Dark Times
9 Accident
Notas iniciais
Os últimos raios de sol atravessavam as janelas do carro.A música calma que tocava no rádio me relaxou com a tensão de estar voltando pra casa e me fez esquecer o bom tempo que teríamos de estrada para chegarmos em nosso destino.
Entramos em uma estrada em que conseguíamos ver as luzes de faróis dos carros a metro de nós, a luz no céu brilhava cintilante como uma pérola . A estrada era totalmente deserta, com um pouco movimento e cheia de buracos e barrancos. No mesmo instante, sentimentos de angústia tomaram conta de mim. Meu sexto sentido me alertará que não éramos só nós nessa estrada e que algo estava para acontecer. Passamos por alguns trechos da estrada com muita cautela. Não consegui distinguir se estava vendo vultos na floresta que se estendia sob uma pequena parte ou se era o meu coração querendo pregar um peça.
O aparelho de som não estava mais ligado, e era possível ouvir o barulho de uma fina chuva que começara a se engrossar lá fora. Meu pai acabará de fazer uma curva, quando em uma freada brusca meu corpo foi projetado para frente estilhaçando o vidro com uma imensa força.
Era possível ver três silhuetas em meio ao breu. Foi quando o inesperado aconteceu. Misteriosamente o carro foi arremessado para o barrando. Foram voltas e voltas que faziam meu estomago revirar, quando atingimos a beira de um riacho comecei a vomitar loucamente, mas aquilo não era vomito era sangue. Olhei para o meu lado esquerdo tentando me recuperar e me deparei com a cena, meu pai to ensanguentado e preso nas ferrugens não aparentando ter nenhum sinal vital. Creio que ficaremos aqui por muito tempo pois ninguém presenciou o acidente.
Com a imagem de meu pai sem vida e debruçado ao volante, cai em um sono calmo e repentino, a imagem de eu criança correndo em um parque com um balão vermelho dominou minha mente. Acordei com o barulho das ferrugens sendo retiradas ao redor do corpo de meu pai, ele perdeu muito sangue e já não estava mais com nós. Me retiraram do carro e me colocaram em uma maca. Um pronto atendimento foi realizado, e ligados a mim tubos de soro e oxigênio.
Sinto um líquido estranho e quente entrando em meu organismo e entro em transe, no meu mais profundo inconsciente.
Um mês e dez dias depois...
Acordo em um quarto com pouca iluminação e várias aparelhagens ligadas a mim. Havia um sofá e uma cadeira no canto direito e alguém estava ali. O barulho do soro caindo me irritava.
Minha vontade era de arrancar todos aqueles tubos de meu corpo, afinal já me julgava completamente bem e não necessitava de nada para me auxiliar. Grunhi de dor ao tentar tirar a grossa agulha do meu braço.
"Alguém ai?" A curiosidade de saber quem me acompanhava me dominou
"Olha quem acordou. Tem noção de que você apagou por um mês inteiro!" Logo reconheci a voz da minha companheira de quarto e melhor amiga.
"Só quero me livrar de todas essas coisas ligadas no meu corpo!" Murmurei de de dor
"Calma você já vai sair daqui!.. É anhr.... Esme" Sabia sobre o que ela queria me informar e eu não queria mais falar no assunto.
"Se for sobre meu pai eu já sei Rose." A cada palava proferida, meu coração se apertava com vontade de ter ido junto com ele.
"Me desculpe Platt achei que não sabia.Vou chamar o Carlisle, meu deus ele anda tão preocupado com você, dormiu aqui todos os dias por todo esse mês, mal come direito e não vê a hora de te ver e perguntar se você está bem!"
"Espera...ele..."
Rose não me deixou terminar e o berrou.
"CARLISLE VENHA AQUI HOMEM A BELA ADORMECIDA ACORDOU, VENHA DAR UMAS BITOQUINHAS NELA!"
Quando me dei conta do que ela tinha berrado a olhei indignada. A porta range fazendo meu coração disparar loucamente e meu sangue queimar em minhas vezes. Vejo ele entrar curioso e apressadamente no quarto com passos largos em minha direção
"Esm, como você está?" A voz doce do loiro me fez lembrar o baile, o beijo e de nós dois.
"Agora estou bem, quero sair daqui!" Choraminguei.
Ele se aproximou de mim e com um gesto pegou em minha mão e a beijou;
"Esm, logo você estará em alta,preciso conversar com você."
Engoli em seco e respondi
"Você irá ficar aqui comigo Carlisle?"
Ele suspira e sorri com os olhos brilhantes
"Nunca irei te largar pequena"
Nosso pequeno momento foi estragado por um médico que entra com uma planilha todo desengonçado. Era baixo e calvo, se aproxima de mim e me olha com ar de felicidade.
"Carlisle, por favor me deixe examinar-lá"
Rosalie entra e fica do lado de Carlisle com um sorrisinho de malicia nos lábios carnudos
"Bom Senhorita Platt, creio que você está bem como nunca ligeiramente forte como um cavalo, vou pedir para a enfermeira Katherine vir te ajudar com os aparelhos e o banho, e enquanto isso vou preparar seu pedido de alta!"
Olhei para o pequeno crachá para ler o nome do médico
"Muito obrigada Dr.John"
Carlisle e Rose foram praticamente expulsos do quarto quando uma enfermeira gorda e muito simpática apareceu para me ajudar com tudo. Ela começou primeiro a retirar os aparelho o tubo de oxigênio, um colante do meu peito e o pior chegou, aquela agulha grossa em meu braço que transportava soro para meu organismo. Ela começou a retirar-lá e eu grunhi de dor, uma queimação tomava o local e quando abri o olho não estava mais ligada em fios. Suspirei e sorri para ela que estava me esperando levantar, sentei depressa e ia descer da cama quando ela me interrompeu.
"Ei, ei mocinha calma, vista esta pantufa e irei te ajudar ir ao banheiro." Agradeci e me apoiei em seu ombro, chegamos ao um banheiro largo inteirinho branco me sentei em uma cadeira e ela começou a me despir, estava pior que um tomate e logo fiquei nua. Patrícia ligou a água morna em um chuveirinho e começou a jorrar água pelo meu corpo, me entregou um sabonete muito cheiroso e pedi para que me lavasse, fiz o que ela mandou e logo o banho terminou sem delongas. Percebi que havia uma malinha de roupa ao lado da cadeira seca, ela tirou a calcinha e sutiã os coloquei, a roupa era básica: calça jeans, regata de renda, jaqueta de coro e all star.
Assim que tudo acabou ela me dirigiu até a ala de espera quando avisto Rose que vem correndo e pulando e me da um abraço, caminho devagar até Carlisle que sorria feliz, ele me puxa pela cintura e me da um abraço como nunca havia recebido antes, apertado e caloroso cheio de amor e beija minha bochecha.
"CASALSINHO MENOS POR FAVOR EU ESTOU AQUI!"
Olho pra Rose e dou risada da cara que ela fez nos vendo juntos era uma cara de nojo e felicidade ao mesmo tempo, a enfermeira no balcão me chama e me entrega um papel para que eu pudesse assinar.
"Esme?' Ouço Rose me chamar
"Fala Rose" disse sorrindo
"Vou ter que voltar para a Sword Cross, espero que você se cuide, não vou poder ficar com você e o Carlisle já que vocês vão ir para outro lugar, eu amo você baixinha"
"Como assim eu e o Carlisle vamos para outro lugar?" O encaro com cara de dúvida.
"Depois eu explico" Diz ele calmamente sorrindo
"Eu amo você Rose, prometo que voltaremos para a Sword e Cross. Se cuida ta loira?!"
Rose me abraça e sai correndo para pegar um antigo ônibus que passava em frente ao hospital. Suspiro e abraço Carlisle.
"Para onde vamos?"
"Vamos para uma cidade longe daqui, pelo menos enquanto não precisarmos voltar para a Sword Cross. Você está correndo perigo por estar comigo. Preciso cuidar de você enquanto for possível. Por favor Esme não faça perguntas, apenas entenda que eu preciso lhe proteger."
Fiquei com dúvida e com medo ao mesmo tempo, mas em um movimento repentino ele me puxa para seu corpo e me beija com calma e carinho. Sentia falta dele. Do seu cheiro. Do seu abraço. Do seu beijo. De Carlisle.
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