Dark Eyes II

3 Capitulo 3


Notas iniciais
Demorou, mas chegou. Eu queria ter continuado o capitulo pra parar em uma parte chocante e forçarem vocês a continuar lendo, mas se eu fizesse isso ficaria muito grande. Então a surpresa vai ficar no próximo capitulo. Espero que gostem ^-^

Acordei com a luz do sol no meu rosto. Fiquei um tempo deitado na mesma posição, aproveitando aqueles segundos entre o sono e o despertar. Lentamente as memórias da noite passada foram passando em minha mente.

–Merda! –resmunguei baixinho.

Olhei bem devagar para o outro lado da cama e não tinha ninguém. Levantei rapidamente da cama e a dor de cabeça veio com tudo. Era só o que me faltava agora, uma ressaca básica pra ajudar.

Olhei ao redor do quarto e encontrei minhas roupas próximas da porta, fui apanhá-las e ouvi um chuveiro ligado. Paralisei por alguns segundos e fiquei em silêncio. Dei-me um tapa na cara mentalmente para voltar a me mexer. Rapidamente coloquei meu vestido e minha calcinha. Procurei meus sapatos e minha bolsa, mas não encontrei em lugar nenhum. As coisas só melhoravam.

Enquanto o chuveiro ainda estava ligado sai do quarto silenciosamente e corri, sim eu corri, pra porta de entrada. Na entrada do apartamento avistei minha bolsa e sapatos jogados em um canto.

– Santo Odin! –quase chorei de alivio.

Virei à chave da porta e já ia saindo, com sapatos e bolsa na mão, quando ele apareceu no corredor.

– Aonde você vai? –perguntou confuso, e por Thor como ele estava lindo, tinha uma toalha enrolada na cintura e nada mais, seu cabelo ainda estava molhado e todo bagunçado e tinha um sorriso confuso no canto da boca.

– Sinto muito. – me desculpei e ignorando todos os meus instintos que diziam pra ficar com aquele cara lindo, eu sai e corri para o elevador.

– Espera! – o ouvi gritar antes das portas se fecharem.

Assim que o elevador abriu sai rapidamente de lá e fui arranjar um táxi. Sabe se lá onde eu estava, mas o endereço de casa eu sabia. Como se por um milagre eu consegui achar um táxi e sai dali o mais rápido possível.

Já chegando em casa, bom se você chama um apartamento minúsculo dividido por três pessoas de casa, paguei o táxi e entrei. De cara, fui recepcionada por minhas “colegas de casa”.

–Olha só quem resolveu dar as caras. Já viu que horas são? – perguntou a Beatriz, ela era a mais animada dali, morena e bem alta, daquelas que causa e que você tem vergonha de andar com elas na rua, mas ainda assim eu gosto dela.

–Na verdade não, nem olhei no celular. –respondi olhando para o chão e a caminho do meu quarto. Chegando lá encontrei a Natasha ainda jogada no colchão dormindo.

Acendi a luz sem fazer cerimônia e fui para o banheiro tomar um banho. Quando terminei voltei para o quarto e o ser humano não tinha nem se mexido na cama. Não resisti e pulei em cima dela.

– Acorda!! –sentei em suas costas e fiquei ali, ela virou para o lado tentando me derrubar, mas não adiantou. Olhou pra ver quem era e mostrou o dedo do meio.

– Vai caçar o que fazer e me deixa, é domingo! –resmungou e voltou a dormir. Um amor de pessoa. Ela pode até parecer super simpática, ou melhor, ela é bonita, loira e de olhos azuis, mas não se engane ou tente conversar, no máximo ela vai te xingar e reclamar o tempo todo.

–Nossa, desculpa ai, revoltada. – levantei e sai do quarto.

A Beatriz me esperava na sala/cozinha, pela sua cara lá vinha o interrogatório. Ganhei alguns minutos de vantagem pra pensar no que eu ia dizer e fui pra cozinha preparar meu café da manhã, ou melhor, almoço. Olhei para o relógio e vi que já eram duas horas da tarde.

– E ai, vai me contar onde a senhorita esteve a noite toda? – perguntou curiosa como sempre.

Dei uma mordida na minha torrada e fingi que não podia responder por que minha boca estava cheia.

Senti meu prato com as torradas ser tirados de mim e olhei pra ela.

–Ow, me devolve Bia!

– Só depois que você me contar tudo. –respondeu e pela sua cara ela estava falando serio, eu é que não ia tentar pegar as torradas de volta, não ia conseguir mesmo.

– Está bem, nossa. – fiz uma pausa, respirei fundo e disse tudo de uma vez bem rápido. -Eu fui a uma festa e conheci um cara e fui pra casa dele e voltei só agora.

Ela ficou me olhando por um tempo tentando entender o que eu disse. Na hora que a ficha caiu estava evidente em sua cara.

– Não acredito! Sua safada! Como assim? Conta-me tudo isso direito. –sua cara era a melhor, não aguentei e comecei a rir. Aproveitando sua distração peguei minhas torradas e fui pra longe dela.

– Desculpa, mas são informações confidencias. – mandei um beijinho no ombro e sai.

****

Mais tarde, quer dizer, já era noite quando a Natasha resolveu acordar e veio dividir uma pizza com a gente. A Bia não me perguntou mais nada, ela sabia que se eu quisesse contar eu falaria e que não adianta ficar me forçando.

Natasha nem tinha notado a minha ausência, aparentemente. Então tenho que dizer que fiquei surpresa quando ela perguntou:

–Aonde você foi ontem à noite? Acordei de madrugada e você não estava aqui ainda.

– Ela saiu por ai com um cara e não quer contar nada, você acredita? – Bia respondeu, já que eu fiquei olhando igual uma topeira pra Natasha.

– Hum. –foi o que ela disse e ninguém tocou mais no assunto, felizmente.

Depois que comemos a pizza, fomos dormir. Como a Beatriz é a única que tem namorado aqui, ela ficou com o quarto que tem a cama de casal, enquanto que eu e a Natasha dividimos o outro quarto.

Demorei pra dormir, obviamente. No dia seguinte começaria nossas aulas na faculdade, todos nossos cursos, exceto o da Bia, são integral, então logo de manha já teríamos aula ou trabalho.

Além disso, tinha aquele cara que não saia da minha mente o tempo todo. Fui pegar meu celular pra colocar pra despertar quando percebi que não tinha visto ele o dia inteiro.

Levantei da cama desesperada e fui procurar. Revirei o quarto inteiro e não achei. Já estava quase rezando pra ele aparecer.

– Natasha acorda! Rápido!

–Que foi? –ela levantou sonolenta.

– Não estou achando meu celular! –olhei pra ela esperando que ela me desse uma solução.

– Sei lá mano, não o vi em nenhum lugar. Você não esqueceu em algum lugar? –perguntou na inocência.

Então a ficha caiu. Aonde mais eu poderia ter esquecido? Na casa dele. Palmas para minha sabedoria.

– Nãooooo!! – choraminguei de joelhos no chão.

Notas finais
Bom, só lembrando vocês de deixarem comentários ^-^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.