Dark Angel
3 Pesadelo
Enquanto pegava os livros, fiquei pensando o quanto esse garoto é inconveniente, chato, convencido, prepotente e lindo. Ainda estou me repreendendo por mesmo depois de tanta idiotice conseguir acha-lo lindo. Mal chego na sala e já vejo essa peste toda esparramada no meu sofá, acho que vou explodir de tanto ódio.
– Pronto, aqui estão. Também têm uns resumos que eu fiz e que podem te ajudar. É só isso? – falo.
– Eu vim aqui pra você me ensinar, não pra pegar resumo que pego na internet. – enquanto dizia isso me puxou pro sofá e começou a me encarar.
– O que exatamente você quer saber? Quais ossos e articulações já sabe?
– Eu sei que o osso que está por trás dessas suas coxas lindas se chama fêmur. – disse dando uma piscadinha.
– Acabou com a palhaçada? Não tenho a noite toda, tenho que dormir.
– Não tem problema, eu te ajudo. – Nunca me senti tão encarada na minha vida, os olhos dele penetravam o fundo do meu ser. Os olhos dele eram tão lindos, tão sensuais, mas o que mais me atraía nele eram os lábios e aquele sorriso lindo, que vontade de beijar esses lábios.. Preciso dizer alguma coisa, ele vai perceber que não paro de pensar em beijá-lo.
– Éééh... por que você faaaltou hoje? – mal conseguia falar sem gaguejar, minha fala parecia mais um sussurro. De repente parece que tudo ficou mais quente, mais quieto e ele só se aproximava de mim com aqueles lábios perfeitos.
– Problemas particulares. – Respondeu ele colocando uma mecha de cabelo atrás da minha orelha. Enquanto fazia isso, foi se aproximando cada vez mais, até que faltava menos de um centímetro pra nos beijarmos. Ele era tão idiota, mas tão lindo, não sei se vou me arrepender se beijá-lo agora. Mas nem precisei pensar mais, ele tomou a inciativa e me beijou ferozmente, parecia um leão, enquanto isso suas mãos passavam por todo o meu corpo com uma força tão agradável, ele começou a descer o beijo pro meu pescoço, me fazendo arrepiar. Eu não conseguia mais respirar, eu estava tão ofegante, e ele começou a tirar a camisa dele e que músculos, eu não sabia se me concentrava em beijá-lo, despi-lo ou somente admirá-lo. Mal pude pensar e ele já tinha rasgado minha blusa e começava a me acariciar por cima do sutiã, não pensei duas vezes e comecei a desabotoar a calça dele, que volume que ele guardava em baixo dessa calça, ele estava me deixando louca, foi tirando minha roupa lentamente até estarmos somente de roupas intimas, começou a beijar todo o meu corpo enquanto eu tinha espasmos de prazer, nunca senti algo tão forte, ele estava começando a abrir meu sutiã quando ouvi uma voz.
– Ei, tá me ouvindo? – Perguntava Patrick.
– O que? Como assim? – perguntei sem entender nada, como há poucos segundos estávamos praticamente sem roupa e completamente ofegantes e agora estamos como há cinco minutos atrás?
– Você sempre viaja assim do nada ou tem algum problema? – perguntou ele impaciente.
– Ah, eu ãn.. Não, me desculpe eu estava distraída. – respondi envergonhada.
– Eu disse que tinha que ir embora e agradeci pela ajuda, que não foi muita, porque você só ficou aí com cara de idiota.
– Já vai tarde, idiota. Devolva meus livros e resumos na segunda.
– Tá bom, tchau.
E assim ele saiu sem mais nem menos e me deixou completamente confusa. Será que agora meus sonhos estranhos também aconteciam quando eu estava acordada? Mas foi tão real, eu ainda consigo sentir o toque do beijo dele, a respiração entrecortada no meu ouvido. Definitivamente eu preciso conversar com a minha mãe sobre essas alucinações, ela melhor que ninguém saberá o que fazer.
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Não sei porque do nada os professores resolveram adotar meu nome completo “Annabeth Grinster Cipriano Grey, como nunca reparei que seu nome completo é tão bonito?”, “srta. Cipriano, pode nos lembrar de como é a pequena circulação?”, não sou acostumada a me chamarem por algo além de Annabeth Grinster, acho que aprendi a não gostar do restante. Como de costume, saí da aula e fui almoçar com Car.
– Ann, você anda tão aérea ultimamente. – Disse Car.
– São as agitações do segundo semestre, gata. – Respondi ironicamente.
– Poxa, se anime, sexta vai ter uma festa pra comemorar o inicio do semestre e a chegada de calouros, tipo aquele gato ali atrás que não para de olhar pra você. – Ela disse sorrindo. Virei e olhei discretamente, putz, só o que me faltava.
– Eca, aquele é o idiota do meu calouro, se nessa festa for gente como ele, não quero nem passar perto. – Respondi amarga.
– Nossa, amiga. Acho que esse garoto está realmente mexendo com você! – Ela disse isso se levantando.
– Nem sonhe com isso, Caroline! – Quando olhei ela já estava ao lado dele.
– Ann, acho que esse seu amigo gostaria de sentar conosco.
– Prazer, meu nome é Patrick. E você, quem é? – Perguntou Patrick com aquele sorrisinho que me irritava tanto.
– Eu sou só uma amiga com muita pressa, tchau Ann, vejo você em casa. – E assim Car saiu me deixando em uma emboscada.
– Gostei dessa sua amiga, bem divertida, diferente de você. Mas e aí, o que achou da aula hoje? Acho que você vai ter muito trabalho para me ensinar anatomia. – Ele terminou a frase com uma piscadela extremamente nojenta.
– Vai sonhando. – Deixei essas palavras no ar enquanto saía daquele local, não sei porque a presença dele me atordoava tanto. Era como se tivesse uma nuvem pesada pairando sobre mim.
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