Daredevil
5 Capítulo 5 - Chance Encounter
Notas iniciais
espero que gostem.
Batucava os dedos contra a larga mesa de carvalho, a pilha de papéis a sua frente já lhe trazendo dores de cabeça. Levantou o rosto com o que ouviu passos adentrarem o escritório, se deparando com Sebastian.
– Trouxe um lanche para o jovem amo. Torta de limão e chá — disse, com sua voz profunda e estranhamente doce. Ciel assentiu e pegou o prato, o deixando de lado e voltando a examinar os papéis.
– Há algum compromisso para hoje? — perguntou, sem tirar os olhos dos contratos.
– Na verdade, sim. Um baile, de senhorita Lizzy, será feito. Os Middleford querem comemorar o aniversário da mãe dela. Eles mandaram um convite, e Elizabeth uma carta perguntando sobre o seu estado e dizendo que não precisaria ir se não se sentisse confortável.
Já ia responder que compareceria ao baile, para manter sua imagem, mas foi então que franziu o cenho e ponderou.
– Como ela sabe onde estou? — o mordomo abriu um meio sorriso como se já esperasse a pergunta.
– Tomei a liberdade de mandar cartas a todos os seus conhecidos, para os avisar tanto de seu endereço quanto do seu estado emocional, e de seu novo fiel mordomo e responsável.
– Você.
– Eu — o adulto disse satisfeito, o brilho nos olhos vermelhos causando arrepios pela espinha do menino. Ciel assentiu e se levantou, cruzando os braços no tórax.
– Um baile, huh? Mas eu não sei dançar
– Isto não há de ser um problema. Já lhe arranjei um instrutor — disse o homem, sorrindo confortavelmente.
– Você — a voz do menino saiu ponderante, o encarando fundo nos olhos avermelhados.
– Eu — respondeu Sebastian, se curvando em uma reverência. — A sua aula já está para começar — esticou o braço, oferecendo a mão ao jovem amo. Ciel hesitou antes de encaixar seus delicados dedos na mão larga de seu mordomo, do mesmo jeito que havia feito mais cedo. Sentiu seus pelos se arrepiarem, fazendo-o se mover desconfortavelmente. Sebastian, ainda o segurando pela mão, ligou uma música de fundo que lhe parecia ser uma valsa. O moreno o puxou para mais perto, seus corpos se tocando e obrigando o menino a virar o pescoço para o olhar nos olhos. Sua respiração pesada batia no tórax do homem, que começava vagarosamente a o conduzir pela dança.
– Você é alto demais — apontou, não ousando olhar para aqueles olhos cor de sangue que lhe davam água na boca. Sentiu o braço forte do homem o envolver a pequena cintura, o levantando do chão para a altura de seus olhos.
– Assim está melhor? — sua voz penetrante fez seu efeito pelo corpo de Ciel, que não ousou balbuciar nada e apenas assentiu. Por não tocar os pés no chão, não exatamente aprendia como se dança, mas a essência de Sebastian o tirava do controle. Mesmo que dançasse, não teria como se concentrar. Fechou os olhos e apoiou a cabeça no ombro do homem, se confortando em seu calor e seu cheiro doce. Suspirou baixo, a música no fundo não sendo nada contra a melodia de cada inspiração e cada expiração do moreno que o segurava. Sentia seus lábios formigarem levemente, a repentina fome de sentir a pele do mordomo contra sua boca o invadindo pouco a pouco até chegar em suas calças, que a cada passo de dança e a cada som da respiração de Sebastian se tornavam mais apertadas.
Foi acordado de seu transe por sua mais que inesperada ereção. Balançou a cabeça e engoliu em seco.
– Me coloque no chão — sua voz saiu mais firme e urgente do que ele se sentia. O homem obedeceu, o pousando delicadamente no chão e ajeitando sua blusa.
– Algo errado, Bocchan?
– N-Não, nada. Apenas sede — se virou e pegou o chá que estava na mesa, apenas rezando para que suas calças ficassem mais largas ou que Sebastian saísse dali.
Se alarmou com o que sentiu os dedos pálidos e longos do homem lhe tocarem o queixo, levantando sua cabeça até que sua nuca se encostou no tórax do adulto.
– O senhor leva jeito para dança, jovem amo. Imagino com quais outras maravilhas o senhor pode me surpreender. — a malícia e sede, uma diferente sede que a que Ciel fingiu sentir, eram óbvias na voz de Sebastian. Talvez ele fosse muito indiscreto, talvez ele quisesse provocar o menino. O mesmo, estava paralizado, intoxicado com o perfume do moreno e com os dedos cravados nas próprias coxas, a ponto de gritar de raiva de seus próprios hormônios. Era só isso, hormônios, puberdade, nada demais. Talvez ele apenas tivesse que se acostumar com a repentina própria vida de seu pênis. Pelo menos quando Sebastian estivesse tão perto assim.
– É melhor que o senhor vá para o banho, o baile é daqui a algumas horas e se preparar é essencial. Vou separar seus trajes — e com isso, se afastou, não antes de uma breve reverência. Com o que o alto saiu e fechou a porta, Ciel se deixou cair na cadeira e desabotoar a calça. Ficou olhando, a respiração ofegante. Já tinha ouvido falar nisso, mas nunca chegou ao ato. Lhe parecia a melhor saída no momento, com o que todos os nervos do seu corpo se concentravam nessa única parte.
Respirou fundo mais uma vez antes de voltar a fechar as calças e se direcionar ao banheiro. Um bom banho gelado lhe faria bem.
Notas finais
comentem, favoritem, façam o caralho a quatro.
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