Danna is living with the boys
5 Lanchinho da meia noite
Notas iniciais
Eu não estava conseguindo dormir.
Pode parecer infantilidade, mas toda vez que eu fechava os olhos eu imaginava alguma criatura asquerosa andando pela minha cama. Os Fields deviam ser pessoas que se preocupavam muito com o conforto de seus hóspedes, porque a minha cama king size e meus travesseiros de pena de ganso me faziam me sentir num paraíso.
Um paraíso com possíveis visitas de répteis. Mesmo o quarto de Tyler não sendo ao lado do meu, eu continuava com uma pulga atrás da orelha.
E foi por isso que eu desisti de ficar me remexendo no oásis que era o colchão e calcei minhas pantufas. Olhei no celular e constatei ser mais de meia-noite. Talvez eu pudesse fazer um lanchinho, já que o restaurante em que os meninos foram serviam porções miseráveis de comida.
Desci as escadas tateando tudo ao meu redor, não queria ligar as luzes da mansão. Cheguei à cozinha e abri a geladeira. Passei os olhos pelos produtos.
— Também faz lanche de madrugada? – perguntou uma voz.
Pulei com o susto e pus a mão em cima do coração. Mason me encarava divertido.
— Calma, eu não sou o Tyler! Então, já que eu ia preparar um lanche pra mim, posso preparar para você? – ofereceu sorrindo.
Eu já disse que Mason Fields é um gato? Já disse que ele evolui para gatíssimo quando sorri? Se não, fiquem sabendo agora.
— Ok, obrigada, Mason.
Ele concordou com a cabeça e pegou um creme na geladeira e algumas frutas postas numa cesta em cima da mesa de granito no meio da cozinha. Mexeu em alguns armários e pegou uma porção de cereais, como aveia e linhaça.
Ele colocou frutas vermelhas, o creme e os cereais no liquidificador e depois da bebida estar pronta, ele caçou pela cozinha uma bandeja de pãezinhos.
— Então, aqui está a bebida rosa do Mason, 100% saudável. E esses pães foram feitos ontem de manhã pela dona Abigail, você vai conhecê-la amanhã. Ela é uma senhora que cuida da casa e um doce de mulher – sorriu – você vai amar a comida dela.
Peguei o copo que ele havia depositado a bebida e brindei com ele. Dei um gole e estava maravilhosa, eu adorava qualquer coisa que tivesse frutas vermelhas. Mason me passou um pãozinho e estranhei ele não ter oferecido alguma coisa para passar no pão, mas me mantive quieta.
Mordi um pedaço do pãozinho e ele não precisava de mais nada. Dentro da massa leve e amanteigada havia um recheio de creme com alguns pedaços de tomate. Era fantástico, o creme me lembrava queijo Filadélfia e combinava perfeitamente com a massa e o tomate.
— Obrigada, Mason, está tudo perfeito! – falei entre uma bocada e outra.
Mason concordou com a cabeça e comeu em silêncio. Já conseguia perceber que ele não era de falar muito. Decidi iniciar um monólogo e contei sobre minhas primeiras impressões da mansão. Vi o vislumbre de um sorriso quando falei sobre o susto no quarto do Tyler e acrescentei:
— Por causa disso eu desci. Meio que fiquei preocupada em acordar no meio da noite com algum bicho em cima de mim, mas isso não passa de coisa da minha cabeça, então vou deixar isso pra lá.
Ele lavou a louça suja, mesmo eu tendo me oferecido para isso e subimos as escadas. Ele deu um silencioso tchau antes de ir para seu quarto e eu vaguei rumo ao meu.
Escovei os dentes e deitei na cama, virando meu rosto para a janela. Como as cortinas estavam abertas, pude me fascinar com o brilho da lua cheia até que comecei a sentir sono, parando de relembrar de cinco em cinco minutos animais como sapos e iguanas enormes.
Antes que fechasse os olhos e adormecesse completamente, ouvi a porta sendo aberta e alguém sentando na poltrona no canto ao lado dela. Senti que poderia sonhar sossegada, porque Mason não deixaria nenhum bicho asqueroso atrapalhar meu sono.
Que fofo da parte dele.
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