Dark Wood Circus
6 Capítulo 6
Sam abriu os olhos, descobrindo que ainda estava com aquela venda amarrada sobre eles, e suspirou, tateando o chão para tentar lembrar-se de onde estava. Tocou alguma coisa macia e logo descobriu ser uma mecha de cabelo, mas de quem isso não conseguia descobrir.
- Ei... – Ele chamou baixinho.
- Ah, você acordou. – Reconheceu a voz da menina gêmea e sorriu levemente, ouvindo-a se sentar. – Já está tarde, onde será que o cãozinho está?
- Ele ainda não voltou?
- Não. Aah, assim o Mestre vai ficar bravo! – Ela comentou, soltando um suspiro. – Espero que o cãozinho tenha uma explicação boa.
- Com certeza. – O menino gêmeo completou. – Ou o castigo vai pra nós.
- Ele nunca demora assim, demora? – Sam quis saber, preocupando-se.
- Não.
O rapaz engoliu em seco e se sentou, recostando as costas na parede para ter um apoio bom. Não queria imaginar o que acontecera com o loiro, mas também não queria pensar o que aconteceria se ele não chegasse logo. Ouviu os passos leves do Mestre se aproximar e umedeceu os lábios, encolhendo-se levemente quando o homem parou perto de si.
- Onde o cãozinho está?
- Ele ainda não voltou Mestre. – A menina respondeu tímida.
- Como não? – O Mestre ralhou. – Vou ter que ir procurá-lo... – Suspirou baixo. – Que inconveniente. Fiquem aqui.
- Sim, senhor. – A menina disse meio assustada.
- Acha que ele vai castigar o cãozinho? – Sam perguntou baixinho quando o Mestre se afastou, tentando não imaginar o que o homem faria.
- Hun... Não sei. – O menino comentou. – Ele não parece zangado.
- O Mestre está preocupado. – A menina segredou. – O cãozinho nunca demora tanto. Aconteceu alguma coisa com ele.
- Será que ele tá bem? – Sam quis saber, preocupado.
- O cãozinho sabe se cuidar.
- E se... Alguém o pegou?
- Acha que alguém faria isso?
- Um homem mal, talvez. – O menino comentou. – O cãozinho não machuca ninguém sem a permissão do Mestre.
Sam mordeu o lábio inferior levemente, não sabendo se deveria ficar preocupado. Sentiu mãos pequenas e frias em seu rosto e sorriu, abaixando um pouco o rosto para os gêmeos poderem tirar aquela venda. Depois que se sentiu livre daquele pano, piscou algumas vezes, suspirando ao notar que continuava não enxergando.
- Gostaria de saber o que ele fez. – Murmurou.
- Aah, você ficou tão bonito! – A menina comentou, animada. – Eu gosto mais desses olhos, são mais bonitos.
- Hun? – Sam sorriu, não entendendo. – Como assim?
- Oh, é. Você não pode ver. Que pena.
- Como eles... São? – O Winchester quis saber, curioso.
- São tão lindos! – A menina comentou sorrindo. – São vermelhos! Parecem rubis! Não acha, mano?
- Tanto faz. – O menino suspirou e levou um susto quando a irmã lhe deu um beliscão. – Ai! Isso dói!
- Não seja malvado. – O menino mostrou a língua para a irmã gêmea.
- Seus olhos são legais, Sam.
- Obrigado! – O rapaz riu, divertindo-se com aqueles dois. Apesar de tudo, incrivelmente, sentia-se muito bem ali. Sorriu e fechou os olhos por um momento, pensando no que teria acontecido com o loiro. – Será que o cãozinho está bem?
- Espero que sim. – A menina suspirou. – O Mestre não iria atrás dele se não estivesse preocupado, não é?
- Já é bem tarde. – O menino disse. – Acho que alguém pegou o cãozinho.
- Por que alguém faria isso com ele? – Sam quis saber.
- Gente doida.
- Eeh, eu só tenho pena deles quando o Mestre descobrir. – O menino riu baixinho. – E se machucarem o cãozinho então...
- O Mestre nos castiga só quando fazemos alguma coisa errada. – A menina explicou. – Mas eu tenho certeza de que nos ama muito.
"É. Treinando cachorrinhos com doces e castigo. Muito esperto." Sam pensou, mordendo o lábio inferior para não acabar dizendo aquilo em voz alta.
- Hun, eu espero que o Mestre não demore muito. – O menino comentou. – Estou começando a ficar com fome.
- Eu também. – O Winchester balançou os ombros. – Aposto que eles voltam logo.
- Vocês fofocam demais. – Comentou uma voz divertida.
- Passarinho! – As crianças gêmeas falaram ao mesmo tempo.
- Já que falam tanto, está tudo bem por aqui, não é? – Castiel disse.
- O Mestre foi atrás do cãozinho. – A menina explicou. – Ele ainda não voltou.
- Entendo. E você, Sam, está melhor.
- Sim, estou sim. – O Winchester assentiu. – Obrigado.
- Que... – Sam se afastou automaticamente quando sentiu um rosto muito perto do seu. – Que interessante. Ainda não consegue ver nada?
- Eu deveria?
- Provavelmente ainda não, mas... – Castiel comentou. – Talvez o Mestre tenha... Outros planos para você.
- Que tipo de... Planos? – Sam hesitou, preocupado.
- Isso ninguém pode saber, com certeza. Posso esperar aqui com vocês?
- Claro. – Os gêmeos falaram juntos, animados. – Vem brincar um pouco com a gente.
- O Sam não se importa, não é? – A menina perguntou, sorrindo quando o moreno acenou com a mão, indiferente. – Ótimo, então vem passarinho!
O Winchester sorriu, divertido. Realmente aquele era um lugar bem incomum. Suspirou, ajeitando-se melhor, e resolveu tentar cochilar para passar o tempo, mas não estava com tanto sono como gostaria, então apenas se deitou, de olhos fechados, pensando em coisas banais, surpreendendo-se com quantas coisas havia se esquecido desde que entrara naquele circo, mas isso realmente não parecia tão importante. Quase automaticamente, tocou o rosto, tentando imaginar o que o Mestre havia feito, mas como não encontrou nada diferente, acabou desistindo. Abriu os olhos e pensou ter visto uma luz ou coisa do tipo, mas como durou apenas um segundo, ele suspirou, aceitando ter apenas imaginado aquilo.
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- Por favor, me soltem! – John suspirou quando o loiro implorou mais uma vez. – Se ele vier, vai machucar vocês.
- Não, agora fique quieto. – O Winchester ordenou, passando a mão pelos cabelos e se virando para Bobby. – O que a gente faz agora?
- Eu não faço idéia. Acho melhor soltar o garoto e ir com ele, até seja lá onde for.
- Ele pode escapar.
- Por favor. – John voltou a olhar para o garoto. – Me deixem ir. O Mestre vai me procurar, e vai me encontrar. Vamos, por favor.
- Sinto muito, garoto, mas não.
- Por que vocês não entendem? – O loiro murmurou, suspirando. – Ele vai machucar vocês. Você bateu em mim. – Ergueu os olhos para John, que engoliu em seco. – O Mestre não vai gostar nada disso...
- E ele não vive machucando você?
- Não, só quando eu faço alguma coisa errada. – O garoto meneou a cabeça. – O Mestre cuida de nós bem, só nos castiga quando fazemos alguma coisa que não pode.
- Aposto que sim. – John retrucou, passando a mão pelos cabelos. – Alguma idéia, Bobby?
Bobby negou com a cabeça. – Garoto, me diga uma coisa: o que ele faz com quem é desobediente?
- Bem... Ele machuca, para aprendermos. – O loiro disse. – E quando somos perfeitos, ele... Nos deixa normais.
- O que quer dizer?
- Ele deixou o Sam cego, e... Tem duas crianças lá... Gêmeas. Que elas meio que... Se completam... – O garoto explicou. – Eu... Olha, só me deixa ir, eu digo pro Mestre que me machuquei.
- Não, Dean. – John disse. – Acabei de encontrar você, não vou deixá-lo de novo.
- Pára de me chamar assim! – O loiro desviou o olhar, fungando. – Eu só quero ir embora...
- Dean, não vou mais deixar aquele cara te machucar.
- Pára! – O garoto soluçou baixinho. – Não me chama assim. Por que vocês não me deixam ir embora? Eu só quero voltar pra casa...
- Aquela não é a sua casa. – John retrucou, sentindo-se péssimo por tudo aquilo estar acontecendo. Suspirou.
- É a minha casa. – O loiro murmurou. – É onde eu cresci, onde eu aprendi tudo o que eu deveria. É o lugar em que os meus irmãozinhos estão, é onde eu tenho o que comer e um lugar pra dormir. É onde eu tenho quem cuide de mim. Eu não tenho mais nenhuma casa além daquela e não quero ir pra mais nenhuma.
- Bem sutil ele, não? – Bobby ironizou.
- Não enche. Dean...
- Pára! – O Winchester umedeceu os lábios com a repentina irritação do rapaz. – Eu não tenho nenhum nome! Eu não preciso de um e nunca vou precisar!
- Acho que você irritou o garoto.
- Jura? – John ironizou, se aproximando do loiro para poder encará-lo, e se surpreendeu ao ver dois olhos quase amarelos o fitando, numa mistura de irritação e medo. – Escute filho...
- Você não é meu pai. – O rapaz retrucou no mesmo instante. – Um pai de verdade não faria o que você fez. O Mestre nunca me deixou sozinho, nunca me abandonou. É por isso que eu vou voltar. Ele até pode me castigar, mas eu não me importo, porque eu sei que ele me ama e que vai me achar aqui.
John suspirou, meneando a cabeça. Ia ser mais difícil do que estivera imaginando. Levantou-se e aceitou a garrafa de cerveja que Bobby lhe estendeu, dando um gole. Ainda não conseguira assimilar a idéia de que estava com o seu filho ali, amarrado e praticamente implorando para voltar para aquele lugar horrível.
- Tudo bem... – Bobby limpou a garganta. – Vamos soltar você.
- Vamos? – John o encarou.
- Vamos. – O caçador barbudo rolou os olhos. – Acha que se o soltarmos seu Mestre virá atrás de nós? – O loiro umedeceu os lábios.
- Eu não sei...
- Mas vou pedir uma coisa, tá bom? – O rapaz concordou em silêncio. – Diga ao Sam e aos seus irmãozinhos que vamos encontrar um jeito de ajudá-los, tá?
- T-tudo bem. – O loiro assentiu. – Só me solta, por favor.
- Certo. – Bobby desamarrou o loiro, ajudando-o a ficar de pé. – Ei... Você não está com fome garoto?
O rapaz franziu o cenho, notando que estava de barriga vazia há um bom tempo. – Er... Estou sim.
- Por que não come alguma coisa antes de ir, hun? – O caçador mais velho sugeriu. – Não vai demorar, eu prometo.
- Eu... – O loiro umedeceu os lábios, meio hesitante. – Tá bom.
- Então, o que você quer? – Bobby perguntou.
- Er... Eu não sei.
- Hun... – O caçador viu a cara de poucos amigos de John e riu levemente. – Já sei. Fiquem aqui e não se matem, volto logo.
O loiro assentiu e caminhou até a janela, debruçando-se levemente para observar o lado de fora. Suspirou, fechando os olhos por um momento e os reabrindo assim que ouviu John se aproximar, se afastando rapidamente.
- Ei, eu não vou fazer nada. – O Winchester rolou os olhos.
- Tá bom. – O mais novo disse. – Mas vou ficar por aqui.
John suspirou baixo. – Posso te contar uma coisa?
- Que coisa?
- Quando voc... O meu filho – Corrigiu-se. – tinha uns quatro anos e a minha esposa estava grávida, ele... Quase sempre deitava com ela e ficava contando coisas pro bebê. Inventando histórias sobre um dragão que eles iriam derrotar.
- Crianças têm uma imaginação muito boa. – O loiro comentou. – E daí?
- Aquelas crianças, onde você mora... Elas são importantes pra você, não é?
- É a minha família, é claro que são importantes.
- Você pode não acreditar, mas você e Sam são importantes pra mim. – O mais velho comentou, suspirando.
- Se eu fosse tão importante eu não teria sido abandonado. – O loiro murmurou, desviando o olhar para fora e sorrindo. John não entendeu o porquê, mas também não gostou. – Eu disse que ele ia me encontrar. – O rapaz sorriu mais e rapidamente voltou para a janela, se debruçando. – Mestre!
John engoliu em seco, contando até dez quando vira um homem com vestes negras de mágico entrar no quarto como se fosse normal.
- Oh, você está aí! – O homem comentou, chamando o rapaz para perto de si, deixando que ele abraçasse sua cintura. – Por onde você andou? Fiquei preocupado...
- Eu... – O loiro começou, mas parou quando o Mestre segurou seu rosto, observando seu rosto machucado.
- O que aconteceu com você?
- Er... Eu caí. – O garoto disse.
- Não minta pra mim, querido. Quem bateu em você?
- Ele... – O loiro indicou John com um aceno, se encolhendo contra o corpo do Mestre. – Eu quero ir pra casa, por favor...
- Nós já vamos querido. – O Mestre disse carinhoso, voltando os olhos para John. – Por que bateu nele?
- Er...
- Porque eu deixei ele zangado. – O loiro se intrometeu. – Vamos pra casa, Mestre, por favor. Eu não quero mais ficar aqui.
- Ele pediu desculpas? – O Mestre perguntou com a voz dura e o rapaz concordou silenciosamente. – Ótimo. Ninguém bate no meu menino por nada. – O homem assegurou, fazendo John engolir em seco. – Espero que isso não aconteça de novo, ou não vou ser tão gentil.
John concordou em silêncio, pensando se sair correndo dali como se o inferno estivesse atrás dele seria uma boa idéia. Provavelmente não era.
- Então vamos querido. – O Mestre disse, trazendo o loiro mais para perto.
- Sim papai. – O rapaz sorriu levemente quando o Mestre passou o braço por sua cintura, o trazendo para mais perto, e o seguiu rapidamente quando o homem saiu do quarto.
John bufou audivelmente. – Eu mato esse cara... – Murmurou para si mesmo, caindo sentado na beira da cadeira mais próxima, escondendo o rosto entre as mãos. Não conseguia entender como não pudera fazer nada, como parecia ter ficado... Paralisado de medo. Umedeceu os lábios, tentando ignorar aquela sensação ruim.
- Merda...
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- Muito bem. – O loiro ergueu os olhos timidamente. – Agora você quer me contar o que aconteceu?
- Eu... – Ele engoliu em seco. – Aqueles homens disseram que queriam falar comigo e... Acho que um deles bateu na minha cabeça. Quando acordei eu tava naquele quarto. Eles não queriam me soltar.
- O que eles queriam saber?
- S-sobre o garoto novo. – O rapaz mordiscou o lábio inferior quando o Mestre o puxou para perto.
- Eu não tenho dado muita atenção a você, não é meu menino? Sente a minha falta?
- M-muita... – O loiro murmurou.
- Então vamos resolver isso. – O Mestre sorriu e trouxe o rapaz para mais perto, o empurrando contra a cama e deitando por cima de seu corpo. – Eu também senti sua falta querido. Me perdoe por estar sendo tão descuidado.
- Tudo bem... Mestre...
- Sim meu menino?
- O senhor não vai... Me trocar, não é? – O loiro pediu, sentindo os olhos marejarem. – Como faz com os outros? E-eu não quero deixar o Mestre.
- Mesmo? Eu achei que quisesse ir embora.
- Não quero! – O rapaz balançou a cabeça, fungando. – Eu quero ficar com o Mestre. Não quero ir embora e... Não quero que o senhor me troque. Por favor...
- Não chore pequeno. – O homem pediu, afagando o rosto do mais novo. – Você é tão bonito, não precisa chorar.
- E-eu não quero que o Mestre me mande embora... – O loiro soluçou. – P-porque eu amo o Mestre e-e não quero deixar o senhor s-sozinho...
- Eu... – O Mestre sorriu levemente, puxando o rapaz para um beijo rápido e carinhoso. – Não se preocupe meu menino. Eu prometo que você vai ficar comigo.
- Obrigado... – O mais novo sorriu também e retribuiu o beijo, suspirando baixinho. – O senhor é tão bom comigo... Obrigado.
O homem sorriu mais, passando os lábios pelo pescoço exposto do rapaz, tateando por seu corpo enquanto o loiro gemia baixo de excitação, pedindo por mais enquanto seus dedos brincavam com a camisa que o Mestre usava.
- Ele foi melhor que eu? – O Mestre sussurrou contra o ouvido do mais novo. – Te deu mais prazer?
- N-não como o Mestre... – O rapaz gemeu, estremecendo quando o homem mordiscou sua orelha.
- É mesmo?
- Sim... – O loiro gemeu alto quando o Mestre apertou seu membro. – P-por favor, Mestre...
- "Por favor" o quê?
- N-não pare... Por favor...
- Não vou, meu menino, não vou. O que você quer, hun? – O homem sorriu levemente quando o rapaz mordiscou o lábio. – Você é realmente lindo. Quer que eu te ame? – Provocou, passando a língua pelo pescoço do mais novo, descendo os lábios. – Pode dizer querido.
- E-eu quero... – O loiro murmurou, corando quando o Mestre começou a tirar sua roupa, lentamente.
- Tudo bem. – O Mestre disse contra a pele do tórax do loiro, observando por um momento como aquele rapaz crescera. E como ele não tinha a menor idéia de quem era. Apenas... Queria continuar naquele mundo. – Você é tão lindo... Lindo mesmo.
- Mestre? – O rapaz chamou, piscando algumas vezes quando o homem pareceu distrair-se com alguma coisa, então se atreveu a segurar o rosto dele, sorrindo quando seus olhos se encontraram. – Está se sentindo bem?
- Sim. Não precisa se preocupar meu querido.
- M-mas... O senhor parece... Longe. – O rapaz insistiu preocupado.
- Meu garoto... Sempre preocupado em ajudar as pessoas. – O Mestre sorriu levemente.
- Não gosto de ver o senhor triste. – O loiro suspirou. – Ainda mais quando... Está comigo. Às vezes acho que estou fazendo alguma coisa errada...
- Você não está. – O mais velho garantiu, puxando o garoto para um beijo carinhoso.
- Então por que o Mestre está assim? – O rapaz quis saber, se sentando rapidamente quando o Mestre saiu de cima de seu corpo para sentar na beira da cama. – D-desculpe, eu não q-queria deixar o senhor zangado...
- Não, querido, você não deixou. – O homem sorriu levemente, afagando o rosto do loiro. – Eu só queria saber por que você quer ficar aqui.
- Porque é onde o Mestre está. – O mais novo respondeu sem hesitar, sorrindo. – Porque o senhor é importante pra esse cãozinho.
O Mestre sorriu um pouco mais. – Você é importante pra mim também, meu garoto. Eu amo você.
- Então não fique triste Mestre. – O loiro pediu, passando os braços pelo pescoço do homem, descendo as mãos pelo peito dele. – Pode deixar esse cãozinho fazer o senhor feliz?
- Sim. Faça o que quiser hoje meu bem. Você merece.
O rapaz sorriu suavemente, abrindo a camisa que o Mestre usava, exibindo seu tórax alvo que logo fora atingido por vários beijos úmidos e carícias que o mais novo proporcionava com fervor. O homem sorriu e levou uma das mãos até o topo da cabeça do menor, afagando-a levemente.
- Muito bem, querido, ótimo...
- Eu amo o senhor, Mestre... – O loirinho disse, colando seu corpo ao dele, roçando de leve seus quadris contra os do mais velho.
- Eu também amo você querido.
O loiro sorriu e fez o Mestre se deitar, tirando o resto das roupas que ele usava, passando os lábios pela pele macia do homem. Queria realmente ficar ali, dar alegria e prazer para o mais velho. Mordiscou levemente o peito dele, sorrindo ao ouvi-lo gemer, e começou a distribuir beijos pelo corpo do mais velho, passando as mãos pelos lugares que sabia que o homem gostava.
- Você é tão bom... – O Mestre sorriu, entrelaçando os dedos nos cabelos do loiro. – Não vai me abandonar nunca, não é querido?
- Nunca Mestre, nunca.
- Você promete? – O homem disse rouco, fazendo o garoto erguer os olhos.
- Eu juro pela minha vida, Mestre. – O rapaz sorriu docemente, selando os lábios nos do mais velho, pedindo um beijo calmo. – Eu amo o senhor.
- Também amo você, meu menino. – O Mestre sorriu, cerrando os braços ao redor do garoto, deitando-o em seu peito de modo que ele pudesse ouvir as batidas de seu coração. Num gesto raro de carinho, começou a afagar os cabelos dele, o impedindo de se levantar. – Fique aqui. Não tem que fazer nada hoje. Apenas me faça companhia.
Continua...
Notas finais
Eu me animo com os reviews de vocês, então se querem mais fic, já sabem. Reviews são a minha felicidade, a minha felicidade significa mais fic, então mais fic é a felicidade de vocês.
Até a próxima!
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