Dark Moon

29 Capítulo 29


Notas iniciais
Leiam as notas finais
Obrigada,
Nina

Renesmee capítulo 29

Muitas pessoas de uma vez saíram de suas salas, e já corriam para entrar em outras, e no meio delas, eu encontrei Claire, que me observava de longe, ela parecia hesitar em falar comigo ou não. Mas parecia que só ela estava assim, porque vieram muitas pessoas ao meu redor, elas se lembravam de que eu tinha faltado muitos dias, acho que tinham esquecido de mim. e até Zack veio me cumprimentar.

“Oi, Renesmee, voltou?” ele disse, sorrindo para mim, parecendo um anjo.

“Sim, voltei, é..” eu respondi, triste por ter voltado a escola tão cedo.

“Acho que sua próxima aula é comigo, quer que eu te acompanhe?” ele perguntou.

Eu avaliei o caminho que iríamos fazer, e Jacob não parava de olhar para mim, mas ao mesmo tempo não parava de encarar o Zack, que foi muito simpático, por sinal. Acho que Jacob se lembrava direitinho do que havia acontecido entre ele e eu, mas acho que se acontecesse hoje em dia, eu iria ficar tentada a mordê-lo, mas se isso me fortalecer, quero dizer, beber sangue humano, eu vou continuar a fazê-lo.

“Claro, vamos” eu disse.

Para me despedir de Jacob, eu iria apenas dar um pequeno beijo em sua bochecha, mas eu acho que ele queria me dizer que eu era dele, e que ele não queria que aquilo se repetisse, acho que já estava bom. Então ele virou o rosto, me fazendo beijar seus lábios macios, e ele me deu um beijo intenso, mas rápido, porque não tínhamos muito tempo.

“Tchau, Jake” eu disse, e pisquei para ele.

Ele sorriu para mim, maliciosamente, enquanto eu tirava minha mão da mão quente de Jacob e pegava a mão do Zack, que me esperava para ir de volta à aula. Eu sentaria atrás dele, como de costume. Os professores não gostam que nós conversamos, eles acabam nos perguntando a ultima frase que eles falaram , mas eu sempre lembro, e eles ficam lá, porque pensaram que eu não estava prestando atenção, e depois continuam suas aulas.

Quando estávamos a caminho de nossa sala, eu senti que alguém nos seguia, de longe, mas seguia, eu estava sendo observada por alguém. Mas eu não fazia idéia de quem poderia ser, mas eu sabia muito bem que a cada segundo eu ficava com mais medo, eu olhava para os lados, mas não via ninguém.

Eu deveria estar delirando, afinal, não é possível isso, quem iria querer ficar me observando aqui, em Forks? Isso deveria ser alguma ilusão. Até que eu vi de longe alguém se mexendo, mas não era uma velocidade normal de um humano comum, era de vampiro, eu tinha certeza, e veio a imagem em minha mente de meu sonho com os Volturi.

Eu agarrei imediatamente o braço de Zack, e o apertei, não com tanta força, e dei um pequeno pulo de medo, e um rápido gritinho agudo, já que Zack não viu o que eu vi, ele não sabia o motivo de minha hesitação. Ele me olhou curioso, querendo saber o que estava acontecendo comigo.

“O que foi” ele sussurrou em meu ouvido.

“N-Na-Nada” eu disse, quase não dava para entender de tanto que eu gaguejei.

Mas ele percebeu que alguma coisa estava acontecendo então passou seu braço em volta de mim, e mesmo hesitante, eu aceitei, mas era só porque eu estava com medo, senão eu não aceitava, porque se Jacob visse, ficaria com raiva, ou até magoado.

“Pode me falar, já que, eu sou seu amigo, não sou?” ele me questionou, me pegando de surpresa pelo tipo da pergunta, eu realmente não esperava por isso.

“Claro que é!” eu disse, sorrindo, e me aninhando junto a ele, também estava frio, e ele não era tão quente quanto Jacob, mas era quente.

Eu nunca tinha pensado e que Zack cheirava tão bem assim, era sei lá, parecido com cheiro de comida. Era muito bom o cheiro dele, muito atraente para mim, mas eu sabia que conseguiria me segurar, se ele não ficasse tão perto de mim, que era a única coisa que ele não fazia de um tempo para cá.

“Por que está com medo?” Zack me perguntou, como ele sabia que eu estava com medo, afinal, eu não tinha dito a ele, bem, pelo menos eu não me lembro de ter comentado. Será que existem mais vampiros aqui em Forks?

“Como você sabe que eu estou com medo?” eu perguntei automaticamente, isso era mais para ser mais um pensamento do que afirmação.

“Bom, eu só deduzi, já que ficou assustada, só isso” ele disse tranqüilo. Calmo demais.

“Ah, tá.” Eu concordei, hesitei, um pouco, mas depois contei, na verdade, inventei, afinal, eu tinha que mentir. “Não foi nada, eu apenas senti frio” menti descaradamente.

“Tenho certeza que sim” ele disse, sorrindo no final, será que ele quis ser sarcástico? Será que ele sabia da verdade? Isso me deixou em duvida e confusa a respeito dele.

Olhei para ele, e retribui o sorriso, querendo aceitar. Ele me apertou mais rente ao seu corpo e andamos mais rápido em direção a nossa sala, teríamos biologia. E eu acho que hoje era um dos dias que eu tinha as duas ultimas aulas iguais as aulas do Zack, então a partir de agora ficaremos juntos, quero dizer, nas aulas e sentados perto um do outro na sala, melhor, conversaremos, mesmo contra a vontade dos chatos e exigentes professores que se irritam com isso.

Até que finalmente conseguimos chegar a nossa aula, como sempre biologia era em dupla, e eu sentava ao lado de Zack. Mesmo eu sendo boa em biologia, na verdade ele também era muito bom.

Eu vi outro vulto, mas dessa vez ele estava mais perto de mim. Dei outro grito, ainda bem que não tinha quase ninguém na sala, Zack me olhou, tentando entender o que estava acontecendo. Sem muito êxito.

Agora eu estava com mais medo do que eu nunca, o que me fez lembrar que poderiam ser os Volturi atrás de mim. Mas qual iria ser o motivo para eles me procurarem? Afinal, ninguém sabe de minha possível mudança de apetite. E eles não iriam vir aqui a Forks só para me observar, e também minha mãe me garantiu de que essa guerra já havia acabado quando eu ainda era pequena.

A aula finalmente começou. Estávamos estudando coisas repetidas. Bom, pelo menos para mim eram repetidas, já que eu já aprendi isso. Meus pais me ensinaram em casa. A maioria das coisas que aprendo aqui, na escola, eu já havia aprendido em casa, é sempre assim, como se fosse uma regra, sem exceções.

Eu estava começando a acreditar, confiar mais em Zack, depois do que ele me fez, eu era muito ingênua, e fui pega de surpresa por Zack, que me enganou, então, passei a não acreditar mais nele desde aquele dia, já que, ele tinha me enganado. Mas agora, eu tenho certeza de que ele se arrependeu de ter feito aquilo, pelo modo como ele agiu. Então decidi que ele é sim um bom amigo, ele é legal, e sempre que agora que eu estou precisando dele na escola, ele me acolhe, sem perguntas.

Zack arrastou sua cadeira para mais perto da minha logo após de eu pedir ao professor para assinar aquele papel que a secretária me deu. E fiz o mesmo que Zack, ficamos bem perto um do outro. E sentávamos bem atrás na sala, o professor explicava uma matéria que eu não prestava atenção, muito menos Zack. E então começamos a conversar.

“Hum. Então, me fale mais um pouco de você” ele me propôs, arqueando uma sobrancelha e fitando meus olhos enquanto eu retribuía o mesmo olhar.

“Hum. Sobre mim?” eu hesitei em contar para ele, então ele me sinalizou, insistindo para que eu continuasse a falar “Tá. Eu moro bem longe daqui. Tenho uma tia fixada por moda. Um avô que parece ser da idade do meu pai, de tão novo. Uma avó carinhosa e gentil. Um tio que parece controlar seus sentimentos. E outro tio que é bem grande e forte, que chega a dar medo” parei de falar por um instante, porque o professor lançou um olhar bravo em nossa direção, mas eu nem liguei, e continuei: “E uma tia linda, que parece ser a mulher mais bonita que você já viu” eu terminei, satisfeita comigo mesma.

“Você é a mulher mais bonita que eu já vi” ele sussurrou, parecia que ele estava fora de si “Me desculpe, por favor” ele me implorou, depois. Nossa, o que será que tinha acontecido com ele?

“T-Tudo bem” eu disse, eu acho que ele apenas viajou em suas lembranças.

“Então, me fale de seus pais. Acho que se esqueceu deles, certo?” ele quis saber.

“É, bom, minha mãe é brava, muito brava, ela tem, tipo o ‘dom’ de proteger as pessoas demais. Quero dizer, ela é muito protetora, principalmente comigo. E meu pai é, bom, ele parece que adivinha o que você está pensando, e então te recomendo não pensar muito perto dele. E ele é bravo também, mas não tanto quanto minha mãe, parece que ele consegue entender melhor a gente. E ele não se estressa tão fácil quanto a minha mãe. Ele é um pouco ciumento também.” Eu disse, lembrando de todos os meus momentos com o meu pai. Corei de tanto pensar. E como sempre, senti o sangue subindo até as minhas bochechas.

“Nossa, que legal sua família. Ela pé muito... hum, diversificada. Se me entende”ele tentou se expressar.

“É, muito” eu concordei, ainda imersa em meus pensamentos “Hum, É.. então como é a sua? Como é a sua família?” eu consegui perguntar, saindo imediatamente de meus devaneios.

“Bom, eu nem sei o que falar. Eu moro com os meus pais. Minha mãe é daquelas que adoram ir ao shopping, e compra quase ele todo. Meu pai é super ocupado, e nem para em casa, viaja muito. Então a maior parte do tempo eu fico sozinho em casa” ele disse, com o olhar fixado no chão, perdido em suas sombrias lembranças.

“Hum. Se você quiser, eu fico com você. Afinal, você não gosta de ficar sozinho, gosta? É só me ligar que eu fico com você, quero dizer, podemos conversar, assistir a filmes, ou sei lá.” Eu disse, com dó dele.

“Aham. Claro, eu te ligo” ele disse, concordando comigo, ele parecia sincero

“Afinal, é para isso que os amigos servem, não é?” eu disse, brincando, mas ao mesmo tempo falando a verdade.

Notas finais
Eu postei dois capítulos seguidos, porque eu demorei demais, então, eu quis colocar mais de um :))