! – Disse ela.
– Por que não?
– Tenho um contrato com o Vlad, não posso sair desta casa.
– Vamos comigo, por mim, quero você perto de mim pra eu poder te proteger, eu... eu te amo!
Ela me parou e se aproximou de mim, me dando um selinho.
– É melhor você ir sozinha, ele irá nos encontrar se eu estiver com você, mas se você for sozinha poderá voltar pra me buscar quando for mais forte!
Meus olhos se encheram de lágrimas, e eu resolvi que deixaria Ruby ali. Meu primeiro amor, voltaria quando estivesse mais forte. E a salvaria. Era como eu pensava, pensava que ela precisava ser salva, grande engano o meu.
Saí dali correndo, subi as escadas, saindo do calabouço que me encontrava. Passei por mais alguns servos e vampiros, matei a todos que encontrava em meu caminho, deixando Ruby pra trás. Saí pela floresta a fora, correndo para o meio do nada, sem um plano, apenas com vontade de desaparecer daquele lugar. Ainda sentida por ter deixado Ruby lá. Passei dias a fio na floresta, sem ter como me alimentar. Às vezes achava um pequeno animal, ao qual bebia seu sangue. Mas minhas maiores perguntas eram: Como eu sairia dali? E onde Ariel estaria?
Notas finais
Espero que tenham gostado.
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