Darcanjo

12 Round 11 – Fighter


Notas iniciais
Humor se baseia no exagero. Por isso o utilizei nesse capítulo, estou sendo preconceituoso, sim, acabo sendo um pouco, mas não me entendam errado, existem essas características separadas e eu as juntei para tentar dar o humor, só isso.

– Isso. Consegui chegar em casa cedo – Disse Klaus correndo para seu quarto que ficava no segundo andar.

– Klakla, o jantar já tá pronto! – Gritou sua mãe ao vê-lo subindo as escadas.

– Não estou com fome mãe. Já estou indo dormir.

– Não tá com fome? Indo dormir a essa hora? Só pode estar doente.

Klaus jogou todas coisas que estavam em sua cama para fora com um balançar da colcha e se jogou na cama.

– Não tem como ele me vencer dormindo agora. Ainda bem que eu consigo dormir na hora que eu quiser.

Assim que Klaus chegou no local, ouviu uma pessoa fazendo muito barulho. Provavelmente teria chegado num galpão cheio de pessoas, assim como na noite passada. Mas teve um susto assim que abriu os olhos.

– Uhulllll! Venci, venci, venci! – Exclamava David.

– Peraí, como assim? Que horas são? Não é possível que vocês tenham ido dormir antes que eu!

– São 20h! – Disse Eric com um sorriso no rosto e apontando para o relógio que estava na parede do quarto.

– David, você foi dormir que horas?

– Às 19h.

– Então fui eu que venci. Dormi às 18h.

– Nem vem. Eric, quem venceu?

– Foi David. O combinado era quem chegasse primeiro e não quem dormisse primeiro.

– O que tá acontecendo aqui? – Disse Karla ao chegar em sua viagem astral.

Depois disso eles ainda brigaram um pouco, Karla saiu com raiva e Elizabeth chegou, ficou parada sem dizer nada por um tempo e saiu.

– Não acredito que eu perdi – Comentou Klaus saindo com raiva e apressado do dormitório – Já estou atrasado para minha aula.

Então ele deu de cara com a paisagem, virou pro lado e continuou correndo.

– Grande coisa. Ainda bem que numa viagem astral a pessoa não aparece descalça, senão meu pé ia ficar todo cortado. É aqui.

Klaus abriu a porta sem bater. As construções pareciam serem feitas de algum material bem mais leve que o comum, pois não precisa se esforçar tanto para mover os objetos.

Ao entrar o professor que já o aguardava o olhou de cima abaixo e depois fez um sinal com a cabeça como se estivesse dizendo “é, nada mal”.

– Parece que com você não vou ter muito trabalho. Por que o número de frangos que eu vi se inscrevendo nessa categoria não foi brincadeira. Meu nome é Augusto, qual é o seu?

– Klaus.

– Bom, Klaus, a magia de impacto é a mais simples de todas. Você só precisa expulsar a energia e mantê-la próxima aos seus braços. O resto vai depender somente de seus músculos – Disse mostrando seus músculos das mais diferentes maneiras.

O professor tinha músculos tão desenvolvidos que Klaus achou que se ele tentasse aumentá-los mais um pouco explodiria que nem um balão de aniversário, mas evitou fazer qualquer comentário.

– Bom, vamos tentar. Tente esmagar essa pedra – Disse jogando uma pedra razoavelmente grande para Klaus.

Klaus fez como o ensinado. Serrou o punho e tentou liberar energia e segurá-la na mão. Para seu espanto ele conseguiu de primeira, ele nunca havia conseguido fazer isso antes numa viagem astral. Atacou a pedra, mas só conseguiu quebrá-la até a metade. Sua mana sumiu totalmente somente após completar o ataque, fazendo com que sua mão permanecesse ilesa. Isso significava que ele poderia usar toda sua força nos ataques sem medo.

– Muito bem, mais alguns dias e você conseguirá. Você treina quantos dias por semana?

– Bem, eu malhava cinco dias na semana, só que era à noite. Não sei se vou conseguir manter o ritmo agora.

– Não tem problema. Para esses casos nós temos uma academia instalada aqui. Ela funciona como a maioria dos materiais deste local, parece que é algo como a mistura de terra e mana, não entendi direito, é tudo coisa de nerd. O bom é que as alterações corporais que você sofre na viagem astral altera seu corpo no mundo real também.

– Humm.

– E você não malha, você treina. Malhar é para frangos.

– “Treinar” e “malhar” é que nem “tu” e o “você”, só que um é usado popularmente e outro não. São como se fossem sinônimos, significam a mesma coisa.

O professor olhou para ele com um sinal de desaprovação estampado em seu rosto. Parecia estar pensando numa resposta, pois demorou a voltar a falar, mas parece que acabou desistindo.

– Enfim, vou te passar um treino e os alimentos certos para você ficar gigante.

– Ah, você é professor de educação física e nutricionista. Acho legal essas profissões.

– Hã, do que você está falando?

– Nada. Mas não precisa me dizer como malhar não, eu já malho há uns três anos.

– Certo, mas só não esqueça, a dor é o seu corpo dizendo para você continuar, que você ainda consegue aguentar. Se você treinar assim, em pouco tempo ficará top.

Augusto terminou fazendo uma pose de super herói, com os dois braços apontando para o teto, um flexionado e de punho serrado e ou outro não, além de olhar para o teto. Como Klaus não entendeu a pose olhou para o teto para tentar descobrir o que ele estava fazendo, mas não viu nada significante lá.

– Claro que não. A dor é seu corpo dizendo que tem algo errado e você tem de parar. É claro que você deve aguentar um pouco de dor para conseguir aumentar os músculos, mas só um pouco. Ficar se sobrecarregando só vai fazer a pessoa ter dor de coluna ou deslocar um ombro.

– Seu... seu... sai daqui. Some da minha frente antes que eu te quebre todinho.

Klaus podia jurar que ele ia falar herege ou algo do tipo. Por isso que ele não queria esse tipo de magia, nunca se considerou marombeiro nem nada do tipo. Mas agora a única coisa que ele poderia fazer era treinar sozinho, então foi isso mesmo que ele fez.