Darcanjo

35 Round 31 – As batalhas seguem seu rumo


Notas iniciais
Desculpem a demora, tive alguns problemas (dentre eles a preguiça), mas tentarei voltar ao ritmo normal. Boa leitura, ^^.

- O que houve com o quadro?

- Há quanto tempo, Eric, ficou três dias sem vir – Comentou David – Mas agora quer fazer o favor de explicar por que não nos falou de seu outro elemento?

- Não, não quero.

- E que história é essa de você ter vencido Marcos? É brincadeira, não é? – Brigou Karla.

- Não, eu venci mesmo.

- E por que você só tá usando respostas curtas? – Perguntou Klaus.

- Por que tá na hora de sua disputa, 22h, não é? Vamos logo.

- Nos disseram que o adversário dele morreu num acidente de carro. A luta foi cancelada e ele venceu por W.O.. De qualquer forma, ele já não tinha vindo pra primeira luta, então era provável que faltasse – Comentou David.

- Então vou treinar mais um pouco. À meia noite eu irei direto pro campo pra assistir a luta de Karla, até lá – Eric desapareceu antes que os outros reclamassem ou exigissem mais respostas.

- Depois que ele aprendeu esse teletransporte acho que se esqueceu de como se anda – Disse Klaus rispidamente.

- Pois é – Comentou Karla – Bem que ele poderia nos ensinar algum dia desses.

Próximo ao horário programado todos do grupo estavam lá. Eric, como sempre, só apareceu segundos antes do início, só que sentou-se do lado oposto a onde todos estavam.

- Olha ele ali, o que diabos ele está fazendo sentado ao lado da equipe do adversário? Ele não tem medo da morte não? – Klaus começou a andar na direção dele, mas David o segurou.

- Acho que não. E isso só significa uma coisa. Enquanto nos perguntarmos sobre a luta, ele vai se esquivar. Ele sempre respondeu a tudo que eu perguntava, por mais nojento que fosse. Como da vez que ele tava me explicando como devia ser a sensação de uma sonda sendo enfiada pelo nariz e também quando a pessoa espirrasse sem querer com ela dentro do corpo.

- Urrg.

- Enfim, o que quero dizer é que ele provavelmente não falará uma palavra sequer sobre isso.

- Tudo bem, darei algum tempo a ele, mas depois disso vou querer saber que negócio é esse de segundo elemento e por que ele nunca nos disse nada a respeito.

- Por favor, participantes dirijam-se ao centro da arena.

Karla parecia um pouco ansiosa e apreensiva. Não havia falado muito e estava estranhamente quieta. Seu adversário não era conhecido, por isso as únicas informações que eles sabiam era seu nome, Steve, e seu estilo de magia, elemental.

- Como vocês já devem saber, a regra dessa semana é dobro ou metade. Jogarei a moeda agora para decidir... parem com essa briga na arquibancada.

- Ele tá torcendo pela equipe adversária aqui do meu lado.

- Eu só estou motivando minha equipe. Há algo contra isso?

- Você acabou de gritar “Vai Karla!” no meu ouvido!!

Eric pisou no pé de Gilberto e completou falando:

- Agora sim você tem uma razão para reclamar.

Dois dos adversários saíram correndo atrás dele, Eric enfiou-se dentro da floresta e algumas árvores foram destruídas, ele falou alguma coisa sobre não descontar a raiva no meio ambiente e os dois lançaram uma pedra gigante em sua direção e soltaram alguns palavrões.

- Vamos continuar – Disse o juiz jogando a moeda para o alto – Coroa.

O campo foi reduzido pela metade, o que proporcionou a eles uma distância máxima de somente 10 metros de distância um do outro.

- Tsk, Karla é uma atiradora, ela se sairia melhor a longa distância – Comentou Klaus.

- É, mas não sabemos se Steve também é um lutador a longa distância – Disse David inclinando-se para frente.

- Elementais são normalmente de média a longa distância – Disse Eric logo atrás deles.

- Como você... esquece.

- Ao meu ver, lutar a curta distância será uma vantagem para Karla. Além disso, eu retirei duas pessoas da torcida adversária.

Klaus olhou para o outro lado para confirmar. Os outros ainda não haviam voltado. Como ele havia ido para floresta ficou claro que essa era sua intenção desde o princípio. Eric, aquela pessoa que evitava atacar a todo custo agindo desse modo.

- Você...

Eric deu um risinho sinistro e logo ficou sério novamente para observar a batalha.

O cronômetro regrediu. 3, 2, 1...