Dark Moon

31 Capítulo 31


Notas iniciais
Boa leitura :D

Renesmee Capítulo 31

Abril

A aula finalmente acabou, e eu de novo fui andando para casa, mas dessa vez mais devagar, eu não tinha pressa para voltar para casa. Nem olhei para Claire na escola, e acho que ela também preferiu não falar comigo.

Hoje o tempo estava melhor. No meio de todo aquele frio, de um vento forte, e no meio das escuras nuvens. Um sol começava a aparecer, mas logo era coberto por elas novamente, por tanto hoje não fazia tanto frio como é comum aqui.

Eu infelizmente já estava chegando em casa. Depois de enrola muito para sair da escola, depois de pensar muito. Subi vagarosamente os poucos degraus que tem antes da porta de casa. Tinha uma estranha movimentação em casa, e eu senti cheiro de cachorro, melhor, senti o cheiro do Jacob.

Entrei em casa e rapidamente vi Jacob de costas para a porta, seu corpo tremia levemente. Meu pai estava quase rosnando, sentado em um sofá, ele nem olhou para mim, eu estava na sala agora. O que será que Jacob está fazendo aqui? Na minha casa. Se eu estou brigada com ele o problema é nosso, e não de meus pais, e muito menos de minha família.

Olhei raivosamente para ele, mesmo ele estando de costas para mim, eu sabia que ele tinha me visto ou me ouvido entrar, e tenho certeza de que ele só não quis virar de frente para mim. Mas ele não tinha direito de vim na minha casa para poder confrontar meus pais, sobre NOSSO relacionamento. Eles não têm nada a ver com a gente. E eu nem sei se eu contei para eles sofre a gente. Eu acho que Jacob está se precipitando sobre esse assunto.

A raiva crescia cada vez mais dentro de mim. E minha raiva era de Jacob. Eu fiquei parada no meio da sala. A conversa parou. E o silencio crescia cada vez mais, e chegava a ser incômodo. Parecia que ele pesava, e esse peso nos fazia falar, qualquer coisa, só para quebrá-lo, mas eu não iria ser a primeira a cortá-lo.

Quando finalmente Jacob se mexe, ele vinha vagarosamente a cabeça em minha direção, vira bem pouquinho, seu rosto estava vermelho, e seus olhos estavam inchados, ele me olhou pelo canto do olho. Eu reparei na pequena e seca lágrima que parou de escorrer em sua bochecha rosada.

“Filha, o Jacob...” minha mãe começou a falar comigo. E ao mesmo tempo ela veio se aproximando de mim, eu nem tinha visto ela, mas eu não podia deixar ela falar, seria muito tentador a perdoar Jacob.

“Não, mãe.” Eu a interrompi, tirando os meus olhos de Jacob, seria judiar demais de meu coração, seria abusar da sorte, eu não iria desistir, ele estava chorando por mim, de novo. Eu olhei fixamente para o chão, e minha raiva se fortalecia cada vez mais, o tanto que ele me fez sofrer, a quantidade de dias que Jacob simplesmente me ignorou, saia com seus outros amigos. “Jacob, você não tinha direito de vir aqui” eu gritei entre dentes, deixando escapar um feroz rosnado no final.

Depois disso, nem olhei na direção de Jacob e subi rapidamente as escadas e fui direto para o meu quarto. Irrompi com força pela porta do meu quarto e joguei com mais força ainda minha mochila na parede, bati a porta e sentei no tapete, coloquei minha cabeça entre os meus joelhos, e deixei minhas lágrimas caírem de meus olhos a minhas bochechas, e escorrendo cada vez mais, eu sabia que não conseguiria mais adiar tanto essas tristes lágrimas que passavam por mim como tsunamis, elas acabavam comigo, e depois iam embora e me deixavam aqui, quando a minha maior vontade é morrer logo.

E depois eu apenas deixei com que as tristes e sombrias lembranças irradiem em minha mente, vivas e como se eu estivesse vivenciando-as aqui e agora.

“Eu quero pedir desculpa” ele respondeu rapidamente.

Meu coração parou de bater por alguns segundos que eu deixei de respirar, ele não tinha falado isso antes. Olhei dentro de seus lindos olhos negros como a noite. Engoli em seco, e meu coração que havia amolecido por alguns segundos, agora virou pedra novamente e o encarei, com raiva.

“Não, Jacob. Eu não perdôo” eu disse vagarosamente para ele, olhando em seus olhos, eu não podia me render agora, agora não. “Você passou dos limites, acho que você não sabe o quanto me fez sofrer né? É né, acho que você nem tem a mínima idéia do quanto. Então, Jacob, quando as pessoas passam do limite, nós simplesmente nos acabamos para tirá-las do nosso coração, e fazemos o possível para tirá-las de nossa vida. Não podemos sofrer para sempre. Eu não posso sofrer para sempre. E se essa pessoa já nos magoou muito, pra que iríamos insistir nela? Já que nós sabemos como ela é e o que ela pode fazer com a gente novamente. Então simplesmente desistimos, e eu estou desistindo de você, Jacob Black. Agora, aprenda, eu mudei. As coisas mudaram” eu joguei as palavras em cima dele, seus olhos encheram de lágrimas enquanto eu falava, e eu simplesmente me virei e saí andando para o lado oposto de Jacob.

Dessa vez eu sentei em um banco mais perto do prédio de minha próxima aula. Como sempre coloquei minhas pernas em cima do banco. E minha cabeça para trás, deixei meu cabelo cair na parte de trás do banco, os cachos seguiam quase até o chão. Fiquei um pouco lá, até que o sino bateu alto. E o fluxo de alunos aumentava cada vez mais. Eu só escutava os passos de todos, porque meu olhar ainda se fixava no céu.

A confusão era muito grande. E de repente Zack coloca sua cabeça de frente para a minha, tampando minha visão do céu, eu pulei de susto, eu não esperava a visitinha de Zack. Levantei rapidamente, parecia ser um instinto. Mas quando eu levantei, meu nariz roçou com o dele. Eu nunca tinha ficado tão perto de Zack assim, tirando aquela vez ruim em sua casa, que eu tento esquecer, já que ele mudou, assim como eu. Eu tive que me segurar e me controlar muito para não atar Zack, já que eu não esperava que ele aparecesse assim, se eu não estivesse tão imersa em pensamentos como eu estava eu conseguia perceber, mas não, então eu me esforcei para não machucá-lo.

Logo depois eu fui ao seu lado e passei meu braço pela sua cintura e ele pelo meu ombro, nós parecíamos namorados, mas não éramos, somos só amigos. E nós andamos para nossa próxima aula, que ficamos juntos, a aula que eu era boa por ser vampira, educação física.

Eu estava fazendo Jacob chorar, mas mesmo assim, ele já me fez chorar muito, não vale a pena, eu já conversei com ele, e eu juá disse que agora eu estou mudada e que eu não iria mais perdoar ele e nem andar com ele, ele não tem motivos para vir aqui, a conversa dele é comigo, e eu já falei com ele. Nós já estávamos resolvidos, já que ele fez questão de conversar comigo, eu já disse tudo o que eu tinha que dizer para ele, não temos mais conversa, não temos mais nada para falar um com o outro. Nada que me diz respeito.

Quando eu percebi já estava deitada no chão, um pouco no tapete que estava quente e duro e um pouco deitada no chão que estava gelado e também duro como pedra. Eu nem sei quanto tempo eu estou aqui em meu quarto, eu fui ficando em minhas lembranças que cada vez me torturavam mais, vindo e me matando por dentro, indo embora e deixando uma enorme ferida que iria demorar muito tempo para curar, mas na verdade eu nem sabia se algum dia ela iria curar realmente.

Criei coragem e me levantei do chão, fui ao meu banheiro e me olhei no espelho, minha maquiagem estava borrada, meus olhos e minhas bochechas estavam pretos. Meu cabelo estava todo bagunçado, como se eu estivesse passado por uma noite e tanto. Acho que eu nunca me vi pior, bom, eu acho que já fiquei pior sim, mas eu não me vi no espelho, ainda bem, mas dessa vez eu estou mal mesmo.

Decidi entrar no banho, meus pais não podiam me ver assim, e eu ainda acho que meu pai já me viu assim, pela minha mente. Mas mesmo assim, entrei no banho quente, e durante o banho eu chorei ainda mais. Eu sabia que meus olhos iriam ficar inchados, mas eu não ligo para isso, é para Jacob ver como eu estou sofrendo. Eu acho que ele não faz idéia de que eu já chorei por ele.

Fiquei um tempo a mais no banho, e deixei a água cair bem em meu rosto. Esfreguei meu cabelo e passei xampu de morango, igual ao da minha mãe. Me tranqüilizei mais, ficando mais calma. Quando consegui finalmente sair do banho eu fui direto para o meu closet. E peguei as roupas de sempre, as que eu venho usando constantemente ultimamente. Um moletom de blusa, e uma calça jeans de cor normal azul.

Saí de meu quarto, e desci rápido as escadas, não sei mais se Jacob estava aqui em casa, e se ele estiver, eu ainda não vi onde está. A sala estava completamente vazia, o silencio ecoava pelas paredes da sala. Quando eu já estava perto da porta, eu olhei para trás em tentativa de ver lá dentro da cozinha, e para a minha grande surpresa lá estava Jacob, encostado na bancada, olhando fixamente para o chão, enquanto as lágrimas rolavam em seu rosto.

E ele escutou meus passos e quando eu fui começar a abrir a porta. Ele olhou para mim, sua expressão era triste, e seus olhos me pediam desculpa e ele aparentava pedir piedade para mim, como se ele sofresse mais do que qualquer pessoa que pode ter sofrido na vida, só que eu sabia que mais que eu ele não sofreu, tenho certeza.

Nossos olhos se encontraram, seu olhar provocou um choque em mim. Logo depois, mesmo contra a minha vontade que era de ir lá na cozinha e abraçá-lo falar que estava tudo bem e que eu estava de volta, mas eu não disse nem fiz isso, pelo contrario eu lancei um olhar cruel na direção dele, e depois revirei meus olhos. E voltei a prestar atenção no que eu estava fazendo. Abrindo a porta, e saindo de casa, sem ninguém ver.

Antes de eu sair da casa, eu escutei alguém correndo dentro da casa, Jacob, ele saiu correndo, eu escutei um barulho entre as arvores, e logo após um uivo alto, bem alto, que os passarinhos saíram voando juntos para longe, Jacob, eu tenho certeza que foi ele. Ah, Jacob, meu Jacob, ele saiu correndo sozinho pela floresta. Meu pequeno lobinho. Quem eu jurei nunca esquecer ou abandonar. Em um piscar de olhos ele se foi, diante de minha presença. E o pior, por minha causa, eu não posso deixar que isso aconteça, mas agora, o que eu vou fazer? Queria que tudo voltasse a ser como antes.

Notas finais
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