Dark Moon

54 Capítulo 54


Notas iniciais
Boa leitura.

Renesmee Capitulo 54

Me senti derrotada e um pouco desorientada pela droga que injetaram em minha veia. Queriam saber se funcionava em mim.. Isso é totalmente chato e eu estou parecendo mais um rato de laboratório.

Fui escorregando minhas costas pela parede de lodo — daquela mesma sala gigante que ficava bem no fim do corredor – até me sentar no chão úmido, e encostar a cabeça na parede, me sentindo esgotada.

“O que eu vou fazer..?” lamentei, choramingando baixinho.

Eu sabia que tinha de fazer alguma coisa para sair daquele inferno, eu não agüentava mais ter de servir de cobaia para esses caras velhos saberem mais sobre minha espécie.

Minha visão ainda estava meio turva então resolvi fechar os olhos e tentar esquecer onde eu estava, e pensar um pouco no meu pai, na minha mãe.. e em Jacob.. Ah, Jacob.. eu não acredito que eu tinha que me separar dele, logo quando tínhamos feito as pazes.

Me senti um pouco apreensiva com quando meus pais, por não acreditarem em mim, quando tentei lhes avisar sobre os sonhos que eu vinha tendo.. será que eu tenho outro dom, além do que já o obvio, quando toco nas pessoas?

As perguntas que eu acho que nunca mais saberia as respostas, rondavam minha mente, e não acabavam nunca. Pensando em minha família, e em como eles devem estar preocupados, e como minha mãe deve estar surtando, e eu já até conseguia imaginar ela dando uma surra do Aro quando descobrisse a verdade.. Sonhos.. Meus sonhos, que eu desejava profundamente que se realizassem.

Pensei naqueles lindos olhos do Jacob, sua pequena e bem formada boca, cuja eu adorava der grudada em meus lábios, então logo adormeci, ao efeito da droga e com o rosto de Jacob em minha mente.

Quando abri meus olhos, via aquele teto a mais de cinco metros de altura de mim, coberto por pedras e lodo entre elas. Demorou um pouco até meus olhos se acostumarem com o ambiente. Mas logo senti o cheiro de comida a minha frente, e então comecei a devorá-la de tanta fome que eu estava.

Me sentia já bem melhor, depois daquele efeito horrível que a droga fazia, mas minha cabeça latejava, era como se eu tivesse em uma ressaca daquelas. Quando acabei de comer arrastei aquele prato pra longe, e observei bem as paredes, esperando encontrar indícios de alguma coisa, qualquer coisa que pudesse me dar uma idéia para fugir daqui.

“Então você já acordou, lindinha” Aro disse, abrindo a porta e sorrindo igual a um idiota.

“Eu não entendo.” Eu disse me levantando enquanto ele me olhou curioso. “Por que precisa ser eu?” limpei a poeira da calça e o encarei. “Por que eu? Se tinham tantas outras pessoas que o Joham criou.

“Porque queríamos quem estivesse mais perto. E você era uma boa oportunidade.” Ele respondeu sinceramente. Já caminhei até ele, que repousou sua mão em meus ombros e me deu um leve empurrão para ir em frente.

“Eu não acredito” falei, seguindo na frente dele, por aquele corredor com forte cheiro de mofo.

“Por que não?” perguntou tranquilamente.

“Porque eu tenho quase certeza que só queria travar uma guerra com meu clã, minha família. Só queria dizer que estava no poder agora.” Eu disse, ainda sem poder olhar em seu rosto.

Ele simplesmente deu uma risadinha.

“Mas eu sinto lhe dizer que desta vez, meu querido amigo, você vai perder.” Sussurrei, mas eu sabia muito bem que ele poderia me ouvir.

Escutei sua risada murchar bem rápido, e acredito que consegui deixá-lo de mau humor. Mas.. o que importa agora? Já está tudo acabado mesmo, de que adianta eu continuar me comportando bem?

Ele me levou até aquela sala familiar, em que eu quase sempre deitava naquela cama de hospital.

“Então, o que vai ser hoje?” perguntei batendo palmas, sem graça alguma.

“Algumas perguntas primeiro.”

“Huh” falei sem emoção alguma, me sentando na cama branca.

E assim começou mais uma seção de todos os dias, dessa vez eles resolveram ver meus órgãos com a ultra-sonografia. Fiquei parada enquanto passavam aquele gel gelado em minha barriga – ele me fez estender a blusa até bem em cima – espalhou o gel transparente com o aparelho e logo depois ligou ele. Pude ver dentro da minha barriga através da pequena televisão ao meu lado, que mostrava tudo, enquanto Aro observava.

Eu podia sentir o olhar pesado do Felix sobre mim, ele estava do outro lado da sala, encostado na parede. Ele me observava atentamente, o que me fez ficar arrepiada e sentir um frio na minha espinha.

Quando finalmente acabou, eu suspirei de alivio, e segui logo pelo corredor, sem olhar para o rosto de ninguém, eu sabia onde era o caminho, e por incrível que pareça, eu estava louca para ir para aquela sala logo, me trancar lá. Em minha opinião era bem melhor ficar presa e sozinha do que ficar ali naquela sala participando de experimentos ridículos.

Cheguei então na minha sala particular e então sentei no chão no mesmo lugar de sempre – mais longe possível da grande porta de madeira – eu estava me acostumando com aquele cheiro horrível que tinha de mofo e também com a escuridão que é ficar cercada por pedras. Já não me sentia em um lugar estranho, porque eu já conhecia as coisas por ali, já decorei a rotina, e nem precisava ir lá fora para ver em que altura estava o sol no céu para me localizar no tempo e na hora. Já havia me acostumado a dormir e a acordar nos horários certos, a comer nos horários certos.

Até que a porta de madeira foi arremessada com força na parede, eu fiquei encarando quem entrava ali, horrorizada.

Depois que os poucos feixes de luz iluminaram e deram formato ao corpo que ali estava em pé diante da porta. Felix. Eu podia reconhecer seu corpo músculo e alto em qualquer lugar que eu estivesse, mas ao mesmo tempo, eu tinha nojo, e queria que ele saísse dali agora e voltasse a me deixar sozinha.

Tinha nojo das mãos dele, dos olhos e de sua boca idiota.

Ele me olhou malicioso, e seus olhos pareciam arder.

“Eu vou gritar” avisei.

“Grite o quando quiser.” Ele disse sorrindo.

“Eles vão me escutar.”

“Isso que vou fazer é o que geralmente faço com a maioria de nossas vitimas.”

“Tenho certeza que Aro irá impedir.”

“Ah.. mas eu acho que não hein..” ele disse em meio a uma risada.

Agora andava até mim, mas com passos largos, já cansado de preliminares.

Comecei então a gritar, espernear e pensar em sair correndo dali, as pra onde eu iria? Fiquei olhando para os lados com esperança.

Meus gritos eram bem altos e aposto que Aro e seus dois companheiros conseguiam ouvir lá da sala onde eles ficavam sentados imóveis vendo aqueles livros velhos.

Ele me prensou contra parede, era bem mais alto que eu, então minha cabeça batia em seu peito. Continuei gritando aterrorizada, olhando para o rosto dle, que agora tinha um sorriso nos lábios.

Seus lábios nos meus abafaram o resto dos meus grito, mas eu tentava chutá-lo compeli-lo a me soltar. Mas de nada adiantava, ele era muito mais forte que eu. Suas mãos grandes foram para minha cintura, e então me impulsionaram para cima, me obrigando a passar minha pernas pela cintura dele. E agora ele apertava minhas cochas. Comecei a chorar.

Sua língua vasculhava todos os cantos da minha boca, enquanto eu tentava tirá-la de lá. Ele tirou minha blusa e soltou um gemido.

“Não!” gritei o mais alto que pude.

“Shiii. Seja boazinha que não vai doer nada.” Ele disse sorrindo para mim, enquanto depois voltava a se concentrar em minha boca.

Só foi desencostar seus lábios dos meus para beijar meu pescoço, já partindo para os meus seios.

Dei o máximo de mim para sair daquele aperto de ferro. Minhas costas estavam na parede, e minha pernas continuavam em sua cintura. Meus braços tentavam, em vão, tirá-lo de perto de mim.

Então continuei a gritar, querendo, pedindo e implorando, com todas as minhas forças para alguém ouvir e ver o que estava acontecendo. Enquanto eu sentia as lágrimas caírem violentamente em minhas bochechas vermelhas pelo esforço.

Então eu estava quase perdendo a voz, quando a outra parte da porta de madeira arrebentou, e vi ela ser tacada contra a parede, fazendo um barulho ensurdecedor e afastando Felix de mim.

“Larga ela” Escutei – para mim – a gloriosa voz da minha mãe na porta, e comecei a chorar mais ainda, de alegria por ela estar aqui.

“Mãe.. você veio..” sussurrei para mim mesma, sorrindo igual uma idiota e chorando mais ainda.

Notas finais
Leiam alguns avisos que deixei no perfil.. se não quiserem tudo bem... Só se ficaram curiosos :D
Beijos e até o próximo capítulo.