Darkness

13 Cap. XIII – morte – (parte VIII – Os vampiros)


Notas iniciais
Aí vai mais um capítulo, esse capítulo é um pouquinho forte... mas espero que vocês gostem, sinto que um amigo meu em especial vai gostar (tô falando do Yuri). Bom proveito, boa leitura!

Quando Edward acordou sentiu seus braços e pernas presas por uma corda, estava em uma espécie de máquina de tortura. Era o chamado Banco de tortura, onde a vítima ficava presa pelos tornozelos e pulsos.

– Ora, ora, parece que o dorminhoco acordou... finalmente vou poder começar meu interrogatório! — Dizia Vlad passando pelo rosto de Edward uma pata de gato, instrumento de tortura utilizado para rasgar a carne das vítimas. — Diga-me Edward... — Ele prosseguia. — Onde está a criança? Que de certa forma é parte minha filha, já que herdou meu veneno mortal enquanto ainda era um feto...

– Ela não é sua filha seu desgraçado, é minha, e não ouse tocar no nome dela!

– Ora, é claro que tenho que tocar, afinal esse interrogatório é sobre ela, sobre o que mais seria?

– Eu não irei te dizer nada, não importa o que faça comigo!

– É o que veremos! Puxem!

Depois de ter dito isso os vampiros que estavam posicionados em roldanas próximo aos pés e mãos de Edward começaram a rodar a roldana, as roldanas começavam a girar em direção contrárias, afastando-se. Assim o corpo de Ed era esticado, enquanto ele gritava Vlad dizia:

– Vamos Ed, você não precisa passar por isso, é só me dizer onde a criança está e sua morte será rápida. — Ele se aproximou do rosto de Edward.

Este por sua vez cospiu no rosto do vampiro, dizendo em seguida:

– Vá pro inferno!

– Ora, um dia nos encontraremos lá. — Disse o vampiro enquanto passava um lenço sobre o cuspe do prisioneiro. — Mas, se não quer me responder, terá que sofrer! — Fez então um sinal para um outro vampiro que estava assistindo e este colocou uma alicate próximo a unha de Edward, puxando-a em seguida, arrancando-lhe da pele.

Era uma dor lascinante, ele gritava enquanto o vampiro ia arrancando suas unhas, uma por uma.

– Podemos continuar com isso por horas querido Ed... Ou você pode nos contar onde está a criança e nós te damos uma morte breve.

– Jamais vou te dizer onde minha filha está, seu vampiro de merda.

– Como ousa falar com um conde como eu dessa maneira... — Ele apontou para outro vampiro, que prendeu um aparelho de tortura no joelho de Ed, era um Quebrador de joelhos. Aparelho simples composto por placas paralelas de madeira unidas por duas roscas. À medida que as roscas eram apertadas as placas, que continham pequenos cones metálicos pontiagudos, pressionavam os joelhos progressivamente, até esmagar a carne, músculos e ossos de Edward.

Ele gritava de dor. E não havia outra coisa que pudesse fazer, afinal, mesmo sendo um demônio a tortura lhe era sentida pela carne em que estava.

– Parece que você não pretende me dizer não é? — Ele cravou a pata de gato no peito de Edward e puxou, dilacerando o peito dele, que continuava a gritar.

Seus olhos ficaram novamente negros e uma aura maligna se apossou do local, sua voz estava diferente, era uma voz realmente demoníaca:

– Não vai arrancar nada de mim, será que você não percebe? Sua única maneira será me matar, ou você não sabe que eu passei por coisa muito pior no inferno?

Vlad ficou enfurecido com a provocação de Edward e outro quebrador de joelhos foi posicionado no outro joelho de Edward e a tortura continuou por horas, sua pele era dilacerada, suas unhas arrancadas, teve água benta jogada em seu corpo, mas ele não ousava falar uma palavra se quer a respeito de sua filha, levaria essa informação até seu túmulo, que já não estava tão longe.

– Já me cansei de brincar com você Edward, já percebi que não vai me dizer uma palavra se quer a respeito de sua filha...

– Ainda bem que percebeu...

– Então o que posso lhe dar é a dolorosa morte por minhas mãos! — Um sorriso foi esboçado em sua face.

Edward foi carregado até uma floresta, sendo açoidado pelo caminho, foi então que ele viu a forma de sua morte, uma estaca afiada o esperava... Empalamento, digno do Conde Vlad Tepes, o Conde Dráculla!

Essa foi a sua morte, agonizando com uma estaca enfiada de seu ânus a sua boca, açoitado a té o fim, padeceu pensando no bem da sua filha, morreu com olhos sorridentes, depois de tanto sofrer.

Notas finais
E lá se foi mais um capítulo... Como passa rápido, os pais da personagem já morreram, e o que será dela agora? Será que a Xamã irá cuidar dela? O que acharam da morte do Edward? Comentem!