Notas iniciais
Tentarei fazer os perigos virem mais devagar. As coisas realmente estão vindo muito rápido.

POV Thiago

Sinto muito bem nessa cama, poderia passar o resto da minha vida aqui. Minha vida já não presta mesmo, então, ficando na cama seria de bom aproveito.

Tive um sonho maravilhoso, que foi assim:

Estava em um abismo. Junto comigo estava todos os que chamo de amigos, Daniel, Aghata, Brianna, Stefane e por mais que eu goste do Diego e ele realmente é meu amigo, ele é acrescentado.

Discutindo com Diego, por algum motivo, Daniel estava tentando parar a discussão e eu acabei fazendo ele parar de atrapalhar as coisas, jogando ele do abismo. O que eu achei mais interessante é que não tinha fim e ele continuava caindo infinitamente e como muito sabem, é melhor cair e morrer, do que sentir a dor milhares de vezes, sem realmente ter algo que possa sentir a dor. Uma dor psicológica para um fisicamente.

Meu sonho era muito estranho e por mais estranho que seja, estava gostando. Me pergunto se esse sonho revela o que eu sou de sentir pelas pessoas e como eu sou realmente, mas não tenho certeza.

Quando estou a abrir o olho e me levantar, estava uma bandeja de café da manhã na minha cama. Começo a comer, saboreando tudo como se não houvesse um amanhã. Quem sabe, talvez não tenha mesmo um amanhã.

POV Aghata

Sinto que vou correr perigo. O problema é que sou esperta o bastante para saber que se eu correr, eu posso dá um passo e cair. Separei de todos a pouco segundos e acredito que a cada segundo que se passar, um perigo estará mais próximo.

Como posso lutar, se não sei lutar? Como posso fazer as coisas sozinha? Penso nisso, mas também sei que alguma vez na vida, terei que mostrar o que sei fazer e como farei.

Meu corpo começa a responder o cansaço que estou sentindo e caio no chão, mas colocando a mão e sentando, evitando de me machucar momentaneamente.

–Que sono! -Falo para mim mesmo. -Poderia dormir o dia inteiro, seria um aproveito ótimo.

Um corvo aparece em minha frente e eu tento espantá-lo da minha frente. Ele sai da minha frente em uma grande velocidade, mas quando eu viro para trás, aliviada, encontro o corvo novamente e me assusto. Tento espantá-lo pela segunda vez e uma neblina percorre o local.

Fico assustada e começo a correr. Estava no lado oposto de Daniel, o Sul e agora que estava correndo, me perco de direção.

Esbarro em algo ou alguém. Não sabendo no momento quem era, tento continuar a correr, mesmo que a pessoa estava no chão, acabo chutando ela sem querer e continuo.

–Aghata? -A pessoa fala, quase gritando, para que eu parasse de correr e prestar atenção.

–Quem está aí? -Pergunto, mesmo sabendo que é uma coisa idiota de se fazer, quando está em perigo.

–Nossa que legal, não reconhece minha voz. É a Brianna, Aghata! -Brianna fala e realmente percebo que era ela, mesmo que a voz estava diferente, um pouco.

–Brianna! -Grito, pensando em estar segura, mas me lembro que agora é duas idiotas em perigo.

–O que foi, Aghata? -Ela diz. -O que está acontecendo?

–Foi você que fez aquilo da neblina? -Pergunto. -Você que está indo atrás de mim?

–Neblina? Que neblina? -Ela fica confusa. -Claro que eu não estava indo atrás de você, tínhamos que separar e você esbarrou em mim, então eu estava na frente.

–Você tem razão! -Fico um pouco aliviada.

POV Brianna

Estava andando a procura de Sho, não muito longe do oposto de Daniel e onde Aghata estava, o sul.

Não entendo como não estou com fome e nem sono. Talvez seja porque sei que vai me atrapalhar na procura e foi como um bloqueio que fiz.

Nada me acontece até agora e eu estranho, pois tudo estava acontecendo rápido demais.

Aquele momento que você sabe que a alegria das pessoas dura pouco. Algo esbarra em mim e eu caio. A pessoa além de me ajudar, tenta correr mais e não percebe que me chuta. Quando se afasta um pouco, percebo que é a Aghata e começo a gritar por ela.

Começamos a conversar e ela pergunta algo de neblina e se eu estava atrás dela. Acho estranho isso e assusto, provavelmente estaremos em perigo mais uma vez.

Ouvimos passos vindo em nossa direção, começamos a correr. Percebemos que era um homem e ele estava todo pelado. Me assusto se ele é vai fazer algo com a gente.

–Tenho uma ideia! -Disse Aghata. -Confie em mim.

Eu acredito nela, mesmo não sabendo o que ela pretende fazer. Em uma velocidade impressionante, ela e eu saímos e encostamos em alguma árvore um pouco afastada de onde estávamos. Assusto com isso, mas continuo no rumo.

Inacreditavelmente, ela me beija. Começo a assustar com isso, o que ela pretende fazer? Respondo o beijo, mesmo sabendo que é a primeira vez que beijo na boca na vida e que ela seria a pessoa que estava tirando o meu bv.

A velocidade que estávamos indo, nas árvores e como se fossemos namoradas, se pegando, mas a única coisa que acontecia mesmo era o beijo normal estava me assustando. A língua de Aghata pede permissão para entrar e começamos a beijar de língua. Isso fez com que o homem se afastasse e paramos, fico assustada de como isso aconteceu, até porque ela namora o Daniel.

Não posso negar que gostei disso e pela sua expressão, onde estava passando a língua nos lábios, deve ter gostado também.

Ficamos deitadas em seguida, cansadas, até o momento que pudéssemos levantar e procurar o Sho.

POV Diego

Seria muito estranho se eu dissesse que não prestei atenção em nada? Sei que devo procurar uma pessoa com nome de Sho e também sei que será a primeira pessoa entre todos que falará o nome de Aryeh, mas ainda assim, qualquer um pode falar primeiro em outro lugar e um primeiro para mim, mudaria muito o fato e também demonstra que somos idiotas de termos nos separado.

Sinto uma pontada no coração. Parece como se alguém tivesse pensando em algo ruim para mim, mas não imagino quem seria.

Continuando a andar, sem saber em que direção estava, vejo um cachorro bem fofo e pequeno em minha frente. Pego ele carinhosamente e com cuidado, ele responde, lambendo a minha mão e eu acariciando-o.

O cachorro começa a falar, dizendo que não tem dono. Tomo um susto momentâneo, pois esqueço que boa parte dos animais conseguem falar e pego ele para mim, tomando conta dele, sendo o novo dono.

Escurece e eu fico com muito sono. Gostaria de ir para uma cama macia e quentinha, mas sei que estou em um mundo onde não tenho nada, nem a espada que os outros receberam.

Eu caio no chão de sono e acabo me apagando, sem ligar para nada, fora que não tinha ninguém para eu conversar mesmo, então ficava o tempo todo calado, junto com meu novo cachorro.

Notas finais
Comentem o que acha, o que precisa melhorar, etc.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.