Dark Angel

5 Aquele Parque


Só percebi que estava chorando quando a brisa matinal bateu em meu rosto e resfriou minhas lágrimas, assim como só percebi que estava tremendo de frio quando a luz do sol, quente e acolhedora, me tocou enfim me aquecendo. Depois de passar a noite toda ouvindo coisas irreais dos meus pais, sobre nós, não sei mais dizer o que é real e o que não é, se com o resumo de mamãe já fiquei desestabilizada, imagine agora que ouvi a história inteira. Eu não consigo acreditar que passei todos esses anos no escuro, não acredito que sou um monstro, uma raça até então desconhecida inclusive pelos meus pais.

Nem vir para o lugar mais seguro do mundo está resolvendo algo. Lembro-me de quando era criança e mamãe me trouxe aqui pela primeira vez e ficou surpresa com a minha admiração instantânea por esse parque, era tudo tão velho, mas ao mesmo tempo aconchegante e me dava uma segurança que nunca senti em lugar nenhum, eu me sentia melhor que em casa. Mamãe sempre falava que quando era mais nova vivia aqui com papai, era onde mais gostavam de ir, também falava que aquele esqueleto de montanha russa era assustadora e que marcou a vida dela para sempre. Hoje aqui é um esqueleto de parque em que construíram umas torres e balanços para as crianças e ficou sendo um museu a céu aberto. Pensar nisso, nesse lugar, me acalma, mesmo vivendo uma tempestade nesse momento. Por isso adoro o Delphic.

Eu estou me sentindo revoltada com essas mentiras ao longo desses anos que nem ligo pro fato de que os meus pais provavelmente já estão preocupados comigo a essa hora, e felizmente fiz o favor de esquecer o celular quando saí correndo de casa, mamãe com certeza sabe onde estou, mas preferiu me dar privacidade. Mesmo com a revolta, estou finalmente começando a absorver toda essa história, depois de passar o dia pensando. Inclusive pensei em Patrick como um arcanjo, ou um tipo assustador de anjo da guarda – se é que ele pode ser chamado assim – e confesso que eu meio que fiquei sem fôlego.

— Você deve ser a filha do Jev, ou devo dizer Patch? – Disse uma voz assustadora e ao mesmo tempo sedutora saindo das sombras.

— Que-que-quem é você? Como vo-você sabe quem eu sou? – Perguntei sem disfarçar o pânico.

— Ora, ora Annabeth, você deve ter ouvido falar de mim. Já fui melhor amigo da sua mãe. Em falar nisso, que saudades da Nora. Ah, aliás, me chamo Sott. Scott Parnel.

— Como assim? Não, não, não! Mamãe me disse que Scott tinha morrido em um acidente, quer dizer, na guerra de anjos caídos e Nephilins. – Disse fascinada com a beleza dele e ao mesmo tempo assustada.

— Bom, é uma longa história garotinha.

— Posso começar a correr agora ou eu grito? O que você sabe sobre mim? – Perguntei curiosa e ao mesmo tempo atraída.

— Não será preciso, estou aqui para te apresentar o meu mundo, ou melhor, o nosso. Não aceito um não como resposta, estou disposto a responder todo tipo de pergunta que eu sei que tem dentro de você.

— Ok, vamos lá, Scott. – Respondi sem hesitar, já estava cansada de toda essa reviravolta na minha vida, mas preciso saber de tudo que for possível sobre quem eu realmente sou.

Notas finais
Oioi, gente!! Espero que tenham gostado, semana que vem posto mais (ou antes) haha. Beijinhos ;* P.S: Me perdoem pelo capítulo ter ficado pequeno, mas os recompensarei.