Dark Moon
15 Capítulo 15 - PDV Zack
Notas iniciais
Boa leitura.
Nina.
Zack capítulo 15
Agora eu queria era ir mais longe, eu queria desabotoar o seu sutiã, e acho que não era tão difícil, já que ela está colaborando comigo. Está me ajudando muito, acho que ela queria isso de mim também. Só acho. E acabo desacreditando, quando eu consigo finalmente desabotoar o fecho de seu sutiã, ela me empurra.
Ela me empurrou com tanta força — que eu nem sabia que ela tinha — que eu fui jogado para fora da cama. E nem deu tempo de eu ver para onde ela tinha ido. Eu sentei no chão, ainda confuso, mas eu escutei a porta do meu banheiro batendo. E tinha certeza que ela estava no banheiro. Não queria pressioná-la muito, não mais do que eu já pressionei. Até que eu estava sendo muito bonzinho com ela. O que eu geralmente não faço.
Esperei um pouco, ainda sentado no chão, para ver se ela saía de lá, o que não aconteceu. Eu perdi a paciência, e fui lá, a porta estava trancada, eu bati na porta. Mas parei de bater, no momento em que eu escutei alguém chorando atrás da porta. Então era isso? Eu tinha uma menina chorando em minha casa, que eu desejei que ela nunca tivesse isso lá. Não deu nem para eu aproveitar. Meu plano foi por água a baixo.
Meus pais tinham saído então nós estávamos sozinhos, eu resolvi dar um tempo para ela reorganizar sua cabeça. Sentei no canto de meu quarto. Quando ela saísse do banheiro, ela iria pegar suas coisas e ir embora na hora, acho que nem iria olhar na minha cara. E acho que era melhor ela fazer isso mesmo, já que se não fizesse, eu teria o impulso de agarrar ela de novo.
Eu não agüentava mais ficar parado, sentado no canto do meu quarto, se ela ainda continuava no banheiro. Quanto tempo ela ainda iria demorar? Será que é muito tempo? Vou ter que ficar aqui esperando por ela? Nesse momento, eu já estava andando de um lado para o outro no meu quarto, tentando achar uma posição confortável para mim. Mas eu estava nervoso, nem adianta, eu não iria conseguir parar quieto um minuto.
Sentei de novo, dessa vez na minha cama, e eu escutei ela chorando de novo. Será que ela não iria parar de chorar? Por que ela chorava tanto, afinal? Será que eu fiz tanto mal a ela assim? Mas eu só dei uns beijos nela. Nada de mais. Será que ela se arrependeu de tudo o que passou comigo agora pouco em minha cama? Mais claro que se arrependeu, ela tem namorado! Fala sério, mas a culpa não foi totalmente minha, ela podia ter me impedido antes.
Eu comecei a andar novamente. Eu disse que não conseguiria parar quieto. E não vou conseguir até ela sair do meu banheiro. E acho que vai demorar um pouquinho ainda. Estou me arrependendo aos poucos do que fiz com ela. Eu não queria magoar ela de jeito nenhum. Só queria ela para mim. Eu acho que não fiz por mal. Eu acho que vou pedir desculpas, eu quero pedir desculpas.
E vou. Logo depois que ela sair desse banheiro. Faz muito tempo que ela ainda está lá. Já estou ficando preocupado, afinal, já são dez e meia da noite, e ela não saía do banheiro, e acho que continua chorando. Eu não me movimentava mais. Estava tudo silencioso. E eu não agüentava mais de aflição. Se ela não saísse logo dali, eu teria que chamar seus pais. Não. Eu não iria chamar eles. De jeito nenhum. E se eles brigarem comigo, mesmo agora depois de pensar muito, e eu percebi que eu estava errado, e que ela estava certa em se esconder de mim, e que eu queria o seu bem a cima de tudo relacionado a ela. Mas eu não podia chegar a esse ponto. E também, eu estava surpreso por eles não estarem aqui ainda. Por que será que eles não vieram ainda?
Eu estava no canto de meu quarto novamente. Mas dessa vez eu olhava para a parede, estava de costas para o meu banheiro. Quando finalmente escutei a tranca de meu banheiro abrir. Ainda bem. Já eram onze horas da noite. Eu continuei parado, escutei a porta abrir, e acho que ela saiu de lá. Não escutei mais nada depois disso. Eu só sabia que não tinha mexido em nada no meu quarto. Não mudei absolutamente nada de lugar.
“Me desculpe, e eu estou virado, não estou te vendo, fique calma.” Eu disse, para ela saber que eu estava aqui.
Acho que ela nem sabia onde eu estava, pois sua voz não veio em minha direção, ainda. Eu decidi não me mexer. Achei melhor, e eu estava esperando sua resposta. Tomara que ela não se assuste comigo. Acho que ela me procurava ao redor de meu quarto.
“Tá” ela disse por fim.
Eu escutava seus movimentos agora, eles eram quase que imperceptíveis. Ela caminhava como se estivesse andando nas nuvens. Seus passos eram leves e delicados, e eu nunca tinha percebido isso. Eu acho que não percebia as vantagens que realmente contavam em uma garota. Eu só ligava para o físico. Que tinha que ser perfeito. Acho que fui esnobe de mais, e me arrependo disso. Se fosse uma garota feia, eu nem olhava ou dava conversa, virava o rosto e andava na direção contraria.
Acho que Renesmee me fez perceber isso quando eu estava sentado aqui durante horas, esperando por ela. Minha princesa, que eu nunca vou ter. Acho que vou ter que me contentar com sua amizade, que nem sei se vou poder ter. Já que estraguei tudo. Nem parecia que tudo o que tínhamos passado aconteceu hoje. Parecia que era um passado distante. Bem distante.
Escutei ela pegando seus livros de matemática, que nem percebi que estavam ali. Que ignorei desde o começo de sua vinda em minha casa. Eu não queria que ela fosse embora ainda. Eu tinha que me desculpar, mas eu não sabia como iria fazer isso, já que eu acho que ela tinha medo de mim. Quando eu me mexi para tentar falar com ela, ela pulou, e deu um pequeno e agudo grito, que acho que quase me deixou surdo.
“M-Me desculpe, eu não queria.. eu tenho que ir” ela disse, saindo correndo na escada, sem dar tempo para eu me desculpar.
“Não, não vá ainda, está muito escuro lá fora, e eu não quero te deixar voltar sozinha nesse frio” Eu disse, e minha voz parecia realmente preocupa, deixando Renesmee em duvida.
Agora ela estava paralisada na escada, na metade dela. E eu bem em cima, já que eu tive coragem de sair do meu quarto e ir atrás dela. Afinal, eu teria que fazer alguma coisa para ajudar ela, e a mim mesmo, que agora, queria apenas sua amizade. Isso seria um presente para mim. Mas eu tinha medo de ela sair correndo. Deixar-me. Ou até gritar comigo, mas acho que isso ela não faria, já que o medo dela não deixa.
“Hm.. que horas são?” ela falou, arrastando as palavras para fora de sua boca, de modo que saíram como se ela tivesse acabado de acordar de um longo sono.
“Er.. são quase onze horas da noite.” eu disse, e ela parecia ter ficado vermelha nas bochechas, deixando ela com mais vergonha ainda.
“Ahn, obrigada” ela me respondeu, sem graça.
É, eu acho que ela nunca mais vai me perdoar pelo o que eu fiz. A gente estava se dando tão bem, eu tinha que fazer aquilo para estragar tudo. Nós já éramos amigos no primeiro dia de aula. E alias, o dia parecia se arrastar de verdade, parecia que nunca iria acabar, e cada vez eu me decepcionava mais comigo mesmo. Ela deveria estar tão brava comigo, com medo, ou até magoada, não sei.
“Você não vai me perdoar não é?” Eu disse, para a minha propria surpresa, já que isso era para ser apenas um pensamento.
Mas agora, eu já tinha dito, e esperava uma resposta dela. E acho que também a peguei de surpresa, pó que ela não tinha o que dizer para mim na hora. E acho que ela escolhia muito bem as palavras que iria dizer. Como se ela selecionasse as que eram boas e as outras que ela não poderia mencionar.
Mas depois, ela subiu novamente as escadas, e andou em minha direção, e simplesmente me abraçou, como se nada tivesse acontecido antes. E era o que eu mais queria. Eu abracei ela de volta, colocando meus braços em sua cintura.
“Está tudo bem” ela disse só querendo me acalmar, pois não acreditei muito no que ela disse, e acho que ela só disse, para eu não ficar triste.
“Mesmo?” eu fiquei em duvida, afinal, eu tinha que ter certeza se era verdade ou não, o que ela me dizia.
“Mesmo” ela respondeu, com sinceridade, me fazendo concordar com ela. E não duvidar mais. Parecia que ela realmente tinha me perdoado.
Só depois que eu fui perceber, ela estava gelada, muito gelada. E tremia, gemendo de frio. Eu nem tinha visto que estava frio, de tão acostumado que eu estava. Ela batia os dentes de tanto frio, e não hesitei em lhe oferecer um casaco, á que eu não queria ver ela doente por minha causa.
“Acho melhor você colocar um casaco meu, pode ser?” eu propus, esperando que ela aceitasse logo.
“Claro” ela disse tão rápido que me fez rir.
Então, voltamos ao meu quarto, um lugar onde eu teria que voltar várias vezes e tentar conviver com as lembranças que me atormentariam pelo resto da vida. Acho que sempre que eu olhar para a minha cama, entrar no meu banheiro, eu vou lembrar dela.Acho que simplesmente a minha entrada no meu quarto vai trazer as lembranças de volta a minha mente, me fazendo ficar triste ou para baixo, com eu estava. Me fazendo lembrar do monstro que eu era antes.
Eu peguei um casaco meu, e dei para ela, mesmo sendo grande, acho que iria esquentar ela, para não passar frio. Ela colou ele logo depois que eu entreguei, e fechou ele todo, ficando toda rodeada pelo casaco que era o dobro de seu minúsculo corpo.
Eu estava em divida com ela, já que eu a fiz mal, fazendo ela ficar horas chorando, e também estava frio, e tive a idéia de levar ela para casa. Só faltava ela aceitar, o que eu acho difícil, já que ela não deveria confiar mais em mim. Nunca mais. O que eu fiz com ela é imperdoável, para falar a verdade. Ela já pareceu melhorar imediatamente quando colocou o casaco.
“Quer que eu te leve para casa?” Eu pergunte sendo mais gentil possível.
“Pode ser” ela fez uma cara feia.
Será que ela ainda está brava comigo? Claro que está ela não deve ter me perdoado tão fácil assim. Acho que ela não queria que eu a levasse embora, já que ela fez uma expressão de desgosto, ou sei lá. Só sei que fomos indo para o carro, e eu iria levar ela para casa de qualquer jeito. Nesse momento já estávamos no carro, sentados, e eu dirigia em direção a estrada da casa dela. E no carro, novamente ela tinha feito cara feia, pensando em alguma coisa que não queria.
“O que foi?” eu perguntei a ela, preocupado com sua careta.
“Nada, só estou pensando em como eu vou explicar tudo para meus pais” ela disse me olhando pelo canto dos seus olhos.
“Ah. Quer que eu explique?” eu me ofereci, já que ela podia precisar da minha ajuda, às vezes os pais dela queriam saber onde ela estava. Às vezes não. Eles deveriam querer saber!
“Não, tudo bem, eu vou aquentar essa. Vou falar com eles” ela disse, acho que tentando pensar em alguma coisa para fala com eles.
Quando finalmente chegamos em sua casa, eu não queria que ela fosse embora, eu tinha gostado de ficar em seu lado, e acho que aprendi muito com isso. E espero que seu namorado Jacob não fique sabendo do que aconteceu, acho que nem os pais dela deveriam saber, e acho que ela não iria contar.
Antes de sair, ou de falar comigo, ela me abraçou e deu um beijo em minha bochecha, me fazendo derreter por dentro, mesmo que por fora eu esteja mais firme do que nunca, como se eu tivesse uma barreira.
“Muito obrigada, e.. hm, eu posso te devolver seu casaco amanha?” ela me perguntou, acho que ainda sentia muito frio, para poder falar isso, então resolvi deixar ela ficar com meu casaco.
“Claro, sem problema” eu disse concordando com ela.
E depois disso, eu esperei ela entrar em casa, e dei a volta com o carro, voltando para a estrada, indo em direção a minha casa, enquanto as lagrimas quentes caiam em meu rosto constantemente, enquanto as lembranças de tudo voltavam em minha mente, já que eu me esforçava para não deixar, agora que ela se foi, acho que vieram mais forte do que nunca em cima de mim.
Notas finais
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