Dark Moon
41 Capítulo 41
Renesmee Capitulo 41
Eu não posso acreditar, que Jacob teve a capacidade de fazer isso. Coitado do Quil. Ai meu Deus, coitado do Jacob, será que ele se machucou? Jacob nunca deveria ter feito isso, não assim, tão rápido. Eu deveria ter saído do quarto antes de começar a acontecer isso. A culpa em parte foi minha também. Mas o Quil provocou.
Eu daria razão a Jacob. Mas ele também tinha que saber que isso era uma chantagem, para Quil se dar bem, e arrumar uma briga. Eu acho que Quil estava meio triste ou entediado hoje, porque ele não é de fazer essas coisas. Eu até estranhei. Eu acho que eles não sabiam que eu estava escutando tudo atrás da porta, principalmente o Quil.
Abri a porta, e gritei o nome de Jacob, várias vezes. Mas nenhuma resposta foi dada a mim. Olhei mais um pouco na escuridão. A chuva ainda insistia em cair. E cada vez mais. Desisti, e então fechei a porta. Sentei um pouco no sofá para tentar esperá-los, mas eu já estava exausta. Eu quase dormi sentada no sofá.
Resolvi deitar na cama de Jacob mesmo, seria só por um pouquinho, e mesmo assim, é melhor do que dormir no sofá. Então eu fui para seu quarto e deitei em sua cama. Seu travesseiro carregava seu cheiro forte. Seus lençóis. Cadê meu Jacob? Onde será que ele está agora?
Encostei minha cabeça em seu macio travesseiro, o fazendo murchar, soltando um ar com seu perfume, seu delicioso perfume que me deixou tonta. Adormeci pensando em meu lindo lobisomem, que agora fazia bagunça. Uma bagunça que eu não queria nem ver o resultado depois. Então me esqueci de tudo e fui para pó melhor lugar do meu dia inteiro. A escuridão, total.
Me mexi inquieta na cama, e me aninhei a braços fortes que me envolviam e me esquentavam do frio insuportável que eu passei um pouco antes desse maravilhoso calor me alcançar. Coloquei minha cabeça em seu peito. Jacob. Meu Jacob tinha chegado, e agora me protegia do frio, que quase me congelara a alguns minutos atrás. Abri meus olhos bem devagar, me acostumando com a escuridão que ainda me cercava.
“Dorme de novo, Nessie” Jacob sussurrou para mim.
E foi isso mesmo que eu fiz, obedecendo a suas ordens. Cheguei mais perto dele e me encaixei nele igual a peças de um quebra cabeça. Era como se nós fossemos almas gêmeas. Seu cheiro me fazia dormir rapidinho, e garanto que depois que eu adormecer, não acordarei até estar totalmente descansada.
Mas eu estando aninhada nos quentes braços de Jacob já me deixa tranqüila para dormir todos os sonhos que eu quiser. Então voltei ao meu maravilhoso mundo eu não tinha preocupações nem nada parecido.
Eu não fazia a menor idéia do que tinha acontecido entre o Jacob e o Quil, mas acho que alguma coisa de ruim algum dos dois tinha feito, mas eu nem perguntaria, eu não queria nem saber o que qualquer um dos dois tinham aprontado. Apenas me levantei da cama de Jacob, meio cambaleante. E fui me escorando nas paredes, que foram me dando apoio para ir até a sala, onde Jacob estava esparramado no sofá, com uma expressão torturada.
“Meu Deus” soltei, enquanto Jacob se assustou, quase caindo do sofá. E me olhou, começou a rir. “Não ria” eu disse, forçando para não dar um sorriso.
“Tudo bem, vou tentar” ele prometeu, eu tinha certeza de que ele estava rindo do meu cabelo, que deveria estar todo para cima, sem falar nas roupas, que estavam amarrotadas e eu estava com cara de sono. Jacob mal conseguia disfarçar que estava quase rolando de rir.
Até que ele sentou no sofá, e me joguei ao seu lado. Colocando meu rosto entre as mãos e tentando ficar sã, de mim mesma. Depois fui subindo as minhas mãos até passar pelo meu cabelo, que parecia um ninho, de tão embaraçado que estava. Eu nem queria sequer pensar no que eu teria que fazer para tirar apenas UM nó do meu cabelo. Só sei que: Vai ser difícil, e como.
“Que foi?” Jacob perguntou. Me olhando atenciosamente.
“Nada.” Eu disse, enquanto arrastava minhas pernas para cima do sofá. E abraçava meus joelhos, com vontade apenas de voltar para cama, mas era tarde demais para isso. Até que bocejei de tanto sono que eu ainda estava.
“Nossa” Jacob disse espantado, por eu, uma criaturinha tão pequena e inofensiva estar com tanto sono assim, mesmo que minha família inteirinha NÃO DURMA!
“Isso se chama preguiça, meu jovem” eu disse, bem-humorada. Pelo menos uma vez.
Ele riu da minha observação. E depois ficamos trocando olhares, sem nada dizer. Até que Jacob passou sua mão pelo meu rosto. Deixando um rastro quente, por onde passava. E me fazendo gemer. Coloquei minha mão em cima da dele, mas depois nossas duas mãos caíram no sofá novamente como estavam.
“Então. O que vamos fazer hoje?” eu perguntei no meio de outro longo bocejo, dessa vez de pura preguiça, porque eu estava mais despertada a esse tempo.
“Não sei, mas com a animação que você tá, acho que vamos nos divertir muito” ele observou no meio de uma gargalhada, estava zoando com minha cara.
“Ah, é. Então, já que é assim, deixa né” eu disse, enquanto me deitava, colocando minha cabeça no colo do Jacob e me espremendo no pequeno sofá da sala. Dobrei méis joelhos e fiquei olhando para o teto.
Até que o Jacob se acostumou do que estava acontecendo, e passou sua onda de choque, e começou a mexer no meu cabelo, que me deixava com mais sono ainda. Eu estava quase fechando meus olhos completamente. Até, que eu me virei de lado e abracei a cintura de Jacob. Para poder me acomodar melhor.
Os bocejos vinham em minha boca em cada tempo, parecia ser determinado, parecia que a cada um minuto eu bocejava novamente. Estava cansada até de bocejar, sinceramente. Jacob agora me aninhava ao seu colo, eu parecia um bebe enrolado ao colo de um adulto.
“Eu te amo” sussurrei as palavras baixinho. Estava quase inconsciente, mal sabia o que eu estava dizendo.
“Não brinque com coisas sérias” foi só o que ele me respondeu ate eu apagar completamente e ser levada para rumo a uma escuridão sem fim, sem nem mesmo dar tempo de eu refletir sobre as suas palavras, sem sei de eu irei me lembrar delas depois, quando eu acordar, porque eu estava quase dormindo quando elas foram ditas por ele.
Mal sabia onde eu estava, nem quantas horas eu dormira. Só sei que eu tinha acordado. E agora eu estava mais desperta do que nunca, não iria dormir tão tarde. Me sentei onde eu estava, e tentei focalizar melhor e ver onde eu estava. Minhas costas doíam, meu corpo doía em si. Eu estava em um minúsculo sofá, onde eu passei muitas horas inconsciente.
Me levantei cambaleante. Na casa de Jacob. Eu estava na cada do Jacob. Fui andando para a cozinha, e nem sinal dele, muito menos no quarto, onde eu fui em seguida, nem no banheiro, porque a porta estava aberta, e na sala é claro que não, porque era lá que eu estava deitada. Onde Jacob tinha se metido dessa vez?
Até que desisti de procurá-lo e comecei dessa vez a fazer alguma coisa para comer, quando veio em minha mente as últimas palavras que Jacob disse para mim, alguns segundos antes de eu adormecer completamente e ser levada para longe dele. ‘Não brinque com coisas sérias’ a frase que agora ecoava em minha mente sem parar. O que ele queria dizer com isso?
Por que ele foi embora enquanto eu dormia? Eu estava acabando de fazer meu café da manha, quando eu escuto alguns barulhos vindos da porta. Jacob. Só pode ser. Agora vou perguntar para ele, tudo o que eu quero saber, e ele vai ter que me responder tudo direitinho.
“Quer alguma ajuda?” ele disse. Me virei, e o vi encostado na porta da cozinha.
“Não” eu disse. “Só quero saber onde você estava” eu disse, o olhando nos olhos.
“Eu estava na praia” ele respondeu.
“Com quem?” eu perguntei.
“Hm. Senhora ciumenta” ele disse, me provocando.
“Fala logo, Jake” eu soltei.
“Com o Quil” ele disse.
“Hm” eu disse. Eu demorei um pouco para formular a pergunta em minha mente. “Hm. Jake. O que você quis dizer com ‘Não brinque com coisas sérias’” eu imitei sua voz no final, e ele riu. Mas logo depois já ficou uma expressão séria. “E então? O que foi aquilo?” eu continuei, forçando ele a contar.
“Renesmee, eu” ele disse, mas não conseguia terminar. E eu não entendia. Realmente era algo tão sério assim? Não tem como ser, é só uma brincadeira. Não é?
“Jacob. Eu quero a verdade. Sabe? Quero saber exatamente de tudo o que você está falando.” Eu disse, entrando em seu jogo, e ficando normalmente séria.
“Eu não sei, eu..” ele se interrompia bem quando ia falar alguma coisa de mera importância. Mas eu não disse nada e o deixei continuar. “Eu não posso” ele desabafou de repente.
“Por que, Jake? Por que não pode?” eu disse, ficando com ódio.
“Porque eu não sei como vai ser sua reação. E co.. Deixa pra lá” ele acabou dizendo, me deixando imóvel. “Então. Agora, você já quer voltar para sua casa? Lembra dela? Aquela branca, bem grande. Que é revestida de madeira? Você por um acaso lembra-se dela?” ele mudou de assunto rapidamente e começou a sorrir para mim. Foi nessa hora, que eu deixei realmente pra lá, como ele tinha feito. E entrei em sua brincadeira, sorrindo.
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