Danse Macabre
7 Capítulo 7
Ao ar livre
Meu cabelo ainda estava molhado e colava em minha garganta, costas, rosto. Daryl havia corrido a mão por meu rosto enquanto deitava por cima de mim na cama, os olhos fechados enquanto beijava cada parte que a outra mão descobria arrancando as peças com força de meu corpo. Gemi devagar, ele não tinha ideia do que era aquilo pra mim.
Era a primeira vez que alguém me tocava daquele jeito, era a primeira vez que eu estremecia e gemia e queria mais. Era a primeira vez de tudo ali. Daryl não deu a mínima que eu estivesse tentando fechar as pernas, a vergonha queimando meu rosto. Ele me queria, e eu teria que me entregar.
Suas mãos desceram minha calça e minha calcinha, me deixando extremamente exposta pra ele. A luz do quarto era mínima, vinha da vela na cozinha e isso nos deixava quase que no escuro. Tentei ver Daryl, mas ele beijava o interior de minhas coxas e logo eu estava convulsionando apenas por esses toques.
"Não acabou, Bethanie."
Eu sabia que não. Ele ainda não havia feito o que planejara desde que me jogara por cima do próprio ombro. Eu queria Daryl, queria mais do que qualquer coisa. Minha respiração estava me machucando conforme eu fazia força. Meus olhos lacrimejaram e eu me segurei na cama, seus dedos estavam segurando minhas coxas separadas e então sua respiração atingiu entre minhas pernas e logo após sua boca me atacou.
Daryl parecia um homem faminto. Sua boca atacava cada pequeno pedaço meu, sua língua passeava de cima a baixo e entrava em meu corpo. Gemi e mexi o quadril com mais força, apenas para ganhar os dentes de Daryl marcando minha coxa esquerda na parte de dentro. Quase gritei de dor.
"Pare de se mexer tanto."
"Daryl…" Algo como um rosnado saiu da garganta de Daryl e ele ficou totalmente imóvel. "Senhor…"
Mesmo com a névoa que estava meu cérebro, eu ainda registrava o que ele queria e o que ele precisava. Daryl voltou a me morder, lamber, beijar, e eu fui a loucura mais duas vezes e então desmoronei na cama. Meu corpo estava pesado, minhas cabeça leve. Senti o peso de Daryl ao meu lado e não consegui nem ao menos virar a cabeça e olhá-lo.
"Vou trancar a casa."
A voz dele estava pastosa, baixa. Eu queria acreditar que os efeitos que eu sentia, eram os mesmos pra ele. Que eu também o deixara totalmente mole, sem vontade de fazer nada a não ser dormir. Me enrosquei no lençol da cama e logo Daryl estava deitando ao meu lado.
"Eu… não sei o que falar."
Daryl riu em meu ouvido enquanto ajeitava-se me colocando contra seu peito, enroscando o corpo ao meu.
"Boa noite, Beth."
Sorri contra ele, enroscando meus braços devagar ao seu redor. Daryl Dixon era um imbecil, ele estava sorrindo de tudo isso. Mas amanhã ele me pagaria.
"Boa noite, Daryl."
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Eu havia ficado viciada em ter Daryl. Dias e mais dias se passaram após esse primeiro passo. Daryl e eu nos encurralávamos pela casa, quando eu não caia de joelhos, ele caia. E eu estava querendo mais novamente após alguns dias.
Minha vergonha ainda existia. Toda vez que eu terminava, que ele me ajudava a ficar de pé e me beijava, eu ainda sentia meu rosto pegar fogo. Deus, eu fora ensinada que aquilo que estava fazendo era errado e pronto. Mas… não havia como, Daryl era exatamente a personificação do pecado. Ele poderia não ser o ser mais delicado, amoroso e gentil do mundo, mas era meu. E a cada dia mais que passava, eu via a mesma resolução infiltrar em sua mente. Eu também era dele.
Estávamos discutindo alguns planos de ação, precisaríamos abandonar a casa logo, precisaríamos continuar seguindo viagem. Ainda tínhamos uma família para encontrar, ainda tínhamos um lugar para encontrar. Daryl mantinha a esperança de que encontraríamos todos, eu não compartilhava dessa esperança.
"Vamos levar aquele carro azul do fim da rua, não tem muita gasolina, mas deve rodar alguns bons 50 quilômetros." Assenti e comecei a me virar para pegar nossas coisas no quarto. "Está… satisfeita?"
Começava assim. Daryl fazia uma pergunta aleatória e eu logo estava me jogando em seus braços. Ele não sabia a força que eu tinha que fazer para não implorar para que ele me tivesse logo, de qualquer jeito, como quisesse. Eu estava além da salvação agora.
"Sabe que não."
"Pegue sua faca, venha comigo."
Não sabia qual era a conexão, mas fiz o que ele me disse e o segui para fora da casa. O sol brilhava forte, o cheiro fresco de chuva estava passando, naquela região chovia quase todas as noites. Daryl me guiou pelas árvores, o sol escondendo-se, mas sendo filtrado e aparecendo nos momentos certos. Suspirei ao ver o que ele queria me mostrar. Era uma imensa clareira que acabava em um pequeno lago. Com certeza era dali que a água vinha, e com a chuva que acontecera essa noite, eu tinha certeza que aquele lago deveria estar mais cheio que o normal.
"Aqui é lindo."
Daryl não disse nada e eu me movi, entrei na clareira e dei vários passos na direção do lago; porém, olhei por cima de meu ombro, vendo Daryl parado no mesmo lugar. Sorri, ele me levara ali para isso, para me ver sorrindo. O vi semicerrando os olhos devagar, as mãos em punhos. Talvez algo atrás de mim tivesse chamado sua atenção. Me virei rapidamente, mas não encontrei nada. Ia virar meu rosto novamente em sua direção, mas ele já estava atrás de mim, seu corpo completamente colado ao meu.
"Está satisfeita, Bethanie?"
"Não…" Respirei fundo, os braços dele rodeando minha cintura, o corpo pressionado firmemente contra o meu. "Senhor."
Daryl não dispensava muitos carinhos, ele era um homem imediatista. Ele queria, e queria para aquele momento. Ao me virar, Daryl viu que eu estava com a respiração pesada, que eu queria mais. E eu queria. Eu queria muito mais e queria naquele momento.
Olhei em seus olhos e notei o quão insana eu estava. Eu queria Daryl mais do que tudo, e queria que ele ficasse comigo por um bom tempo ali. Respirei fundo e perdi toda e qualquer inibição ao sentir Daryl começar a tirar minha blusa, os olhos fixos nos meus. Os olhos sérios, mas me deixando saber que eu poderia pará-lo. Mas eu não tinha mais controle de meu corpo, ele era inteiro dele. E eu iria deixá-lo fazer o que queria comigo ali no meio daquela clareira. O vento estava gelado pelo lago ao nosso lado, mas Daryl estava com a pele fervendo e o sol deixava tudo quente, inclusive o chão em que estávamos agora pisando descalços.
As peças foram deixando nossos corpos rapidamente e eu sabia que aquele era o momento. Aquele era o momento em que ele iria ser meu e eu iria ser dele. Lembro de respirar o ar fresco daquele lugar e fechar os olhos sorrindo, mas Daryl deixou um leve rosnar escapar de sua garganta e eu abri os olhos novamente.
Ele estava me fitando, me abraçando e me soltando ao mesmo tempo, me deixando ver que ele ficava de joelhos para logo após sentar nos calcanhares. A visão de Daryl completamente nu, naquele lugar incrível, com os olhos semicerrados de desejo, me deixaram estasiada, eu estava quase em meu limite.
"Minha, Bethanie."
Era uma afirmação. Era uma afirmação correta. Daryl me puxou para seu colo, me fazendo sentar em suas coxas e eu logo ataquei sua boca. Eu amo beijar Daryl, mas naquele momento eu precisava beijá-lo. Beijei enquanto o sentia escorrer as mãos por meus braços e costas, me prensando em seu corpo, me fazendo senti-lo por completo. Eu queria. Eu queria mais do que tudo Daryl dentro de mim, e não haveria absolutamente nada que fosse me impedir de tê-lo. Estremeci enquanto o beijava, sua língua me deixando saber que ele comandava aquilo também.
"Mais…"
Gemi contra sua boca e enrosquei minhas pernas em sua cintura, pressionando-o contra mim com força. Ele rosnou e eu sabia que era agora. Ele me levantou levemente de seu colo, se posicionando para entrar em mim devagar e em nenhum momento seus olhos deixaram os meus.
Centímetro por centímetro enquanto o sentia entrar em mim, ele me olhou, vendo todas as minhas expressões, vendo seu eu conseguiria aguentar o que estava por vir. E quando ele rompeu minha barreira, quando estava inteiro dentro de mim, ele sorriu daquele jeito que eu queria tirar no tapa.
"Não se mova ainda, Beth, vai doer."
Estremeci com o tom de voz, com o vento leve, com o barulho da água, com o sol em nossa pele, mas estremeci ainda mais pelo balanço que criei ao colocar meus pés no chão e nos mover. Ele rosnou e colocou o rosto em meu pescoço, evitando me olhar nos olhos.
E não era dor. Não, ele estava exatamente onde deveria estar. Era incômodo no começo, mas conforme movi meu quadril, balançando meu corpo com meus pés, sentindo Daryl lamber e beijar meu pescoço, suas mãos segurando meu quadril, me ajudando no movimento, tudo ficou mais fácil.
A cada impulso que eu dava com o quadril, uma descarga de prazer descia minha espinha, meus olhos estavam fechados, minha boca estava aberta deixando gemidos saírem, mas nada se comparava ao que acontecia com Daryl. Ele estava me segurando contra ele, apertado, entrando e saindo de meu corpo com força, a boca seguindo beijos até meu ouvido:
"Minha, Bethanie. Seu corpo, seu gosto, seus seios, sua…" Ele me puxou para frente com força suficiente para me fazer soltar um pequeno grito, a dor espalhando-se por todo meu corpo, subindo rápido por minha espinha. E lá estava. A dor havia me empurrado para perto de meu abismo. Cravei minhas unhas curtas nas costas de Daryl, cravando algumas por entre suas cicatrizes e sentindo-o perder totalmente o controle.
Disse seu nome algumas vezes enquanto gozava rápida e visceralmente, apertando-o ainda mais do que já me sentia fazer. E Deus, eu queria mais daquela dor e daquele prazer. Eu queria mais de Daryl. Enquanto ainda estava em meu próprio frenesi, Daryl chegou ao dele, mas o medo dele foi maior.
O senti me levantar brevemente, saindo de mim e vindo em minha barriga, jatos quentes acertando minha barriga e coxas. Mas nada daquilo importou, porque no segundo seguinte ele estava com os dentes enterrados em meu pescoço. Deus, aquilo doía, mas ao mesmo tempo eu entendia, ele tinha que me marcar, ele tinha que me fazer entender que era dele, ainda mais do que eu já entendia, ainda mais do que eu já sentia.
Daryl estremeceu algumas vezes antes de me soltar e me olhar nos olhos, eram olhos sombrios, eram olhos pensativos demais. O beijei. O beijei porque eu sabia que de nada adiantaria não beijá-lo ou tentar saber o que ele estava pensando agora. Eu precisava assegurá-lo de que eu queria tudo aquilo que ele tinha me dado. E que eu queria ainda mais. Muito mais.
Enrosquei as mãos em seus cabelos, beijei com mais e mais força até sentir que ele tentava se afastar devagar. Deixei que ele fosse, apenas para vê-lo me olhar do mesmo jeito ao nos afastarmos. Me levantei devagar, minhas pernas ainda estavam tremendo e o vi se levantar também. Sorri e peguei sua mão, beijando a parte de cima e vendo-o me fitar sério.
"Esse é só mais um item das listas, não é?"
Daryl nada disse apenas ficou me fitando. Sorri novamente e soltei sua mão, indo na direção da água. Resolvi provocá-lo, ver se aqueles pensamentos tão sérios, fossem qual fossem, sairiam momentaneamente da mente dele.
"Algum dos seus itens envolve água?"
"Beth."
"O que foi?"
Disse enquanto entrava devagar na água que não estava totalmente gelada graças ao sol.
"Não tenho sua idade."
Ele disse resignado, como se eu estivesse tirando sarro disso. Afundei uma vez, molhando meus cabelos e quando voltei a superfície, ele estava de braços cruzados, desconfortável em estar nu ali, sozinho. Pra mim, era uma visão muito bem vinda. A melhor defesa, é o ataque.
"Quer dizer que não aguenta, velhote?"
Provoquei e vi uma chama se acender dentro dos olhos dele, falando exatamente o que eu havia feito. Havia provocado além do que já fizera, e eu pagaria por isso.
"O que disse?"
Eu tinha duas escolhas, ou repetir ou dar para trás, fugir. Minha mente sempre levava o melhor de mim e eu pagaria para ver o que ele faria.
"Perguntei se não aguentaria, velhote."
Daryl sorriu pelo canto da boca, virando-se e pegando as roupas no chão, inclusive as minhas. Comecei a rir enquanto o vi se afastar, voltando para a casa. Sai da água rapidamente, vendo Daryl vários passos a minha frente, sempre olhando por cima do ombro para ver se eu estava seguindo-o.
Por um segundo pensei na situação em que estávamos. Deus, eu deveria ter vergonha. Eu estava em um lugar aberto, onde qualquer pessoa poderia me ver e eu não estava ligando para isso. Daryl percebeu que eu estava pensativa demais porque parou e me esperou, entregando minha camiseta e colocando a própria calça sem nada por debaixo.
"Velhote?"
Eu ri e comecei a andar em sua frente para ir para a casa.
"Eu estou pronta para a próxima, você está?"
Nunca senti meu rosto ficar tão quente de vergonha e agradecia de não estar olhando para ele nesse momento. O ouvi rosnar atrás de mim, mas não tive coragem de olhar. Vi a casa a nossa frente e agradeci por já estarmos no quintal.
"Continue rebolando desse jeito na minha frente e logo estarei."
Era outro Daryl. Aquele caçava sim, espreitava e perturbava a presa. Deus, eu não deveria amar tanto. Mas amava, amava sim. E amo. Amo até hoje tudo que ele me diz, das palavras carinhosas as coisas sujas e degradantes. Amo Daryl por inteiro.
"Como, assim?"
Rebolei levemente ainda sem ter coragem de olhar para trás e apenas escutei um outro rosnado, dessa vez um que nunca tinha ouvido, uma ameaça. Medo me fez olhar por cima do ombro enquanto entrava na casa.
"Dez segundos para você estar na cama."
Meu coração saltou. O rosto de Daryl estava transformado em uma máscara de insanidade. Eu havia cruzado um limite. Ele me disse naquela mesma noite que eu havia quebrado um limite rebolando a sua frente, que ele sempre me olhara andar a sua frente, mas ao estar ali, sem nada me cobrindo sem ser a camiseta, oferecendo-me para ele, libertou algo que ele temia que eu ainda não estivesse pronta. E ele estava certo, eu não estava. Não totalmente.
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