Dark Moon
38 Capítulo 38
Renesmee Capitulo 38
Eu saí correndo, o máximo que eu conseguia. Eu precisava confirmar de que era exatamente quem eu pensava ser. Quanto mais eu chegava perto, mais eu tinha certeza. Eu não acredito. Eu achei. Eu não acredito que ele estava aqui, esse tempo todo. Nossa, eu não tinha percebido, mas eu sentia saudade. Dele.
Eu cheguei bem perto de Jacob, acho que ele nem percebeu que eu estava ali. Mas eu fui mais devagar dessa vez, e cautelosamente, tentando fazer, com que ele não me perceba ali. E quando eu cheguei mais perto, eu não consegui, a saudade que estava dentro de mim passou a me controlar, eu não conseguia sair de perto dele, é como se ele fosse um imã para mim.
“Jake!” eu gritei, e logo depois eu pulei em cima dele, nem deu tempo dele me olhar. Mas seu olhar parecia torturado. Nos derrubei na areia. Enchendo a gente de areia, tenho certeza de que não vai ser fácil depois de tirar toda essa areia dele.
“Renesmee, o-o que você tá fazendo aqui?” ele disse, agora assustado e hesitante.
“Calma, Jake, eu não sou nenhuma visão.” Eu disse, brincando com ele. Ele abriu um fraco sorriso. Eu sorri também, mas com força, mostrando todos os meus dentes. Olhei para Jacob e esperei um pouco para responder. “Ei vim te ver” eu disse depois.
“Me ver?” ele perguntou, muito confuso, acho que ele não estava acreditando que esse era o meu real motivo por ter vindo aqui, mas na verdade tem mais, não é só isso, mas eu por enquanto não vou contar o resto.
“Sim, te ver, Jake” eu disse, com mais drama do que a frase precisava ter. eu ainda continuava agarrada a Jacob, tanto porque estava muito frio, tanto porque eu estava com muita saudade, e nem percebi. Passei a Mao em meu cabelo, ele estava grosso, de tanta areia. “O difícil vai ser tirar toda essa areia do meu cabelo” eu confessei a ele.
“Nisso eu não posso te ajudar, Nessie” Jacob me respondeu, levantando as duas sobrancelhas e balançando a cabeça positivamente. Com seus lábios franzidos. Ele estava mais lindo do que nunca, mesmo ainda com um ar de tristeza, mas que logo iria passar.
“Ah, pode sim!” eu disse, rápido, empurrando levemente seu ombro. E piscando para ele. Sorri, lembrando de todas as nossas graças. De nossas risadas juntos. Das vezes em que Jacob me ajudou, dos dias de domingo que ele foi em minha casa, no chalé, me tirar do tédio. Até que eu gemi de frio, interrompendo o lindo momento.
“Vamos para casa, baixinha, deixa de besteira, tá frio” Jacob disse, tomando iniciativa para levantar daquela areia gelada e grudenta.
Jacob se levantou enquanto eu fiquei parada na areia, ainda deitada. Ele me olhou, deu um meio sorriso. Enquanto eu estava sendo apoiada por meus cotovelos. Enquanto eu fazia graça para ele, que estava quase desistindo de mim.
“Quer que eu te ajude?” ele disse, rindo.
“Claro, Mr. Jacob” eu disse, sorrindo, enquanto ele me dava à mão para levantar, e a areia pregava em todas as partes do meu corpo. Inclusive meu cabelo que estava pesado de tanta areia. Eu estava quase caindo para trás. Jacob me olhava de vez em quando, seu olhar era esquisito, e ao mesmo tempo engraçado, me fazendo rir, enquanto andávamos, porque eu andava normal e depois meu cabelo me fazia inclinar para trás.
Jacob me olhava sempre que eu me inclinava, até que eu acho que ele perdeu a paciência de ficar me olhando toda hora, acho que ele tinha medo de eu cair. Mas eu não fazia isso de propósito, afinal, meu cabelo já era grande, agora cheio de areia, eu sei, eu sou muito forte, mas eu me esquecia disso e relaxava, depois o cabelo me puxava para trás, acho que Jacob estava mais cheio disso, do que eu.
Ele me pegou em seu colo e agora me encheu mais ainda de areia, porque com o impacto do meu corpo com o dele fez um barulhinho, e ele estava todo com areia, parecia que tinha tomado banho de areia. Enquanto ele andava nossa pele se encontrava e machucava com os grãos minúsculos de areia que entravam em contato, mas acho que é melhor do que ser puxada pelo próprio cabelo.
Como eu sempre acho que com Jacob a praia toda passa tão rápida, mesmo quando se tem um cabelo pesado, e um corpo cheio de areia, com um vento tão frio, que quando passava parecia cortar. Então chegamos mais rápido do que eu esperava na casa de Jacob. Acho que eu vou ter que tomar banho, porque, como que eu ia ficar assim, toda suja? Acho que eu vou ficar um pouco mais na casa de Jacob.
“Pode me por no chão agora. Mr. Jacob” eu disse, piscando para ele, e sorrindo.
“Claro, por que não? Mrs. Renesmee” ele disse, rindo de mim, ele continua brincalhão como sempre. Sempre, sempre meu Jacob. Ele é o único que não muda, continua perfeito como sempre. Continua Jacob, desde quando eu o vi pela primeira vez.
Assim, ele me colocou no chão, derramando muita areia pela sala inteira. Eu olhei para ele, e franzi a testa, depois olhei para o chão. A areia estava toda espalhada, e os grãos eram quase invisíveis. Olhei para Jacob novamente, o repreendendo.
“Hm. Jacob. Acho que caiu um POUQUINHO de areia no chão” eu disse, dando ênfase em “pouquinho”, sendo o mais sarcástica possível, tentando aliviar o clima tenso.
“Não tem problema” ele soltou as palavras entre um sorriso.
“Tem certeza, porque eu não tenho certeza do pouquinho que foi” eu disse, dando um sorriso torto.
“Absoluta” ele disse, sinceramente, ele parecia certo de si mesmo.
“Então, eu posso sair pela casa despejando areia para todo o lado?” eu disse, séria, parecendo que eu realmente estava falando verdade.
“Pode” ele disse. E depois não falou mais nada, tudo parecia muito mais tedioso agora.
“Contando que você varra depois” ele disse, rindo da minha expressão de espanto na hora que ele disse, eu não esperava por isso, e muito menos por limpar casa, acho que é uma coisa que eu nunca fiz, ele quase rolava de tanto rir. E às vezes eu ria um pouco, de mim mesma. Quando ele voltava a me olhar, a sessão de gargalhadas vinha de novo.
Até que ele tomou a iniciativa de ir para seu quarto, não sei fazer o que, então segui ele. Ele foi direto para sua cômoda, como sempre ultimamente, pegou um par de roupas para mim, parecidas com as que eu vesti da ultima vez que eu vim aqui. Eu nem sei quando foi, há algum tempo já. Eu senti falta disso, mas era como se meu cérebro isolasse isso, e não me deixasse perceber, mas quando eu vejo Jacob fazendo as mesmas coisas que fazia quando éramos melhores amigos, eu percebi que eu senti muita falta disso, bem mais Fo que eu já imaginei ser possível.
Ele jogou para mim aquelas roupas que ele tinha pegado em uma de suas gavetas, e eu logo entendi que era para eu tomar banho, acho que logo em seguida, depois de mim, seria ele. Então eu logo me encaminhei para o banheiro. Entrei, e fechei a porta, enquanto Jacob ficava para trás parado em seu quarto. Espero que ele não chore, porque se isso acontecer, eu irei chorar mais que ele, e ia acabar confessando tudo.
Eu tentei ser rápida, para não dar tempo de o Jacob pensar muita coisa enquanto eu tomava banho, mas como eu seria rápida, se eu tinha que tirar quilos de areia do meu cabelo? Afinal, eu não podia deixar assim, como estava, parecia que eu tinha enfiado meu cabelo na areia e forçado os minúsculos grãos a entrar nos fios.
Voltei a me concentrar o máximo possível em meu cabelo, quanto mais rápido e mais eu esfregara mais rápido iria sair, certo? Esfreguei o máximo que consegui, mas tenho certeza de que sobrou muita areia ainda no meu cabelo. Eu sentia que ele estava cheio de areia, a areia saía no meu dedo, quando eu passava a mão nele. Mas mesmo assim, saí do banho com as largas roupas de Jacob. Eu me sentia inteira pela primeira fez em alguns dos longos dias passados.
Quando eu abri a porta, nem sinal do Jacob, eu fui andando enquanto eu passava a mão no meu cabelo, querendo tentar tirar pelo menos um pouco da areia que ainda sobrou. Eu o vi na cozinha, não estava comendo, acho que me esperava, porque estava apenas sentado. Eu olhei para ele enquanto os grãos de areia saíam em minha mão e eu olhava para os meus dedos, que estavam cheios de areia, fazendo careta. Jacob ria às vezes.
“Quer que eu te ajude?” ele perguntou enquanto saía da cadeira que estava sentado e vinha em minha direção, ele era mais alto que eu, e agora que eu percebi essa diferença mais ou menos demais.
“Aham, por favor,” eu concordei rapidamente, o fazendo rir de novo.
“Tá” ele disse, enquanto colocava as mãos em meu cabelo, tentando tirar o excesso de areia. “Nossa”ele parecia se assustar com o tanto de areia que ainda tinha no meu cabelo.
“Que?” eu disse, desesperada.
“Como você conseguiu fazer isso?” ele perguntou, parando um pouco de mexer no meu cabelo para me olhar, e mostrar sua expressão de indignação.
“Eu. Não fui eu, eu juro” eu disse, desesperada para saber o que ele tinha visto no meio do MEU cabelo.
“Não vai dá para tirar tudo agora não. Não aqui” Jacob disse, me fazendo fuçar confusa em relação a..tudo. Como assim, aqui? Por que “isso”? O que será que tem demais em meu cabelo? Alem de areia é claro. Mas onde eu podia ir para arrumar? Não. Para casa não.
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