Darkness
7 Cap. VII – morte – (parte V – O dia do medo)
Notas iniciais
Finalmente o dia tão esperado, aquele dia que fará fervilhar os ossos, o dia do medo. O medo é uma característica desconhecida pra mim, uma característica humana, mas também animal, mesmo assim por mim desconhecida... Eu desconheço muitas coisas humanas e o medo é uma delas.
Como que será que acabará a vida dos “meus pais”? Será que a paz tão ansiada iria acabar? Eu digo que sim... E será agora mesmo...
Eles estavam jantando, quando de repente um frio passou pelas suas espinhas, algo rondava a casa, e eles podiam sentir.
– Ora, ora, finalmente encontramos vocês... O que o destino nos trás, Edward e Angeline, o casal rebelde, os fugitivos...
Eles entravam porta adentro como ladrões, mas mais aterrorizantes, com capas sobre os rostos, e uma presença que poderia ser temida a kilometros de distância.
– O que vocês querem? – perguntou Edward
– Queremos a criança! Onde ela está?
– Que criança, não sei do que vocês estão falando!
– É claro que sabem! E se você não disser sua mulher vai sofrer! – Ele tomou Angeline nos braços e a segurou pela cintura, cheirando suavemente seu pescoço, saboreando o cheiro de sua by Text-Enhance\">pele. – Ah... cheira como um anjo, um belo e doce anjo!
– A deixe em paz! Quem é você e o que querem?
– Já disse o que queremos! – Os outros começavam a quebrar as coisas da casa enquanto o primeiro ainda segurava Angeline nos braços. – Esse anjo vai sofrer as consequências caso você não fale!
– Eu não sei do que está falando!
Ela observava aquele rosto, por de baixo da capa, que somente ela podia ver... Ela via seus olhos cor magenta escuro...
– Você... Vlad? – ela sussurou.
– Ora minha querida, você disse que eu podia retornar, então estou aqui de volta em sua magnífica presença, ah, como eu adoro esse seu cheiro...
Ele aproximou-se do pescoço da moça, que estava paralisada de medo, seus dentes de repente se afiaram, e penetraram a carne da bela moça, que passou de sua coloração rósea para uma cor pálida, sem vida. Sua vida estava se esvaindo diante se seu amado, e em seus lábios somente um gemido pode ser ouvido, chamando pelo nome de seu amado.
–Edward...
Ele tomou coragem e puxou o braço de sua amada, que caiu sobre seu colo, desmaiada, seu rosto pálido como a luz da lua, sem vida, sem cor.
– Você terá que me dizer uma hora Edward, mesmo que eu tenha que usar tortura para conseguir o que eu quero... Ele o olhou nos olhos e ele ficou paralisado diante daquele olhar.
–-- FUJAM!!! ---
Uma luz penetrou a casa e tomou conta de tudo, com isso os seres das trevas dentro daquele quarto sumiram, e naquela sala se encontravam apenas Edward e Angeline desmaiada em seus braços.
Ele segurava sua donzela nos braços, ela sem vida, sem cor. Do que será que eles estavam falando, que criança seria aquela? Será que sua esposa estava grávida? Ele correu para o hospital mais próximo, mas o que ele diria? Que ela havia sido atacada por um vampiro? E os furos em seu pescoço? Que explicações ele daria?
Chegando ao hospital ele a deixou com os médicos, e logo médico que a atendeu veio falar com Edward.
– Senhor o que aconteceu com sua esposa, ela estava com pouquíssimo sangue, precisamos fazer uma transfusão, ela está bem agora, mas o que foram aqueles dois furos em seu pescoço?
– Eu sei muito menos que o senhor Doutor, quando encontrei minha mulher ela já estava caída com esses sintomas... Ela ficará bem? – Foi a desculpa que ele inventou na hora.
O médico fingiu que acreditou na história e logo em seguida disse:
– Ela está bem, mas precisamos analisar a saúde da criança...
– Criança? – Disse ele arqueando as sobrancelhas.
– Vocês não sabiam? Sua esposa está grávida, de uns dois meses pelos meus cálculos.
– Nossa, eu... Nós não sabíamos...Ela já está acordada?
– Está sim, mas seja breve, ela precisa descansar...
Ele entra na sala do hospital e vê sua esposa deitada, ainda um pouco pálida, recebendo sangue.
– Olá querida... O médico já lhe contou?
– Sim... Estou grávida...
– Isso não é maravilhoso?
– Mas querido, e se o Vlad contaminou a nossa criança?
– Vlad, aquele desgraçado, sabia que não podíamos confiar naquele desgraçado. Espera... esse nome...
– Sim, querido, é ele. O que faremos agora? – Disse ela com o rosto entre as mãos chorando.
– Não fique assim querida. – Ele a abraça. – Vai ficar tudo bem, aposto que essa criança ficara bem também, afinal será uma criança abençoada...
– Como ela pode ser abençoada, nós já fomos desgraçados por Deus no dia em que traímos nossa família. Nada de bom pode resultar depois desse fatídico dia.
– Não se preocupe, eu irei proteger você e nosso filho custe o que custar, mas agora precisamos sair do Kansas... Precisamos encontrar outro lugar pra ficar...
Com essas palavras se fecha o dia do medo... E começa a corrida para outro lugar, onde eles ficariam protegidos.
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