Oral

Acordar ao lado de Daryl foi algo novo. Ele estava dormindo tranquilo, a respiração em meu pescoço, o braço enroscado em minha barriga, os pés prendendo os meus. Sorri. Ele estava de meia, calça jeans, camisa sem mangas e eu conseguia sentir que ele estava dormindo pesado ao meu lado.

Respirei fundo sentindo seu cheiro: era terra, tabaco, chuva e grama. É um cheiro perfeito pra mim. Eu estava ficando viciada antes mesmo de saber que poderia ficar viciada em um cheiro.

"Não fique me encarando desse jeito."

Ele disse com a voz rouca no meu pescoço enviando arrepios por minha espinha. Me movi devagar ainda despertando meus músculos e me virei de costas para Daryl, sabendo bem que agora poderia levantar sem culpa se o acordasse. Daryl me segurou contra ele, colando novamente o nariz em meu pescoço, dessa vez inalando meu cheiro e colando completamente o corpo ao meu.

Deus, estremeci até ter certeza de que ele estremecera comigo. O ouvi sorrindo fracamente enquanto falava.

"Estava olhando o que, Bethanie?"

"Você." Sabia melhor do que mentir para ele.

"Por que, Bethanie?"

"Por que não?"

Ele respirou fundo novamente em meu pescoço e eu quase gemi, a sensação dele enroscado em mim era incrível, e eu nunca havia acordado assim com ninguém. Eu estava começando a desejar acordar assim todos os dias de manhã.

"Qual seu limite, Beth?"

A voz dele soava particularmente preocupada, então me soltei devagar de seus braços e me sentei na cama, encarando-o ainda deitado. Passei as mãos por meus cabelos, mas ele segurou meus braços.

"Deixe assim."

Sorri e o fitei séria. Queria entender o que ele queria saber. Daryl se virou na cama e cobriu os olhos com o braço, esticando o corpo e bocejando. Ele não fizera nada para esconder a evidência em sua calça, mas eu sabia bem que eu não era a razão para ele estar daquele jeito. Ao menos, eu acreditava que não era a razão de cem por cento daquilo.

"Como assim, Daryl?"

Ele respirou fundo novamente e levantou, me dando as costas e saindo da cama. Eu o fitei até vê-lo entrar no banheiro e fechar a porta. Eu não estava entendendo o que ele queria dizer, e até que ele me explicasse exatamente o que queria dizer, eu ficaria confusa, e não chegaríamos a lugar algum.

Lembro que prendi a respiração quando Daryl saiu do banheiro, ele estava sem camisa e descalço. Tem algo que me deixa enlouquecida por Daryl até hoje, que é vê-lo apenas de jeans. Algo em Daryl apenas de jeans me deixa sem reação, me deixa salivando. E naquele momento, eu estava salivando e ele percebeu.

"Seu limites, Beth. O que quer disso?"

Comecei a entender a pergunta, mas queria mais explicações.

"Não sei o que quero disso, mas o que meus limites tem a ver com isso?"

Ele cruzou os braços, meus olhos instantaneamente foram para eles. Deus, eu logo estaria babando. Daryl poderia não saber bem como me afetava, mas era apenas continuar com aquilo e ele entenderia.

"Já disse que quer ser minha, Beth, vai se arrepender disso no futuro, mas…" Ele parou a mão no cabelo e levou o dedão a boca, mordendo devagar a ponta, pensativo, ansioso. "Esses passos, essas curiosidades… o que quer disso? Até onde vai?"

"Quer saber quais são meus tópicos na lista?" Ele assentiu com uma balançada fraca de cabeça. "Por que?"

"Responda a merda da pergunta, Bethanie."

"Ainda quero…" Deus, eu sentia meu rosto pegar fogo. Já havia me tocado na frente dele, mas falar o que queria assim… eu estava além de envergonhada. Engoli em seco, disse meu mantra e mordi o lábio. Eu havia decorado minha lista, mas dizê-la para ele era vergonhoso. "Quero… tudo que envolve você, Daryl."

Talvez se eu lhe dissesse isso, ele me deixaria sem dizer os itens específicos, mas mal sabia que na verdade ele queria aquilo para poder comparar com a dele, ver o que queríamos em comum. Por mais que eu tivesse a ideia de que Daryl era um mulherengo antes do mundo acabar, eu estava um pouco longe da realidade.

Sim, ele tivera mulheres, como me contou, mas nada como o que tínhamos. Ele estava aprendendo como eu o que éramos um para o outro. E eu ainda estava aprendendo a lidar com minha própria sexualidade.

"O que comigo, Bethanie?"

Olhei para o colchão e remexi em um fio solto.

"Bater, me vendar, me amarrar…"

Ele abaixou a mão e respirou fundo. Algo mudou dentro dele.

"São coisas pesadas, Bethanie. Tem certeza?"

Assenti, olhando-o sem olhar em seus olhos.

"E você?"

Ele deu dois passos na direção da cama, mas parou, passando as mãos nos cabelos.

"Ao ar livre, onde todos possam te ver, te ver de joelhos, tudo…"

Aquela palavra me fez estremecer violentamente. O que ele queria poderia envolver o que eu queria, e para minha mente 'virgem', foi um banquete. Eu pensei possibilidades que não sabia ser possível, mas precisava saber. Minha curiosidade ainda escorria por minha cabeça, e Daryl movendo-se no quarto me tirou de meu devaneio.

Ele parou a minha frente, os olhos presos aos meus, e eu olhava para cima. Sua respiração estava entrecortada e eu havia parado de respirar. Deus, Daryl era, definitivamente, algo a mais. Seus músculos estavam tensos, as mãos fechadas em punhos, mas os olhos eram insanos. Soltei o ar que segurava e abri minha boca.

"Incline a cabeça para trás."

Fiz o que ele disse e o segundo seguinte Daryl me beijava. Todo meu corpo estremeceu e eu quase cai da cama. Não conseguia acreditar que a boca dele estava colada a minha, e por mais que o angulo fosse estranho, sentir a ponta da língua de Daryl pedir passagem para dentro de minha boca foi algo que me fez tomar as rédeas de toda a situação.

Impulsionei meu corpo para cima, eu queria mais, eu precisava de mais. Segurei o rosto dele em minhas mãos, minha boca se abrindo para ele e foi aí que perdi o controle. Daryl soltou algo como um rosnado em sua garganta, e vibrou minha língua junto a dele. Suas mãos foram para minha cintura e me prensou contra seu corpo. Eu sabia bem o que queria, e sentir a língua de Daryl, sua boca encaixada com a minha, sua respiração rápida, seu corpo respondendo ao meu… eu sabia exatamente o que ele queria.

O senti me segurar mais firme, mas então ele me afastou com força, me fazendo voltar o passo que havia dado para levantar e continuar nosso beijo, caindo sentada na cama. Eu respirava rápido e ele se afastou dois passos de costas, seu peito subindo e descendo rápido. O olhei sem entender e o vi balançar a cabeça.

"Não… ainda não…"

Eu queria protestar, gritar, xingar e me jogar nele, provar que 'sim', que a resposta certa era 'sim'; porém, não tive tempo, Daryl saiu do quarto e saiu da casa logo após, ouvi a porta da cozinha bater. Meu corpo todo tremia e logo eu chorava.

Estava irritada, chateada pela rejeição, triste por ter perdido o controle e o afastado e… queria a cabeça de Daryl. Ele havia me dado algo que queria e logo após tomado de volta. Deitei na cama e chorei. Chorei de frustração e de raiva. Chorei por não entender a ânsia que tinha dele, de mim, de nós e tudo, e a recusa — mesmo que mínima e momentânea — havia me deixado assim.

Fiquei onde estava por mais algum tempo, meu choro passando em alguns minutos. Não me movi ao ouvir a porta da cozinha, não me mexi quando ouvi os passos dele entrando no quarto e muito menos me movi quando ele deitou na cama atrás de mim, mas sem encostar em mim.

"Não posso perder o controle, Beth. Ainda não…"

Não respondi, não saberia o que dizer e acho que ele entendeu, pois apenas ficou ali, parado atrás de mim, sua respiração baixa, o cheiro de cigarro pairando leve. Eu queria que ele me explicasse porque não, mas acho que eu não conseguiria entender.

Em algum ponto eu dormi e Daryl saiu, quando acordei, a casa estava escura, a porta do quarto fechada. Eu queria que ele tivesse me acordado, que tivéssemos conversado para que pudéssemos nos entender. Odiava pensar que Daryl poderia estar bravo ou irritado comigo.

Eu o queria, era algo simples de entender, mas meu problema na época era não saber o que era querer e o que querer implicava. Daryl sabia e estava tentando me mostrar, mas também não estava conseguindo. Ele ainda achava que eu merecia algo melhor, alguém melhor. O que ele não entendia, e acredito que até hoje é assim, é que eu queria ele porque ele é o melhor pra mim.

Fui até o banheiro e observei meu reflexo. Eu precisava de um banho, precisava voltar a rotina, tinha algumas coisas que queria fazer na casa antes de ficar muito mais escuro. Barriquei a porta do quarto e entrei no banheiro novamente. Tirei minha roupa percebendo o quão sensível estava minha pele, eu estava em um estado quase permanente de excitação.

Abri o registro e a água caiu mínima, gelada, mas mesmo assim, era água para tomar banho e eu não reclamaria da temperatura. Após tanto tempo sem conseguir tomar banho, mesmo que ele fosse gelado, eu aceitaria. Lavei meu corpo rapidamente, não poderíamos ficar gastando água, não sabíamos quanto ainda teríamos.

Sai do banho e me sequei, enrolei a toalha nos cabelos e me troquei. Voltei a conversa com Daryl. Deus, eu ficava vergonha somente de pensar nas coisas que ele queria fazer, e nas coisas que eu queria fazer. Ele havia dito que me queria de joelhos e eu imaginei essa cena. A ideia de ter Daryl Dixon em minha boca me deixava excitada. Ele já havia corrompido minha mente ao me fazer imaginar aquilo, quando me toquei em sua frente, ele havia me dito que era uma das coisas que mais pensava, em me ver de joelhos a sua frente, comigo lhe chupando.

Deus, apenas pensar nisso ficava com vergonha e excitada. Eu não achava ser possível, mas até hoje quando faço, Daryl me olha com a mesma cara de perversão que da primeira vez. Acho que foi aquilo que mais me deixou curiosa: a reação que ele teria.

Daryl não era o homem mais aberto com seus sentimentos no mundo, mas seu rosto entregava parte do que ele estava sentindo. Balancei a cabeça e fui até a cozinha, vendo que a vela do dia anterior ainda estava ali, apagada. A acendi e percebi que Daryl havia deixado duas latas de legumes em conserva na pia com um bilhete.

"Misture com a carne seca."

Quase rosnei. Eu odiava quando Daryl me dizia o que fazer de comida para nós dois. Eu sabia o que tinha que fazer e realmente não precisava dele me dizendo como ou o que. Comecei a juntar as coisas e ouvi barulho na porta de trás. Nossa janela estava fechada com tábuas para que a luz não fosse vista de fora, mas a porta não. Peguei a faca em minha bota e me preparei. O que quer que fosse, estava na parte de trás da casa.

Daryl entrou devagar sabendo bem que se eu estivesse na cozinha, estaria pronta pra atacar. O vi me olhar como que aprovando minha postura, e eu relaxei, guardando a faca e voltando a mexer no que estava fazendo. Vi Daryl colocar algo dentro do tonel de carne e se virar me encarando.

"O que é isso?"

Ele apontou para minha cabeça, eu ainda estava com a toalha enrolada nos cabelos. Dei de ombros e me afastei da pia, tirando a toalha e deixando-a na maçaneta da porta do quarto.

"Vou começar a preparar…"

"Senta, Beth."

A voz dele estava rouca, como se ele estivesse se esforçando pra falar. Seus olhos estavam presos aos meus e eu não conseguia desviar tamanha força. Dei um passo incerto até a cadeira mais próxima e me sentei. Meu corpo estava tenso, Daryl iria querer falar sobre o que houve antes e eu não queria escutar tudo aquilo novamente.

A chama da vela movia-se lentamente, movendo nossas sombras também. Daryl moveu-se devagar, tirando a besta, tirando o facão da cintura e lavando as mãos. O vi se mover até o banheiro e fiquei olhando para onde ele estivera parado na cozinha. Aquilo estava estranho, Daryl estava estranho. Por alguns minutos ouvi a água do chuveiro cair e então ela parou. Talvez ele fosse querer conversar antes de comermos algo, ou…

"Bethanie."

A severidade em sua voz me fez virar o rosto para a porta do quarto e eu quase cai da cadeira em que estava. Daryl estava com os cabelos molhados, pingando em suas costas e ombros. A calça jeans estava solta em seu quadril, ele estava sem camisa e descalço. Deus, esse homem tinha o mínimo de noção do que aquela imagem faria comigo? Só realmente faltava um cigarro na boca e pronto, o cenário completo para tirar minha sanidade.

Ele se aproximou devagar e parou bem a minha frente. Olhei pra cima, em seus olhos, e a realização do que ele queria foi me acertando devagar. Respirei fundo e levantei as mãos devagar, tremendo conforme as colocava em sua cintura. Deus, eu sabia o básico sobre isso, não tinha a menor ideia do que fazer pra começar. Eu precisava de uma ajuda, mas nunca iria pedir para Daryl. Então segui os instintos em minha cabeça.

Lembro de ter soltado o botão da calça dele e descido o jeans devagar, deixando-o solto e vendo-o escorrer pelas pernas de Daryl. Deus, ele tem coxas grossas, trabalhadas pelo tanto que andamos. O vi mover as mãos e antes que me desse conta, ele estava me beijando, me dando força e coragem talvez. Quando nossas bocas se separaram, o olhei rapidamente, a luz da vela enviava pouca luminosidade, mas era o suficiente para que eu visse o fogo queimando dentro das íris dele.

Realmente aquilo me ajudou, o vi se endireitar e olhar em meus olhos. Meus dedos traçaram os músculos em sua barriga, o V que era seu quadril e segurei com os indicadores o cós da boxer dele. Me sentia tremer, mas ao mesmo tempo minha curiosidade me deixava insana. Eu precisava daquilo. Eu precisava fazer aquilo, riscar aquele item da lista dele, dar aquele passo, exatamente pelo fato de que ele nos levaria aos outros passos.

Nunca havia realmente pensado em fazer aquilo, mas ao descer a boxer de Daryl, vê-lo prender a respiração e me olhar firmemente, eu sabia que queria fazer aquilo sim. Eu não tinha a mínima ideia do que estava fazendo. Daryl havia me dito pra sentar, meus olhos estavam observando seu rosto e eu via a perversidade por trás daquelas íris.

O tecido ficou soltou em suas pernas e desceu jutando-se a calça em seus tornozelos. Eu o tinha visto antes, mas de perto… era diferente. Daryl subiu a mão e a enroscou em minha cabeça, acariciando meu corpo cabeludo e me deixando saber que estava tudo bem. Respirei fundo e soltei o ar pela boca, sentindo o cheiro dele.

Mordi o lábio e o segurei em minha mão, era macio, mas firme. Primeiro movi devagar em minha mão e olhei no rosto de Daryl, mas ele havia jogado a cabeça para trás e fechado a boca firmemente, o maxilar estava travado. Isso era outra visão que eu nunca esqueceria. Voltei a olhar o que estava fazendo e o movi mais em minha mão, cada vez mais rápido até sentir a mão de Daryl apertando levemente meus cabelos por entre os dedos. Esse era o momento.

Me aproximei mais, molhei meus lábios e os abri. A primeira sensação foi estranha, mas logo após o coloquei levemente em minha boca e ouvi Daryl soltar um gemido rouco, do fundo da garganta. Fechei os olhos e segui o instinto. Colocava um pouco mais na boca a cada vez que avançava, molhando meus lábios quando me afastava. Minha mão me ajudava a mantê-lo certo em minha boca e eu comecei a sugar devagar.

A resposta de Daryl foi imediata, sua mão apertou muito em meu cabelo e seu quadril passou a se mover devagar. Na época eu não tinha ideia do que ele estava tentando fazer, mas hoje apenas deixo que ele mova o quadril como quer. Daryl apertou os dedos nos fios do meu cabelo e eu gemi de dor com ele em minha boca, o que o fez dizer meu nome.

Abri meus olhos e olhei para cima, ainda com ele em minha boca, ainda movendo-o para dentro e para fora, sugando, provando-o em minha língua. Tinha algo em saber que Daryl Dixon estava em minha boca que derrubava qualquer vergonha momentânea e me deixava insana por ele.

Olhei dentro de seus olhos escuros, a luz da vela mais fraca, mas ainda assim nos deixava olhar um para o outro. Daryl disse meu nome outra vez, ainda me fitando, ainda movendo o quadril brevemente, ainda fazendo os movimentos que eu queria que ele fizesse em outro lugar.

"Mais forte."

Eu não sabia o que ele queria mais forte, mas apertei mais minha mão envolta dele e o suguei para dentro de minha boca com mais força, forçando minha língua a sentir mais de seu gosto. Daryl rosnou. Ele deixou um rosnado sair de sua garganta, a mão arrebentando vários fios de meu cabelo e me fazendo gemer de dor e fechar os olhos para impedir algumas lágrimas de caírem.

Descontrole. Senti Daryl descontrolar assim que deixei uma lágrima cair de meu olho ao senti-lo apertar a mão novamente em meu cabelo e soube que ele estava próximo. Ele repetia meu nome várias e várias vezes, o quadril balançando mais rápido, mais forte, mais seco. Ele soltou meu cabelo por um segundo apenas para pegá-lo novamente logo após e disse meu nome mais alto, o gosto dele mudando brevemente, ficando mais forte.

"Quando eu mandar, tire a boca."

O suguei mais forte, ele iria gozar, eu queria fazer isso com ele. Eu queria poder dizer a mim mesma que eu fiz Daryl Dixon gozar. E eu não sabia o que esse buraco de Alice iria fazer com a minha cabeça.

"Pare."

E eu fiz exatamente o contrário. Suguei Daryl com mais força dentro de minha boca, segurando-o ainda mais firme em minha mão, movendo ainda mais rápido e ele me segurou forte pelos cabelos e contra si. Engasguei brevemente quando ele começou a gozar, mas mantive a cabeça longe daquilo e logo havia terminado. O vi se afastando devagar, dois passos apenas para não cair com a calça e a boxer ainda nos calcanhares. O vi levantar as duas peças e me fitar enquanto subia o zíper e prendia o botão.

Era salgado, doce, diferente. Não sabia o que fazer com aquilo, então fiz o que achava ser certo, engoli. Daryl quase teve uma síncope ao me ver engolindo. Ele caiu de joelhos a minha frente, entre minhas pernas, suas mãos em meu rosto, seus dedos limpando as lágrimas que caíram e estremeci ao sentir sua boca na minha.

"Porque engoliu?"

Ele perguntou de olhos fechados, os lábios encostados nos meus.

"Parecia o certo."

Ele sorriu devagar, a boca voltando a beijar a minha.

"Sua vez."

Meus olhos abriram rapidamente e o olhei surpresa. Mas não houve tempo, logo Daryl já havia me jogado em seu ombro e eu estava sendo carregada para o quarto para ser jogada na cama. Eu sabia o que viria a seguir.